31 de janeiro de 2013
o passa-fome
Ontem ocorreu-me uma coisa, uma recomendação dada pelo pediatra da mais velha, há 3 anos atrás: "dá-lhe a papa à tarde que é quando o teu leite é mais fraco". Disse-nos isto aos 4 meses da mais velha, nas vésperas de eu regressar ao trabalho e nós acatámos sem questionar. Passadas 3 semanas a rapariga, que apenas comia papa e mamava todo o resto do dia, começou a dormir "a noite toda".
Com o mais novo, iniciámos pela sopa aos 5 meses, ao almoço e passadas duas semanas papa ao jantar. Tomámos esta decisão porque já eram duas refeições de colher e certamente com a barriga cheia de papa junto à hora de deitar, ele iria dormir mais horas. Nada feito. Está quase com 7 meses e deita-se pelas 21:00 e mama, acorda à 01:00, às 5:00 e às 9:00 está pronto para comer novamente - não se aguenta!!
Ontem tivemos uma tarde épica! Após o lanche foi sempre a chorar até comer a papa ao jantar, não dormia, não ficava no chão, não ficava no colo, toca a deitar novamente, torna a ir para a sala e eu a entrar novamente em parafuso.
Hoje tomei a decisão de lhe trocar novamente as voltas, almoçou uma sopa e dormiu uns fabulosos 50 minutos. Fomos sair um bocado, apanhar sol e tratar de assuntos burocráticos, e de seguida lanchou papa, sentei-o no chão e o garoto começa a ficar com sono!!! Deitei-o e em menos de nada dormia - MILAGRE!!!!! Acordou passado uma meia hora, não mais, todo contente e bem disposto, brincou com a mana, e depois foi leite ao jantar e mais outro bocado ao deitar. Nunca mais chorou e estou aqui pasmada da minha vidinha!
Andou o cachopo a passar fome, será?!? Terá isto sido pura coincidência? Estou ansiosa para ver como serão os próximos dias e quiçá noites!
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Vasco
30 de janeiro de 2013
coisas boas
Quando trabalhamos muito e damos mostras de que queremos fazer coisas novas, a vida traz-nos uma imensidão de coisas boas. Novidades em breve*
29 de janeiro de 2013
olha a neve!
E o dia chegou, mais cedo do que eu poderia imaginar, e pronto, vamos mostrar a neve aos miúdos.
Esperemos que neve, mas não em demasia para não cortarem tudo que é estrada serrana.
Vai ser a aventura do ano!
M-E-D-O!
28 de janeiro de 2013
A choradeira ao deitar
Andamos com uns problemazitos cá em casa. Não é que ele tenha insónia noctura, ele até dorme bem de noite apesar de (AINDA!!!) acordar para mamar. A chatice é que a maioria das vezes ele não quer ficar a dormir, sobretudo durante a tarde. Faz sestas curtíssimas, quando acorda (de dia) é totalmente impossível que volte a adormecer, se o pouso na cama chora até me vencer pelo cansaço. Se eu o quero adormecer à noite, tem que ser com a minha mão no peito dele e se me venho embora, enfim... berreiro!
Nada disto aconteceu com a mais velha e acho extraordinária esta diferença entre eles, a necessidade que um tem do contacto físico e a independência precoce da outra. Olhando para todo o percurso que fizemos nestes útlimos 7 meses (quase), não acredito que tenha feito muitas coisas diferentes, aliás, eu da primeira vez não sabia fazer nada e correu tudo lindamente, desta vez porque haveria de ser diferente? Mas a verdade é que eu/nós devo ter feito algo que espoletou este comportamento dele e estou convencida que isso se deve ao facto de nós querermos zelar pelo descanso da mais velha e foi aí que a coisa descambou.
Ao tentar evitar que o bebé chorasse, algo perfeitamente natural num recém-nascido, se calhar demos-lhe mais colinho e tentámos entretê-lo de modo a que não chorasse tanto. Vai daí, ficou ele um mimalhito sedento de um cafuné extra na hora de deitar. Mas agora a situação está a tomar um rumo que pode levar a um problema que pode aumentar e tivemos que intervir. Houve um dia em que eu literalmente me estava a passar, ele chorou a tarde toda, sempre que me afastava do seu campo visual havia berreiro e eu a ficar cada vez mais cansada daquilo.
No dia seguinte, o pai ficou em casa a tomar conta dele para eu poder fazer alguns trabalhos, sair de casa, ver gente normal e depois regressar mais orientada. Durante essas horas, o pai deu um tratamento de choque ao Vasco, deixou-o a chorar até ele se cansar, pegando-o ao colo e reconfortando-o sempre que ele se calava. Sempre que o pousava ele retomava o choro e isto repetiu-se até ele adormecer. Repetimos esta operação durante 3 dias e agora começamos a ver algumas melhorias, ele já fica mais sereno quando eu o deito, no entanto, faz sempre um choradinho comigo, que sou uma fraca. Com o pai ele já sabe que não tem grandes hipóteses de quebra. Algo que ajuda imenso nesta batalha é deitá-lo com um boneco com o qual ele possa ir brincando até adormecer, fica na penumbra entretido e passado um bocado já dorme. Não sabemos se isto é o ideal, o correcto, mas funciona e pelo menos evita aquela choradeira que me causa uma perturbação incrível.
Para nos orientarmos seguimos mais ou menos o princípio do Método Estivill, é difícil, mas coincidência ou não, a coisa está a compôr-se...
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Vasco
26 de janeiro de 2013
sobre a festa - notas breves
as botas dela nunca mais serão as mesmas
A festa correu muito bem, havia lá muita gente da minha idade, foi ao ar livre e havia bicharada, havia rissóis, frango de churrasco, batatas fritas e coca-cola, havia também um campo de futebol com uma poça gigante de lama que eu não via lá do salão de festas onde estava a degustar uma bela fatia de bolo.
Fomos só nós as duas, oferecemos um livro, brincámos imenso, vimos coisas novas, perdemo-nos para ir e para regressar (no início achei que não fazia falta o GPS, ao regressar o telemóvel estava sem bateria).
Tirando o pormenor de a ter trazido no carro com lama até aos joelhos, gostei mesmo muito da festa, super agradável :))
Nem quero imaginar se a tivesse deixado MESMO sozinha... :DDDD
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25 de janeiro de 2013
festas de aniversário - ficar ou não ficar, eis a questão!
Este fim-de-semana temos um aniversário de um amigo da mais velha. É uma criança que já conhecemos desde bebé e que convivemos com os pais desde essa altura, já lá vão 3 anos. Ainda assim, não é sobre o que irá acontecer que estou a escrever, mas sim, sobre um episódio que já se passou há mais tempo.
Há cerca de um mês, fomos (eu e a mais velha) a um aniversário de outro amiguinho, neste caso o amiguinho não era assim tão próximo e muito menos a relação entre nós, os pais. Ainda assim, visto que a criança fazia anos na altura do natal, eu achei que não deveria ter muitos convidados a aceitar o convite (achei eu...) e fui solidária com o facto dele ter nascido numa altura que não puxa a mais gastos, mas isso até era secundário. Ao chegar à festinha, reparei imediatamente que só lá estavam as crianças convidadas e a mãe e avó do aniversariante, então mas o que é feito dos outros pais?!?!
Eu admito que nunca na minha vida me passou pela cabeça deixar a minha filha em casa de umas pessoas que mal conheço "sozinha", para mim, foi "tão natural como a sua sede" ficar na festa até que nos viessemos embora, no entanto, para os outros pais foi natural deixar lá os miúdos e depois ir cada um à sua vida. Não! Medo! E as varandas? e as esquinas vivas? e se ela se porta mal e puxa a toalha dos croquetes? Claro que eu não podia vir embora, e fiquei ali a gramar a pastilha, que é como quem diz, gritos, levar miúdos ao wc, pedir-lhes para não saltarem todos em cima da cama do aniversariante, entre outras coisas (tudo em parceria com a dona da casa, naturalmente...)
Eu tenho que perguntar, mas o que é normal numa festa de aniversário de uma criança de 3 anos? É ficar ou é dar de frosques? Amanhã temos uma festinha, volto a pensar que conheço melhor estes pais, que são pessoas super porreiras e com as quais me identifico, mas estarei eu pronta para largar a minha criança numa festa e fazer horas em casa até que aquilo acabe? O que é o normal, pessoas com experiência?
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AVISO
Pessoas que me lêem, atentem neste aviso!
Quando eu faço uma publicação sobre alhos e me comentam com bugalhos, ou seja, colocam um comentário sobre uma atividade comercial que estão a lançar e que nada está relacionado com o post que eu escrevi, esse comentário será apagado.
Não foi uma, nem duas vezes que isto aconteceu neste blog, eu deparar-me com comentários a fazer publicidade descarada sobre bandas de música, farturas, caricaturas e por aí fora. Eu compreendo que estamos numa altura em que todos temos que fazer pela vida, mas sejamos mais espertos, enviem-me um e-mail a explicar a vossa ideia ou façam de conta que até acharam o post engraçado ou pertinente e depois ponham o link da vossa mais recente atividade profissional. Sempre fica mais discreto...
Tal como a publicidade descarada será apagada, também serão apagados comentários parvos de anónimas desocupadas, para isso podem continuar a chamar-me "pindérica" na avaliação deste ou outros posts.
A gerência agradece.
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24 de janeiro de 2013
23 de janeiro de 2013
22 de janeiro de 2013
Trova do Vento que Passa
Olhei pela janela e lembrei-me desta música...
Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.
o vento nada me diz.
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.
o vento nada me diz.
La-ra-lai-lai-lai-la, la-ra-lai-lai-lai-la, [Refrão]
La-ra-lai-lai-lai-la, la-ra-lai-lai-lai-la. [Bis]
La-ra-lai-lai-lai-la, la-ra-lai-lai-lai-la. [Bis]
Pergunto aos rios que levam
tanto sonho à flor das águas
e os rios não me sossegam
levam sonhos deixam mágoas.
tanto sonho à flor das águas
e os rios não me sossegam
levam sonhos deixam mágoas.
Levam sonhos deixam mágoas
ai rios do meu país
minha pátria à flor das águas
para onde vais? Ninguém diz.
ai rios do meu país
minha pátria à flor das águas
para onde vais? Ninguém diz.
[Se o verde trevo desfolhas
pede notícias e diz
ao trevo de quatro folhas
que morro por meu país.
pede notícias e diz
ao trevo de quatro folhas
que morro por meu país.
Pergunto à gente que passa
por que vai de olhos no chão.
Silêncio -- é tudo o que tem
quem vive na servidão.
por que vai de olhos no chão.
Silêncio -- é tudo o que tem
quem vive na servidão.
Vi florir os verdes ramos
direitos e ao céu voltados.
E a quem gosta de ter amos
vi sempre os ombros curvados.
direitos e ao céu voltados.
E a quem gosta de ter amos
vi sempre os ombros curvados.
E o vento não me diz nada
ninguém diz nada de novo.
Vi minha pátria pregada
nos braços em cruz do povo.
ninguém diz nada de novo.
Vi minha pátria pregada
nos braços em cruz do povo.
Vi minha pátria na margem
dos rios que vão pró mar
como quem ama a viagem
mas tem sempre de ficar.
dos rios que vão pró mar
como quem ama a viagem
mas tem sempre de ficar.
Vi navios a partir
(minha pátria à flor das águas)
vi minha pátria florir
(verdes folhas verdes mágoas).
(minha pátria à flor das águas)
vi minha pátria florir
(verdes folhas verdes mágoas).
Há quem te queira ignorada
e fale pátria em teu nome.
Eu vi-te crucificada
nos braços negros da fome.
e fale pátria em teu nome.
Eu vi-te crucificada
nos braços negros da fome.
E o vento não me diz nada
só o silêncio persiste.
Vi minha pátria parada
à beira de um rio triste.
só o silêncio persiste.
Vi minha pátria parada
à beira de um rio triste.
Ninguém diz nada de novo
se notícias vou pedindo
nas mãos vazias do povo
vi minha pátria florindo.
se notícias vou pedindo
nas mãos vazias do povo
vi minha pátria florindo.
E a noite cresce por dentro
dos homens do meu país.
Peço notícias ao vento
e o vento nada me diz.
dos homens do meu país.
Peço notícias ao vento
e o vento nada me diz.
Quatro folhas tem o trevo
liberdade quatro sílabas.
Não sabem ler é verdade
aqueles pra quem eu escrevo.
liberdade quatro sílabas.
Não sabem ler é verdade
aqueles pra quem eu escrevo.
Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.
Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.
a minha vista
as últimas cá de casa
vasco:
bebebebebeebebebebebebebebeebe
bababababababababababa
papapapapapapapapapaaaaaaa
leonor:
partiu os óculos do pai
partiu um batom de cieiro que estava quase novo e está neste momento em parte incerta...
eu:
rasguei o pneu do carro
pai:
engripado
os meus vizinhos:
ficaram sem as guardas de vidro das suas varandas. entretanto já sabemos que vem aí mau tempo outra vez...
bebebebebeebebebebebebebebeebe
bababababababababababa
papapapapapapapapapaaaaaaa
leonor:
partiu os óculos do pai
partiu um batom de cieiro que estava quase novo e está neste momento em parte incerta...
eu:
rasguei o pneu do carro
pai:
engripado
os meus vizinhos:
ficaram sem as guardas de vidro das suas varandas. entretanto já sabemos que vem aí mau tempo outra vez...
21 de janeiro de 2013
Um e outra
Um começa a almoçar enquanto o outro almoço acaba de ficar pronto. Ela começa a almoçar e está ele no compasso de espera até que fique com sono. Já não aguento que ela acabe o almoço e ele vai fazer a sesta. Ela acaba de almoçar, trata da higiene e finalmente se deita. Mal ela pousa a cabeça na almofada oiço o outro a acordar da (mini) sesta.
Trago-o comigo e enquanto ela dorme tento cansa-lo para que daqui a nada o deite e quem saiba eu possa trabalhar uma meia hora...
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