10 de agosto de 2014

32/52 de 2014

Ela: um amigo nosso deu-lhe cromos da caderneta do filme Frozen, são o maior tesouro que ela tem e colou os favoritos na cadeira dela.

Ele: o papá apareceu de mota e ele não descansou enquanto não subiu ao guiador. Subiram... :)

Eles: duas horas de pura adrenalina no parque rematadas com uma boa bica de água.

"a portrait of my children, once a week, every week, in 2014"

8 de agosto de 2014

eu, a inocente

Detesto fazer figura de parva, e há dias caí numa conversa que me irritou profundamente, não pelo tema em si, mas porque eu já devia ter juízo e não dar conversa a estranhos. Apenas partilho isto porque ainda estou irritada e porque existe a possibilidade de alguém passar pela mesma situação que eu e assim, ficam avisados.

Ligaram-me de Lisboa, uma Dr.a Fulana de Tal a dizer que era do Instituto Nacional de Bem-Estar ou algo parecido. Estavam a fazer um estudo nos 18 distritos de Portugal para averiguar se uma notícia da TVI ou Correio da Manhã (devia ter desligado aqui) teria um fundo de verdade. A notícia era sobre a existência de fármacos na rede pública de água. Mandariam um técnico a minha casa, a custo zero, faria alguns testes à água, meia dúzia de perguntas e em troca, como agradecimento, deixariam ficar um redutor de água. Autorizei a vinda do técnico, porque afinal, era um tema que me pareceu credível e acho importante ajudar quem anda a fazer estudos.

Veio o Técnico, em plena hora de ponta cá em casa e com uma visita para jantar. Pediu copos para amostras de água (da torneira, da torneira fervida, do garrafão) e lá começou a fazer os testes... Entre dar banho às crianças e pôr o peixe a grelhar, ia respondendo às perguntas e vendo resultados assustadores sobre a qualidade da água da minha torneira. Ele era metais pesados, ele era matérias orgânicas e coitadinhas das crianças, e que na freguesia vizinha era o terror,... enfim, eu já estava a ficar um pouco assustada com tanta informação, mas depois perguntei-lhe pelos critérios que se referiam à pesquisa dos tais fármacos. O Técnico não sabia do que eu estava a falar, tentou disfarçar e lá disse que seria possível evitar aquelas matérias terríveis com o uso de alguma tecnologia disponível, comecei a ficar irritada. Neste momento, o meu marido e o Técnico sentaram-se à mesa a analisar tabelas e eu entre os miúdos, a minha amiga e preparar uma salada, percebi que a Dra. Fulana de Tal estava ao telefone com o Técnico a sugerir (impingir) a compra de um filtro porque coitadinhas das crianças, éramos um agregado prioritário perante tamanha podridão que saída da torneira da cozinha!!!
Virei-me secamente para o Técnico e disse-lhe que "Nós não vamos comprar nada." e continuei a pôr a mesa, pratos, talheres... A conversa ao telefone terminou e após o meu marido também ter informado que não iríamos adquirir nada, eu perguntei ao Sr. Técnico se já tinha feito todas as análises que queria, ao que me disse "Sim, já!" "então pode arrumar a sua mala e adeus que vamos jantar."

O homem arrumou as trouxas com a velocidade que pôde, adeusinho e passe bem e nunca mais me apareçam à frente a falar de estudos, nem dados estatísticos. Acho isto uma tristeza, como fui eu cair nesta conversa?? Há uns anos entrei na mesma cilada, a das viagens, mas também nunca comprei nada, saí no momento em que me falavam de compras e outras ofertas. É que nem lhes digo mais qualquer palavra, viro costas e desapareço.

Fui investigar o tal Insituto, não existe.
Soubemos também que a DECO está cheia destas reclamações - ler esta notícia.
Enfim, fui uma tontinha, achei que sinceramente estavam a fazer algo com pés e cabeça e agora nunca mais me peçam ajuda para nada, cambada de mercenários.

É nunca dar conversa a estranhos, mesmo!

4 de agosto de 2014

31/52 de 2014




Ela: uma manhã inteira a brincar com barriguitas giras da nossa amiga noiva.
Ele: a excitação de uma piscina grande, no NaturWaterpark em Vila Real, pena o tempo não ter estado mais estável.
Eles: a loucura na nossa varanda continuou durante esta semana.

"a portrait of my children, once a week, every week, in 2014"



Esta semana terminou com uma ida a Trás-os-Montes; uma amiga nossa casou-se e pela primeira vez fomos todos em comitiva para esta região. A viagem teve um impacto grande neles, sobretudo nela. Ela adorou a paisagem, tão diferente do nosso habitual, tão acidentada; os procedimentos para preparar uma noiva também a deixaram extasiada! Infelizmente tirei-lhes pouquíssimas fotografias, não tive tempo, foi tudo muito corrido, tão depressa chegámos como nos viemos embora, ainda assim, fica a promessa de voltarmos com mais tempo para explorar melhor a cidade de Bragança e as aldeias circundantes.

- Mamã, quero voltar para trás, não gosto destas alturas. (em plena auto-estrada)
- Sabes C., quando eu casar também vou estar muito nervosa!
- Estes montes parecem de ouro...
- Mamã, cá em Aveiro já não há aquelas montanhas! (ao acordar já perto de casa)



30 de julho de 2014

julho de 2014


Não resisti... no ano passado e no ano anterior foi tão "stressante" tirar esta fotografia que este ano já não me apetecia tentar. Ainda assim, hoje, quando pus o vestido e mostrei à mais velha as fotografias dos anos anteriores, ela mostrou um entusiasmo tão grande que eu não pude perder esta oportunidade!

Sendo assim, e dando eu dito pelo não dito, cá ficam com mais uma fotografia do vestido azul.
:)

28 de julho de 2014

Nova etapa - parte II


Há já algum tempo que queríamos tirar as grades do berço, mas achávamos que ainda era cedo, que devíamos aguardar mais uns meses. O facto dele já estar pesadíssimo fez-nos avançar e chegou o dia!
Curiosamente passaram precisamente 3 anos e uns dias desde que retirámos as grades da cama quando a Leonor lá dormia, e o mais giro é ver que as reações dos dois não foram muito diferentes. A diferença maior é que o Vasco tem uma mana mais velha, mais sabichona e que o puxa para a marotice porque sabe que ele vibra imenso. O momento em que ele percebeu mesmo que a cama estava diferente foi quando pusemos o colchão e os lençóis, depois a irmã deitou-se e ele juntou-se a ela. Entraram e saíram da cama várias vezes, brincaram com as ferramentas e nem os móveis escaparam.

A primeira noite foi um pouco difícil, eles estavam muito agitados e o Vasco não soube de todo, lidar com a liberdade. Ao contrário da irmã, que nunca saiu da cama, NUNCA! ele veio ter connosco à sala diversas vezes. Há mais de um ano que eu não tinha dificuldades em que ele adormecesse e eis que tive de montar guarda no quarto para que ele não aparecesse na sala. Ele e Ela!! Foi uma cowboiada e quando adormeceram já era tardíssimo, mas lá ficaram. Acredito que os próximos dias eles acalmam e a rotina regressa, até lá, é ter paciência e repetir "isto vai ao sítio!"


Pés gorduchos*** 


Claro que entalou os dedos no alicate. Faz parte!




Olha só o jeitinho! 



a fazer de conta que dorme.

O lençol, virou a capa da Elsa... :)

Mamã, o Vasco dorme ali e eu aqui!
Pois sim...

A próxima fase será a eliminação do berço e a transformação da cama dela em beliche, esperemos que seja ainda este ano!

27 de julho de 2014

30/52 de 2014


Esta semana foi fértil em acontecimentos marcantes!

Ele: foi a primeira vez cortar o cabelo a uma profissional, e portou-se muito bem! o cabelo ficou bem curtinho, mas para a época de calor (deixem-me rir do calor...) é o que dá mais jeito a este moço encalorado.


 Ela: fomos as duas ao hipermercado (MEDO!!) e quando vimos piscinas insufláveis por menos de 5€ eu nem hesitei. Esta é a cara de sucesso!

Eles: enchemos a piscina com água bem quente, e quando o nevoeiro regressou, aproveitámos a hora do lanche para os tirar da água. Foi muito difícil :D

"a portrait of my children, once a week, every week, in 2014"

25 de julho de 2014

sobre a angústia


Ultimamente tenho andado com muita preguiça. Temos tido muito que fazer, os miúdos andam na escola e as "férias" ainda demoram umas semaninhas. Pouco ou nada tenho pegado no computador para escrever, nem a máquina sai da secretária sem ser ao fim-de-semana, nada me apetece, o tempo está ranhoso, as crianças birrentas e nada me puxa...

Há dias estava a fazer uns trabalhos manuais quando começou a dar A Lista de Schindler. Já tínhamos visto o filme umas duas vezes e deixámos ficar, eu ia vendo uns bocadinhos. À medida que o filme avançou, dei por mim a ver sequências maiores e a ficar cada vez mais mal disposta, cada vez pior. Cheguei a um ponto em que não fui mesmo capaz de ver mais e concluí que a última vez que vi o filme já teria sido há mais de 5 anos, antes de ser mãe portanto.

Isto de ter tido filhos modificou-me, falo do impacto que têm sobre mim certas imagens, mesmo que fictícias, embora neste caso fosse um filme baseado em factos reais. Enquanto o meu marido vê notícias, publicidades, filmes e pequenos vídeos no you-tube e tv, sem pestanejar, eu realmente não consigo. Se antes de ser mãe determinadas cenas me chocavam, mas não me abalavam, agora não consigo abstraír-me da possibilidade dos meus filhos passarem por determinada situação, ou mesmo nós enquanto pais de filhos caídos em desgraça. Estes últimos tempos têm sido férteis em casos marcantes que não consigo lidar muito bem, começou com o caso do Meco (que pelos vistos foi hoje arquivado), depois os conflitos em África, Médio Oriente, aviões que caiem, o caso Judite de Sousa, enfim...

Interrogo-me se esta "incapacidade" de lidar com estas imagens é coisa para acontecer a outras mães, será que isto é assim para sempre ou atenua com o passar dos anos? Terei eu de passar por uma situação-limite para achar que filmes como aquele são um passeio no parque? Se for caso disso, prefiro continuar a ver canais de música...

20 de julho de 2014

29/52 de 2014



Depois da sesta dele resolvemos dar um salto à praia e foi uma boa aposta, o vento estava aceitável, a água também e a excitação das crianças foi total.

Ela: ou saltava ou corria, difícil foi tirá-la da beira-mar. Esta minha filha precisa de muito pouco para explodir de alegria, faz a festa sozinha e nunca se cansa.

Ele: entrou muito desconfiado na água, assustou-se umas poucas vezes, depois já queria voltar, mas sempre de mãe dada...

19 de julho de 2014

sempre a curtir


Hoje o dia não prometia nada de jeito, abrimos a janela e tudo cinzento, que neura!!! Apesar da promessa de chuva, resolvemos ir até à costa, ver se o mito se confirmava (mau tempo em Aveiro, bom tempo na Costa), e o mito não desiludiu. Levámos os veículos, demos umas voltas à pista e depois fomos para junto das casas, na zona dos repuxos e foi uma curtição!!


E não foram só as crianças a brincar ;)
Temos de dar sempre um bom exemplo, verdade?





Depois do almoço relaxámos um pouco, durante a sesta dos mais pequenos...



E depois lá fomos nós gastar pilhas novamente!




18 de julho de 2014

e porque o fim-de-semana está aí...



Deixo-vos esta pérola. Quem nunca viu este filme, ainda não viveu :PPP

Grandes tardes :D

14 de julho de 2014

o espetáculo


Este é um post sobre o orgulho.


A minha filha, é tão irrequieta, tão sonhadora, sempre no mundo dela, a gesticular, a falar sozinha, a rir dos enredos que povoam a sua imaginação. A cabeça dela não para, está sempre lá, longe; temos de a chamar, para ela nos responder a qualquer coisa, mas ela também sabe o que se vai passando no mundo real, essa é a parte divertida. 

Pusemo-la no ballet porque achámos que era uma atividade que reunia características muito importantes e sobretudo que tinham muito que ver com ela. A música, o exercício físico e trabalhar com outras professoras e crianças foram os pontos mais importantes; depois a disciplina, a postura e o ritmo eram pontos que vinham por acréscimo. Durante estes meses letivos, não lhe reconhecemos mais disciplina, nem concentração, ela continua igual a si própria e sinceramente eu gosto disto; o ballet não a transformou noutra pessoa, no entanto, e graças a ele, ela está ainda mais alegre, ainda mais dinâmica e tem cada vez mais curiosidade sobre a dança em geral, quer seja clássica ou contemporânea (adora ver o canal VH1).

Nos últimos tempos a preparação para o espetáculo de fim de ano tomou cada vez mais importância no nosso ritmo diário. Tivemos de a levar mais vezes à escola, mais horas, levar, trazer, veste, despe, não esquece o lanche, faz o risco ao meio, alinha a saia, lava, seca, guarda, tira,... Tudo isto a coincidir com a praia da escola tomou proporções de cansaço que todos nos ressentimos cá em casa, muitas birras, muita falta de paciência e os nervos a começar a aparecer com a chegada da data. Os nervos não eram dela, eram meus... Estaríamos nós a esperar demasiado dela? E se ela não quisesse subir ao palco? E se se assustasse? Os bastidores eram interditos aos pais, cada menina pequena ficou à responsabilidade de uma menina (um pouco) maior, pormenor que eu gostei imenso porque sou totalmente a favor de responsabilizar as crianças desde pequenas.


Nós quase não tivemos informações sobre o espetáculo, sabíamos que seria a peça de Shakespeare "Sonho de uma Noite de Verão" musicada por Mendelssohn, que ela tinha de levar o cabelo apanhado atrás e levar um risco azul nos olhos.
No dia do espetáculo, eu estava muito ansiosa, não sei porquê achei que ela pudesse não aparecer, que ficasse contrariada, que tivesse sono e se portasse mal. Quando o ballet começou fiquei maravilhada e passou-me a preocupação. Raparigas dos 3 aos 25 anos, companheiras, todas a trabalhar para um fim comum; muito bem preparadas, concentradas, a dançar sem transparecer qualquer dor ou cansaço. As mais pequeninas foram as estrelas mais engraçadas, ninguém lhes resistiu, foram sem dúvida o momento mais descontraído da noite, fizeram o melhor que conseguiram e valeram todas as palmas! A nossa menina, era a alegria em palco, sempre a tentar conter a excitação, dizia adeus à plateia, procurava-nos, dava saltinhos e depois punha as mãos no peito para se controlar e voltar à posição. 


Após os breves minutos da atuação dela, fiquei a apreciar o resto do espetáculo e naturalmente a imaginá-la já crescida, se continuaria a praticar dança... Creio que independentemente daquilo que os filhos praticam, seja desporto, dança, pintura, xadrez..., acho que não há pai ou mãe que não sinta um orgulho desmesurado daquilo que os filhos conseguem alcançar. Por menor que seja a conquista acho esta sensação fantástica, a de poder proporcionar a um filho um momento em que ele/ela sejam o alvo da nossa maior atenção, algo que eles se esforçaram para nós vermos e que no fim fica aquela sensação boa de que tudo valeu a pena e que eles estão mesmo felizes.


Eu fiquei muito orgulhosa da minha filha, mesmo sabendo que ela não tem noção do quão importante isto foi. Para ela isto ainda foi uma espécie de brincadeira, com alguns momentos de concentração, é certo, mas nesta fase, tudo é ainda uma grande introdução. Para o próximo ano letivo, ela vai continuar, já sei que terá duas aulas por semana, já sei que lhe terei de comprar um fato e umas sapatilhas maiores porque tudo lhe fica apertado e daqui por um ano, faremos todos os possíveis para estar com ela no espetáculo e vê-la vibrar.







13 de julho de 2014

28/52 de 2014


Ele: em êxtase total na festa da escola rodeado dos pais, avós e amigos, com muita música e animação à mistura.


Ela: finalmente foi o dia do espetáculo e ela estava radiante, toda sorrisos e palmas. Ainda tentou conter-se várias vezes mas a excitação era mesmo muita. Para nós foi a certeza de que fizemos uma boa aposta, este é o mundo dela.

"a portrait of my children, once a week, every week, in 2014"