24 de fevereiro de 2017

Meti-me numa alhada



Quem me conhece um pouco melhor sabe que eu não resisto a duas coisas: pechinchas e coleções.
Ora há dias saímos tranquilamente para ir almoçar quando passo à porta da REMAR e vejo uma estante livreira com a coleção Livros RTP, voltei logo para trás para ver melhor. Entrei, confirmei que se tratavam mesmo dos livros que estava a pensar e vi que dos 100 títulos faltavam alguns e que havia outros repetidos. Chamei a pessoa responsável que me fez uma oferta irrecusável por todos os volumes e depois de uma brevíssima pesquisa online feita no local, pude assegurar-me que facilmente poderia encontrar os volumes que me faltavam.

Ora lá vim então eu, o meu marido e o meu cunhado (vejam bem as minhas vítimas!!) carregados com dezenas de livros que mais parecíamos umas mulas. Então perguntam vocês, porque raio fui eu dar-me ao trabalho de trazer esta coleção, eu passo a explicar.

Para quem não está por dentro do assunto, esta coleção tem vários pormenores muito curiosos sendo o primeiro e mais importante para mim, o facto do design gráfico ter sido da responsabilidade do chamado "pai" do design gráfico português Sebastião Rodrigues, podem saber mais sobre a sua obra aqui. A par deste detalhe que me interessa enquanto designer, posso também dizer-vos que esta coleção tem 100 volumes e que os títulos são muitíssimo variados. Há ensaios, há contos, há livros técnicos, há poesia e há também originais escritos de propósito para a coleção. Tanto quanto pude apurar esta coleção foi de tiragem semanal e decorreu entre 1970-72 e foi a primeira vez que em Portugal se puderam comprar títulos tão variados a baixo preço e em quiosques, ou seja, literatura variada e de qualidade para as massas.
Perante tamanha carga simbólica não podia de modo algum virar costas a esta oportunidade e agora meti-me na alhada que não consigo ver uma coleção numerada com falhas; mexe-me com os nervos e evito de olhar para os livros :D

Quanto andava no liceu andei durante mais de dois anos a colecionar uns livros dos pintores do séc. XX e aquilo nunca mais acabava. Saíam quinzenalmente e quando a coleção acabou ficou no volume 48, só vos digo que até hoje olho para os meus livros (que estão na minha estante!) e acho inaceitável como é que não foram capazes de editar até ao 50!! Como podem ver isto é coisa que já vem de trás e que é imperativo para mim completar os títulos que me faltam :D

Posto isto até vos digo os volumes que preciso, caso tenham por aí algum para troca, olha é falarem comigo!

19, 21, 24, 28, 30, 33, 36, 37, 38, 52, 54, 57, 58, 65, 68, 69, 77, 82, 85, 91, 92, 96, 97

23 de fevereiro de 2017

O pai fez anos

A primeira ideia foi fazer uma caminhada na serra mas a instabilidade do tempo levou-nos ao Porto. Sendo uma cidade tão próxima e da qual gostamos muito, optámos por apanhar o primeiro combóio à semelhança de outro passeio que já fizemos há quase dois anos (!). Andar de comboio é sempre uma diversão para as crianças e para nós basta entrar e apreciar a viagem estando totalmente disponível para todas as perguntas e brincadeiras que eles fazem.



Ir ao Porto é sempre uma boa opção, desta vez achei que estava menos gente do que o habitual, terá sido por ser inverno e o tempo estar feio (?), posso dizer que estava um dia à moda do Porto mas depois lá abriu e o sol tornou tudo menos melancólico.
O nosso percurso a pé é sempre um pouco aleatório mas dentro do nosso eixo preferido Batalha-Cedofeita, onde, quanto a mim, está o espírito mais clássico do Porto, os edifícios mais bonitos, cafés, lojas e pormenores curiosos a cada passo.


Como era dia de festa, optámos por algo diferente e fomos comer um hamburger no Steak & Shake que abriu há pouco tempo. A comida e o atendimento foram bons, mas o espaço é um pouco apertado o que dá uma sensação de que "temos de nos apressar", mas pode ser uma coisa minha. Os miúdos adoraram, mas como não estão habituados ao estilo "hambúrguer no pão" acabaram por não comer grande coisa.


Depois do almoço já se via o sol e o passeio foi mais alegre, continuámos a vaguear por ali... sem horas, sem grandes pressas.





Ainda tivemos oportunidade de apreciar a nova escultura junto ao Centro Português de Fotografia (antiga cordoaria ou cadeia da relação), no Largo Amor de Perdição (saber mais aqui), mais uma vez os miúdos adoraram esta "grande bola".



Entretanto lá fomos espreitar as "novidades" na Vida Portuguesa e mais coisa menos coisa regressámos a casa...



(Já lá vão alguns anos que não via este larguinho assim e fico sempre nostálgica )




Quando chegámos a casa ainda fui fazer um bolo mega-guloso para o pai que acompanhámos com gelado de limão, que só é a nossa combinação preferida de todo-o-sempre*****

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22 de fevereiro de 2017

já estamos em modo Carnaval!!!



Cá em casa já ninguém fala noutra coisa se não o carnaval, o desfile, as fantasias e tudo e tudo.
Os disfarces já estão escolhidos e teremos uma gata e um capitão américa. Ao contrário do que tem sido costume, este ano não haverá a princesa pirosona da praxe, até porque essa princesa existe todo o ano a toda a hora cá em casa; este ano lembrei-me de uma estratégia diferente.
Ocorreu-me que ela ir vestida de gata seria giro e prático para a época do ano e para lhe fazer ver bem o quão fixe era a minha ideia, mostrei-lhe alguns vídeos do musical Cats (que parece impossível mas ainda está em cena). Escusado será dizer que a minha mais velha AMOU todos os fatos, as coreografias, as músicas e concordou na hora embarcar neste tema!!! Agora só tenho de adaptar um colete felpudo da tia, mais umas roupas pretas e justas, juntar umas pinturas e uns acessórios e está pronta para a festa.
O mano queria ir de tartaruga ninja mas afinal vai de capitão américa, é um pouco ranhoso eu sei, mas se vissem a emoção com ele ficou no meio do supermercado quando lhe mostrei a túnica "musculosa" e o escudo, enfim, nem eu consegui resistir...

Em criança eu esperava pelo carnaval com muita ansiedade, creio que nunca repeti um tema e foram raras as vezes que usámos fatos integrais comprados, um ou outro acessório e o resto vinha tudo improvisado de casa. Nessa fotografia fui vestida de "portuguesa" hahaha era o que dava ser imigrante, mas na verdade o que eu queria mesmo era levar a saia preta comprida da minha mãe :D



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16 de fevereiro de 2017

Comidinhas da mamãe III - jantares de domingo


Normalmente ao domingo não somos dados a grandes devaneios culinários, basicamente abro o frigorífico e comemos tudo o que há, ou seja, restos e coisas aleatórias. Os miúdos gostam imenso destes festins domingueiros porque resumem-se a uma espécie de brunch noturno composto pelos seguintes pratos:

- ovos mexidos e pão torrado (obrigatório!)
- fatias de queijos de várias espécies
- saladas variadas - faço de tomate, outra de couve roxa, outra de beterraba,...
- espiga de milho assada
- couscous com pepino ou tabuleh
- pimentos padrón
- guacamole
- canja
- quiche de cogumelos ou de restos de frango ou carne assada
- cogumelos salteados

Notem que estes pratos não estão sempre juntos, mas trata-se de um apanhado por alto daquilo que já esteve na mesa em domingos passados e que os meus filhos adoram.

No domingo passado, foi assim, passámos o dia em casa, choveu imenso e não estivemos mesmo para nos mexer. Foi um dia passado a ler, a brincar, ver filmes porque de vez em quando sabe bem meter o travão a fundo e simplesmente ceder à preguiça.

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9 de fevereiro de 2017

sobre o pós-escola


Isto de ter filhos e de nos importarmos com a sua educação (extra-escola) tem o que se lhe diga. Embora reconheça o mérito de quem tem mais do que dois filhos e tenha rotinas absolutamente brutais, só posso efetivamente falar das minhas voltas diárias e do quão exaustivo isso se pode tornar.
Andar às voltas pela cidade pode ser enervante mas nada se compara aos dias em que vemos os nossos filhos nada colaborantes nas atividades que estão a fazer; tudo se torna exponencialmente pior.

Naturalmente que todos nós temos dias em que não estamos "para aí virados" mas temos mais consciência do nosso dever, coisa que as crianças não têm. Às vezes fico tão cansada e frustrada que por vezes apetecia-me deixar cair as actividades da minha filha, assim como optámos por desistir da natação do nosso mais novo. Seria o caminho mais fácil, ah e tal, é sair da escola todos os dias, fazer os TPCs e brincar tooooodo o resto do tempo sem ter de me chatear e andar aqui e acolá. Sendo as rotinas pós-escola tão exaustivas para pais e filhos o que nos move afinal para que continuemos a insistir com as crianças nisto de as manter nas atividades? Já debatemos o assunto cá em casa, já pesámos os prós e os contras e a resposta acaba sempre por ser a mesma: manter as atividades de violoncelo e ballet. Por vezes temos dias muito (mas muito) desanimadores, em que achamos que não vale a pena o tempo e o dinheiro investido e queremos mandar tudo pelos ares; mas depois, até pode ser logo na aula seguinte, vemos a criança com a sua criatividade ao máximo, divertida e apaixonada por cada atividade que pratica. E esta atitude não se aplica só às atividades, vejo na minha filha traços de comportamento e pensamento lógico que nós lhe incutimos até para fazer os TPCs. Tanto lhe mostrámos a necessidade de fazer frases mais compridas e complexas que já hoje ela não consegue fazer o contrário e até nos chama a atenção quando tem espaços no livro que não permitem escrever essas tais respostas mais completas. Para nós pais essa é a razão que nos move, é ver o nosso esforço compensado, é ver que o leva e traz e todo o cansaço sempre vale a pena! Mesmo havendo dias péssimos, que nos fazem gritar e ficar com uma camada de nervos dos diabos, depois há outros totalmente opostos e maravilhosos.

Felizmente os pais têm uma memória selectiva brutal e no fim, só retemos os momentos de glória do esforço da equipa!

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7 de fevereiro de 2017

Dilemas do meu serão - o ponto da situação!


Lembram-se de há cerca de um mês eu me queixar que não sabia o que fazer nos meus tempos noturnos de ócio? Escrevi este post e tive alguns comentários que vieram mesmo ao encontro daquilo com que me debatia, afinal havia mais gente com este drama, que não conseguem pegar num livro e que arrastam os dias tal como eu. Poucos dias depois do post e seguindo a sugestão de uma leitora, descarreguei a app GoodReads (que por acaso já conhecia há muitos anos e que nunca mais lhe liguei) e inseri alguns livros que gostava de ler em breve. Mas só adicionar livros a uma lista não foi suficiente, eu aderi a um modesto desafio de ler (pelo menos) 12 livros este ano. Reunidas todas as variáveis técnicas, peguei no livro que já tinha começado e que estava em pausa O Ano da Morte de Ricardo Reis; comprei-o em outubro, li 50 páginas e depois Adeus... Foi então este o meu primeiro livro lido em 2017 e a história é muito muito boa, como a maioria dos Saramagos que já li. À medida que ia lendo, colocava a contagem das páginas na aplicação e a percentagem já lida acabou por ser super motivadora para terminar o livro. Comigo as metas funcionam muito bem, enquanto não atinjo um determinado objetivo fico bastante inquieta e embora lesse pouco de cada vez, terminei o livro em 3 semanas, entrando já em fevereiro...

Embora as metas me tivessem estimulado para o avançar do livro, nada se compara à história empolgante que ali é relatada. Só quem nunca leu um livro de Saramago é que pode ser indiferente às ideias tão curiosas que ele se lembrou para escrever um romance. Este livro em particular impressionou-me pelo facto de ter sido escrito há 30 anos e relatar uma história fictícia passada em 1936 mas que assenta em factos históricos sobre a ascensão do fascismo na Europa em geral e Portugal em particular. Factos esses que estão completamente na ordem do dia pelos piores e mais incríveis motivos (**inspiremos**). Outra vertente muito boa é o vaguear da personagem de Ricardo Reis pelas ruas da baixa lisboeta relatando os edifícios da época, estátuas, o rio, o cemitério dos Prazeres, enfim, locais para quem conhece estas zonas facilmente é levado num passeio muito real com a personagem.

Entretanto já iniciei o livro de fevereiro.
Estou a ler A Vida Inútil de José Homem, da Marlene Ferraz, que para além de ter ganho o Prémio Revelação Agustina Bessa Luís com este romance em 2013, é também amiga da nossa família, tendo sido colega de secundário do senhor meu marido!

E é isto, agora que já consegui ler 500 páginas seguidas estou por tudo :D

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30 de janeiro de 2017

Comidinhas da Mamãe II - Entrecosto assado



Entrecosto do Jamie Oliver - o nosso fica mesmo assim, modéstia à parte :D

Pára tudo quando os meus filhos ouvem a palavra "entrecosto" ou "costelinhas de roer" como eles dizem.
Num prisma totalmente oposto à bem comportada pescada cozida que anteriormente descrevi, temos então o entrecosto assado que os meus filhos adoram.
Fazemos este entrecosto de uma forma muito simples, com uma marinada de algumas horas de limão, alecrim, mostarda dijon e pouco mais. Num tabuleiro do forno (o esmaltado) espalhamos o entrecosto (inteiro) com legumes variados, batatas, cenouras, abóbora. Os legumes são cortados todos do mesmo tamanho para cozinharem mais uniformemente, temperamos tudo com sal, alecrim, pimenta e com azeite para ficar bem tostado.
Quando pomos o tabuleiro na mesa, cortamos o entrecosto e cada um tira os ossinhos que quer faz-se silêncio absoluto. Esta é das poucas refeições que os miúdos comem com as mãos, saboreiam cada pedacinho e repetem imenso, são uns Flintstones da era moderna. Muitas vezes também assamos espigas de milho juntamente com a carne que é algo que eles também adoram. Rematamos sempre este prato com uma rica salada fresca e muita fruta à sobremesa. A sopa se não houver também não dramatizo, não sou nada psicopata das sopas e acho que se comermos refeições ricas em fibras cozinhadas e cruas podemos bem deixar essa etapa para todos os outros dias...

27 de janeiro de 2017

Mom Jeans - como assim?

Como sabem, este não é um Blog Fashion, ou um Fashion Blog enfim; contudo não sou insensível ao que se passa por aí. Há coisas de que gosto imenso e que adoraria ter para mim, mas também as há que me ultrapassam. É uma dessas tendências que não estou bem a perceber e sobre a qual gostaria de dissertar hoje: as Mom Jeans. Já as vi identificadas num ou noutro blog da especialidade e fico intrigada com esta aceitação pacífica de um corte tão controverso. Tão horrível!

Mas o que vêm a ser as designadas Mom Jeans, um revivalismo LOUCO dos anos 90, sem dúvida, mas por que raio terá este nome? Olhando para as raparigas jeitosas da minha pesquisa pinterestiana, acho que em nenhuma delas lhe assenta bem este corte, às tantas ainda não têm um suposto "corpo de mãe"! Eu se tiver de escolher um modelo de calças não vou optar por este, mesmo após duas gravidezes e depois de quase 8 anos a desempenhar funções de Mãe, eu continuo com o meu corpo assim para o liso, "nada a frente, nada atrás". Pensando nas minhas amigas que já são mães, também não as imagino em êxtase com umas calças destas... Confesso-vos que esta designação "mom jeans" até me ofende porque dizendo francamente, não vejo aqui nada que seja dignificante à nossa "suposta" condição de Mãe.

Digam-me, será de mim esta impressão, este arrepio fashion? Só vos digo, Afasta de mim este cálice!!

20 de janeiro de 2017

Sugestão musical para o fim-de-semana



Ontem a minha amiga Mariana lembrou-se dos Rádio Macau e eu fui em busca de mais músicas, algumas das quais já nem me lembrava. Deixo-vos uma das minhas preferidas e que é linda. Sem dúvida que é uma das bandas portuguesas que mais saudades me deixa, fizeram um excelente trabalho.

Cantiga de Amor
Rádio Macau

Preferias que cantasse noutro tom
Que te pintasse o mundo de outra cor
Que te pusesse aos pés um mundo bom
Que te jurasse amor, o eterno amor

Querias que roubasse ao sete estrelo
A luz que te iluminasse o olhar
Embalar-te nas ondas com desvelo
Levar-te até à lua para dançar

Que a lua está longe e mesmo assim
Dançar podemos sempre, se quiseres
Ou então, se preferires, fica aí
Que ninguém há-de saber o que disseres

Talvez até pudesse dar-te mais
Que tudo o que tu possas desejar
Não te debruces tanto que ainda cais
Não sei se me estás a acompanhar

Que a lua está longe e mesmo assim
Dançar podemos sempre, se quiseres
Ou então, se preferires, fica aí
Que ninguém há-de saber o que disseres

Podia, se quisesses, explicar-te
Sem pressa, tranquila, devagar
E pondo, claro está, modéstia à parte
Uma ou duas coisas, se calhar

Que a lua está longe e mesmo assim
Dançar podemos sempre, se quiseres
Ou então, se preferires, fica aí
Que ninguém há-de saber o que disseres

18 de janeiro de 2017

Nós e o tablet - uma relação de amor e ódio








(imagem daqui)

Por motivos profissionais, há cerca de um ano, comprámos um tablet. Usamo-lo no escritório para fazer testes, enfim, trabalho... Para além do trabalho, claro que também usamos o tablet por casa, para ver TV ou coisas no youtube ou mesmo video clips que os miúdos adoram. Aliás, tudo o que venha do tablet os miúdos adoram. Cá em casa só temos uma televisão, chega e sobra, mas o tablet acaba por complementar um pouco, sobretudo quando as crianças estão mais sonolentas de manhã e difíceis para sair da cama.

Embora o tablet seja SUPER eficiente na sua tarefa de atrair crianças para a mesa, a verdade é que o reverso da moeda é chato de desmontar. Os meus filhos adoram tudo o que esteja relacionado com imagem, interações digitais, música, stopmotion... e se nós os deixássemos, passavam o dia a ver coisas aleatórias visto que não temos jogos instalados. Ora comanda um, ora comanda outra e é muito frequente chatearem-se e temos de intervir o que muitas vezes resulta na retirada do objeto da discórdia. Para além das brigas ocasionais, o tablet tem outro efeito que nos aborrece imenso - o vício. Embora os miúdos só vejam o tablet durante breves momentos de manhã e aos dias de semana, este bocadinho é suficiente para lhes criar um vício tremendo. Acordam cedíssimo já a pensar nisso, sobretudo o mais pequeno e o resultado são birras de sono durante o dia, o que ninguém já tem paciência para aguentar nesta casa. Quando vemos que a coisa se está a descontrolar o tablet desaparece, mas desaparece mesmo, sem deixar rasto. Inicialmente o mais novo ressente-se bastante, chora, resmunga e fica até meio à toa, mas passados uns dias já está desintoxicado - isto é pura verdade! Após uns 3 ou 4 dias de pedidos de clemência ele(s) volta(m) a entrar nos eixos e já nem se lembram que o tablet existe o que muito nos tranquiliza.

Mesmo vendo que eles aprendem por si vocabulário inglês, que identificam vários grupos musicais, que acompanham muitas músicas, o que em si são excelentes vantagens do tablet; por outro lado é extremamente irritante ver uma criança que só faz uma coisa sabendo que em troca terá a recomenda em forma de tablet e isso para nós não é aceitável. Há cerca de duas semanas que o dito cujo está em parte incerta e por já não ser a primeira vez que isto acontece, sabemos que após uns dias iniciais de motins, todos os problemas estão resolvidos e reina a paz. Creio que o tablet não irá aparecer tão cedo e na verdade nem faz falta nenhuma :)

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Style is Substance



Saul Bass, o maior.
via Swiss Miss


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16 de janeiro de 2017

Comidinhas da mamãe - Pescada Cozida

Cá em casa tentamos fazer uma alimentação variada e sobretudo mediterrânica, porque é isso que somos. Embora não alternamos peixe e carne religiosamente, às vezes comemos duas ou três refeições seguidas de carne ou até de peixe, também gostamos de intercalar pratos totalmente isentos de proteína animal. Dentro daquilo que comemos, as crianças gostam de tudo, podem não delirar com tudo, mas comem de tudo. Mas no nosso repertório gastronómico há certos pratos que eles mal adivinham que vamos comer já ficam em sentido com a excitação - sim, os meus filhos ficam loucos com algumas lambarices. E perguntam vocês que iguarias fazem os meus filhos felizes? E eu digo-vos que são algumas e que se quiserem posso falar sobre elas mais à frente.

Hoje gostaria de partilhar que um dos pratos favoritos dos meus filhos é nada mais nada menos do que Pescada Cozida com Legumes. Sim, pasmem-se! Recordo-me que quando eu era miúda, e sobretudo quando chegava a casa desvairada de fome (fenómeno raro mas acontecia), e me deparava com uma pescada cozida com batatas e cenouras ficava com uma telha que nem vos digo, nem vos conto... que sono!!! Mas um belo dia a minha mãe comprou pescada fresca e tudo mudou.

Com os meus filhos, sempre que lhes dou pescada fresca com batatas cozidas, cenouras e brócolos, eles adoram, comem muito bem e nem falam, o que é duplamente maravilhoso :D Comparar uma pescada fresca com uma ultracongelada não tem sequer comparação possível e até as crianças que não percebem destes preceitos culinários apreciam o peixe de forma diferente. Ora se a pescada fresca já é mais deliciosa do que a congelada, agora imaginem que cozinham tudo ao vapor. Aqui estou convencida de que atingi o meu clímax na arte de bem cozinhar um prato extremamente aborrecido (quase tão aborrecido como o bacalhau do natal...). Preparar a pescada e os legumes sem ser na mesma panela cheia de água e apostar numa cozedura em camadas no vapor faz meeeeesmo a diferença. Por aqui usamos aquela panela começada por B e terminada em Y e fica muito bem. No cesto, junto à água, ponho as batatas, depois na primeira prateleira da varoma ponho o peixe só com sal grosso e noz moscada, 15 minutos antes de terminar junto os brócolos com as cenouras na última prateleira. Nos pratos tempero apenas com azeite e juro-vos com os meus filhos comem e repetem e não fazem igual com qualquer outro peixe. Arrisco-me a dizer que o prato de peixe favorito deles é sem dúvida a Pescada Cozida :D

E por aí, as vossas riquezas também gostam de pescada cozida com legumes?
É ver para crer!!

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