14 de julho de 2018

Festival dos Canais


A nossa cidade é linda, tem imenso potencial e os miúdos adoram cá viver, adoram andar a pé por estas ruas, apreciar os canais, os prédios, comer iguarias que sabem tão bem...
Quando há festa toda a emoção aumenta e na maior parte das vezes regressamos a casa com birras porque o tempo que ficámos na rua nunca é suficiente. Se puderem apareçam no Festival dos Canais, pelas ruas de Aveiro até ao dia 15 de julho, vão ver que não se arrependem.






























O que seria de nós sem a música...

5 de julho de 2018

Big 6!

E hoje, a riqueza mai'nova fez 6 anos. Já não chega uma mão para traduzir a idade do miúdo e ele não cabia no corpo de tanta alegria, excitação, ansiedade, eu sei lá mais o quê!!
Há semanas que não se fala noutra coisa nesta casa, quantos dias faltam? e é já amanhã? e faltam dois dias? e a Festa?.........
Chegou então o dia e na escola já toda a gente sabia que o bolo tinha mirtilos, que a mãe vinha aí e que logo à noite recebia os presentes quando chegasse o pai. E assim foi mesmo. A mãe confirmou os mirtilos, cantámos todos os parabéns no meio dos amigos, fomos aos avós, houve presentes maravilhosos e ainda a festa vai no adro!!!
Este meu filho vive tudo no máximo, fala alto, salta, corre, transpira, abraça, atira as coisas pelo ar, é um pequeno selvagem que continua a dormir pouco e a chorar demasiado.
Parabéns meu amorzinho querido, toda a gente te adora**






21 de junho de 2018

O Bicho Papão existe mesmo

Capa da revista Time, julho 2018

Ontem estava uma trovoada dos diabos; a certa altura caiu um raio aqui muito perto, o que provocou um trovão muito intenso, daqueles que até parecem fazer estremecer o prédio. Os meus filhos, que estavam à janela a apreciar a trovoada, assustaram-se com o estrondo e o meu mais novo por pouco não desatou a chorar com o susto que apanhou, procurou logo o meu colo.

Estes são os medos dos meus filhos.
As suas preocupações resumem-se a chegar à hora marcada nas festas de aniversário, ter os trabalhos de casa feitos, saber identificar notas nas pautas. Reclamam se as bolachas acabaram e pedem mais, disputam o tablet e o comando da TV e têm liberdade para vir para a cama dos pais.

O que se passa atualmente nos EUA e também em vários pontos do mundo, incluindo a civilizada Europa é algo que ultrapassa qualquer adjetivo. Crianças utilizadas como escudos polítcos!! Crianças detidas em cenários aterradores onde os adultos que as guardam têm ordens para não demonstrar afeto. Adultos, chefes de governo, representantes de países civilizados estão deliberadamente a destruir uma geração inteira de futuros adultos. Nenhuma criança, jamais deveria passar por algo sequer semelhante! Se me disserem que há crianças que passam ainda pior do que estas na fronteira dos EUA, infelizmente não poderei duvidar que isso seja possível. Neste momento, acredito que o ser humano é mesmo capaz de se superar em crueldade e frieza para com o seu semelhante. A troco do quê??

Ando em total agonia, não é de agora, mas cada vez o sentimento é mais horrível, insuportável! Quando vou espreitar os meus filhos, que inocentemente dormem tranquilos, só penso que se de hoje para amanhã também nos tornarmos refugiados, o que faremos? Caminhamos a passos largos para uma ruptura geral de falta de respeito, de humanismo, de cultura, de empatia...

O que pensar?! E pior! o que fazer???

Para quem quiser ler mais sobre este assunto deixo aqui alguns links que podem ajudar a documentar-nos mais um pouco:

- aqui

- aqui

- aqui

- aqui

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18 de junho de 2018

Passadiços com os miúdos!


No feriado do Corpo de Deus fomos (finalmente) com os miúdos percorrer os Passadiços do Paiva. Desde que lá fomos, há dois anos, que ando em conversações para regressarmos com as crianças e eis que este ano conseguimos reunir o nosso grupo e o veredito é: Prova Superada!!!

À semelhança da outra vez, estava a chover, no entanto, desta vez foram só algumas situações pontuais e que em nada nos aborreceram. Ao contrário daquilo que estava planeado, eu só consegui comprar bilhetes para o percurso "menos indicado" para as crianças, o tal que deixa a escada para o fim e que envolve subir centenas de escadas a pique. Nada tememos e decidimos arriscar.

Começámos a caminhar pouco passavam das 10h30 e chegámos ao fim pelas 16h30, ou seja, demorámos cerca de 6 horas a fazer os 8km de extensão. As nossas crianças têm entre 10 e 5 anos (todos a fazer aniversário por esta altura) e portaram-se muitíssimo bem, fizeram a caminhada sem se queixar ou aborrecer. É certo que parámos imensas vezes, ao km 1, ao km2, ao km 4 e depois tudo o resto de seguida. Qualquer miradouro era um excelente pretexto para uma pausa, não houve pedra ou planta que ficasse por observar, tudo foi motivo de espanto!



A paragem para o almoço foi na praia do Vau, a cerca de metade do percurso. Neste momento apanhámos uma grande chuvada mas nem por isso os miúdos deixaram de se meter no rio (gelado!!!). Ao contrário de há dois anos, agora existe aqui um pequeno café, onde podemos beber algo fresco, sentar e se quisermos descemos mesmo até à beira-rio para piquenicar e nadar. As crianças estavam eufóricas com tanta coisa à disposição, deixámo-los à solta o máximo possível.

Depois do almoço seguimos viagem e preparámo-nos para a "grande subida". Admito que pensei que os miúdos se fossem ressentir, que não quisessem ou que sucumbissem ao cansaço, mas como sempre, enganei-me redondamente. Todo o percurso é bastante linear e é como se ganhássemos balanço para subir todos aqueles degraus! As crianças subiram tudo de uma virada, frescos, enérgicos, surpreendentes e animados!!!

Depois desta aventura, julgo que não há mesmo desafios que eles não consigam vencer, jamais os voltarei a subestimar :D
Com isto vos digo, peguem nos vossos filhos e nada temam! O percurso Espiunca-Areínho é muito bom para as crianças fazerem mesmo que aparentemente possam já estar cansados por terem 6km já nas pernas, mas a verdade é que os nossos fizeram tudo com facilidade.
Um passeio altamente recomendável!

Não se esqueçam de:
- levar um bom lanche
- água
- saco de plástico para o lixo
- protetor solar
- chapéu

Se estiver nublado/chuvoso não deixem de ir, é muito agradável à mesma!
Passadiços do Paiva - Arouca












9 de maio de 2018

Últimas vezes

A aproximação da escola primária está cada vez mais evidente. Os colegas fazem seis anos, um após outro, estão já todos tão crescidos e desembaraçados. Já nem parecem os mesmos bebés quando tinham acabado de fazer três anos (sim porque olhando agora, aos três anos ainda têm muito de bebés... :) )

Reunem-se os documentos para efetuar matrícula na escola dos grandes, pagam-se as últimas mensalidades do jardim de infância. Faltam 9 mensalidades, faltam 6 e agora faltam só duas e já nem o calendário de férias fomos obrigados a preencher... Julho será o  fim desta era, já não há bebés nesta casa, não haverá lanche dado pela escola, nem liberdade para brincar até cair para o lado. Teremos de pensar nos horários novos, na organização desta gestão diária de escola-atividades-lazer-deveres.

A minha cabeça parece um permanente jogo de xadrez, sempre a antecipar jogadas, sempre a antecipar os compromissos com semanas de antecedência. Ver quem está disponível, combinar boleias, trazer um, trazer outro, encaixar mais um e é uma comédia, porque mais vale rir.

A partir de setembro somos todos crescidos nesta casa e eu cada vez mais nostálgica.

23 de abril de 2018

Vestido Preto

Ocasionalmente há a necessidade da minha mais velha trajar de preto, isto acontece quando tem audições e porque desde cedo se pede aos alunos que vistam a chamada "roupa de concerto". A mim não me aborrece o protocolo, sobretudo quando se tratam de ações de conjunto como atuações do coro ou orquestra, cria uniformidade em palco e evita que haja distrações com roupas mais garridas. Não me choca.
O que me surpreende é o que facto de nas lojas fast fashion, aquelas que eu me vejo obrigada a consumir, simplesmente não haver vestidos pretos fora da época do revelhão, ou seja, festa que é festa só lá pelo Natal e passagem de ano, para os restantes meses é dar-lhe com força em todas as outras cores do arco-íris.
Ora então o que eu preciso é de um vestido preto de meia-estação e que seja ligeiramente comprido (abaixo do joelho) para a criança tocar o violoncelo minimamente confortável, mas pelos vistos estou a pedir demasiado, porque a verdade é que não há nada disto à venda. Se virem por aí um modelito que corresponda mais ou menos a estes critérios não deixem de me dizer ok, a minha busca tem agenda para maio :)

8 de abril de 2018

E começa o 3º período



De repente estamos mesmo a começar o 3º período de aulas, mais um esticão e as férias grandes estão mesmo aí.
Estas últimas duas semanas foram óptimas em vários aspectos, os miúdos descansaram bastante das obrigações do dia-a-dia. Fomos à noite à Feira de Março com um grupo de amigos que já não víamos há muito tempo, foi tão bom que ficámos na feira até começarem a desligar as máquinas. Os miúdos eufóricos e nós entrámos na onda que até de carrinhos de choque andámos com os miúdos à nossa boleia.
Terminado o campo de férias os miúdos passaram uns dias com os avós do Minho, divertiram-se imenso mesmo com a quantidade de chuva que caiu (e ainda cai, que já não se aguenta!). Com os miúdos fora demos por nós a revirar a nossa vida. Sem que nada o fizesse prever vamos entrar agora numa nova fase profissional. Passados 7 anos e meio como colegas de trabalho, vamos agora separar-nos e abraçar novos projetos profissionais o que nos vai obrigar a reestruturar toda a nossa dinâmica familiar. Todos estes anos foram vividos 24x24h sempre a partilhar cada momento, cada arrelia, cada refeição e a partir de agora vamos passar a ter uma "vida normal" onde eu estarei mais por aqui e ele estará mais fora onde o reencontro será apenas ao fim da tarde. Embora já tivéssemos as nossas rotinas muito bem oleadas e só pontualmente precisássemos de ajuda, a verdade é que se calhar a partir de agora os miúdos terão de ser mais expeditos em determinadas alturas do dia e o facto de já estarem tão crescidos acreditamos que serão mais cooperantes perante os desafios que aí vêm e que eles já estão a par.
Trabalhar por conta própria é muito bom mas por vezes (se calhar quase sempre) nos traz momentos extremamente desgastantes e viver este estilo de vida em Portugal não é propriamente um mar de rosas... Estar agora, aos 40, a criar algo novo para um parceiro comercial já de anos é um desafio que temos a certeza que vai dar muito gozo e que aliado às responsabilidades continuaremos a ter nos traga também outras tranquilidades das quais se calhar já nem nos lembrávamos que existiam.

Este último período de aulas será uma pequena roda-vida de acontecimentos, o mais novo vai terminar o jardim de infância. Basicamente faltam apenas 3 meses para largar aquela rotina certinha, o aconchego das educadoras, a comida feita na escola, o lanche e todas as brincadeiras  dos últimos 5 anos. Como passou tão rápido o tempo... Neste último período de escola teremos ainda muitos testes, provas, audições. Vamos ter casamentos, festas de aniversário, compromissos profissionais diversos, amigos que regressam de longe, muitos convívios, jantaradas, concertos e programas familiares. Tenho sempre milhões de planos, percursos de bicicleta para fazermos com os miúdos, caminhadas, exposições. Por mim já tinha os próximos 12 fins-de-semana completamente preenchidos mas vamos lá ver se sobra um ou outro para algum momento espontâneo :D

Daqui a nada estamos em julho e depois agosto e esta família sempre com o acelerador a fundo, portanto se não nos virmos muito por aqui já sabem, estamos noutro qualquer lugar em rotação máxima!

15 de março de 2018

Entre a vontade e a consciência


Recorrentemente, e cada vez com maior frequência, debatemos a possibilidade de acolhermos um cão ou um gato. Tanto eu como o pai, já tivemos cães e gatos (eu só tive um gato) quando éramos miúdos e estamos de acordo com o facto de que ter um animal de companhia é um mix de emoções e que despertam o lado bom de cada um de nós. Há uns anos tivemos uma gata, mas com a chegada de um bebé e perante o perfil agressivo do animal tomámos a decisão de oferecer a gata a uma amiga da família. Diga-se que a mudança fez maravilhas à gata, que passou de um apartamento a dominar um vasto quintal podendo libertar à vontade a sua energia e agressividade inatas.
Após eu ter jurado a pés juntos que jamais teria outro animal (porque fiquei com imensos remorsos), ultimamente tenho dado uma segunda oportunidade a essa minha vontade. As crianças beneficiam imenso da companhia de um animal, sobretudo se for um cão. Eu não sou uma "dog-person" mas gosto deles e tenho muita vontade de conviver mais de perto com um, no entanto, tenho algumas reservas...
Ter um cão, para mim, é quase como ter outro filho. São criaturas que dependem imenso das pessoas e se vivermos num apartamento a logística complica-se exponencialmente. Atenção que eu conheço variadíssimos casos de sucesso de cães de grande porte em apartamentos, mas para mim não dá. Mesmo grande ou pequeno, seria eu generosa e altruísta o suficiente para a rotina dos xixis e cocós? Eu bem vejo os meus vizinhos, pela meia-noite ou cedíssimo de manhã, à chuva, ao vento, com frio ou calor à espera do cocó. Sendo eu uma pessimista tenho uma triste tendência para ver primeiro os pontos negativos de qualquer decisão e à semelhança da questão das necessidades básicas fisiológicas, não poderia deixar de pensar na questão dos fins de semana que passamos fora, ou mesmo as férias. É certo que há soluções para tudo, levamos os animais connosco e fazemos figas para que os aceitem nos sítios onde vamos, ou então calha a "fava" à família próxima que fica a fazer babysitting... Ter um animal de companhia envolve também uma fatia do orçamento e certamente (também) por isso há em Portugal uma enorme e vergonhosa taxa de abandono animal. Jamais poderíamos adoptar um animal se equacionássemos em permanência os gastos veterinários e de alimentação, mas há certamente quem se esqueça desse pormenor quando se enamora por um cachorro ou gatinho que vê para dar.

Foram já algumas vezes que eu fui travada para não trazer um cão vadio para casa, vá-ri-as! Quando vejo um animal, nunca me lembro do copo meio vazio, das despesas, das prisões, pelo contrário, penso sempre no bem que faria essa convivência aos meus filhos. Não quão fantástico é sentirmo-nos amados por um animal irracional que vibra com a nossa presença mesmo que tenhamos virado costas há 5 minutos. Este amor à prova de bala é emocionante e com frequência me leva a vacilar nas minhas certezas... um dia creio que isto irá acontecer, mas não será já, infelizmente.

12 de março de 2018

Desfazer ou manter os kits de brinquedos? Eis a questão!

Eu tenho para mim que há dois tipos de pessoas no mundo: aquelas que mantém religiosamente os kits de brinquedos e aquelas que não querem saber e metem tudo na mesma caixa.
Para meu azar, eu enquadro-me no grupo dos que gostam de manter os kits separados. O kit do zoológico, o kit do quarto dos manos, o kit dos gorilas - isto no universo Playmobil! Nos legos a coisa também é mais ou menos assim, mas normalmente os kits que ficam juntos estão mesmo montados, nomeadamente carrinhos, helicópteros, casinhas e por aí fora. O que é que resulta desta organização? Resulta que isto ocupa horrores de espaço e eu começo a ficar nervosa.

A par das pessoas que gostam de manter os kits separados, há aquelas pessoas que mal vêm uma caixa quase vazia, só ficam felizes quando a virem no ecoponto, ora eu também sou esta pessoa!
Nos gavetões dos brinquedos dos meus filhos comecei a ter uma certa dificuldade em fecha-los porque havia demasiadas caixas (quase vazias) de kits de playmobis e o facto é que os miúdos nem sequer brincam muito com o Playmobil. Andei semanas a ganhar balanço, mas por fim, a minha vontade de organizar espaços cheios de nada venceu e comprei uma caixa grande e dei ordem às crianças que desmantelassem os kits, juntassem tudo e dobrassem as embalagens para seguirem para o papelão.

A primeira reação das crianças foi de horror: Não vamos desfazer os kits, mamã!! exclamaram os pequenos. Mas a decisão estava tomada e tive que ser firme. Seguimos então em frente e lentamente foi ver gorilas misturados com camas, palmeiras juntamente com cabras, guerreiros no meio de mergulhadores. Tudo na mesma caixa, tudo em alegre convívio, sem caixinhas nem aquela preocupação em verificar se não falta nada - uma libertação, foi o que foi.

Após a hesitação inicial qual foi o resultado desta mudança? O resultado foi os miúdos brincaram de uma forma muito mais livre e mais criativa com o playmobil. Embora o playmobil seja um brinquedo que eu considere bastante bom, já todos tivemos playmobis em pequenos, a verdade é que por ter kits tão estanques a brincadeira fica um pouco condicionada, o que é mau. Ao contrário do Lego, o Playmobil não é tão flexível nas suas combinações, não há kits "genéricos" por assim dizer e isso é um ponto menos positivo na hora de brincar livremente. Recordo-me de um vizinho que eu tive quando era miúda que tinha uma coleção muito grande dos cowboys, ele tinha imensa coisa, o forte, vários cavalos com índios, soldados, palheiros mas também tinha o navio pirata, mas numa prateleira à parte, ou seja, não combinava os kits embora os tivesse expostos no quarto, fiquei sempre com essa lembrança. Agora cá em casa é assim, acabaram-se as milhares de caixas, brinca-se (ainda) mais, está tudo mais arrumadinho e eu consegui passar para o lado das pessoas menos tolinhas :D