14 de janeiro de 2018

São Gonçalinho 2018




Entra ano, sai ano e decididamente não há festa com esta do nosso São Gonçalinho. Este ano estivemos pouco tempo mas foi o suficiente para nos rirmos imenso do "risco de vida" que corremos :D
Um mar de gente, um frio que gela, mas no meio do povo só há calor e muita brincadeira. Apanhámos duas cavacas, arrastámos os avós para o frio e foi muito bom!










5 de janeiro de 2018

TPCs em tempo de férias, esse flagelo

Acho que é preciso falar disto porque, a mim admito, aborrece-me imenso esta história dos TPCs "só para eles não se desligarem totalmente da escola".

Ora bem, eu não sou contra os TPCs, toda a minha santa vida escolar fiz imensos e não me choca ver os miúdos fazê-los. Mas uma coisa é uma fichita de português e outra de matemática, uma coisa singela, uma tabuadazita, não dói, não fatiga e não esquecemos a escola, verdade? Outra coisa são 10 páginas cheias de perguntas, tabelas, textos para redigir e no fim "Boas Férias!".

Boas Férias?
Boas Férias? Fala sério!!

Cá em casa, nem eu, nem o meu esposo fomos daqueles alunos que chegavam a casa e iam logo fazer os deveres a correr para depois ir brincar. Sempre tivemos de ser mandados, lembrados, chocalhados e julgo que essa tendência é genética porque embora obriguemos (e acompanhamos) a nossa mais velha nos deveres, a verdade é que ela nem que fosse subornada fazia os trabalhos por iniciativa própria. Às vezes lá calha de se lembrar que tem de fazer uma ficha ou estudar uma partitura, mas é coisa rara. Posto isto, as nossas férias de Natal foram um pequeno inferno, obrigadinha!

Eu deixei a coisa andar, na esperança de ver a iniciativa da parte dela, mas a verdade é que esse dia não chegou. Lá andei eu de volta "faz os deveres" em loop, que massacre, até ao último dia de férias.
Professores deste meu país, bem sei que querem o bem supremo dos vossos alunos mas digo-vos em boa verdade:

Eles não vão saber mais por terem 500 fichas por fazer.
Eles não vão saber mais depois de um dia de aulas até às 17:00 e ainda terem de fazer um texto criativo, ou uma lista de contas de subtrair com empréstimo.
Eles também não vão saber mais se tiverem um fim-de-semana inteiro a converter numeração romana-árabe-romana.

Embora nas férias haja aquela ideia de que há muuuuito tempo para fazer os deveres, a verdade é que não é bem assim... Os pais não tiram duas semanas de férias, hellooo!, os miúdos têm de ser despejados num campo de férias qualquer onde não vão levar os deveres. Depois há toda uma agenda familiar que é PRIORITÁRIA a qualquer subtração ou multiplicação ou resumo. E tudo isto somado chega-se ao último dia de férias e aquela nuvem negra que é a obrigação de fazer as fichinhas não sai do nosso horizonte.

Quem me dera que a minha filha fosse como aquelas crianças que chegam logo a casa e despacham tudo e se calhar ainda queriam mais, mas infelizmente ela é daquelas mais normais...

Professores deste meu país, pensem bem nestes cenários OK! Tenho a certeza que não somos uma excepção...

3 de janeiro de 2018

UNO

Nós já jogamos UNO há milhões de anos e só recentemente introduzimos os miúdos a esta arte de jogar. Na verdade não foi agora que lhes mostrámos como se joga, já o fizemos há uns tempos mas só agora é que eles tomaram o gosto e temos feito partidas várias vezes por semana antes de deitar, curiosamente.

Entre o Natal e a Passagem de Ano demos conta dos miúdos estarem a jogar entre eles, sem qualquer adulto ou por sugestão nossa. Aquilo entranhou-se e foi divertido observá-los sobretudo por terem idades diferentes e conhecimentos tão díspares. Entre todos os primos há miúdos entre os 9 e os 5 anos (não conto obviamente o bebé G.) e até o nosso analfabeto Vasco já dá cartas como gente grande e foi mesmo divertido observá-lo. O jogo é muito básico mas como todos sabemos é muito eficaz e viciante e a parte mais entusiasmante é que toda a família pode jogar e divertir-se imenso sem grandes aparatos! Este foi sem dúvida um dos grandes hits das nossas férias de natal e só vem reforçar que não é preciso nada de muito tecnológico para entreter a malta pequena ;)

Um diálogo que deixo aqui só para não me esquecer:
- Vasco, o que é que se diz?
- Obrigado!
- Não pá! É UNO!! :DDD



30 de dezembro de 2017

Dilemas do meu serão - o resultado!


Recordam-se deste post? Pois é, no início deste ano desafiei-me a ler 12 livros, ou seja, um livro em média por mês. Se bem que tivesse iniciado com energia, a verdade é que à medida que o ano foi avançando, o meu ritmo abrandou. Tive a infelicidade de ter escolhido um ou outro título que não me convenceram tanto quanto eu estava à espera, mas a verdade verdadeira é que me deixei vencer pela preguiça; literalmente.

Dos 12 livros que eu achei que ia ler, consegui terminar 7 (coluna da direita, embora tivesse desistido do Bordain a meio) e continuo com o Levantado do Chão do Saramago já "estacionado" há uns dois meses. Ainda pensei que no último mês conseguisse dar a volta à situação, mas não tive mesmo hipótese. Embora não tivesse sido um falhanço monumental, foi um objetivo não conseguido, o que é sempre chato, no entanto, comparando com o meu ritmo de leitura dos últimos anos, isto até nem foi mau de todo. Ver o copo meio cheio acaba por ser uma boa opção :)

Ainda que tivesse ficado aquém do resultado previsto, a verdade é que os livros que ficaram por ler (coluna da esquerda), seguem diretamente para 2018 e vou tentar novamente chegar aos 12 livros para este próximo ano!
E por aí, alguém conseguiu ler mais do que no ano anterior?

Boas leituras e até breve com um resumo!!


24 de dezembro de 2017

Por aqui...

De repente chegámos ao Natal.

O primeiro período correu bastante bem, muita correria como o costume, mas com muito proveito.
Pela primeira vez, desde os 4 anos dela, este ano letivo não tivemos ballet. Deixámos cair esta atividade por alguns motivos, mas o mais importante foi ela ter-se apaixonado pela natação e não querer de maneira nenhuma regressar ao estúdio e aos ensaios. Com muita pena minha acatei o pedido, mas confesso que não foi uma decisão difícil de tomar.

O violoncelo também anda de saúde. Ela cresceu tanto no verão que o instrumento já está mais à medida, falta ainda uma força extra no braço e acertar o posicionamento dos dedos que as afinações começam a sair mais perfeitas.

Na escola tudo a correr bem. Pela primeira vez vejo que ela anda mais entusiasmada com a escola, com as matérias, vê a tabuada em todo o lado, quer explicar coisas ao irmão, vai lendo à noite (de forma intermitente, mas vai lendo) e as rotinas vão fluindo com aquela naturalidade própria de quem tem horários semi-rígidos a cumprir.

O mais novo lentamente vai-se despedindo do jardim de infância. A última fotografia de grupo, a última festa de natal e tantas coisas que fará pela última vez até julho quando se despedir de vez. A escola primária é um assunto cada vez mais presente nesta casa, ele quer fazer somas, ele escreve o nome, joga UNO, ouve a irmã com atenção e será toda uma nova fase por aqui.


Nós por cá andamos a equilibrar estas vidas. Este ano não foi particularmente fácil mas tudo parece estar encaminhado para que o ano que aí vem seja melhor.
Este foi o ano que escrevi menos e talvez isto se mantenha no futuro, não sei... Há certas alturas em que tudo me parece demasiado banal, que não vale a pena ser partilhado, que me sinto condicionada. Por menos que eu queira saber do que se passa por aí, a realidade entra-nos pelo cérebro dentro, satura-me tanta sacanice, tanta ganância e este ano foi fértil em casos chocantes de negligência, de abuso de poder, violência, tragédias. Tudo em conjunto é por vezes demasiado para processar e isso afasta-me do computador e reduz a zero todas as opiniões que eu possa formar.

A melhor parte de todas estas minhas insónias foi eu ter dado uma espécie de "segunda oportunidade" à fotografia. Reativei o meu portfolio, redesenhei o layout, publiquei muita coisa que estava guardada e coisas boas começaram a acontecer: mais fotografias, pessoas novas, trabalhos diferentes e a reavaliação das minhas capacidades.

Agora resta-nos saborear as festas, estar em família, desfrutar deste momento de acalmia e ansiar pelas novidades de 2018! Vamos fazer deste próximo ano, um Grande Ano, e não sou só eu que o peço, é a minha família, é o meu trabalho e sobretudo as pessoas de quem eu gosto imenso, as minhas amigas do coração.

Que 2018 seja no mínimo Extraordinário!!!










20 de novembro de 2017

O natal está quase aí!




Já viram que falta quase um mês para o Natal?

Este ano vou dar o tudo por tudo e fotografar famílias no nosso escritório. Não é a primeira vez que recebo cá gente para fotografar, mas desta vez é todo um novo aparato. Ando há uns tempos a pensar no cenário, faço assim, faço assado, mais natalício, mais simples, mais luzes?! Entretanto acho que já estou a chegar a um consenso comigo e reuni algumas coisinhas que me são queridas dentro de um estilo que particularmente me agrada muito - A Feira de Antiguidades no Natal.

Adoro a beleza dos artigos de outro tempo. Qualquer objeto que seja tem uma estética cuidada mesmo no mais banal recanto. É assim que vou celebrar o natal este ano, dentro da simplicidade e da alegria que a época exige. Vou estar a receber a minha família e amigos, mas quero conhecer mais gente! Vamos lá fazer brilhar essas famílias!

Ainda posso contar convosco, ok!
escrevam-me para global@umcapitulo.pt e visitem o meu portfolio em www.umcapitulo.pt
No centro de Aveiro - Escritório da Meio Kilo, R. Clemente de Melo Sagres de Freitas nr 20 (na praceta do Alboi)


15 de novembro de 2017

A primeira Pedalada deles

Os meus ricos filhos têm uma mãe hiperativa - acho que já disse isso algures.


Cá em Aveiro existe uma comunidade muito dedicada à melhoria das condições dos ciclistas, a Ciclaveiro e para além de promoverem oficinas de manutenção, conferências, ideias à câmara municipal, também combinam uns passeios aqui pela zona. Infelizmente temos tido pouca sorte em apanhar um passeio que coincida com a nossa presença nos fins-de-semana, mas desta vez a nossa sorte mudou! Reparei que iam fazer um passeio kid-friendly entre Aveiro e Ílhavo com uma pausa para visitar o Museu Marítimo de Ílhavo, que por acaso é gratuito no 2º domingo de cada mês.
A proposta era fazer 6,5km para cada lado e eu achei que os miúdos iam aguentar-se!

Arrastei então toda a família para o ponto de encontro, saímos de casa cada um com a sua bike e quando chegámos não estava muita gente, ao contrário daquilo que eu imaginava, mas esteve-se muito bem.
Mesmo antes de partirmos fomos abordados pelos jornalista e fotógrafo do Diário de Aveiro e que acharam muita graça ao facto do nosso mais novo ser tão pequeno e já andar metido nestas vidas. O artigo ficou muito giro e destacou com muita graça a atitude do Vasco tão pronto para a viagem!

(fotografia Diário de Aveiro)

O passeio foi muito fixe, embora estivesse um pouco fresco e ventoso, também não esteve desconfortável, pelo menos os miúdos não se queixaram do frio. Infelizmente o meu telemóvel não aguentou a pressão e não registou todo o percurso, só contabilizou 10km, mas ainda faltaram uns 3 ou 4 km. Devo dizer que foi uma tarde fantástica, os miúdos portaram-se mesmo muito bem. No início estavam um pouco tímidos mas houve uma altura em que a L ia mesmo no início do grupo com adultos que nunca tinha visto em amena cavaqueira. O Vasco por ter uma bicicleta mais pequena ficava naturalmente mais para trás, mas foi impressionante a capacidade e resistência destes dois. Embora a nossa região seja bastante plana, houve um ou outro momento de descida e subida bastante acentuadas e nem por isso eles se foram abaixo, muito pelo contrário, encararam estes desafios com muita energia. Eu em criança nunca participei em algo semelhante mas acho que não me sairia tão bem. 

Depois lá chegámos ao Museu e pudemos visitar tudo com calma durante uma hora e tal, os miúdos adoraram cada momento. Nós já lá não íamos há quase 5 anos e mesmo assim a Leonor lembrava-se de alguns pormenores muito curiosos que nem eu me lembrava!!












O regresso também foi muito bom, sempre ao por do sol, uma luz fantástica, os miúdos sempre animados. Durante o caminho pudemos percorrer alguns kms em ciclovia, umas novas mas outras tantas muito danificadas, com carros estacionados, enfim, aqueles problemas tão portugueses e tão desagradáveis. Não há infelizmente uma cultura de ciclismo, podia a nossa cidade ser um modelo nacional, temos imenso potencial mas há pouca infraestrutura que possa criar maior dinamismo e confiança nos cidadãos para circularem diariamente em segurança nas suas bicicletas.
Embora haja todos estes problemas, o que importa aqui sublinhar é o facto de estarmos a incutir um estilo de vida ativo nos miúdos, sempre que possível fora de casa aproveitando o bom tempo esteja frio ou calor. Só mesmo no fim do percurso é que o Vasco se queixou, uma ligeira subida e ele disse que não aguentava mais, coitadinho. Admito que fiquei com (um poucochinho de) remorsos, mas dei-lhe mais uma força e logo logo estávamos em casa a ver um bocadinho de TV depois de um banho bem quente!

13 de novembro de 2017

Encomendas com a Pisamonas*



Há dias recebi o gentil convite para experimentar a loja online da Pisamonas e desta forma conhecer a nova coleção Outono Inverno 2017. Eu já conhecia tanto a marca como o site, no entanto ainda não tinha calhado fazer uma encomenda. A verdade é que eu sou uma daquelas mães que NUNCA sabe o número que os filhos calçam e isso acaba por me afastar das compras online de calçado. Mas então aqui estava eu perante uma oportunidade que não pude deixar passar e não foi tarde nem cedo que pus os miúdos em frente ao computador e juntos escolhemos os nossos novos modelitos para a próxima estação. 

Fui uma mãe moderna e arejada e deixei-os escolher à vontade, mas não à vontadinha, claroooo! Antes deles explorarem o site já eu tinha feito o trabalho de casa e fui orientando os miúdos para os modelos mais adequados ao nosso dia-a-dia mas também às suas necessidades do momento. Botas Safari, um clássico com um twist colorido para os dois, isso foi logo ponto assente, mas as cores foram totalmente à responsabilidade deles: roxa para ela, vermelhas para ele. Admito que foi um pouco demorada a escolha, porque os modelos de botins são todos muito giros, simples e coloridos o que só dá vontade de mandar vir um de cada, mas bem, calma! Também escolheram um par de ténis e umas sabrinas "para os concertos, mãe", da minha parte foi só conferir os números.

Para além de modelos infantis, também é possível comprar números grandes, ideais para adolescentes e mães então também eu aproveitei a boleia e mandei vir umas sabrinas de mulher vermelhinhas para mim que já há muuuuito tempo que andava com esta ideia. Também podia ter optado por umas sandálias porque também há calçado de outras estações, mas admito que já tenho o chip em modo inverno.


Depois de confirmada a encomenda e desta ter chegado num abrir e fechar de olhos (verdade!!) tivemos uma espécie de evento pré-Natal pois os miúdos amaram abrir as caixas de sapatos, experimentar e comparar as "suas compras". A qualidade dos sapatos correspondia ao que estava à espera pois a visualização no site é bastante fiel o que muitas vezes é um ponto negativo quando se trata de compras online. Como eu não estava muito certa dos números dos miúdos acabei mesmo por ter de trocar os sapatinhos deles, mas também foi rápido, na mesma semana chegaram, pedi a troca e regressaram, o que foi muuuuito fixe!


E vocês, já experimentaram a Pisamonas? Desconfio que para a próxima estação já cá estou batida ;)





As botas safari são mesmo muito giras! Estive vai-não-vai para encomendar umas para mim, mas depois acabei mesmo por me render às sabrinas encarnadas!

*Este post foi escrito em parceria comercial com a Pisamonas Portugal com total liberdade de escrita e opinião.