31 de julho de 2019

31 de julho!!!


Ui, deixa cá tirar o pó a isto!!

Foi preciso terminar julho, terminar a escola, a piscina, a música, as correrias e tudo mais para eu ter cinco minutos de vagar para escrever no blog. Não fosse a bendita fotografia e de certeza que não vinha cá dizer que há 10 anos que tiro estas fotografias, que agora tenho uma filha quase do meu tamanho e que de certeza para o ano estará mais alta do que eu! Uma espécie de Ten Year Challenge é o que se passa aqui :) que crescidos que estão, tudo a ler, escrever, a saber mexer em tudo, quase não há segredos.

Há cerca de 3 meses aumentámos a família, reparem bem na fotografia deste ano! Não, não tenho barriga saliente, mas temos um felino a morar cá em casa, Matisse chama-se o gatinho e é uma revelação a tantos níveis que só isso mereceria (merecerá) um post.

A ver se daqui a alguns dias cá venho falar-vos do Efeito Matisse!

8 de janeiro de 2019

Entre o Natal e o Ano Novo



Entre o Natal e o Ano Novo andámos divididos entre a família e os amigos, entre jantares, parques e aldeias. Basicamente somaram-se dias em que as horas passaram devagar e foi possível pensar no ano que estava a terminar e começar a pensar nos dias que estão por vir.



















28 de dezembro de 2018

10 anos desta vida

No início deste mês fomos visitar os nossos amigos à Alemanha. Estava já tudo tratado há meses e pela primeira vez saímos do país sem os miúdos atrás. Os dias passaram devagar, entre mercados de Natal, passeios no parque, viagens de carro, cerveja e vinho quente, chocolates e bolos, muita conversa e descontração.
Neste mês o blog fez também 10 anos de escrita, ultimamente não muito periódica mas as coisas são assim mesmo. Quando no início há muito que contar, queremos que todos saibam das coisas, passados 10 anos, não há tanto a dizer, ou se calhar já não faz sentido dizer tanto... Uma das coisas que reparei nestes breves dias na Alemanha, foi na minha absoluta distração e perda de foco. Estar sem os miúdos, encontrando-me longe e com a certeza de que nada posso fazer por eles, sabendo também que tudo está controlado em casa, a minha mente ficou a trabalhar apenas a 30%. Fiquei lenta, fiquei um bocado totó e deixei-me ir um bocado na corrente "tá-se bem..." A fotografia que a nossa amiga nos tirou é por isso um retrato perfeito daquilo que fui nestes dias, um total desfoque e esta fotografia traduz bem aquilo que a maternidade provocou em mim, nestes útlimos dez anos. Em alerta permanente, ando todos os dias a planear coisas, a orientar vidas, a ralhar, a mandar vir, a corrigir, a motivar, a arrumar, cozinhar, estender, lavar, tudo, tudo e não para o meu cérebro... A maternidade não nos muda para pior nem para melhor, muda-nos simplesmente e quando nos alheamos brevemente desse estado de controlo geral, ficamos assim, eu fico pelo menos, meia absorta, meia à toa e por mim, tá-se mesmo bem!
Venham mais dez anos, certamente ainda mais desafiantes do que estes primeiros dez :)



Deixo-vos mais algumas fotografias desses dias de vaguear, sem horas para almoçar, comendo aqui e ali, sem grande destino...












14 de novembro de 2018

As nossas voltas por Lisboa

Depois da nossa manhã passada na companhia do IKEA, tivemos tempo para passear e abrir horizontes visuais das nossas crianças. Sempre que vamos a Lisboa os miúdos pedem imenso para irmos ao MAAT, já lá estiveram 3 vezes e cada vez que lá voltam é como se fosse a primeira, estou certa que este espaço os fascina por alguma razão para além das exposições.
A exposição OVERFLOW impressionou-os imenso. Idealizada por Tadashi Kawamata e realizada com materiais inteiramente recolhidos na costa portuguesa, a primeira reação deles foi que "se calhar exageraram na quantidade de lixo, oh mãe!", mas depois explicámos que na verdade havia certas zonas do nosso planeta que a situação era mesmo assim, um amontoado flutuante e que os peixes estavam a ficar cada vez mais enclausurados nestas armadilhas flutuantes. Já não bastavam as redes de pesca, agora o lixo torna-se verdadeiramente um problema de dimensões incríveis. As caras deles foram a reação pretendida pelo artista, estavam mesmo introspetivos e nada sorridentes, foi notório.

As restantes salas já foram encaradas de uma forma mais descontraída até porque nem sempre conseguimos explicar tão bem o conceito por trás de cada abordagem. Mas ao voltarmos à sala principal eles ficavam novamente mais pensativos... vale a pena la ir com as crianças.









Da parte da tarde continuámos com um passeio visual forte e negativo. Fomos à ruína do Restaurante Panorâmico de Monsanto e as reações das crianças são sempre incríveis. Estava um dia de chuva, nevoeiro e tudo ajudou para construir um cenário deveras deprimente. Primeiro entraram desconfiados, com a sensação de que os estaríamos a conduzir para uma situação proibida, mas a presença de um segurança fez rapidamente esquecer esta sensação de intrusão. Lá dentro explorámos todas as divisões, admirámos a cidade de Lisboa, pudemos falar da história de Marielle Franco e dos pormenores do painel do Vhils, também lhes falei do Miguel Januário e das manifestações MaisMenos. Eles adoraram, ficaram super impressionados com tudo aquilo, os graffitis, a destruição, mas acho que é fundamental expor as crianças a estes cenários, que embora controlados, são uma fiel demonstração da arte de rua, do vandalismo e do que pode ser feito para potenciar estes cenários.
Gostámos muito e recomendamos!