29 de agosto de 2016

Manuais escolares gratuitos?

Já temos os manuais deste ano mas para além de os termos encadernado ainda não estivemos a folheá-los com atenção. Tenho andado a pensar nesta novela dos manuais gratuitos/emprestados/doados whatever...

Inicialmente achava que os manuais não são coisas nas quais se deva escrever, devem servir apenas para consulta, leitura e de apoio em geral para as coisas verdadeiramente importantes e relevantes que o professor transmite na aula (isto em bom, claro). Entretanto mudei ligeiramente de opinião no que toca aos manuais escolares para o 1º ciclo do ensino básico, sobretudo para o 1º ano. A inocente criança, que vem do pré-escolar fazendo picotados, recortes e ligações tem aqui uma boa oportunidade de criar uma espécie de relação com o seu primeiro manual escolar a sério. Não sabendo escrever, o manual escolar é o veículo mais prático para ensaiar as primeiras voltas do AEIOU e quem diz letras diz números e frases e uma série de coisas que são essenciais para manter as crianças focadas, interessadas e produtivas sobretudo no ambiente da sala de aula.

Posto isto, sou da opinião que, nos moldes que aparentemente este esquema do "empréstimo" dos livros do 1º ano está a ser feito, acho totalmente inadequado e contra producente que uma criança seja "impedida" de escrever no seu livro, quando o livro está justamente concebido para ser preenchido. Como resolverá o professor este problema? Fará fotocópias do manual adotado para as crianças fazerem o tracejado e não marcarem o manual original? Escreverá o professor 26 vezes nos cadernos dos meninos O Gato do Gustavo é Grande quando ensinar a letra G? Quem diz uma frase diz TODAS as frases que sejam necessárias para praticar as letras e ditongos e o caneco em cada caderno de cada aluno. Socorro isto não é viável. A ideia é mesmo emprestar/doar/ceder temporariamente os manuais de modo a que sejam devolvidos imaculados no fim do ano, é isto que percebo do que se comenta, mas se estiverem rasurados ou escritos a caneta (sei lá corrigidos pelo professor!) o agrupamento já não pode receber o manual e os encarregados de educação terão de pagar a factura... Não é por nada mas, acho isto uma manobra tão pindérica... mas sobretudo uma manobra que gera confusão e mais do que isso, não promove uma boa relação entre o aluno e o seu material de estudo.

Embora considere que esta seja uma medida ridícula para o 1º ano e se calhar para todo o primeiro ciclo, já não posso dizer o mesmo para os restantes ciclos. À medida que o aluno ganha maturidade, a sua relação com os manuais começa a ser mais de apoio, o manual deixa de ser um suporte de escrita e passa a ser um suporte de consulta. Aliás, os manuais físicos até devem ter os dias contados porque são pesados, poluem e cada vez mais os suportes digitais são a preferência das gerações mais novas. Seria portanto uma medida mais eficiente doar, ceder, emprestar os manuais aos alunos dos ciclos mais avançados e ensino secundário porque nestas idades os miúdos já são bem mais autónomos nos seus métodos de estudo e os professores, convenhamos, não devem estar propriamente colados aos manuais a ler ponto por ponto aos meninos...

Que vos parece?

24 de agosto de 2016

A Vida Secreta dos nossos Animais - fomos ver


Desde que viram o trailer, há mesmo muito tempo, que os garotos nunca mais se calaram com a ideia de irmos ver o filme. Ok, desde que eu vi o trailer também disse logo que queria ver o filme... O trailer está mesmo apelativo e para quem já teve animais, ver este filme faz todo o sentido. As primas também andavam loucas e assim foi muito difícil impedir este evento, lá fomos. No início houve uma curta-metragem com os Minions, não sou fã, acho-os mesmo maçadores. Entretanto lá começou o filme e realmente até à primeira parte SPOILER ALERT (*** até eles fugirem ao rapaz no parque***) eu gostei bastante; desde esse momento até ao final, já não gostei nada.

O problema, quanto a mim, esteve no enredo, aquilo enveredou por um caminho que nada fazia prever, pelo menos de acordo com a ideia que passava no trailer. Achei a história fraca e na minha ideia pensei que o filme explorava mais a rotina dos animais de estimação em casa. Quando tivemos gatos também me interrogava o que andavam eles a fazer na nossa ausência, sobretudo quando via o resultado das asneiras. Pensei que o filme fosse por aí, mas na verdade os autores viajaram um bocado na maionese, como se diz... A certa altura, o meu mais novo, que estava sentado ao meu lado, perguntou-me se faltava muito para acabar e nos outros filmes que fomos ver isto nunca aconteceu. Meus amigos, se uma criança diz isso, não preciso de mais argumentos. Mas não se deixem ficar por casa, tirando a história, há sempre a parte técnica que é maravilhosa, há sempre as sequências giríssimas e a adaptação em português também está muito bem feita.

Está assim assim, vá...



23 de agosto de 2016

Agosto


Este ano durante o mês de agosto não houve escola para ninguém. Ela, por já estar na escola primária já não tinha por defeito, ele por estar no jardim de infância não foi para desfrutar da companhia da irmã 24x24h durante um mês inteirinho. Os nossos manos são muito próximos e embora andem às turras, a verdade é que não vivem um sem o outro e brincam muito a toda a hora em alto e bom som. Para nós foi um desafio, confesso. À conta do comodismo que é ter um jardim de infância que está aberto todo o ano acabamos por nunca ter muitos dias seguidos sem atividades lectivas, mas bom, este ano aproveitámos a oportunidade e desligámos aquele canal.
Perguntou-me há dias uma amiga minha como nos orientávamos com as duas crianças em casa e como geríamos o trabalho. Estando o mês já a chegar ao fim, creio que já posso fazer um pequeno resumo dos nossos dias, basicamente, foram todos passados na rua.

Em agosto, sempre que o tempo ajudou, fui com os miúdos à praia de manhã e à tarde ficámos a orientar atividades ligadas ao lar, tal como supermercado, oficina do mecânico, horto, arrumações, legos, tv... Fui com eles sozinha à praia, mas nestas idades já não é problemático, cada um levava a sua toalha ao pescoço e o saquinho de brinquedos. Eu levava uma mochila e o chapéu de sol, no areal havia sempre mais amigos para brincar e os adultos controlavam o gangue. Ir à praia com as crianças é das coisas que eu mais gosto de fazer, é saudável, barato, pedagógico (estivemos a observar uma alforreca e mais bicharada própria da praia) e gasta muita energia que acumula durante a noite. Chegamos cedo e regressamos cedo. Os almoços na casa dos avós também foram uma opção bem-vinda e as visitas estenderam-se muitas vezes pela tarde. À noite tentámos manter o horário de deitar pelas 21:00 ou se possível mais cedo, eles ficavam muito mais bem dispostos de manhã!
Tivemos também a semana em que eles estiveram na casa dos avós do minho, a qual, por ter um quintal grande, fez com que andassem sempre lá fora num entra e sai que só visto. Depois da semana sozinhos, nós também fomos lá ter e assim se passou mais uma semana sempre na boa vai ela. Ele foi ranchos, cinema, procissões, festa de aniversário e piquenique familiar, tudo sempre muito animado.
Regressados a casa entrámos na recta final do nosso querido mês de agosto, e para não perder o ritmo, o pai foi para o escritório e para nós já houve praia e uma rusga aos ténis novos que isto com tanto andamento as crianças ficaram maiores e o calçado deixou todo de servir!!!
Admito que por vezes me salta a tampa com tanta agitação, que é naturalmente causada por mim, mas embora deseje em voz alta (com os "nérvus"!) que comece a escola, a verdade é que ainda agosto não acabou, e já tenho saudades deste verão maravilhoso.

22 de agosto de 2016

os bikinis e as meninas


Bikinis para meninas? Não gosto. Acho que não fazem sentido e ficam feios nas crianças.

Bebés com binkinis? Por favor...

Embora eu seja uma defensora acérrima da minha opinião, este ano comprei um para a minha filha. Até este verão consegui convencê-la a usar apenas tanga na praia, sobretudo quando fez colónia com a escola, mas este ano tive de quebrar. Quis quebrar. Embora lhe tivesse comprado um bikini porque ela me pediu muito, porque era apontada por outras meninas que tinham parte de cima bla, bla, bla... a verdade é que me incomoda muito saber que as raparigas tão pequenas estejam convencidas de que devem esconder algo que simplesmente não têm: maminhas! Faz isto sentido? Porque há-de a minha filha se sentir diminuída ou sentir que deve tapar algo porque acha que é vergonhoso? Dizia que se sentia ridícula por andar de tanga em grupo, que tinha as maminhas de fora, que a gozavam e por mais que eu lhe explicasse, não houve maneira.
Em família ou entre amigos próximos andou só de tanga ou fato de banho, mas a maior parte das vezes até fez questão de vestir o conjunto porque na verdade ela estava muito vaidosa da sua "progressão" na indumentária de praia, sentia-se crescida e parte do grupo. Enfim, eu em criança também não gostava de me sentir diferente, já me bastava todas as diferenças que eu não podia evitar quanto mais estas que seriam facilmente resolvidas pela minha mãe. Resolvi então a questão da inclusão, mas também deixei a minha posição bem clara à minha filha e ela percebeu, ainda assim, achei que seria importante haver o meio-termo, cedia ela e cedíamos nós, paz na Terra.
Acho bem que a minha filha se queira sentir feminina, que vista aquilo que a faz feliz, mas tenho pena de constatar que é quase impossível fazer uma barreira a estas convenções adultas nas gerações mais novas e por isso mesmo tão descontextualizada.


16 de agosto de 2016

7 anos, já?!



Está tão crescida a nossa mais velha que nem sei bem escolher as palavras para escrever o post do aniversário dela.
Hoje fizemos a festa na casa dos avós do Minho, foi ela que pediu e assim se concretizou, tal como há dois anos. Vieram as primas e mais primos e tios e juntamo-nos aqui para lhe cantar os parabéns mas também para por a conversa em dia que é para isso que servem as festas.
Ela andou no seu elemento, é unha e carne com a prima grande, não se largam estas duas cada vez mais altas, com pés enormes, pernas que não acabam, gritam e correm todo o dia e parece que não se cansam. Para o aniversário, a nossa mais velha tinha na ideia um par de patins, pesquisámos, fomos ver alguns pares e no fim optámos por uma trotineta e a verdade é que desde que abriu a caixa que só a pousou por breves momentos tal foi o corrupio cá em casa.



À semelhança da festa de há dois anos, ela também pediu uma pinhata, mas para não estar a repetir a graça optámos por uns balões de água. A coisa prometia, as crianças estavam loucas mas por inexperiência nossa, pousámos os cestos dos balões na relva e rebentaram-se imediatamente uns 50 balões :(((( os restantes foram atirados tão rápido uns aos outros que não cheguei a tempo de fotografar, que neura!!! Diz que se divertiram bastante nesse bocadinho que eu vim à cozinha...



O bolo foi outra aventura, tínhamos combinado uma cobertura de mirtilos e framboesas com folhinhas de menta, assim uma coisa boémia e gira, escolha dela. Fui ao supermercado e não havia nem mirtilos, nem framboesas e tive que me desenvencilhar com o que trouxe de casa. Peguei nos M&Ms e pintei o sete assim em modo disco 80's sobre chocolate negro e fundo minhoto e a miudagem gostou e ficou resolvida a questão. 




Parabéns meu amor, há 7 anos a desafiar a nossa paciência, a nossa energia e a surpreender-nos com a tua alegria e inteligência. Amamos-te muito muito muito***

12 de agosto de 2016

Uns dias sem eles!


Esta semana tivemos uns dias diferentes, pela primeira vez as crianças ficaram com os avós do minho durante 5 dias. Nestes sete anos que temos filhos, nunca tínhamos ficado sem os miúdos tanto tempo e a verdade é que tínhamos curiosidade em saber como poderia correr uma experiência destas. Deixam-los na segunda-feira e regressámos na sexta-feira e não podia ter corrido melhor. Sempre que telefonávamos as crianças estavam ocupadíssimas nas suas correrias e literalmente nos despachavam ao telefone, o relatório foi sempre dado pela avó que contava divertida as conversas que íam tendo ao longo do dia. Ao contrário do que é costume, os meninos, quando estão sem os pais, portam-se sempre muito bem, comem lindamente, e tirando um ou outro arrufo brincam sempre muito animados. Ele é piscina de plástico no quintal, ele é baloiço na oliveira, ele é praia e prima e feiras eu sei lá! Sempre atarefados e nós aliviados. Os miúdos e os avós estreitam laços e tudo são coisas boas.

Da nossa parte a semana correu sem pressas, trabalhamos mais focados, sem horários para entrar e sair, almoçámos coisas ligeiras e jantámos frente à TV curtindo os jogos olímpicos na paz e no sossego do lar. Nestes dias sem filhos por perto houve muito silêncio, a casa ficou infinitamente maior, houve cozinha por arrumar, roupas espalhadas e uma certa anarquia começou a instalar-se, já não sabíamos o que era viver assim, sem rei nem roque, com tanta hora livre e sem explicações a dar. Demos por nós várias vezes a pensar como era a nossa vida antes e já não nos lembrávamos do tempo livre que tínhamos e de como achávamos que tínhamos muito que fazer :DDD Ter filhos é de facto algo que nos preenche quase 100% do pensamento e das rotinas diárias, só quando os temos pelas costas é que realmente nos apercebemos disso.

Sabendo que estavam bem e felizes não morremos de saudades, não houve dramas em nenhuma das partes e o nosso reencontro foi como eu secretamente já imaginava: chegámos como se tivéssemos partido na véspera e eles não correram de excitação para os nossos braços. No momento em que regressámos eles viam bonecos, estavam a descansar na sala, tiveram um rasgo de emoção quando os avós avisaram que estávamos a chegar mas o episódio dos desenhos foi mais importante - longe da vista, longe do coração. Embora estivessem muito entretidos, assim que eu entrei na sala e nos vimos, aí sim, vieram logo a correr para o meu colinho, os meus bebés todos torrados de sol. Parece até que cresceram, que falavam mais, que riam mais alto tantas eram as novidades que tinham para contar.

Agora será tempo de passar mais uns dias em família, com os avós e as primas, muita coisa boa ainda está por acontecer, muita festa, muito passeio e só quando regressarmos a casa começaremos a olhar discretamente para setembro...

8 de agosto de 2016

No dia mais quente do ano...

(fotografia Dato Daraselia, jornal Público)

Ontem, no dia mais quente do ano fomos de viagem para o Minho. Pouco passavam das 4 da tarde quando subimos a A25 e vimos o céu todo negro junto aos cortes para a A29, nesse instante estava uma GNR a retirar os cones que cortavam o acesso à autoestrada, mas já não fomos a tempo de cortar por ali e optámos por seguir para Norte via A1, passámos a portagem e Albergaria e nesse instante cortaram o acesso para o Porto. Em segundos tivemos de optar entre ficar no largo da portagem à espera que o fogo passasse ou se seguiríamos antes para Sul para sair na saída seguinte e só então voltar a tentar regressar ao caminho para norte.
Optámos por seguir para sul.
Quando nos aproximámos do corte nunca imaginámos que iriamos ficar ali, ao sol sob 38º, durante duas longas horas. Embora tivéssemos apanhado uma seca monumental, as crianças estavam sossegadas, sempre a ouvir música e demos graças por termos ar condicionado. Por sorte, nunca pediram nem água, nem wc, nem comida, porque nós não tínhamos nada! Não tão bom, foi avançar 2 km em duas horas; pior foi ainda ver gente a furar a fila com aquele ar de burrinho-chico-esperto de quem não "imaginava" que a fila fosse para a saída da autoestrada. Não fosse tanta gente dessa espécie e se calhar teríamos saído dalí uma meia hora mais cedo. Não fosse também a saída ter apenas 3 portagens para uma imensidão de carros que vieram de norte e sul e a maior parte dos condutores AINDA NÃO TER VIA VERDE (!!!!!!!) e a coisa teria sido mais fácil. Claro que se a brisa e a via verde tivessem optado por NÃO COBRAR aos utentes que só queriam fugir dali, que tudo também teria sido melhor, mas enfim...

Caso tivéssemos conseguido passar para norte à primeira o cenário teria sido horrível, como se pode ler nesta publicação do Facebook e que passo a citar:

"Quem será este casal?

Ontem, durante o corte da A1 na zona de Estarreja, entre as 17 e as 20h, estas 2 pessoas pensaram nos outros milhares de pessoas que estiveram, várias horas, paradas e abandonadas na auto-estrada, com 42º dentro dos carros.

Foram milhares e milhares de pessoas abandonadas à sua sorte, sem que alguém de responsabilidade, e, que certamente é pago para pensar nos outros, aplicasse um suposto plano de emergência rodoviária, tendo em conta as consequências de um corte de via durante várias horas, numa auto-estrada paga, sob um calor infernal e sem qualquer tipo de alternativa ou fuga.

Sob aquele sol escaldante com forte cheiro a queimado, aconteceu tudo aquilo que se possa imaginar e também aconteceu aquilo que nunca sequer se poderia pensar que pudesse acontecer, desde alguém que desmontou o rail central da via para fazer inversão de marcha, até ao acto do tripulante do Mercedes Coupé com matrícula...-58-QM, que saiu do carro com uma pistola em punho, contra quem não o queria deixar circular pela berma.

Depois de várias horas de momentos únicos, o trânsito começa lentamente a circular, quando, pouco mais de 1km percorrido, eis que se verifica um reacendimento na berma e no separador central, sem qualquer carro dos bombeiros no local, vendo-se no meio do fumo 2 militares da GNR, sem máscara anti-fumo ou qualquer tipo de protecção adequada, que, desesperadamente faziam circular os carros dentro do espesso fumo, com as chamas da berma a lamber os pneus da viatura e os meus companheiros de viagem a dizer - se alguém pára, morremos todos!

Não era a nossa hora nem o nosso dia, felizmente ninguém entrou em pânico, conseguimos passar pelo meio do fogo, mas, NUNCA a via deveria ter sido aberta, sem reunir condições mínimas de segurança e sem a presença de meios de socorro no local!

Foi um dia de momentos muitos intensos. Momentos, onde os seres humanos se revelam, com tudo aquilo que têm de bom e de mau. Muitos pormenores ficam por descrever... e termino com um MUITO OBRIGADO ao casal da foto, que graciosamente pensou nos outros e decidiu oferecer garrafas de água a todos, através da vedação da auto-estrada.

São pessoas destas que merecem as medalhas! São pessoas destas que com o passar das horas pensam...e pensam no sofrimento dos outros. São pessoas destas, pessoas com uma dimensão moral e solidária anónima que não têm preço, que espontaneamente se doam aos outros sem esperar receber nada mais em troca do que o sentimento de ter ajudado quem precisava. São pessoas de coração grande e de alma pura que merecem as "conde...corações" de gratidão.

Um sincero MUITO OBRIGADO, para este casal de Coração Grande!

Pedro Ladeira
"

Entretanto o casal do texto acima foi localizado e já se sabem mais pormenores do que aconteceu.
via Público.

Após quase 4 horas de viagem lá conseguimos chegar ao Minho e mais uma vez, quando chegámos, mais cenários de incêndios violentos bem perto de onde moram os avós. Foi o dia mais quente do ano, onde infelizmente vimos o pior do que muita gente é capaz de fazer, mas por outro lado, há sempre heróis que se destacam e são esses os exemplos que queremos dar aos nossos filhos e que apontamos em tempo real.

6 de agosto de 2016

Jogos Olímpicos Rio 2016


Como todos os anos, ontem vimos com expectativa a abertura dos Jogos Olímpicos. Embora eu não seja praticante de nenhuma modalidade, confesso que gosto imenso de ver os jogos e assisto a várias provas só para ter o prazer de ver os atletas a executarem as suas modalidades na perfeição, eu cá sou aficionada da ginástica feminina e natação, também gosto muito de remo e esgrima, mas basicamente vejo o que estiver a dar.
Mas voltando à abertura, gostámos imenso. Confesso que estava com um pequeno receio que pudesse ser fraca dado a quantidade de problemas que houve devido aos cortes orçamentais e todas as outras polémicas que envolvem estes jogos, mas no fim, foi realmente fascinante e surpreendente como os brasileiros deram a volta ao texto e souberam mostrar como é possível fazer uma apresentação fantástica com coisas simples e projeções digitais. Do pouco se faz muito e é bem verdade, à boa maneira brasileira, que é também à portuguesa, desenrascaram-se e bem! Estão de parabéns foi um prazer assistir e espero do fundo do coração que as próximas duas semanas sejam pacíficas porque se há época que eu gosto é mesmo esta e julgo que os brasileiros merecem um impulso positivo.
Aos nossos atletas, que se inspirem e que dêem tudo por tudo que este ano estamos lançadíssimos!



(fotografias do jornal Estado de São Paulo; diretores criativos Andrucha Waddington, Abel Gomes, Daniela Thomas e Fernando Meirelles)

2 de agosto de 2016

39


Hoje, por incrível ou mesmo inacreditável que isso me possa parecer, faço 39 anos. A partir de hoje estou em estágio para o mega acontecimento que vai ter lugar de hoje a um ano. Pergunto-me, como é que é possível que eu já não tenha mais 25? Não tenho, mas não me sinto muito diferente dessa altura, provavelmente seria mais totó (decididamente seria) mas não me sinto à beira dos 40, lá isso não. Quando eu tinha 25, quando eu era jovem, olhava para os 40 como sendo já praticamente uma idosa, hoje vejo que sou (vou ser para o ano) definitivamente adulta, não há hipótese, agora é que é.
A partir de hoje, vou entrar numa espécie de ano sabático, de reflexão, de me tentar reconhecer naquilo que um dia eu achei que iria demorar uma eternidade a chegar e afinal demorou só um piscar de olhos...

Caramba!

31 de julho de 2016

e no último dia de julho...


Este ano deixei este dia arrastar, tanto arrastou que quase nem esteve para acontecer, mas pronto, com alguma sorte consegui arrastá-los para ao pé de mim enquanto brincavam aos guerreiros de capa e espada. Curiosamente do ano passado para este ano quase não lhes noto diferença, estão a ficar mesmo crescidos...
Quantos anos aguentará este desafio?...

27 de julho de 2016

Até quando?

(praia da Manta Rota, julho 2016)

Até quando vamos poder andar na praia assim despreocupados, sem olhar para os lados, desconfiados? As notícias internacionais assustam imenso, teorias sobre o aproximar inevitável de uma guerra (mundial?) deixam-me num estado de nervos que nem sei explicar. Temos imensa sorte de vivermos num país que até agora tem sido ignorado pelo terrorismo, vivemos sossegados na nossa rotina, mas até quando? Se a guerra estalar, ir para onde? Salvar o quê? Ver os miúdos aterrorizados como os que passam diariamente na TV ou nas redes sociais agonia-me e gela-me.

Daremos por garantida esta vida simples até quando?

26 de julho de 2016

As nossas férias nómadas


Durante 6 dias  fomos só nós os quarto, à excepção do dia em que chegámos em terras algarvias e estivemos com os tios e primos que lá moram. Podíamos ter passado os dias todos no mesmo sítio com uma rotina mais ou menos programada, mas não, andámos na nossa costumeira agitação sempre de um lado para o outro. Estafámos os garotos, mas eles, coitados, já nem se queixam, já sabem os pais que têm, hiperativos...

Pois que estivemos então no Algarve e apostámos as nossas fichas na Manta Rota, não conhecíamos e já fartos da água gelada da Costa Nova, achámos por bem comprovar a lenda dos 25º da água do mar dessa zona. Comprovámos!! Água morna, crianças em loucura permanente. Levámos baldes e pás e nunca os tirámos do carro, às crianças bastou o mar, a areia e as conchas. Andaram sempre soltas, de lábios roxos e dedos enrugados, subiam à toalha mas logo regressavam ao mar.


No dia em que saímos da Manta Rota ainda demos um salto à Cacela Velha onde almoçámos e fizemos praia na Fábrica. Se já tínhamos gostado da Manta Rota, ficámos então rendidos a esta praia, esta sim, quase deserta, sem bar, sem nadador salvador, sem bandeira e com o homem da bolinha de vez em quando - um lugar altamente recomendável para quem quer estar sossegado e isolado mas cuidado com o sol escaldante da hora do almoço!


Saímos da Cacela e fomos dormir a Tróia, não parámos um segundo :D
Num ambiente já totalmente diferente, mais organizado, mais projectado os garotos continuaram na sua loucura habitual embora a água fosse bem mais fresca do que a algarvia. Fresca mas na maré baixa encontrámos imensas piscinas e covas que os miúdos adoraram e se fartaram de brincar. A paisagem é também linda e desafogada com a serra da Arrábida ali mesmo ao lado a servir de barreira ao vento que também se fez sentir.


Depois de Tróia viemos embora não sem antes passar na Ericeira para almoçar, que também não conhecíamos e depois lanchámos em Óbidos. Foi em Óbidos que apanhámos uma feira medieval que nos vestimos a rigor e não fosse o vento tão forte e frio teria sido bem mais giro.

Nestas férias não levei a máquina fotográfica oficial, não me apeteceu carregar o peso e andar preocupada com o calor. Levei apenas o telemóvel e a minha Canon antiga de 1976 que era do meu pai e que ainda trabalha tão bem. Todas as fotografias deste post são dessa máquina, rolo Lomo 400ASA.