8 de setembro de 2017

O meu filho está preparado para a Vida


Hoje de manhã, o meu mais novo levantou-se e viu que ainda estávamos deitados. Foi ver bonecos, ligou a TV e instalou-se. Entretanto a irmã juntou-se a ele e eu comecei a ouvir mais movimentações na cozinha, o que fez ele?

Foi ao frigorífico, tirou dois iogurtes, despejou cada um numa taça, foi à despensa buscar cereais, fez as misturas que entendeu suficientes para ele e a irmã e levou tudo para a sala para continuarem a ver bonecos juntos.

Aos 5 anos estou descansada com ele.

4 de setembro de 2017

Cada um no seu reino


Este fim-de-semana dedicámo-nos à tarefa, já muito adiada, de separar os miúdos, ou seja, cada um no seu quarto. Por mim continuava a ignorar o facto de a nossa mais velha já estar na altura de querer o seu espaço sem que o irmão esteja sempre a meter o bedelho, mas a verdade é que a ideia da "separação" veio animar a malta pequena cá de casa. Eles até se dão bem, conversam IMENSO quando se deitam, mas a perspetiva de cada um ser dono do seu pedaço foi deveras aliciante.

Pusemos então mãos à obra!

Desde que nos mudámos para esta casa nova deixámos um dos quartos vazios (a suite) e era lá a chamada "Terra de Ninguém" onde recebíamos os nossos amigos e familiares, onde tratamos das roupas, onde temos o computador e tralhas afins. O primeiro passo foi então reorganizar toda a tralha e mudar o nosso quarto para "a suite". Passada a primeira prova, pudemos então mudar as coisas do Vasco para o nosso antigo quarto e reorganizar todos os móveis e brinquedos de cada um e fazer as "partilhas" dos brinquedos em comum. Felizmente todo o processo foi ordeiro e sem dramas e o resultado foi do agrado de todos.
Eu ainda pensei que eles fossem ficar nostálgicos, chorosos, que acordassem de noite com saudades, mas correu tudo bem, está tudo super excitado com a novidade e agora é tempo de dar vida a estes espaços tão amplos e estas paredes tão despidas. Em breve faremos uma ou outra remodelação (ao cadeirão da Leonor por exemplo) e acrescentaremos secretárias para cada um.
Mais uma etapa virada!

31 de agosto de 2017

IKEA não podes ver nada!!



Hahaha :D
infelizmente ainda não tenho a minha cópia do catálogo IKEA mas lá chegaremos :D
imagem daqui

29 de agosto de 2017

Leitura do último mês - Mataram a Cotovia



(adorei a personagem Dill)


Ultimamente tinha ouvido aqui e ali algumas referências sobre este livro, investiguei um pouco sobre a história mas sobretudo sobre a autora. Creio que na maior parte das vezes, dou preferência a um livro ou mesmo a um filme não tanto pela história mas por quem está por detrás da ficção. Achei então curioso que Harper Lee apenas tivesse escrito um livro e que justamente recebeu logo o Pulitzer por esse mesmo livro e depois disso (e da adaptação do livro ao cinema) recolheu-se ao silêncio. Há pouco tempo, mais precisamente há um ano, editaram um segundo livro da autora, que pelos vistos até é o primeiro mas conta a história da Scout (personagem principal e narradora de Mataram a Cotovia) já adulta e de regresso à terrinha.

Pus-me então a desbravar o Mataram a Cotovia e gostei muitíssimo. FINALMENTE um autor estrangeiro que me manteve agarrada ao livro. A história está dividida em duas partes, sendo a primeira um longo desenvolvimento de todas as personagens e com breves indícios daquilo que seria a verdadeira história. Embora tivesse lido uma ou outra sinopse do livro, a verdade é que nunca me fazem muito sentido e não lhes presto muita atenção e ainda bem :) A história passa-se nos EUA na época da Grande Depressão e a autora inspirou-se bastante na sua própria infância para escrever, ela é a narradora Scout, tem entre 5 e 8 anos durante os verões intermináveis e é sob o seu olhar e do seu irmão e melhor amigo Dill (inspirado em Truman Capote!) que vamos percebendo a realidade de uma pequena cidade do sul dos EUA. Quando digo Sul, podem logo associar as criadas negras, igrejas de brancos, igrejas de pretos, os chazinhos, bêbados, mancos, famílias bem e a enorme questão racial ligada à (in)justiça. Infelizmente é um livro que ainda é bastante atual e que a cada dia parece que vemos os EUA a regredir ou enfatizar estes problemas entre brancos e negros ou emigrantes ou lá o que é. Embora a história seja boa e bem contada, não é propriamente uma novidade, há alguns filmes e livros que abordam exatamente a mesma questão, aqui a diferença que existe, e que quanto a mim é a mais-valia do livro, é mesmo a abordagem do ponto de vista da criança. Dos verões maravilhosos e intermináveis que nós também já tivemos. As brigas entre putos, as aventuras à noite, o fugir de casa, a mentira, a noção de injustiça e os porquês que as crianças colocam de forma tão simples por não terem as mentes retorcidas pelo preconceito. A personagem do pai dos miúdos é também muito muito boa e inspiradora pela sua retidão e clareza do discurso.

Entretanto aguardo a chegada do livro Vai e Põe uma Sentinela, também de Harper Lee e que surge com uma Scout já crescida que regressa de Nova Iorque a Maycomb. Estou muito entusiasmada em reencontrar estas personagens e ver a sua evolução.

Edições que eu adquiri (imagens do editor)


15 de agosto de 2017

8 anos!

Há oito anos estava eu a pensar para com os meus botões como é que tinha sido possível aquela pessoa tão pequena ter saído de dentro de mim como um foguete. Uma criança que é tão fácil agradar, que passa horas divertida com as coisas mais simples e que um balão gigante em forma de 8 fosse logo um momento bombástico cá em casa.
Que sejas sempre feliz e que esse teu minimalismo te acompanhe sempre meu amor.



11 de agosto de 2017

Ai as arribas



A sério, mas as pessoas ainda se deitam ao lado das arribas!?!
Reparem nas toalhas estendidas nas PEDRAS QUE CAIRAM!!!
Reparem nas FENDAS e NO SINAL VERMELHO!!! HELLOO!!

Na semana em que estivemos de férias não pude deixar de reparar na quantidade de gente que se deita mesmo ao lado das arribas. Para além de estarem na chamada red zone, há imensos sinais de proibição e avisos de queda iminente mas mesmo assim, é ver grupos de adolescentes, famílias inteiras e até pequenas tendas super artilhadas, ali mesmo juntinho às fendas da falésia. Eu compreendo que numa zona ventosa como na costa alentejana ou com um sol de esturricar como no Algarve, a tentação de ter uma mega-sombra é grande, mas quer dizer, será que vale a pena o risco de levar com um calhau de uma tonelada na tola? Estas pessoas não vêm notícias, não sabem que as arribas estão super frágeis?
Eu juro que fiquei chocada, não só por as pessoas estarem deitadas nestes cenários, mas porque também havia pessoal a tirar selfies mesmo na beirinha da falésia, lá em cima!!

Please, pessoal, "deslarguem" lá a red zone pá!!



8 de agosto de 2017

Costa Vicentina - diário fotográfico

Na semana passada estivemos pela Costa Vicentina, éramos 8 - nós e as primas do minho e foi uma loucura. Ficámos em Monte Clérigo e foi a minha primeira vez nesta zona do país e confesso que tinha mesmo muita curiosidade em conhecer. Passámos os dias de um lado para o outro e sempre que perguntávamos aos miúdos Qual a praia favorita? eles respondiam invariavelmente que tinha sido a que escolhemos naquele dia.
Levei a minha máquina fotográfica principal e embora tivesse fotografado ocasionalmente da parte da manhã, a maioria das fotografias acabaram por ser ao fim do dia, quando já estava mais fresco e com aquela luminosidade especial.

Monte Clérigo
Ficámos alojados em Monte Clérigo, a escassos metros da praia e embora neste sítio o mar fosse mais descontrolado e o vento mais constante, é sem dúvida uma praia muito boa de se estar, basta procurar uma zona mais próxima da falésia (próxima não é de todo "em cima" não se preocupem). Por ter mais ondulação havia bastantes surfistas e escolas, mas isso não era só nesta praia. Os miúdos gostaram imenso, o mar bravo não os intimida, já estão habituados a estas maluquices da praia.



As meninas mais velhas entraram bem no espírito surf.






Arrifana
Para fugirmos ao vento refugiámo-nos na praia de Arrifana e tudo é lindo aqui. O mar é bem mais calmo, mas também há muito surfista. O ambiente é óptimo, muitas famílias super desportivas, muita criança a fazer surf e body board deu gosto ver. Reparei também que embora seja época de restrições de cães na praia lá havia um ou outro com os donos, mas é daquelas coisas que nunca incomodou.


Durante a semana em que lá estivemos a maré baixa era ao fim da tarde e não podíamos ter tido mais sorte. Praias compridas, paisagens muito agressivas e que impressionaram as crianças. Foi sem dúvida aquilo que mais gostei na Costa Vicentina foi sem dúvida o recorte das falésias, as pedras aguçadas, os reflexos, tudo lindo e vale muito a pena a visita.



Os miúdos sentiram-se sempre muito livres e selvagens, tudo era uma aventura, sempre dentro e fora de água.


Odeceixe
No dia dos meus anos pude escolher a praia para passarmos o dia, a eleita foi Odeceixe porque li que era a "mais linda" de toda a costa. Quando chegámos era de facto uma paisagem muito, muito bonita, estava maré cheia (tive pena de não fotografar mas tinha a máquina no fundo da mochila...) mas quando chegámos ao areal o vento era insuportável. Há uma grande praia redonda com o rio Seixe a fazer o recorte junto ao mar, é mesmo fixe. Embora estivesse bastante desagradável isso não foi impedimento para as crianças que adoraram este SPOT. De todas as praias esta foi a preferida porque o rio, na maré baixa, ficou quase vazio e mais quentinho :)





Amoreira
Quando chegámos à Amoreira estava nevoeiro, mas passado um bocado dissipou-se e acabámos por ficar na praia mesmo até ao fim do dia, estava perfeito. Mais uma vez a paisagem era maravilhosa com muitas falésias e pequenas piscinas da maré vaza.







Lagos
Num dos dias fomos mais para sul, bastou uma meia hora de viagem para que a temperatura subisse mais de 10º, julgo que apanhámos um dos dias mais quentes de que nos lembrávamos de alguma vez de ter estado na praia. A areia estava tão quente que ficámos literalmente com os pés queimados, uma coisa impressionante como num país tão pequeno podemos ter estas diferenças tão acentuadas.
Eu nunca tinha estado na praia Dona Ana e mesmo correndo o risco de estar imensa gente lá fomos e passámos um bom dia, mesmo sob sol abrasador. A paisagem é aquele postal típico do Algarve, pedras que surgem do mar, falésias douradas, mar turquesa, o pacote completo. Os miúdos adoraram mais uma vez o passeio, a água estava fresca e difícil foi arrancá-los para vir embora.



Foram sem dúvida umas férias que vão ficar gravadas na memória de todos. Divertimo-nos imenso, vimos coisas lindas, novas e fica aquela sensação de que só podemos estar no melhor país da Europa para viver. Com todos os problemas que temos, é tão fácil ser feliz com tão pouco...

7 de agosto de 2017

um regresso mais ou menos

Fomos e viemos de férias.
Este ano experimentámos a Costa Vicentina que não conhecíamos e gostámos imenso. Ficará para mais logo um resumo fotográfico da coisa.
Entretanto estamos a trabalhar, com os meninos em casa, a tentar gerir estas rotinas e energias sempre carregadíssimas! Para já estamos a testar o horário das 6:00 - "até eles acordarem" e depois o turno da noite e logo se verá. Da curta experiência que estou a ter o horário é jeitoso e proveitoso!

;)

2 de agosto de 2017

E de repente 40!


Recordo-me de quando fiz 35 que estive que tempos para escrever um texto sobre esse dia. O dia em que eu deixei de ter 30 e poucos e passei a ter 30 e muitos. O tal post nunca chegou a sair porque não tive grande coisa a dizer sobre isso, mas hoje, que faço 40 parece-me que chegou o momento de tecer alguns comentários.
A verdade é que me custa imenso acreditar como é que foi possível ter chegado tão depressa aos 40.
Também me custa compreender como é que os últimos 20 anos passaram num virote e isto deve-se sobretudo ao facto de terem sido 20 anos muito agitados!
E o que é que eu consegui alcançar nestes 40 anos? Olhando friamente não consegui alcança nada que qualquer outro adulto não tivesse alcançado de acordo com aquilo que foi se propondo fazer. Quis casar, casei. Quis ter filhos, tive. Quis comprar uma casa para morar, comprei. Arranjei um emprego e despedi-me. Consolidei as minhas melhores amizades. Tudo normal.

A única coisa que não me agrada nada nisto tudo é o facto de ter vindo da chamada "geração rasca", quem é da minha idade sabe exatamente do que estou a falar, e não conseguir sair da atual "geração à rasca" e isso consome-me os nervos. Comparando com a geração dos meus pais, que certamente tiveram desafios complexos pois viveram em ditadura, a nossa geração também não tem tido um caminho fácil. Vivemos uma época de concorrência super feroz, 7 cães a um osso de oportunidade, gente muito fraca de princípios e é muito complicado lidar com tudo isto e sair bem sucedido no fim. Por aqui o desafio de andar à tona da água é diário e chegar aos 40 e constatar isso não é algo que eu possa dizer que estivesse nos meus planos, mas as coisas são assim mesmo e não podemos deixar de dar o corpo ao manifesto se é esta a nossa realidade.

Fisicamente chegar ao 40 é algo com o qual já lido melhor, olhando para mim, não me revejo em nada daquilo que eu imaginava ser "ter 40 anos". Acho que estou mais naquela de "ok, assim é como se está com 30". Agora vejo com mais dificuldade curar uma constipação, ultrapassar uma noite mal dormida, mas tirando um ou outro pormenor (cabelos brancos a aparecer) sinto-me ainda super enérgica, com a força e mobilidade que sempre tive o que me parece francamente espetacular! Pior será lidar com o facto de a velhice estar mesmo ao virar da esquina e isso sim é um escândalo!
Para já é aproveitar enquanto não fico com os ossos fanados mas é!

30 de julho de 2017

Vestido Azul - julho de 2017

Mais um ano, mais uma prova. Este ano os miúdos estavam muito entusiasmados para fazer a fotografia e já desde o início do mês que andam a perguntar para quando é que é. A verdade é que quando finalmente nos organizámos para fotografar, o nosso mais novo quase não apareceu por causa de uma birra providencial. Ela por outro lado, já andava em pulgas para fotografar com a saia do momento, adora-a e não quer usar outra coisa :)
Por fim, tudo acabou em bem e lá conseguimos mais uma edição "vestido azul".

29 de julho de 2017

Filhos fora, tempo de sobra


Chegámos ao fim de julho e a mim parece-me quase véspera de fim de ano, tal a azáfama dos últimos meses, que foram apenas os primeiros do ano. Terminada a escola, a música, a dança, a piscina e todos os compromissos com as crianças, ficámos nós a finalizar coisas pendentes no trabalho para em breve podermos partir uns dias e arejar as vistas. Providencialmente a avó ofereceu-se para ficar com as crianças uma, duas, três noites, as que precisássemos para orientar tudo e a verdade é que aproveitámos.

Estar em casa sem as crianças é cá uma diferença que não me canso de ficar surpreendida com este fenómeno. Sabendo que elas estão entregues e bem, nós assumimos um papel totalmente oposto ao costume. Comemos a horas impróprias, comemos qualquer coisa e de preferência no sofá, a loiça fica a acumular na banca e depois é este silêncio ao qual não estamos minimamente habituados. Ficamos apenas suspensos a contemplar a casa em total silêncio. Sobra tempo para sair, para trabalhar, para vaguear pela casa, é um sentimento de soltura, de despreocupação com o qual já quase não sabemos lidar! Acho que em tempos já devo ter escrito sobre isto mas é de facto uma coisa que me questiono sobre "e se tivéssemos optado por não ter filhos?", teríamos essa percepção do tempo que consumimos connosco e com os outros? Saberíamos dar valor ao nosso tempo? Eu quando era nova achava que era sempre muito ocupada, que tinha muita coisa para fazer, mas sem dúvida nenhuma imaginei que a minha vida fosse tão ocupada como agora. A minha cabeça não para de planear os dias, levar e este e aquele, pensar em trajetos mais curtos, mais rápidos, mais eficientes. Supermercado, compromissos, problemas no trabalho, trabalho que se traz para casa, um sem fim de tarefas... Mas embora haja alturas em que me questiono se isto tudo vale a pena, todas as preocupações, a ginástica financeira, a ginástica mental, as escolhas que fazemos quase nunca nos levam ao arrependimento. Até podemos ter dúvidas ocasionais, mas arrependimento, para já não!

18 de julho de 2017

Curso de natação intensivo - Gostamos disto!!

ilustração da Ana Seixas para a Magazine Georges

Quando as aulas acabaram começou uma coisa chamada férias, tempo de lazer e ócio, tempo de desligar o despertador até setembro e viver ao sabor do vento. Era bom que assim fosse, mas não nesta casa. Embora achássemos que os meninos merecessem uma folga, achámos por bem manter o ritmo alucinante mas com outras atividades.
O mais novo manteve-se na escola, portanto aqui tudo na mesma, mas a mais velha foi direitinha para o campo de férias. A par disso ainda teve de praticar ballet para o exame anual portanto os horários estavam minimamente iguais em termos de ritmo e exigência.
Entretanto em conversa com uma amiga soube que havia piscinas que faziam cursos intensivos de natação para quem não percebesse nada dessa prática, ou para quem quisesse aperfeiçoar a técnica. É que eu nem pestanejei! Fiz alguns telefonemas e assim que pude inscrevi os garotos em 12 aulas de natação durante 3 semanas. As aulas foram todas seguidas de modo a que os resultados fossem o mais progressivos possível e logo nas primeiras vezes comecei a notar um grande avanço no mais novo. Mais uma vez as crianças são peritas em surpreender-nos e se eu achava que era a irmã que ía dominar a piscina, a verdade é que o pequeno é que começou a dar sinais de sucesso mais depressa.

Ele está a evoluir muito bem, já está muito à vontade debaixo de água, está quase a boiar sozinho e já salta sem medo para dentro da piscina. Por outro lado, a irmã mostrou um bloqueio enorme em molhar a cara. Desde bebé que faz uma resistência imensa, faz-lhe impressão, chora no banho e também chorou na piscina. Durante muitas aulas foi incapaz de submergir a cabeça o que atrasou imenso o processo do curso, no entanto, ONTEM deu-se um milagre - finalmente conseguiu passar por debaixo do arco molhando a cabeça toda. Foi uma festa!!! A verdade é que aos poucos foi-se habituando e para isso as técnicas super discretas e eficazes dos professores tiveram uma importância espetacular. Eu tenho assistido a todas as aulas e fico fascinada a ver tanto os meus filhos como outras crianças muito pequenas a movimentarem-se dentro de água. A aula de hoje correu muito bem, ela estava tão, mas tão entusiasmada, relaxou imenso, conseguiu boiar sem parecer um espeto, e "mergulhou" variadíssimas vezes. Embora ainda lhe faça alguma impressão nos olhos, a partir de agora tenho a certeza de que irá aproveitar muito mais do curso, mesmo que já tenha ultrapassado metade das aulas...

Embora eu achasse que seria difícil eles saírem do curso intensivo a nadar perfeitamente, a verdade é que só o facto de encararem a água com maior à-vontade já me deixou bastante mais tranquila. As duas vezes que tentámos que eles praticassem natação foram um fiasco e finalmente este curso veio reverter este cenário. Já está decido que em setembro vão continuar, agora de forma semanal e não intensiva para aprenderem direitinho todas as modalidades e sossegar toda a nossa família que há vários anos nos vem chateando a cabeça pelo facto "de os meninos não saberem nadar"; situação resolvida!

Resumindo e concluindo, eu cá fiquei fã do curso intensivo, se poderia ser mais incisivo, podia, se podia ser mais individualizado também podia, no entanto, para o nosso caso serviu para quebrar o enguiço e isso já foi significativo. Re-co-men-do!