21 de setembro de 2016

Urban Jungle Book - quero!

fotografia Decor8

Já não é segredo que eu estou empenhada em transformar a minha casa numa selva :D, já o meu marido não me pode ouvir falar em folhas novas, em regas, em podas e mondas, enfim... A propósito disto, esbarrei hoje no lançamento do livro Urban Jungle e que vem mesmo ao encontro do meu estado de espírito e acho que faz todo o sentido alguém presentear-me em breve com um exemplar. Fica a dica ao marido mais paciente à face da terra, o meu claro!

Este cantinho da minha sala está em franca ascensão, a minha Monstera já vai lançadíssima para começar a trepar a parede, já cresceu bastante desde o ano passado, ora vejam. Gosto imenso de ver casas com muitas plantas, quanto mais diversificadas melhor. A nossa casa é virada a nascente e pela manhã o sol consegue ser bastante agressivo e não me posso descuidar com a rega, mas tenho tido sucesso e até ao momento elas crescem a olhos vistos e já tenho promessas de várias mudas a muita gente :D 

Deixo-vos mais algumas fotografias que de certeza vos vão inspirar a passar num horto em breve!


Tudo do pinterest Urban Jungle Bloggers

15 de setembro de 2016

O início do ano escolar com Moderação


Esta semana começou a escola, com muito entusiasmo e ansiedade à mistura lá fomos nós com ela à apresentação, conversar um pouco com a professora e com os outros pais sobre os objetivos deste ano. No meio de várias considerações fixei que este ano temos como norte o conceito de Moderação e isto começa logo com a lista de material escolar. A lista do ano passado não era nada por aí além, muito pelo contrário. Ao contrário do que estava à espera, achei a lista simples e que apelava ao baixo consumo, com materiais de linha branca como os cadernos de capa de cartolina preta. Este ano, tirando a substituição dos cadernos usados, apenas tivemos de comprar uma ou duas coisitas, foi expressamente pedido que se recuperasse o máximo possível do que sobrou do ano passado. No nosso caso, já o tínhamos feito, há umas semanas estive a ver com ela os marcadores que estavam bons, bem como os lápis de cera, retirámos as folhas do dossier e colocámos num arquivo de cartão e assim num virote poupámos uma série de euros. A mochila também está impecável, já a avisei que só terá esta durante a escola primária portanto é bom que a estime. Se há coisa que me ultrapassa é esta tendência de muita gente comprar mochilas todos os anos, não percebo... Serão as mochilas tratadas como se fossem bolas? Serão as mochilas tão frágeis que chegam ao fim do ano inutilizáveis? Terão as pessoas casas que parecem armazéns para acumular mochilas todos os anos e de vários filhos? A nossa mochila não foi subsituída, não está estragada, nem tão pouco desatualizada, está perfeita para continuar a servir a sua função e fora da escola também transporta as nossas coisas caso seja necessário.

Para terem sucesso escolar as crianças não precisam de muito material, precisam apenas do essencial e este deve ser estimado.

A Moderação não diz apenas respeito ao consumo desenfreado de material escolar, mas também à quantidade de TPC que vão continuar a chegar em doses pequenas. Neste aspecto acho que temos muita sorte, ao que eu tenho ouvido e lido por aí... No meio-termo é que reside a virtude e é assim que as coisas têm sido na escola, no entanto, a moderação também exige concentração, boa educação e respeito de modo a que tudo o que é passado na aula fique retido nas cabeças daquelas crianças. Temos muito trabalho pela frente, espero que consigamos coordenar tudo com muita paciência e sucesso!

12 de setembro de 2016

A minha flora de interior


Creio que já devem ter reparado que sou dada às plantas, há uma espécie de David Attenborrogh da flora dentro de mim. Recentemente arrastei o meu bondoso marido a um mega horto em Miramar porque foi lá que me disseram que de certeza que conseguiria comprar uma Ficus Lyrata. Se andam mais ou menos atentos aos blogs e sites que se dedicam aos ambientes interiores, já devem ter visto esta árvore envasada mais do que uma dezena de vezes. A minha casa é bastante luminosa e a temperatura por cá, tanto de verão como de inverno, é bastante tropical, digamos assim. Achei então que seria um bom ambiente para esta planta maravilhosa, gigante e pelos vistos tão temperamental.

Antes de a comprar fui saber mais sobre ela, tanto é que nem o nome comum consegui saber em português, às tantas até nem há! Em inglês referem-se a ela comumente como Fiddle Leaf Fig (é da família das Ficus, figueiras; tal como a árvore da borracha a Ficus Elastica, estão a ver). Ora descobri que este sensível ser não gosta de sol nas folhas, ficam castanhas; também não gosta de água em excesso mas também não gosta de ficar à míngua, não, não! Encontrei textos muito giros em que os felizes donos da planta passaram o Cabo das Tormentas até conseguirem acertar com os gostos da Ficus Lyrata chegando a muda-la várias vezes de sítio :D

A nossa querida Lyrata está entre nós há cerca de um mês, coloquei-a longe suficiente do sol, mas perto suficiente da janela da sala e perto de um espelho que lhe reflete mais um pouco de claridade na zona de sombra. So far so good. Em 4 semanas cresceu 7cm e ganhou duas folhas novas, rego-a religiosamente ao fim-de-semana cerca de 1/2L. As crianças adoram-na e andam sempre de volta dela e até agora não tivemos nenhum desgosto com as tangentes provocadas pelas correrias domésticas.

Se quiserem saber mais sobre esta planta MARAVILHOSA e que fica linda em formato arbusto ou árvore não deixem de ler os seguintes links!

Como propagá-la.

Teoria da planta e aqui também.

História gira.

Dicas.

Tal como disse, li vários artigos sobre esta planta, mas infelizmente não consegui encontrar o mais engraçado. Se o voltar a encontrar adiciono à lista de links para consultarem ;)

9 de setembro de 2016

Sugestão de fim-de-semana


Oláaa

saiu o meu novo post no Eu, mãe e acho que se vão sentir super motivados e cheios de força para destralhar o quarto das crianças este fim-de-semana!! Bem sei que é uma tarefa árdua em vários sentidos, mas nada temam porque o resultado vai compensar ;)

Força aí!!

Já sabem que este blog tem página no Facebook? Se não sabem, toca a ir espreitar.
https://www.facebook.com/redondaquadrada/

6 de setembro de 2016

Um domingo sobre rodas


Este domingo fartámo-nos de pedalar e circular por aí.
Durante a manhã foi "soft" ainda viemos de carro para o parque com as tralhas na bagageira mas à tarde arriscámos pela primeira vez, sair de casa cada um com o seu veículo. O mais pequeno já anda muito bem de bicicleta, tão bem e tão rápido que agora anda sempre de capacete não vá acontecer um trambolhão mais forte. Ela também já voa na sua trotineta e como o pai também aderiu à moda eu ficava sempre apeada a olhar, não podia ser!
O problema é que para sairmos os quatro para mais longe, a minha bicicleta não cabe na bagageira porque é enorme e temo-nos limitado a que apenas as crianças tragam os seus veículos. Mas este domingo a coisa foi diferente. Por ser domingo, a nossa rua/bairro estão muito desertos e tentámos atravessar o bairro para chegar ao parque só para ver o comportamento deles em estrada. Antes de sair explicámos que para este passeio eles não podiam fugir (o Vasco adora andar fora da nossa vista e é um stress) e que o pai ía na frente e eu no fim e que eles tinham obrigatoriamente que ir entre nós sempre em fila e parar quando pedíssemos.
Saímos então um pouco receosos mas chegámos ao parque num instante e depois do parque eles não quiseram mais parar, seguimos viagem e assim de uma virada fizemos 6km com os miúdos no centro urbano de Aveiro e eles sempre a pedir "mais e mais". Foi um sucesso, as pessoas na rua também facilitaram as nossas passagens sobretudo nas passadeiras e muitos ficaram admirados por o Vasco, sendo tão pequenito, já andar nestas aventuras connosco. Felizmente a nossa cidade tem uma geografia muito favorável e passeios rebaixados em vários locais, para além de ciclovias claro, mas uma boa parte do nosso circuito foi feita na calçada pedindo sempre "com licença, com licença" o que é não é agradável para os peões mas com tantos carros na rua (domingo à tarde em cidade turística é dose) teve mesmo que ser...
Fomos e viemos, as crianças loucas com tanta liberdade, tanto vento na cara, conseguiram superar um desafio enorme e que nem nós estávamos à espera de tanto sucesso. Regressámos ao parque do costume e eles continuaram a pedalar, encontrámos os primos e amigos e foi vê-los a fazer corridas super felizes.
Isto agora não pode parar e teremos de arranjar sempre um tempinho para as nossas voltas familiares para que as crianças se habituem desde cedo às manhas do trânsito para que num futuro mais ou menos distante possam ser independentes quando forem para a escola ou outras atividades ;)

3 de setembro de 2016

A voz da professora



Só depois de ter uma filha como a minha é que a voz da professora do Charlie Brown passou a ter outro significado. Antes sinceramente nem me dizia nada, mas agora, imagino a minha filha na escola e junto os relatos da professora e só posso enquadrá-la neste fom-fom-fom.

Oh pá a sério, já disse que estou a ficar com um crises de ansiedade só de pensar neste ano letivo?

2 de setembro de 2016

Regressar às rotinas


Lentamente estamos a retomar as nossas rotinas.
A escola do mais novo já começou, mudou de sala e no meio de tanta excitação "o fim das férias" passou um pouco para segundo plano. Foi agosto todo em casa, um verão cheio de animação e programas familiares bons, muita praia, muito passeio e assim quase que de repente Puff, acabou-se. Não chorou no primeiro dia, mas é provável que comece o mimo a qualquer momento.
Ela ainda ficará mais uns dias connosco, de manhã no escritório fazendo a revisão das fichas que ficaram por fazer e à tarde com a avó. O ballet começa já, passados uns dias começa a escola e só depois virá o conservatório.

Tenho para mim que este ano o bicho vai pegar!!!

Estamos ainda um pouco na expectativa porque não temos os horários todos mas já andamos a ganhar fôlego para aquilo que parece ser um ano de muita atividade, muita correria, datas para fixar, muita coisa nova para aprender (todos cá em casa incluídos!). Antevendo a espécie de temporal escolar que aí vem, acho que posso avançar que "não vejo a hora de chegar a julho"!! :D Embora haja muita excitação das crianças perante o ballet, a música, a piscina, da nossa parte a esse entusiasmo também se junta a preocupação de sobrecarregar os miúdos; julgo que será uma preocupação transversal à maioria dos pais. Queremos que os nossos filhos tenham uma infância divertida, saudável e culta, achamos que tão importante como aprender matemática é aprender música ou praticar um desporto correctamente. Se por um lado achamos incrível como há crianças com agendas mais lotadas do que as dos pais e nos perguntamos "quando brincam estas crianças?" por outro lado achamos que uma vida após a escola demasiado livre também poderá tornar os alunos (de um modo geral) mais relaxados relativamente ao estudo e até à escola. Falo por mim, sempre, e dou um exemplo.
Quando eu andava a estudar havia uma rapariga na minha turma que andava na música e não morava propriamente ao virar da esquina, tinha de apanhar o autocarro e andava sempre de um lado para o outro. Deu-me sempre a ideia de que era bastante ocupada e era a mais inteligente da turma, tinha sempre boas notas, era muito atenciosa para com o resto dos colegas e dava explicações do que fosse preciso a quem precisasse. Era fantástica e foi para o curso que quis e acabou-o dentro do tempo mínimo exigido. Tudo isto sempre com os compromissos que tinha fora da escola, resultado, o tempo dela estaria sempre muito preenchido, ela feliz tenho a certeza, prestava atenção às aulas, estudava o necessário de forma eficiente e no fim fazia tudo bem feito. Eu, saía da escola, não tinha outra obrigação senão estudar, não tinha atividades extra-curriculares nem compromissos periódicos que me obrigassem a manter uma rotina horária apertada. Sempre fui uma aluna média, podia ter sido excelente, mas ficava um bocado a ver a banda a passar... O meu marido é da mesma opinião que eu, se calhar se tivesse tido horários mais apertados teria sido mais organizado, mais eficiente e igualmente feliz e realizado.
Há tempos, em conversa com uma amiga, dizia-me ela que as raparigas na academia andavam sempre muito ocupadas com as atividades delas e que as suas brincadeiras ou tempos livres acabavam por ser vividas em balneários ou viagens de eventos e que na verdade elas eram muito felizes e companheiras. Ela tinha a certeza que via aquelas miúdas (adolescentes) realizadas, preenchidas, brilhantes em várias áreas mas sobretudo muito felizes.

É isto que queremos para os nossos filhos, que tenham vidas preenchidas, que lhes forneçam boas bases para conseguirem gerir o tempo livre (super importante!), que lhes forneçam boas bases para tirarem o melhor proveito da escola oficial (super importante também!). Claro que estamos preparados para os momentos em que ele não vai querer ir para a piscina, ou que ela não vai querer vestir o fato do ballet, faz parte. A nós também nos apetecia fazer gazeta às nossas obrigações, sei lá, olha não me apetece fazer-te o jantar filho...

O que tem de ser, tem muita força e vamos lá ver onde vamos buscar a energia e tenacidade para lidar com esta nova rotina. No fim, queremos vê-los superar os níveis que iniciaram, ver saltos de alegria por ouvirem palmas e sentir que afinal valeu a pena.

Um bom ano lectivo para todos, alunos e pais!


31 de agosto de 2016

Em fase de testes



É altamente provável que me digam "olha, já vais tarde..." mas ainda assim estou em testes no facebook onde criei a página deste blog. Não tenho a pretenção de passar a ter milhões de seguidores, nem tão pouco centenas de comentários sobre as minhas dissertações. Os meus leitores fieis devem continuar a visitar-me silenciosamente e com comentários pontuais e sempre queridos, pode ser que entretanto os restantes, aqueles que usam os readeres queiram dizer algo mais, contar uma piada ou lançar mais achas para as fogueiras que às vezes teimo em acender :)

Até hoje nunca criei uma página porque não via necessidade e a verdade é que continuo a não ver, é apenas uma fase nova. Sempre achei que após os blogues terem criado os seus "alter-egos-facebookianos" que definhavam e foi essa a maior razão por nunca ter enveredado por esse caminho. Gosto do meu blog, deste tipo de registo, tenho pena que ande preguiçosa para escrever mas a vida é mesmo assim e por vezes a maternidade tem momentos mais criativos do que outros.

Por aqui nada mudará, vou continuar a falar barato, a fotografar as crianças e a ouvir a minha música, a única diferença é que pela rede também haverá partilha dos posts com comentários da minha parte a quem quiser botar faladura por ali.

Caso queiram sintam-se à vontade para me seguir em https://www.facebook.com/redondaquadrada/

E obrigada por estarem sempre por cá!

29 de agosto de 2016

Manuais escolares gratuitos?

Já temos os manuais deste ano mas para além de os termos encadernado ainda não estivemos a folheá-los com atenção. Tenho andado a pensar nesta novela dos manuais gratuitos/emprestados/doados whatever...

Inicialmente achava que os manuais não são coisas nas quais se deva escrever, devem servir apenas para consulta, leitura e de apoio em geral para as coisas verdadeiramente importantes e relevantes que o professor transmite na aula (isto em bom, claro). Entretanto mudei ligeiramente de opinião no que toca aos manuais escolares para o 1º ciclo do ensino básico, sobretudo para o 1º ano. A inocente criança, que vem do pré-escolar fazendo picotados, recortes e ligações tem aqui uma boa oportunidade de criar uma espécie de relação com o seu primeiro manual escolar a sério. Não sabendo escrever, o manual escolar é o veículo mais prático para ensaiar as primeiras voltas do AEIOU e quem diz letras diz números e frases e uma série de coisas que são essenciais para manter as crianças focadas, interessadas e produtivas sobretudo no ambiente da sala de aula.

Posto isto, sou da opinião que, nos moldes que aparentemente este esquema do "empréstimo" dos livros do 1º ano está a ser feito, acho totalmente inadequado e contra producente que uma criança seja "impedida" de escrever no seu livro, quando o livro está justamente concebido para ser preenchido. Como resolverá o professor este problema? Fará fotocópias do manual adotado para as crianças fazerem o tracejado e não marcarem o manual original? Escreverá o professor 26 vezes nos cadernos dos meninos O Gato do Gustavo é Grande quando ensinar a letra G? Quem diz uma frase diz TODAS as frases que sejam necessárias para praticar as letras e ditongos e o caneco em cada caderno de cada aluno. Socorro isto não é viável. A ideia é mesmo emprestar/doar/ceder temporariamente os manuais de modo a que sejam devolvidos imaculados no fim do ano, é isto que percebo do que se comenta, mas se estiverem rasurados ou escritos a caneta (sei lá corrigidos pelo professor!) o agrupamento já não pode receber o manual e os encarregados de educação terão de pagar a factura... Não é por nada mas, acho isto uma manobra tão pindérica... mas sobretudo uma manobra que gera confusão e mais do que isso, não promove uma boa relação entre o aluno e o seu material de estudo.

Embora considere que esta seja uma medida ridícula para o 1º ano e se calhar para todo o primeiro ciclo, já não posso dizer o mesmo para os restantes ciclos. À medida que o aluno ganha maturidade, a sua relação com os manuais começa a ser mais de apoio, o manual deixa de ser um suporte de escrita e passa a ser um suporte de consulta. Aliás, os manuais físicos até devem ter os dias contados porque são pesados, poluem e cada vez mais os suportes digitais são a preferência das gerações mais novas. Seria portanto uma medida mais eficiente doar, ceder, emprestar os manuais aos alunos dos ciclos mais avançados e ensino secundário porque nestas idades os miúdos já são bem mais autónomos nos seus métodos de estudo e os professores, convenhamos, não devem estar propriamente colados aos manuais a ler ponto por ponto aos meninos...

Que vos parece?

24 de agosto de 2016

A Vida Secreta dos nossos Animais - fomos ver


Desde que viram o trailer, há mesmo muito tempo, que os garotos nunca mais se calaram com a ideia de irmos ver o filme. Ok, desde que eu vi o trailer também disse logo que queria ver o filme... O trailer está mesmo apelativo e para quem já teve animais, ver este filme faz todo o sentido. As primas também andavam loucas e assim foi muito difícil impedir este evento, lá fomos. No início houve uma curta-metragem com os Minions, não sou fã, acho-os mesmo maçadores. Entretanto lá começou o filme e realmente até à primeira parte SPOILER ALERT (*** até eles fugirem ao rapaz no parque***) eu gostei bastante; desde esse momento até ao final, já não gostei nada.

O problema, quanto a mim, esteve no enredo, aquilo enveredou por um caminho que nada fazia prever, pelo menos de acordo com a ideia que passava no trailer. Achei a história fraca e na minha ideia pensei que o filme explorava mais a rotina dos animais de estimação em casa. Quando tivemos gatos também me interrogava o que andavam eles a fazer na nossa ausência, sobretudo quando via o resultado das asneiras. Pensei que o filme fosse por aí, mas na verdade os autores viajaram um bocado na maionese, como se diz... A certa altura, o meu mais novo, que estava sentado ao meu lado, perguntou-me se faltava muito para acabar e nos outros filmes que fomos ver isto nunca aconteceu. Meus amigos, se uma criança diz isso, não preciso de mais argumentos. Mas não se deixem ficar por casa, tirando a história, há sempre a parte técnica que é maravilhosa, há sempre as sequências giríssimas e a adaptação em português também está muito bem feita.

Está assim assim, vá...



23 de agosto de 2016

Agosto


Este ano durante o mês de agosto não houve escola para ninguém. Ela, por já estar na escola primária já não tinha por defeito, ele por estar no jardim de infância não foi para desfrutar da companhia da irmã 24x24h durante um mês inteirinho. Os nossos manos são muito próximos e embora andem às turras, a verdade é que não vivem um sem o outro e brincam muito a toda a hora em alto e bom som. Para nós foi um desafio, confesso. À conta do comodismo que é ter um jardim de infância que está aberto todo o ano acabamos por nunca ter muitos dias seguidos sem atividades lectivas, mas bom, este ano aproveitámos a oportunidade e desligámos aquele canal.
Perguntou-me há dias uma amiga minha como nos orientávamos com as duas crianças em casa e como geríamos o trabalho. Estando o mês já a chegar ao fim, creio que já posso fazer um pequeno resumo dos nossos dias, basicamente, foram todos passados na rua.

Em agosto, sempre que o tempo ajudou, fui com os miúdos à praia de manhã e à tarde ficámos a orientar atividades ligadas ao lar, tal como supermercado, oficina do mecânico, horto, arrumações, legos, tv... Fui com eles sozinha à praia, mas nestas idades já não é problemático, cada um levava a sua toalha ao pescoço e o saquinho de brinquedos. Eu levava uma mochila e o chapéu de sol, no areal havia sempre mais amigos para brincar e os adultos controlavam o gangue. Ir à praia com as crianças é das coisas que eu mais gosto de fazer, é saudável, barato, pedagógico (estivemos a observar uma alforreca e mais bicharada própria da praia) e gasta muita energia que acumula durante a noite. Chegamos cedo e regressamos cedo. Os almoços na casa dos avós também foram uma opção bem-vinda e as visitas estenderam-se muitas vezes pela tarde. À noite tentámos manter o horário de deitar pelas 21:00 ou se possível mais cedo, eles ficavam muito mais bem dispostos de manhã!
Tivemos também a semana em que eles estiveram na casa dos avós do minho, a qual, por ter um quintal grande, fez com que andassem sempre lá fora num entra e sai que só visto. Depois da semana sozinhos, nós também fomos lá ter e assim se passou mais uma semana sempre na boa vai ela. Ele foi ranchos, cinema, procissões, festa de aniversário e piquenique familiar, tudo sempre muito animado.
Regressados a casa entrámos na recta final do nosso querido mês de agosto, e para não perder o ritmo, o pai foi para o escritório e para nós já houve praia e uma rusga aos ténis novos que isto com tanto andamento as crianças ficaram maiores e o calçado deixou todo de servir!!!
Admito que por vezes me salta a tampa com tanta agitação, que é naturalmente causada por mim, mas embora deseje em voz alta (com os "nérvus"!) que comece a escola, a verdade é que ainda agosto não acabou, e já tenho saudades deste verão maravilhoso.

22 de agosto de 2016

os bikinis e as meninas


Bikinis para meninas? Não gosto. Acho que não fazem sentido e ficam feios nas crianças.

Bebés com binkinis? Por favor...

Embora eu seja uma defensora acérrima da minha opinião, este ano comprei um para a minha filha. Até este verão consegui convencê-la a usar apenas tanga na praia, sobretudo quando fez colónia com a escola, mas este ano tive de quebrar. Quis quebrar. Embora lhe tivesse comprado um bikini porque ela me pediu muito, porque era apontada por outras meninas que tinham parte de cima bla, bla, bla... a verdade é que me incomoda muito saber que as raparigas tão pequenas estejam convencidas de que devem esconder algo que simplesmente não têm: maminhas! Faz isto sentido? Porque há-de a minha filha se sentir diminuída ou sentir que deve tapar algo porque acha que é vergonhoso? Dizia que se sentia ridícula por andar de tanga em grupo, que tinha as maminhas de fora, que a gozavam e por mais que eu lhe explicasse, não houve maneira.
Em família ou entre amigos próximos andou só de tanga ou fato de banho, mas a maior parte das vezes até fez questão de vestir o conjunto porque na verdade ela estava muito vaidosa da sua "progressão" na indumentária de praia, sentia-se crescida e parte do grupo. Enfim, eu em criança também não gostava de me sentir diferente, já me bastava todas as diferenças que eu não podia evitar quanto mais estas que seriam facilmente resolvidas pela minha mãe. Resolvi então a questão da inclusão, mas também deixei a minha posição bem clara à minha filha e ela percebeu, ainda assim, achei que seria importante haver o meio-termo, cedia ela e cedíamos nós, paz na Terra.
Acho bem que a minha filha se queira sentir feminina, que vista aquilo que a faz feliz, mas tenho pena de constatar que é quase impossível fazer uma barreira a estas convenções adultas nas gerações mais novas e por isso mesmo tão descontextualizada.