15 de agosto de 2017

8 anos!

Há oito anos estava eu a pensar para com os meus botões como é que tinha sido possível aquela pessoa tão pequena ter saído de dentro de mim como um foguete. Uma criança que é tão fácil agradar, que passa horas divertida com as coisas mais simples e que um balão gigante em forma de 8 fosse logo um momento bombástico cá em casa.
Que sejas sempre feliz e que esse teu minimalismo te acompanhe sempre meu amor.



11 de agosto de 2017

Ai as arribas



A sério, mas as pessoas ainda se deitam ao lado das arribas!?!
Reparem nas toalhas estendidas nas PEDRAS QUE CAIRAM!!!
Reparem nas FENDAS e NO SINAL VERMELHO!!! HELLOO!!

Na semana em que estivemos de férias não pude deixar de reparar na quantidade de gente que se deita mesmo ao lado das arribas. Para além de estarem na chamada red zone, há imensos sinais de proibição e avisos de queda iminente mas mesmo assim, é ver grupos de adolescentes, famílias inteiras e até pequenas tendas super artilhadas, ali mesmo juntinho às fendas da falésia. Eu compreendo que numa zona ventosa como na costa alentejana ou com um sol de esturricar como no Algarve, a tentação de ter uma mega-sombra é grande, mas quer dizer, será que vale a pena o risco de levar com um calhau de uma tonelada na tola? Estas pessoas não vêm notícias, não sabem que as arribas estão super frágeis?
Eu juro que fiquei chocada, não só por as pessoas estarem deitadas nestes cenários, mas porque também havia pessoal a tirar selfies mesmo na beirinha da falésia, lá em cima!!

Please, pessoal, "deslarguem" lá a red zone pá!!



8 de agosto de 2017

Costa Vicentina - diário fotográfico

Na semana passada estivemos pela Costa Vicentina, éramos 8 - nós e as primas do minho e foi uma loucura. Ficámos em Monte Clérigo e foi a minha primeira vez nesta zona do país e confesso que tinha mesmo muita curiosidade em conhecer. Passámos os dias de um lado para o outro e sempre que perguntávamos aos miúdos Qual a praia favorita? eles respondiam invariavelmente que tinha sido a que escolhemos naquele dia.
Levei a minha máquina fotográfica principal e embora tivesse fotografado ocasionalmente da parte da manhã, a maioria das fotografias acabaram por ser ao fim do dia, quando já estava mais fresco e com aquela luminosidade especial.

Monte Clérigo
Ficámos alojados em Monte Clérigo, a escassos metros da praia e embora neste sítio o mar fosse mais descontrolado e o vento mais constante, é sem dúvida uma praia muito boa de se estar, basta procurar uma zona mais próxima da falésia (próxima não é de todo "em cima" não se preocupem). Por ter mais ondulação havia bastantes surfistas e escolas, mas isso não era só nesta praia. Os miúdos gostaram imenso, o mar bravo não os intimida, já estão habituados a estas maluquices da praia.



As meninas mais velhas entraram bem no espírito surf.






Arrifana
Para fugirmos ao vento refugiámo-nos na praia de Arrifana e tudo é lindo aqui. O mar é bem mais calmo, mas também há muito surfista. O ambiente é óptimo, muitas famílias super desportivas, muita criança a fazer surf e body board deu gosto ver. Reparei também que embora seja época de restrições de cães na praia lá havia um ou outro com os donos, mas é daquelas coisas que nunca incomodou.


Durante a semana em que lá estivemos a maré baixa era ao fim da tarde e não podíamos ter tido mais sorte. Praias compridas, paisagens muito agressivas e que impressionaram as crianças. Foi sem dúvida aquilo que mais gostei na Costa Vicentina foi sem dúvida o recorte das falésias, as pedras aguçadas, os reflexos, tudo lindo e vale muito a pena a visita.



Os miúdos sentiram-se sempre muito livres e selvagens, tudo era uma aventura, sempre dentro e fora de água.


Odeceixe
No dia dos meus anos pude escolher a praia para passarmos o dia, a eleita foi Odeceixe porque li que era a "mais linda" de toda a costa. Quando chegámos era de facto uma paisagem muito, muito bonita, estava maré cheia (tive pena de não fotografar mas tinha a máquina no fundo da mochila...) mas quando chegámos ao areal o vento era insuportável. Há uma grande praia redonda com o rio Seixe a fazer o recorte junto ao mar, é mesmo fixe. Embora estivesse bastante desagradável isso não foi impedimento para as crianças que adoraram este SPOT. De todas as praias esta foi a preferida porque o rio, na maré baixa, ficou quase vazio e mais quentinho :)





Amoreira
Quando chegámos à Amoreira estava nevoeiro, mas passado um bocado dissipou-se e acabámos por ficar na praia mesmo até ao fim do dia, estava perfeito. Mais uma vez a paisagem era maravilhosa com muitas falésias e pequenas piscinas da maré vaza.







Lagos
Num dos dias fomos mais para sul, bastou uma meia hora de viagem para que a temperatura subisse mais de 10º, julgo que apanhámos um dos dias mais quentes de que nos lembrávamos de alguma vez de ter estado na praia. A areia estava tão quente que ficámos literalmente com os pés queimados, uma coisa impressionante como num país tão pequeno podemos ter estas diferenças tão acentuadas.
Eu nunca tinha estado na praia Dona Ana e mesmo correndo o risco de estar imensa gente lá fomos e passámos um bom dia, mesmo sob sol abrasador. A paisagem é aquele postal típico do Algarve, pedras que surgem do mar, falésias douradas, mar turquesa, o pacote completo. Os miúdos adoraram mais uma vez o passeio, a água estava fresca e difícil foi arrancá-los para vir embora.



Foram sem dúvida umas férias que vão ficar gravadas na memória de todos. Divertimo-nos imenso, vimos coisas lindas, novas e fica aquela sensação de que só podemos estar no melhor país da Europa para viver. Com todos os problemas que temos, é tão fácil ser feliz com tão pouco...

7 de agosto de 2017

um regresso mais ou menos

Fomos e viemos de férias.
Este ano experimentámos a Costa Vicentina que não conhecíamos e gostámos imenso. Ficará para mais logo um resumo fotográfico da coisa.
Entretanto estamos a trabalhar, com os meninos em casa, a tentar gerir estas rotinas e energias sempre carregadíssimas! Para já estamos a testar o horário das 6:00 - "até eles acordarem" e depois o turno da noite e logo se verá. Da curta experiência que estou a ter o horário é jeitoso e proveitoso!

;)

2 de agosto de 2017

E de repente 40!


Recordo-me de quando fiz 35 que estive que tempos para escrever um texto sobre esse dia. O dia em que eu deixei de ter 30 e poucos e passei a ter 30 e muitos. O tal post nunca chegou a sair porque não tive grande coisa a dizer sobre isso, mas hoje, que faço 40 parece-me que chegou o momento de tecer alguns comentários.
A verdade é que me custa imenso acreditar como é que foi possível ter chegado tão depressa aos 40.
Também me custa compreender como é que os últimos 20 anos passaram num virote e isto deve-se sobretudo ao facto de terem sido 20 anos muito agitados!
E o que é que eu consegui alcançar nestes 40 anos? Olhando friamente não consegui alcança nada que qualquer outro adulto não tivesse alcançado de acordo com aquilo que foi se propondo fazer. Quis casar, casei. Quis ter filhos, tive. Quis comprar uma casa para morar, comprei. Arranjei um emprego e despedi-me. Consolidei as minhas melhores amizades. Tudo normal.

A única coisa que não me agrada nada nisto tudo é o facto de ter vindo da chamada "geração rasca", quem é da minha idade sabe exatamente do que estou a falar, e não conseguir sair da atual "geração à rasca" e isso consome-me os nervos. Comparando com a geração dos meus pais, que certamente tiveram desafios complexos pois viveram em ditadura, a nossa geração também não tem tido um caminho fácil. Vivemos uma época de concorrência super feroz, 7 cães a um osso de oportunidade, gente muito fraca de princípios e é muito complicado lidar com tudo isto e sair bem sucedido no fim. Por aqui o desafio de andar à tona da água é diário e chegar aos 40 e constatar isso não é algo que eu possa dizer que estivesse nos meus planos, mas as coisas são assim mesmo e não podemos deixar de dar o corpo ao manifesto se é esta a nossa realidade.

Fisicamente chegar ao 40 é algo com o qual já lido melhor, olhando para mim, não me revejo em nada daquilo que eu imaginava ser "ter 40 anos". Acho que estou mais naquela de "ok, assim é como se está com 30". Agora vejo com mais dificuldade curar uma constipação, ultrapassar uma noite mal dormida, mas tirando um ou outro pormenor (cabelos brancos a aparecer) sinto-me ainda super enérgica, com a força e mobilidade que sempre tive o que me parece francamente espetacular! Pior será lidar com o facto de a velhice estar mesmo ao virar da esquina e isso sim é um escândalo!
Para já é aproveitar enquanto não fico com os ossos fanados mas é!

30 de julho de 2017

Vestido Azul - julho de 2017

Mais um ano, mais uma prova. Este ano os miúdos estavam muito entusiasmados para fazer a fotografia e já desde o início do mês que andam a perguntar para quando é que é. A verdade é que quando finalmente nos organizámos para fotografar, o nosso mais novo quase não apareceu por causa de uma birra providencial. Ela por outro lado, já andava em pulgas para fotografar com a saia do momento, adora-a e não quer usar outra coisa :)
Por fim, tudo acabou em bem e lá conseguimos mais uma edição "vestido azul".

29 de julho de 2017

Filhos fora, tempo de sobra


Chegámos ao fim de julho e a mim parece-me quase véspera de fim de ano, tal a azáfama dos últimos meses, que foram apenas os primeiros do ano. Terminada a escola, a música, a dança, a piscina e todos os compromissos com as crianças, ficámos nós a finalizar coisas pendentes no trabalho para em breve podermos partir uns dias e arejar as vistas. Providencialmente a avó ofereceu-se para ficar com as crianças uma, duas, três noites, as que precisássemos para orientar tudo e a verdade é que aproveitámos.

Estar em casa sem as crianças é cá uma diferença que não me canso de ficar surpreendida com este fenómeno. Sabendo que elas estão entregues e bem, nós assumimos um papel totalmente oposto ao costume. Comemos a horas impróprias, comemos qualquer coisa e de preferência no sofá, a loiça fica a acumular na banca e depois é este silêncio ao qual não estamos minimamente habituados. Ficamos apenas suspensos a contemplar a casa em total silêncio. Sobra tempo para sair, para trabalhar, para vaguear pela casa, é um sentimento de soltura, de despreocupação com o qual já quase não sabemos lidar! Acho que em tempos já devo ter escrito sobre isto mas é de facto uma coisa que me questiono sobre "e se tivéssemos optado por não ter filhos?", teríamos essa percepção do tempo que consumimos connosco e com os outros? Saberíamos dar valor ao nosso tempo? Eu quando era nova achava que era sempre muito ocupada, que tinha muita coisa para fazer, mas sem dúvida nenhuma imaginei que a minha vida fosse tão ocupada como agora. A minha cabeça não para de planear os dias, levar e este e aquele, pensar em trajetos mais curtos, mais rápidos, mais eficientes. Supermercado, compromissos, problemas no trabalho, trabalho que se traz para casa, um sem fim de tarefas... Mas embora haja alturas em que me questiono se isto tudo vale a pena, todas as preocupações, a ginástica financeira, a ginástica mental, as escolhas que fazemos quase nunca nos levam ao arrependimento. Até podemos ter dúvidas ocasionais, mas arrependimento, para já não!

18 de julho de 2017

Curso de natação intensivo - Gostamos disto!!

ilustração da Ana Seixas para a Magazine Georges

Quando as aulas acabaram começou uma coisa chamada férias, tempo de lazer e ócio, tempo de desligar o despertador até setembro e viver ao sabor do vento. Era bom que assim fosse, mas não nesta casa. Embora achássemos que os meninos merecessem uma folga, achámos por bem manter o ritmo alucinante mas com outras atividades.
O mais novo manteve-se na escola, portanto aqui tudo na mesma, mas a mais velha foi direitinha para o campo de férias. A par disso ainda teve de praticar ballet para o exame anual portanto os horários estavam minimamente iguais em termos de ritmo e exigência.
Entretanto em conversa com uma amiga soube que havia piscinas que faziam cursos intensivos de natação para quem não percebesse nada dessa prática, ou para quem quisesse aperfeiçoar a técnica. É que eu nem pestanejei! Fiz alguns telefonemas e assim que pude inscrevi os garotos em 12 aulas de natação durante 3 semanas. As aulas foram todas seguidas de modo a que os resultados fossem o mais progressivos possível e logo nas primeiras vezes comecei a notar um grande avanço no mais novo. Mais uma vez as crianças são peritas em surpreender-nos e se eu achava que era a irmã que ía dominar a piscina, a verdade é que o pequeno é que começou a dar sinais de sucesso mais depressa.

Ele está a evoluir muito bem, já está muito à vontade debaixo de água, está quase a boiar sozinho e já salta sem medo para dentro da piscina. Por outro lado, a irmã mostrou um bloqueio enorme em molhar a cara. Desde bebé que faz uma resistência imensa, faz-lhe impressão, chora no banho e também chorou na piscina. Durante muitas aulas foi incapaz de submergir a cabeça o que atrasou imenso o processo do curso, no entanto, ONTEM deu-se um milagre - finalmente conseguiu passar por debaixo do arco molhando a cabeça toda. Foi uma festa!!! A verdade é que aos poucos foi-se habituando e para isso as técnicas super discretas e eficazes dos professores tiveram uma importância espetacular. Eu tenho assistido a todas as aulas e fico fascinada a ver tanto os meus filhos como outras crianças muito pequenas a movimentarem-se dentro de água. A aula de hoje correu muito bem, ela estava tão, mas tão entusiasmada, relaxou imenso, conseguiu boiar sem parecer um espeto, e "mergulhou" variadíssimas vezes. Embora ainda lhe faça alguma impressão nos olhos, a partir de agora tenho a certeza de que irá aproveitar muito mais do curso, mesmo que já tenha ultrapassado metade das aulas...

Embora eu achasse que seria difícil eles saírem do curso intensivo a nadar perfeitamente, a verdade é que só o facto de encararem a água com maior à-vontade já me deixou bastante mais tranquila. As duas vezes que tentámos que eles praticassem natação foram um fiasco e finalmente este curso veio reverter este cenário. Já está decido que em setembro vão continuar, agora de forma semanal e não intensiva para aprenderem direitinho todas as modalidades e sossegar toda a nossa família que há vários anos nos vem chateando a cabeça pelo facto "de os meninos não saberem nadar"; situação resolvida!

Resumindo e concluindo, eu cá fiquei fã do curso intensivo, se poderia ser mais incisivo, podia, se podia ser mais individualizado também podia, no entanto, para o nosso caso serviu para quebrar o enguiço e isso já foi significativo. Re-co-men-do!

13 de julho de 2017

Sofia, a coralista

Eu tenho a sorte de ter umas amigas que são umas queridas, passam a vida a desafiar-me para ir com elas para as atividades que lhes dão mais prazer, ela é corridas, ela é yoga, ela é dança e até workshops culinários, o meu marido também me martela a cabeça para entrar para o ginásio e eu na minha inércia vou assobiando para o lado... Mas pela altura das férias da Páscoa aceitei o desafio de duas amigas minhas de começar a cantar no coro do conservatório de Aveiro. O curioso foi que ambas me falaram no coro (uma delas já frequenta há muitos anos e a outra era estreante) sem saber que ambas o faziam em simultâneo. Se as duas achavam que valia a pena então um dia lá fui experimentar. E não é que adorei!

Começámos então a estudar um conjunto de músicas e semana após semana o meu entusiasmo em vez de esmorecer como o costume, foi aumentando. À medida que ia conhecendo o grupo e que as músicas iam saindo minimamente afinadas achei que poderia estar perante "A minha atividade de tempos livres". Ir ao coro uma vez por semana começou a ser aquele momento em que eu dava por mim a despachar tudo rapidíssimo para poder ir cantar, desanuviar a cabeça do trabalho, da rotina das crianças, do cesto cheio de peúgas,... Quanto se diz que Quem Canta Seus Males Espanta tem toda a razão, cantar é efetivamente um grande escape, uma terapia e um momento em que um grupo enorme de adultos se senta num anfiteatro da escola e volta a sentir-se um adolescente do liceu. Ali não há bancários, não há professores, advogados, serralheiros, designers, há tão somente coralistas, contraltos, sopranos, tenores, baixos e os únicos dramas são falhar notas e tempos. É verdadeiramente terapêutico e retemperador.

O culminar de tantos ensaios é evidentemente o concerto. Após várias semanas de ensaios juntámo-nos aos alunos (5º ao 12º ano) e à orquestra e finalizámos o trabalho no parque que tantas vezes vamos brincar com os miúdos. O concerto foi no dia de abertura do Festival dos Canais e teve como único ponto negativo o vento gelado que se fez sentir; tivesse uma noite amena e teria sido bem mais agradável ao nosso público que ainda assim compareceu em grande número!! Subir a um palco foi praticamente uma estreia para mim, desde os meus tempos do 8º ou 9º ano que não me dedicava à música e enfrentar uma plateia é algo mesmo emocionante e talvez até viciante. Adorei todos os momentos, pareceu-me tudo perfeito, toda a gente estava motivada e contente por estar ali, foi muito bom. Para a minha alegria ser ainda maior tive a minha família e amigos a assistir, as crianças vibraram mas também houve quem tivesse sucumbido ao sono... :)

Se o primeiro concerto foi com a maravilhosa orquestra do conservatório, já o próximo, no sábado dia 15, será apenas acompanhado pelo piano e julgo que também será um espetáculo que vai valer muito a pena assistir. Tomem nota, dia 15 pelas 21:30 junto ao Hotel Meliá e depois Pedro Abrunhosa no palco do Cais da Fonte Nova, às 22:00!

Depois disto tudo, resta felicitar as minhas amigas pelo empenho que empregaram em me convencer de que isto era mesmo bom! Estou rendida à cantoria!



fotografias do meu excelentíssimo marido

11 de julho de 2017

o nosso sofá voltou


Estas fotografias estão separadas por quase cinco anos. Eu podia falar da diferença abismal que há entre o meu rapaz, de bebé passou a um rapazola esperto, mas na verdade vou falar no sofá.
O nosso sofá que era dos meus sogros e passou para os meus cunhados, um belo dia veio para nossa casa substituir um sofá ranhoso do Ikea. Embora tivesse cerca de 40 anos e apresentasse um desgaste estrutural notório eu achei que valia a pena ficar com ele. É um sofá-cama de casal, de linhas simples e cuja estrutura em madeira maciça não mexe um mm quando o tentamos arrastar, é sólido e dá bom dormir.
Entretanto quando mudámos de casa a nossa sala passou a ser significativamente maior e o sofá-cama foi para o quarto que ficou vazio para um dia passar para o quarto da L quando ela ficasse a dormir sem o irmão (ainda dormem juntos). Para a sala comprámos então dois sofás e assim ficámos durante quase dois anos. Há um tempo deu-me a comichão da mudança e meti na cabeça que afinal devíamos era recuperar o sofá antigo e trazê-lo novamente para a sala pois no quarto da miúda iria ocupar demasiado espaço para tão pouco uso. Se bem o pensei assim o fiz, arranjei maneira de vender um dos sofás da sala e com o dinheiro mandámos restaurar o sofá-cama.

O passo seguinte foi decidir a cor. Iríamos ficar com um sofá castanho na sala e olhando para as cores que nos rodeiam estivemos indecisos entre o amarelo mostarda, verde garrafa e azul petróleo - ganhou o amarelo mostarda. Formalmente optámos por modificar a divisão de três para dois "assentos", eliminámos aqueles painéis de madeira e substituímos os pés dando mais altura ao móvel.
Quando o sofá voltou do estofador foi como se a nossa sala tivesse ganho uma nova dimensão, era de facto a cor que faltava. Adoramos amarelo, é uma cor quente, confortável e que se calhar numa primeira abordagem até nem é muito considerada para uma peça tão grande, mas no conjunto e na nossa opinião, claro, ficou perfeito.

Eu adoro a minha casa, sempre que posso dou um jeitinho a um canto; lentamente vamos substituindo algumas peças que já cumpriram a sua missão. Se há coisa que eu não gosto é de monos, também não gosto de comprar por comprar, sempre que possível recuperamos móveis antigos com mais personalidade. Neste aspecto confesso-me um pouco viciada em vender as coisas que tenho para financiar outras compras e já tenho em vista novas substituições e para mim é isso que faz mais sentido, substituir e não acumular. Recuperar o que tem valor e passar adiante aquilo que já cumpriu ficou gasto.

O que vos parece? Acumular ou despachar? :)

A festa dos Dinossauros


Perguntei ao meu filho:
— Riqueza, qual é o tema que gostarias para a tua festa? Ao que ele me respondeu que seriam Dinossauros. Eu feita mãe-galinha que está cada vez mais mole fui na conversa e após muita deliberação sobre ONDE havíamos de fazer a festa, acabámos por optar pelo mais simples e fazer tudo em casa.
Claro que o mais simples não é necessariamente o mais fácil mas ainda assim, esta nossa produção caseira saiu muito bem, modéstia à parte. O tema "dinossauros" foi genérico, não tivemos nenhum personagem de qualquer filme blockbuster, foi uma festa alusiva digamos assim e a criançada ficou super entusiasmada.
Começámos na véspera a preparar o lanche e deixámos para o dia da festa "apenas" os últimos detalhes. As crianças, dentro das suas limitações, ajudaram em várias tarefas, enrolaram brigadeiros, fizeram areias (os bicoitos), puseram a mesa e empenharam-se imenso em fazer os marcadores.


Os marcadores foi uma coisa de que me lembrei à última, cortei uns retângulos 12x7cm inventei uns nomes jurássicos que lembrassem alguns pratos do lanche e ensinei os miúdos a fazer manchas de aguarelas. Para este efeito bastou apenas que molhassem bem o papel de aguarela e depois com pouquíssima tinta tingiram a água de tons claros e escuros. O nome foi escrito antes e a aguarela pintou por cima. O efeito foi muito bonito, os miúdos adoraram e por eles ficavam ali a manhã toda a pintar marcadores :D



O bolo foi sem dúvida o centro da festa e até agora continuo surpreendida por termos conseguido fazer tal e qual o que tínhamos pensado. Fizemos um pão de ló de 10 ovos, usámos uma forma redonda sem buraco para a base (esta forma normalmente precisa de uns 6 ovos grandes para o bolo ficar médio-alto) e outra forma de pudim mais pequena e com buraco para fazer a chaminé do vulcão (cerca de 4 ovos). A mistura foi feita toda junta e depois separámos as massas e cozemos os bolos juntos, correu tudo bem! O bolo mais pequeno depois de desenformado abateu ligeiramente num dos lados, mas isso até deu um certo realismo à nossa montanha :D
Sobrepusemos os bolos com compota na junção e depois cobrimos tudo com uma ganache maravilhosa de chocolate amargo. Para simular a lava usámos petazetas vermelhas, mas não correu muito bem porque começaram a rebentar em contacto com a cobertura, mas não foi grave, os miúdos comeram também diretamente do pacote Hehehehehe!

Brigadeiros, aquele clássico que nunca falta nas nossas festas. Desta vez substituí o chocolate granulado por cacau o que fez com que as crianças comessem menos porque nem todas estão habituadas ao amargo, mas os adultos não foram da mesma opinião :D


Os doces da nossa cidade também nunca podem faltar, ovos moles e raivas desapareceram num instante!

Também fiz gelatina que supostamente devia ter ficado com a fruta no meio mas a minha falta de técnica impediu este efeito. A minha ideia era fazer um âmbar com fósseis de fruta, mas como podem ver não deu certo... :)

As meninas mais crescidas ajeitavam os marcadores, alinhavam as travessas, adoraram tudo.


Sugeri que fizéssemos mini-pizas e isto foi um mega-sucesso!!
Foi o meu marido e o irmão dele que estiveram à frente deste processo e correu muito bem. Fizeram um molho de tomate rico e apurado, cortaram a massa em pequenos círculos que depois forraram formas de empada. As mini-pizas também levaram fiambre de perú, mozzarella de bufala e depois de prontas finalizámos com folhas de manjericão. Isto é mega! Toda a gente adorou e vamos passar a fazê-las sempre :D


Os nossos convidados, inspirados pelo convite, aderiram em força ao tema e o menino aniversariante foi presenteado com vários exemplares do período jurássico :))



No fim de contas acho que toda a gente gostou imenso deste bocadinho, os miúdos acabaram todos a jantar cá em casa, houve ballet, houve música, houve correria, gritaria, choradeira, mas sobretudo um convívio super bom e que temos a certeza que fez valer a pena todo o cansaço de organizar este simples lanchinho.
A todos que nos ajudaram e que estiveram connosco o nosso maior obrigado!