26 de setembro de 2017

E também fomos passear a Lisboa!

No mesmo fim-de-semana também fomos dar um giro a Lisboa. Pela manhã andámos na zona do Castelo de São Jorge, aproveitámos que era domingo e a entrada era gratuita, no entanto, fiquei com a nítida sensação de que a maior parte das pessoas que estava na MEGA-fila para entrar, não sabia deste pequeno pormenor... Eu como tinha telefonado durante a semana para me certificar achei tudo aquilo muito esquisito e dirigi-me ao segurança para saber a razão de tanta gente, fui então conduzida ao guichê dos "Locais" e como residente em território nacional pudemos entrar imediatamente. O mais bizarro é que havia mais "locais" por ali que ficaram de olhos em bico quando viram 10 pessoas (nós) a entrar e eles ali a gramar aquela pastilha há pelo menos uma hora! Os que se aperceberam, julgo que se terão mexido...

Inicialmente o nosso plano era fazer o circuito do Elétrico 28 desde a Estrela até ao castelo, mas acabámos por abortar essa ideia e arriscámos tudo em ir de carro para o nosso destino. Claro que chegámos e não havia lugar em lado nenhum, demos umas voltas e como que por milagre cortámos numa rua na Graça onde um senhor nos encaminhou para um parque de estacionamento que ainda não estava em funcionamento mas que já nos podia receber. Foi MARAVILHOSO! Já estávamos na zona alta da cidade e embora andássemos cerca de 1km até ao castelo, a verdade é que não custou nadinha porque há sempre uma vista maravilhosa para contemplar, ruas e lojas giras e o percurso faz-se num instante. Fica a dica!!




Os miúdos divertiram-se imenso, ele era muralhas, ele era mapas, canhões, vista de um lado, vista do outro, cavaleiros, museu, um sem fim de coisas espetaculares que lhes ficou gravado na memória.
 





Depois do almoço rumámos a Belém. A avó queria um pastelinho e lá fomos nós crentes que "sim senhor, no interior dos "Pastéis de Belém" há imensos lugares", pois querias! Fila monstra na rua, fila monstra no interior, confesso que não estava à espera, desistimos na hora.
Demos um saltinho ao MAAT, mas também não tivemos muita sorte :) Os nossos miúdos queriam mostrar às primas a exposição que já tínhamos visto em maio, no entanto, estavam a desmontá-la e estando só o átrio aberto optámos por não entrar. Mas as crianças conseguem ser muito persistentes e mesmo sem bilhete os miúdos correram à varanda do MAAT e foi nesta altura que o segurança (um fixolas) sugeriu que eu tirasse bilhete apenas para os miúdos para eles descerem e verem apenas a sala disponível mas sozinhos. E assim fizemos :D "comprei" os bilhetes gratuitos para os miúdos lá irem e foi a alegria geral! Correu bem no fim.





22 de setembro de 2017

E por falar em hordas de turistas!!

Este video tem realmente muita graça :DDDD Bom fim-de-semana!!

Fomos passear a Óbidos!

No primeiro fim-de-semana de setembro fomos com a família do Minho dar um passeio para os lados de Lisboa. No ano passado a experiência tinha sido tão boa no eixo Mafra-Sintra que este ano quisemos repetir a dose, também ficando na Mata Pequena como sede familiar ;)
Começámos o nosso passeio em Peniche com uma breve paragem para almoçar, no entanto não deixámos de fazer uma rápida visita ao forte.



Durante a tarde passamos umas horas em Óbidos que curiosamente acolheu um festival de circo de rua com vários artistas a animar em diversos pontos da vila. Os miúdos adoraram, claro está! Fora o festival, é sempre um prazer regressar a Óbidos, no entanto, e à semelhança de várias cidades/vilas/aldeias/praias também aqui há MILHÕES de pessoas em todo o lado e é quase sufocante passear. Não dá!


As crianças são um pouco imunes a estas invasões, cá para mim começam a achar que isto é normal e se calhar o melhor é começarmo-nos a habituar também... Ainda que estivesse uma enchente bíblica nas ruas, tivemos a sorte de entrar na livraria Ler Devagar e estar por breves momentos num ambiente sossegado e muito giro. Os miúdos adoraram todo o ambiente, a disposição dos livros, a pequena mercearia e eu aproveitei e comprei As Aventuras de Tom Sawyer por uns singelos 3€.



Entretanto não posso deixar de fazer o triste reparo da mais recente moda/parvoíce que uma alma se lembrou. Mesmo à entrada de Óbidos há um cartaz a comparar uma casa branquinha com a mesma toda rabiscada de azul, pede-se no cartaz que não se marquem as parede. Ora sucede então que alguém achou GIRO passar o dedo nos frisos azuis e vai de escrever o nome na parede caiada de modo a que fique mesmo registado que lá passou. Se fosse só uma parede, se fosse num bar, OK, mas meus amigos, são várias as casas na rua principal que já sofrem com este vandalismo. Enfim, o que dizer? Vão sujar as paredes da vossa casa masé!

No ano passado fomos a Óbidos e garanto que isto ainda não tinha começado...







Os miúdos adoraram este número de fado! Muito fixe!





Tirando a rua principal que é realmente o caos de lojas, pessoas, barulho e agora também as TAGs, todo o resto da vila permanece parada no tempo e é tão bom contemplar esta paisagem.


21 de setembro de 2017

Cenas para a casa, essa desgraça


Há dias fui surpreendida com o gentil envio do catálogo IKEA o qual comecei de imediato a inspecionar, obviamente! Numa altura em que estamos (novamente) com mudanças cá em casa por causa do quarto dos miúdos e também o nosso quarto, aproveitei logo para tirar umas notas para uma possível excursão à loja azul e amarela.

Eu sei que ninguém me perguntou nada mas eu deixo-vos à mesma algumas das coisinhas que captaram a minha atenção!

Embora tenhamos uma estrutura de madeira que, em princípio, iremos converter em duas secretárias, pode dar-se o caso de a nossa aventura de bricolage não dar certo e aí já estou prevenida com um ou dois modelos simples e funcionais. Aquele candeeiro articulado também está quase certo de que vem cá para casa, adorei a cor verde pálido!

Para o nosso quarto temos aqui um pequeno problema, eu não gosto NADA de ter uma secretária com computador/monitor/fios e discos vários, mas tem mesmo de ser não há volta a dar. Neste momento temos um tampo de uma mesa um pouco sobredimensionado para o espaço disponível e então aquela opção vertical de fixar à parede parece-me OK. Pessoalmente, e dado o nosso estilo itinerante de mobiliário cá em casa, não posso dizer que "adoro" esta opção, mas no sítio em questão ainda será de facto o melhor. Sendo uma estrutura em madeira simples e com prateleiras reguláveis acho que vou apostar nesta solução.
Depois o WC esse eterno desafio espacial, tudo indica que teremos em breve de fazer uma pequena obra para troca o lavatório (que é daqueles ridiculamente pequenos) e nessa altura vamos equacionar uma ou outra opção de arrumação, ou fechada ou aberta... logo veremos.

Enfim, tirando as loiças e pequenas coisas que eu NUNCA resisto, estas seriam assim aquelas que fariam uma diferença maior cá em casa. Agora é arranjar um tempinho para a excursão :D

8 de setembro de 2017

O meu filho está preparado para a Vida


Hoje de manhã, o meu mais novo levantou-se e viu que ainda estávamos deitados. Foi ver bonecos, ligou a TV e instalou-se. Entretanto a irmã juntou-se a ele e eu comecei a ouvir mais movimentações na cozinha, o que fez ele?

Foi ao frigorífico, tirou dois iogurtes, despejou cada um numa taça, foi à despensa buscar cereais, fez as misturas que entendeu suficientes para ele e a irmã e levou tudo para a sala para continuarem a ver bonecos juntos.

Aos 5 anos estou descansada com ele.

4 de setembro de 2017

Cada um no seu reino


Este fim-de-semana dedicámo-nos à tarefa, já muito adiada, de separar os miúdos, ou seja, cada um no seu quarto. Por mim continuava a ignorar o facto de a nossa mais velha já estar na altura de querer o seu espaço sem que o irmão esteja sempre a meter o bedelho, mas a verdade é que a ideia da "separação" veio animar a malta pequena cá de casa. Eles até se dão bem, conversam IMENSO quando se deitam, mas a perspetiva de cada um ser dono do seu pedaço foi deveras aliciante.

Pusemos então mãos à obra!

Desde que nos mudámos para esta casa nova deixámos um dos quartos vazios (a suite) e era lá a chamada "Terra de Ninguém" onde recebíamos os nossos amigos e familiares, onde tratamos das roupas, onde temos o computador e tralhas afins. O primeiro passo foi então reorganizar toda a tralha e mudar o nosso quarto para "a suite". Passada a primeira prova, pudemos então mudar as coisas do Vasco para o nosso antigo quarto e reorganizar todos os móveis e brinquedos de cada um e fazer as "partilhas" dos brinquedos em comum. Felizmente todo o processo foi ordeiro e sem dramas e o resultado foi do agrado de todos.
Eu ainda pensei que eles fossem ficar nostálgicos, chorosos, que acordassem de noite com saudades, mas correu tudo bem, está tudo super excitado com a novidade e agora é tempo de dar vida a estes espaços tão amplos e estas paredes tão despidas. Em breve faremos uma ou outra remodelação (ao cadeirão da Leonor por exemplo) e acrescentaremos secretárias para cada um.
Mais uma etapa virada!

31 de agosto de 2017

IKEA não podes ver nada!!



Hahaha :D
infelizmente ainda não tenho a minha cópia do catálogo IKEA mas lá chegaremos :D
imagem daqui

29 de agosto de 2017

Leitura do último mês - Mataram a Cotovia



(adorei a personagem Dill)


Ultimamente tinha ouvido aqui e ali algumas referências sobre este livro, investiguei um pouco sobre a história mas sobretudo sobre a autora. Creio que na maior parte das vezes, dou preferência a um livro ou mesmo a um filme não tanto pela história mas por quem está por detrás da ficção. Achei então curioso que Harper Lee apenas tivesse escrito um livro e que justamente recebeu logo o Pulitzer por esse mesmo livro e depois disso (e da adaptação do livro ao cinema) recolheu-se ao silêncio. Há pouco tempo, mais precisamente há um ano, editaram um segundo livro da autora, que pelos vistos até é o primeiro mas conta a história da Scout (personagem principal e narradora de Mataram a Cotovia) já adulta e de regresso à terrinha.

Pus-me então a desbravar o Mataram a Cotovia e gostei muitíssimo. FINALMENTE um autor estrangeiro que me manteve agarrada ao livro. A história está dividida em duas partes, sendo a primeira um longo desenvolvimento de todas as personagens e com breves indícios daquilo que seria a verdadeira história. Embora tivesse lido uma ou outra sinopse do livro, a verdade é que nunca me fazem muito sentido e não lhes presto muita atenção e ainda bem :) A história passa-se nos EUA na época da Grande Depressão e a autora inspirou-se bastante na sua própria infância para escrever, ela é a narradora Scout, tem entre 5 e 8 anos durante os verões intermináveis e é sob o seu olhar e do seu irmão e melhor amigo Dill (inspirado em Truman Capote!) que vamos percebendo a realidade de uma pequena cidade do sul dos EUA. Quando digo Sul, podem logo associar as criadas negras, igrejas de brancos, igrejas de pretos, os chazinhos, bêbados, mancos, famílias bem e a enorme questão racial ligada à (in)justiça. Infelizmente é um livro que ainda é bastante atual e que a cada dia parece que vemos os EUA a regredir ou enfatizar estes problemas entre brancos e negros ou emigrantes ou lá o que é. Embora a história seja boa e bem contada, não é propriamente uma novidade, há alguns filmes e livros que abordam exatamente a mesma questão, aqui a diferença que existe, e que quanto a mim é a mais-valia do livro, é mesmo a abordagem do ponto de vista da criança. Dos verões maravilhosos e intermináveis que nós também já tivemos. As brigas entre putos, as aventuras à noite, o fugir de casa, a mentira, a noção de injustiça e os porquês que as crianças colocam de forma tão simples por não terem as mentes retorcidas pelo preconceito. A personagem do pai dos miúdos é também muito muito boa e inspiradora pela sua retidão e clareza do discurso.

Entretanto aguardo a chegada do livro Vai e Põe uma Sentinela, também de Harper Lee e que surge com uma Scout já crescida que regressa de Nova Iorque a Maycomb. Estou muito entusiasmada em reencontrar estas personagens e ver a sua evolução.

Edições que eu adquiri (imagens do editor)


15 de agosto de 2017

8 anos!

Há oito anos estava eu a pensar para com os meus botões como é que tinha sido possível aquela pessoa tão pequena ter saído de dentro de mim como um foguete. Uma criança que é tão fácil agradar, que passa horas divertida com as coisas mais simples e que um balão gigante em forma de 8 fosse logo um momento bombástico cá em casa.
Que sejas sempre feliz e que esse teu minimalismo te acompanhe sempre meu amor.



11 de agosto de 2017

Ai as arribas



A sério, mas as pessoas ainda se deitam ao lado das arribas!?!
Reparem nas toalhas estendidas nas PEDRAS QUE CAIRAM!!!
Reparem nas FENDAS e NO SINAL VERMELHO!!! HELLOO!!

Na semana em que estivemos de férias não pude deixar de reparar na quantidade de gente que se deita mesmo ao lado das arribas. Para além de estarem na chamada red zone, há imensos sinais de proibição e avisos de queda iminente mas mesmo assim, é ver grupos de adolescentes, famílias inteiras e até pequenas tendas super artilhadas, ali mesmo juntinho às fendas da falésia. Eu compreendo que numa zona ventosa como na costa alentejana ou com um sol de esturricar como no Algarve, a tentação de ter uma mega-sombra é grande, mas quer dizer, será que vale a pena o risco de levar com um calhau de uma tonelada na tola? Estas pessoas não vêm notícias, não sabem que as arribas estão super frágeis?
Eu juro que fiquei chocada, não só por as pessoas estarem deitadas nestes cenários, mas porque também havia pessoal a tirar selfies mesmo na beirinha da falésia, lá em cima!!

Please, pessoal, "deslarguem" lá a red zone pá!!



8 de agosto de 2017

Costa Vicentina - diário fotográfico

Na semana passada estivemos pela Costa Vicentina, éramos 8 - nós e as primas do minho e foi uma loucura. Ficámos em Monte Clérigo e foi a minha primeira vez nesta zona do país e confesso que tinha mesmo muita curiosidade em conhecer. Passámos os dias de um lado para o outro e sempre que perguntávamos aos miúdos Qual a praia favorita? eles respondiam invariavelmente que tinha sido a que escolhemos naquele dia.
Levei a minha máquina fotográfica principal e embora tivesse fotografado ocasionalmente da parte da manhã, a maioria das fotografias acabaram por ser ao fim do dia, quando já estava mais fresco e com aquela luminosidade especial.

Monte Clérigo
Ficámos alojados em Monte Clérigo, a escassos metros da praia e embora neste sítio o mar fosse mais descontrolado e o vento mais constante, é sem dúvida uma praia muito boa de se estar, basta procurar uma zona mais próxima da falésia (próxima não é de todo "em cima" não se preocupem). Por ter mais ondulação havia bastantes surfistas e escolas, mas isso não era só nesta praia. Os miúdos gostaram imenso, o mar bravo não os intimida, já estão habituados a estas maluquices da praia.



As meninas mais velhas entraram bem no espírito surf.






Arrifana
Para fugirmos ao vento refugiámo-nos na praia de Arrifana e tudo é lindo aqui. O mar é bem mais calmo, mas também há muito surfista. O ambiente é óptimo, muitas famílias super desportivas, muita criança a fazer surf e body board deu gosto ver. Reparei também que embora seja época de restrições de cães na praia lá havia um ou outro com os donos, mas é daquelas coisas que nunca incomodou.


Durante a semana em que lá estivemos a maré baixa era ao fim da tarde e não podíamos ter tido mais sorte. Praias compridas, paisagens muito agressivas e que impressionaram as crianças. Foi sem dúvida aquilo que mais gostei na Costa Vicentina foi sem dúvida o recorte das falésias, as pedras aguçadas, os reflexos, tudo lindo e vale muito a pena a visita.



Os miúdos sentiram-se sempre muito livres e selvagens, tudo era uma aventura, sempre dentro e fora de água.


Odeceixe
No dia dos meus anos pude escolher a praia para passarmos o dia, a eleita foi Odeceixe porque li que era a "mais linda" de toda a costa. Quando chegámos era de facto uma paisagem muito, muito bonita, estava maré cheia (tive pena de não fotografar mas tinha a máquina no fundo da mochila...) mas quando chegámos ao areal o vento era insuportável. Há uma grande praia redonda com o rio Seixe a fazer o recorte junto ao mar, é mesmo fixe. Embora estivesse bastante desagradável isso não foi impedimento para as crianças que adoraram este SPOT. De todas as praias esta foi a preferida porque o rio, na maré baixa, ficou quase vazio e mais quentinho :)





Amoreira
Quando chegámos à Amoreira estava nevoeiro, mas passado um bocado dissipou-se e acabámos por ficar na praia mesmo até ao fim do dia, estava perfeito. Mais uma vez a paisagem era maravilhosa com muitas falésias e pequenas piscinas da maré vaza.







Lagos
Num dos dias fomos mais para sul, bastou uma meia hora de viagem para que a temperatura subisse mais de 10º, julgo que apanhámos um dos dias mais quentes de que nos lembrávamos de alguma vez de ter estado na praia. A areia estava tão quente que ficámos literalmente com os pés queimados, uma coisa impressionante como num país tão pequeno podemos ter estas diferenças tão acentuadas.
Eu nunca tinha estado na praia Dona Ana e mesmo correndo o risco de estar imensa gente lá fomos e passámos um bom dia, mesmo sob sol abrasador. A paisagem é aquele postal típico do Algarve, pedras que surgem do mar, falésias douradas, mar turquesa, o pacote completo. Os miúdos adoraram mais uma vez o passeio, a água estava fresca e difícil foi arrancá-los para vir embora.



Foram sem dúvida umas férias que vão ficar gravadas na memória de todos. Divertimo-nos imenso, vimos coisas lindas, novas e fica aquela sensação de que só podemos estar no melhor país da Europa para viver. Com todos os problemas que temos, é tão fácil ser feliz com tão pouco...