18 de novembro de 2013

a excluída da minha filha - lá vamos nós outra vez

Há muito que isto não acontecia, mas hoje soube que a minha filha foi a ÚNICA a não ter autorização para ir a um passeio da escola que se realiza amanhã...

Eu detesto privar a minha filha, excluí-la seja do que for, mas tudo dentro do razoável. Fica-se com aquela sensação de que ela pode ficar descontextualizada, ou diminuída perante os seus pares, mas no fim creio que tudo se resume ao proveito que uma determinada atividade pode proporcionar. Se uma atividade me parece despropositada ou me dá impressão que não dê conforto ou sensação de segurança, sou logo a primeira a dizer "não". Mas apesar da segurança da minha opinião e decisão, bate sempre aquele sentimento de ligeiro arrependimento, e se a deixasse ir? Mas não, não irá. Fosse verão e a opinião seria outra, mas em meados de Novembro não faz sentido, pelo menos na minha cabeça não faz.

Agora impõe-se o dilema, mando ou não mando a miúda para a escola amanhã?

5 comentários:

nobody listening disse...

também já passei por isso... ficam tristes e custa-lhes (a eles e a nós)... não mandes para a escola. podes ficar com ela? vão passear e conversar ... acalma o nosso coração e alegra o dela :)

andrea disse...

eu também a deixaria em casa comigo se tivesse oportunidade passava o dia com ela. claro que no dia a seguir se falarem do assunto ela percebe que não foi, mas não sei se isso deixa marcas assim tão profundas...

Anónimo disse...

O meu pai sempre foi muito cuidadoso connosco com as questões de segurança e sempre faltámos a inúmeros passeios do colégio. Vinte e tal anos depois ainda me lembro. Umas vezes podiam ficar comigo, outras vezes ia mesmo para o colégio, com aquele estigma de faltadora. Hoje compreendo as razões, mas na maioria, só as do coração. Tenho a certeza absoluta que este tipo de atitudes condicionou a minha personalidade. Acredito que temos que nos habituar a fazer estes sacrifícios de não podermos garantir sempre as condições ideais, em troca de os enriquecer com experiências e aventura. Como mãe descomplico o mais que puder e opto por me lembrar que confiamos na escola e pessoas com quem temos os miúdos. Algo que a mim me parece disparatado à primeira vista...muitas vezes pode ser a minha costela paterna a falar :) Isto não é uma crítica. Estes são os meus dilemas, sem tirar nem pôr! Mas a minha experiência pessoal ajuda a pôr fervura.
Tudo de bom!
Maria

Aline Brito Paiva disse...

Concordo com a Maria :)
é complicado ter tudo controlado e este tipo de atividades marca imenso os miudos.
o meu filho de 3 anos foi a semana passada ao museu da cidade (lisboa) ver um teatro de fantoches.
Amou e falou nisso durante dias.
Imaginava eu que com 3 anos não fosse vibrar tanto com esta atividade.
relativamente à sua questão, se tiver hipotese, fique com ela em casa.
Excluída por excluída, mais vale ficar em casa, sempre se vai sentir melhor por não estar sozinha sem os amiguinhos do costume.

**SOFIA** disse...

obrigada pelos vossos testemunhos, são sempre muito importantes e construtivos.
embora muitas vezes eu não comente os vossos comentários, leio-os sempre e tiro muito partido de tudo o que é escrito por cá ;)