1 de março de 2012

Nomear



Escolher um nome para uma pessoa é algo de muita responsabilidade. Quando escolhemos o nome da nossa filha, foi fácil, era um nome do qual gostava desde há muitos anos, antes mesmo de se ter tornado a "moda" que é hoje, o marido também gostava, deu tudo certo. No cenário de ser um rapaz, a nossa opção pendeu para Duarte, um nome ligado à história de Portugal e enraizado na nossa cultura, mas ainda tivemos alguma indecisão... no final chegámos a um consenso e pareceu-nos bem.

Para a escolha de um nome, eu que sou mulher de muitas teorias e historietas, cingi-me a alguns pré-requisitos obrigatórios, eram eles:

- não deveria ser igual a um familiar próximo, queria evitar supostas homenagens
- não deveria remeter a alguém que nos trouxesse memórias desagradáveis do passado
- que fosse um nome com alguma relação histórica-cultural e com caráter positivo
- deveria ser apenas um nome próprio ou uma dupla de nomes sempre utilizado
- que não fosse facilmente associado a um diminutivo
- evitar o "R" pelo meio do nome (Duarte não cumpria, mas pronto...)
- evitar que iniciasse com A, B ou S, T, ..., Z; deveria estar pelo meio do alfabeto (eu que sou Sofia, fui sempre das últimas da turma)

Claro que depois há uma série de nomes que à partida estão logo postos de parte porque simplesmente não nos identificamos com eles porque nos soam mal, ou por uma questão de preferências que felizmente cada um tem a sua...

Desta vez, soubemos logo o nome feminino, mas para rapaz ainda andámos às voltas com algumas opções até que nos ocorreu o nome Vasco. Creio que nos ocorreu o nome um dia em que íamos para casa almoçar e calhou em conversa "olha, e Vasco?", agradou-nos, tem pujança, apesar de ser um nome de origem espanhola, tem ligações à história de Portugal (queríamos evitar qualquer tipo de estrangeirismo!). Tem é dois detalhes... : lá estava a letra "V", seria o último da turma e sendo metade da família nortenha há sempre a tendência para o "Basco", o que me faz lembrar imediatamente o terrorismo e a intransigência (lá estou eu com as dissertações...).
Mas tudo bem, será Vasco, estamos muito contentes com a nossa opção, é um nome que a Leonor diz com facilidade e cuja aceitação está a ser muito boa entre as pessoas que nos rodeiam.

11 comentários:

ESpeCiaLmente GaSPaS disse...

- não deveria ser igual a um familiar próximo, queria evitar supostas homenagens
- não deveria remeter a alguém que nos trouxesse memórias desagradáveis do passado

Isto tb são duas coisas que gosto de ter em consideração!!

Mas de facto a escolha do nome é complicado, principalmente porque estamos a escolher algo que outra pessoa terá de carregar pela vida fora!

Aline Brito Paiva disse...

Eu, enquanto mãe de um Vasco, procurei sobretudo que fosse um nome curto, forte e bonito.
A minha mãe não foi muito feliz nos nomes que escolheu para mim e meus irmãos: Marco, Aline e Inês (e note-se que a caçula se safou porque eu com 9 anos na altura pedi muito este nome). Claro que tudo tem um contexto, nascidos e vividos em África durante muitos anos, estes nomes (pronunciados em françês - o meu e o do mano) faziam todo o sentido. Mas verdadeiramente, acho que eles não pensaram tanto em nós e sim no que gostavam :)
Assim, o meu bebé veio Vasco para fugir à tendência de ser o número 1 da turma (que eu fui toda a vida), para ter um nome curto, rápido, fácil de pronunciar e bonito.
Porque caramba, é mesmo um nome bonito :)
E não está na moda!
Requisito que também não é fácil de cumprir.

Marta disse...

Eu gosto muito. Como já te disse, a minha Beatriz seria um Vasco, está tudo dito!

claudia disse...

ola, bom dia nao gosto pessoalmente de vasco mas sim é um nome forte e se voces gostam é mesmo o mais importante. muitas felicidades! :D

Maria de Lurdes disse...

A escolha de um nome é sempre uma escolha emocional, há nomes de sempre e depois deixam de fazer sentido, há nomes que surgem na hora e assentam como uma luva.

É Vasco e muito bem!

MarianaS disse...

É um nome forte e com muita personalidade!
Nos critérios, não percebi aquele de o nome não poder ter nenhum "r" no meio. Why?

**SOFIA** disse...

:DD
acho que o som do "r" é muito enRolado :DD
cenas minhas :D

eme de mãe disse...

Gosto muito de Vasco, como já tinha dito. É curto e tem tradição em Portugal. (Não gosto de estrangeirismos, modernices nem importações.) Em relação ao inconveniente de ser dos últimos na ordem alfabética, sabes que foi uma "vantagem" considerada pelos meus pais na escolha do meu nome? O meu pai, como bom cábula, achava de uma enorme vantagem ser dos últimos a ser chamado nas "orais" para ter tempo de ir ouvindo mais alguma coisa enquanto os outros respondiam. Vai daí, enfia-me Violeta como primeiro nome. Resultado: sempre fui a última da turma e não gostava nada. Mas, como vês, há opiniões para tudo. Quem sabe se o teu Vasco não gosta? ;)

gigi disse...

Olá Sofia!!

Só me ria a ler o teu post porque eu sou exactamente assim... pensei em tudo quando dei o nome Matilde à minha piquena!! Até no pormenor de nunca ser a última da turma... lllooolll

Beijocas*

Maria João disse...

E venha daí o Vasco, tão cheio de força e personalidade como o nome! :)

Su disse...

Pois... isso da última da turma é um stress. Principalmente quando estamos à espera do teste de matemática, ahahaha

Eu sou Susana e o meu mais velho Salvador, como sabes. Coitado.

Espero ponderar melhor essa questão do lugar na turma.

Vasco é bonito. Gosto muito.

Beijinho