2 de janeiro de 2017

Programas com os mais novos e os mais velhos

Logo no início das férias escolares surgiu a oportunidade de irmos a Lisboa com os miúdos mas curiosamente a minha mais velha e o primo mais velho não podiam mas não demos o caso por encerrado então eu e a minha irmã fomos com os pequenitos ver o Pai Natal e fazer mais uma série de coisas fixes. Chegados ao Parque Eduardo VII o ambiente era de festa e os miúdos ficaram numa excitação "normal para a época" :D

Depois de terem corrido desalmadamente pelo relvado e de os termos chamado 730 vezes lá conseguimos fazer alguma coisa e eu confesso que não descansei enquanto não enfiei uns patins nos meus pés e também nos do meu mais novo. É certo que a criança só tem 4 anos mas eu não pude mesmo desperdiçar a oportunidade de patinar depois de tantos anos parada (já não patinava no gelo desde os 9 anos!!) e tive de o arrastar para a pista comigo.


Inicialmente ele ficou muito entusiasmado mas assim que pôs os pés no "gelo" (era uma pista artificial) a coisa mudou um pouco de figura. Não quis muito que eu me afastasse sobretudo no início, mas depois com os amigos lá se descontraiu e até foi com eles dar umas voltas. O primo mais novo não foi, a minha irmã foi mais prudente, mas ficaram a ver-nos e curtiram imenso a nossa performance :D

O nosso dia com os pequenitos foi muito bom e quando chegámos a casa a excitação com que ele contou à mana o que andou a fazer fez com que ela ficasse tão triste por não ter ido... Ainda assim a experiência dele me ter tido só para si durante aquela tarde foi muito boa. Olhando para trás creio que ainda não tinha acontecido sair apenas com ele para um programinha a dois (não foi bem a dois mas quase :)) ) e terei de o compensar mais vezes porque a irmã já tem uma certa vantagem muito por conta das férias escolares é certo.

***

Os mais velhos ficaram mesmo, mesmo tristes porque não foram patinar, então nós levamo-los passados uns dias ao Porto para a pista de gelo (verdadeiro!) da Boavista e eles de-li-ra-ram.
Ela não falava noutra coisa senão em ir patinar, que era o sonho dela, que já sabia (!!) e mal calçou as botas foi uma loucura que mal aguentava pisar o gelo.


A experiência correu muuuuito bem! Julgo que a minha primeira vez no gelo também foi aos sete anos portanto não fiquei com medo que ela se saísse muito mal. Ela foi muito cautelosa a andar, na verdade até deslizou pouco, mas em uma hora de patinagem só caiu uma vez, o que foi óptimo. Quando caiu ficou bastante desmotivada, choramingou e quis ir embora, mas foi coisa de poucos momentos porque logo de seguida já se pôs a mexer e seguiu o caminho dela.

Devo dizer que fiquei bastante orgulhosa dela, na maior parte do tempo ela quis andar sozinha. Ia de um lado ao outro da pista, ia vendo se eu estava por perto mas quis sempre andar solta. De vez em quando eu puxava-a só para ela deslizar mais, mas rapidamente ela me mandava embora :D




O momento em que ela e o primo partilharam um grande tombo. Após o choque inicial, foi tempo de continuar a tentar e não desistir!



A nossa tarde maravilhosa continuou nos carrinhos de choque e depois com um mega crepe de chocolate e os miúdos não podiam estar mais felizes. Eles e nós!! :D
Depois desta experiência de patinagem já está confirmado que é este ano que vou comprar uns patins em linha, uns para mim e outros para ela claro!



1 de janeiro de 2017

De 31 para 1


No último dia de 2016 achámos que seria uma boa ideia subir a serra. Inicialmente o plano tinha como destino a Serra da Estrela mas uma amiga minha que lá estava disse que já só havia gelo e demasiada gente, então cortámos no Caramulo e tivemos direito a uma tarde maravilhosa de fim de ano. Mal chegámos fomos almoçar e comemos uma bela vitela de Lafões (fões fões fões - private joke); depois seguimos para o Caramulinho que não conhecíamos e ficámos maravilhados com a sorte que tivemos.



Esteve um dia ímpar na serra, muito sol, nem ponta de vento e quase ninguém que cruzasse o nosso caminho - perfeito! Mal estacionámos o carro os miúdos ficaram em êxtase com a "grande montanha" que íamos subir. Para a nossa sorte facilitaram a subida com muitos degraus em granito e uns corrimões que rapidamente nos puseram lá no alto. Ela foi sempre à frente, sempre despachadona a dizer-nos o que iríamos encontrar e quando chegou ao topo andou sempre a saltitar de um lado para o outro.

Lá em cima a vista não desiludiu, dava para alcançar a Serra da Estrela (com o cume branquinho) e também se via Aveiro. As eólicas todas paradas, não se ouvia vivalma tirando os badalos de um rebanho que andava lá por baixo com um pastor.






 Ainda estivemos no miradouro um grande bocado e pudemo-nos sentar e contemplar a vista e o sol que ía baixando a oeste; para o último dia do ano, este foi sem dúvida um local espetacular para pensar um pouco na vida.


Os miúdos gostaram imenso de subir esta montanha, embora o Vasco tivesse por vezes medo de subir ou descer sozinho, ao fim de algum tempo também já andava a acompanhar a irmã.


 Entretanto descemos e regressámos ao Caramulo e fomos visitar o Museu do Caramulo onde fomos agradavelmente surpreendidos. Nós já sabíamos que existia a coleção de carros e de arte mas efetivamente este museu é um pequeno oásis artístico nesta zona do país.


A coleção de arte é bastante abrangente e incide bastante nas manifestações e representações artísticas nacionais. Pudemos ver peças que recuavam ao período da ocupação Romana até ao séc. XX onde tivemos a felicidade de ver na mesma sala pinturas, esquissos e cerâmicas de Helena Vieira da Silva, Rodin, Chagal, Amadeo de Sousa Cardoso, Miró e Picasso e é sempre emocionante estar tão perto destas obras!!


Os miúdos adoram, interpretam as coisas à sua maneira e já começam a reconhecer alguns nomes bem comuns do seu dia-a-dia como por exemplo esta chávena da Vista Alegre ainda do período em que andavam em testes de fabrico!!


(Vieira da Silva, Amadeo de Sousa Cardoso, Picasso, Miró, Chagal... lindo!)

Depois da secção de arte seguiu-se a parte de automobilismo e colecionismo de brinquedos antigos, muito fixe também!



Depois do museu ainda fomos a Molelos comprar umas peças de barro negro. O barro não é negro mas o acabamento fica assim devido ao modo de cozedura que nós já conhecíamos e apreciamos bastante por ser muito característico. A noite de fim de ano passámos com os avós e hoje aproveitámos para fazer um almoço especial só nós os quatro em que já usámos os nossos barros pretos, simples e minimalistas.

Este post já vai longo, mas olha fica a sugestão de passeio muito simples mas que abrange várias áreas de conhecimento e divertimento!!
Um Excelente ano!!



30 de dezembro de 2016

O nosso Natal

Este ano os meus filhos boicotaram qualquer tentativa de fazer uma fotografia pirosona junto à árvore de natal. Fiz algumas tentativas mas em vão, não quiseram, atiravam-se para o chão ou simplesmente me diziam Não à descarada. Olha, não estive para me maçar, quando forem adultos logo falamos...
Tirando este pequeno dissabor ao nível dos registos fotográficos, tenho a dizer que o nosso Natal foi bastante agradável como sempre com a família reunida, com muita conversa e comezaina que já é o costume e que toda a gente gosta. Este ano foi a vez de passarmos junto da família do pai, no Minho e os meus filhos não pensam em mais nada para além de correr e gritar com as primas e elas gritam com eles e não há quem os ature. De vez em quando eles sossegam e aninham-se uns nos outros e nestes momentos são uns perfeitos anjos, tão queridos!


Embora o tempo estivesse maravilhoso com um sol sempre aberto, é também verdade que esteve bastante fresco e de manhã ainda pudemos ver a geada forte e correr até ao rio para ver a neblina que eu adoro. Os miúdos fazem aquilo que sabem fazer melhor - correr e saltar e trepar e gritar (mais um bocado).


Passado o Natal e a loucura dos presentes resta-nos entrar de cabeça em 2017. Da minha parte admito que estou saturada de 2016, andamos cansados, adoentados e sentimos que estes dias de "férias" não souberam a grande pausa, mas tudo bem.
Que venha então o novo ano e se possível que o calor não se demore ;)





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29 de dezembro de 2016

2016 o ano do nosso descontentamento

imagem retirada daqui (incluí a Debbie Reynolds à socapa...)

Este ano de 2016 é provavelmente aquele ano em que mais tomei consciência de que efetivamente estou adulta. Mesmo estando tão perto dos 40 não me sentia, nem sinto, como me imaginava sentir quando era pequena e pensava nos "40 anos". Este ano vimos tantos ícones da música, cinema, desporto, ciência desaparecerem, tantas figuras pop que contribuíram para que na nossa infância construíssemos as nossas referências e agora memórias. Estamos definitivamente a ficar adultos, estamos a envelhecer e as nossas referências morrem.
Confesso que é até com medo que hoje em dia abro o Facebook porque parece que eles, os ícones, caiem como tordos, todos os dias, com intervalos tão curtos que nem nos conseguimos concentrar em cada desaparecimento.
A recente morte do George Michael deixou-me particularmente triste, já não ouvíamos falar dele há uns tempos, era certamente um tipo recatado quando não se empenhava em ser um artista completo. Ficam as dezenas de êxitos que me fazem lembrar o final da minha infância e toda a adolescência, uma música para celebrar, outra para chorar e mais outra para nos dar ânimo.

Um ano para esquecer mas também para nos lembrar que devemos viver ao máximo.
Que venha 2017!!


23 de dezembro de 2016

Antes de mergulharmos no Natal

Este primeiro período foi sempre a abrir num ritmo para lá de acelerado. Falo mais do ritmo dela do que do dele, mas enquanto o irmão acabou por abortar a piscina, ela conseguiu aguentar o desafio de levar as duas atividades extra-escolares por diante. Quando me lembro do ano passado, da nossa angústia perante as dificuldades de adaptação fico realmente espantada com aquilo que conseguimos fazer este ano, este período vá. Nós não pedimos, nem exigimos excelência, exigimos apenas que se dedique aos compromissos que assumimos (todos assumimos) e ela saiu-se tão bem em tudo. Boas notas na escola (com alguns deslizes evitáveis mas próprios da personalidade dela), boa evolução no violoncelo e à nova escola de ballet. Andámos o trimestre todo num virote de leva e traz, ela sempre cumprindo e nós não podíamos estar mais orgulhosos. Podemos dizer que a mana mais velha é um exemplo para o mano, que lhe mostra com prazer o que aprende na escola, que lhe lê, que toca melodias e dança o esquema de ballet com muita alegria para todos vermos.

Ele é um mimalho e um fiteiro de primeira. Na escola dizem que é um querido, que nunca se porta mal, mas para fazer um desenho tá quieto; para arrumar não é nada com ele; só quer correr e está sempre pronto para ver os desenhos animados que quase todos os dias leva para ver com os amigos na hora da sesta dos mais novos.

Andaram muito ocupadas estas crianças, nos fins-de-semana também não lhes demos parança, ele foi passeios, ele foi praia, bicicletas, corridas, montes e até patinagem (isso fica para outro post) e nesta primeira semana de férias abrandámos aí uns 50% do ritmo e estamos prestes a abrandar ainda mais assim que mergulharmos na celebração do Natal. Este foi um ano, mais um ano, de ritmo acelerado e creio que dificilmente andaremos noutro compasso que não este. Esta semana o blog fez 8 anos e desde o início que tem sido sempre um somatório de experiências fantásticas e tudo graças a estas duas criaturas que orbitam à nossa volta. É também muito bom continuar a escrever estas linhas, embora o cansaço se apodere de mim a maior parte dos dias e me impeça de contar o que vivemos com maior frequência. Para o próximo ano, adoraria escrever mais, vamos indo e vamos vendo. Há tanta coisa que preciso escrever e que gostava de saber da vossa opinião... Até ao próximo post, que certamente será em breve, desejo apenas a todas as minhas leitoras uma excelente época festiva e que o próximo ano seja bom e mais pacífico do que o ano de 2016.

sofia


16 de dezembro de 2016

12 de dezembro de 2016

Por aqui...

Desde o dia 1 de dezembro que entrámos no espírito natalício. Os miúdos já não aguentavam de ansiedade para montar a árvore e foi a preceito que fizemos a nossa. Primeiro as luzes em espiral, depois os enfeites de palhinha, as pinhas e os gizos; árvore montada - meninos felizes.




Temos tido muitos afazeres, eu tenho pouca vontade de escrever mas já sei que se não o fizer vou ter pena de mais tarde não ter escrito que este mês temos estado pela nossa cidade, entre o parque, as bicicletas, a praia, as coisas simples do costume...



A propósito da MAIOR árvore da cidade e de arredores, os miúdos viram fogo de artifício pela primeira vez. Fomos completamente apanhados de surpresa porque achámos que apenas iam acender as luzes e que isso não incluiria um pré-espetáculo de ano novo. Os miúdos ficaram atónitos, felizmente não fizeram a mesma figurinha que eu fiz quando era pequena...



Na praia basta abrir a porta do carro que eles correm desenfreados como se fossem dois animais selvagens; para os mais sensíveis lamento, mas é esta a descrição mais fiel que posso comparar os meus filhos. Correm sem parar durante uma hora, brincam com nada, só correm. Desta vez, ao contrário do que vem sendo costume, levei um disco e para meu espanto, o mais novo mostrou ter imenso talento em lançá-lo e apanhá-lo! Tem mais jeito do que eu!


Uma cana que virou flauta, um clássico da praia.

Estamos a pouco menos de duas semanas do Natal e por todo o lado sentimos aquele clima, as crianças andam muito felizes, sabem que vêm aí as férias, os programas com a família e já acordam a perguntar "onde é que vamos hoje?". Tão bom :)




No fim, temos disto, não sempre mas frequentemente.