27 de novembro de 2011

fico pasmada

a minha filha, no auge dos seus dois anos e qualquer coisa demonstra sinais evidentes de sensibilidade ambiental, senão vejamos:

na rua vê um transeunte ao longe e começa logo:
- Com lincençaaaaa! Com lincençaaaaa!
e é uma risota. e é isto na escola todo o dia a pedir licença aos que ainda estão na fase dos popós e oh-ohs e mémés...

na rua vê um pacote de iogurte num canteiro de uma árvore, abre os braços e diz:
- quem fez isso?!?! tá errado!!

no parquinho sobe a escada do escorrega e depara-se com um degrau partido, para e diz:
- tá estragado mãe!! não queroooo!
e não há quem a faça subir ao escorrega.

em casa procura pelo boneco, que está na cama dela. dirige-se ao quarto na total escuridão, acende a luz, faz o que tem a fazer, apaga a luz e sai muito compenetrada.

na rua passamos por um detetor de movimento que espoleta uma luz no átrio de um prédio, diz ela:
- oh!!! quem acendeu a luz!!
continuamos o caminho e ela vira-se para trás  -  não está ali ninguém!! -  e abre os braços espantada com tamanho desperdício energético.

fico pasmada com as crianças de hoje.

3 comentários:

Tica disse...

Estou in love com todas essas observações!
Se todos os meus trabalhadores fizessem como ela que se recusa a subir o escorrega com o degrau partido (se se recusassem a trabalhar com equipamentos de trabalho defeituosos) eliminavam-se quase todos os acidentes de trabalho!

Marta disse...

A tua filhota é o máximo!
Mas a "culpa" é vossa. Estão a criar um ser humano responsável. Boa ;)

Maria de Lurdes disse...

Confirmo o "com licença", sempre sempre, sim senhora!