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7 de março de 2016
o filho mais novo
Tenho observado o nosso mais novo, não é coisa de agora, claro, estou sempre a olhar para os meus filhos e reconhecer-lhes as qualidades e os defeitos... Olho para o pequeno e parece-me que ainda tem ar de bebé, é gordo, fofo, tem pés e mãos fofas, bochechas, barriga e pernocas balofinhas. Recordo-me bem de achar a irmã bem mais crescida com a mesma idade. Ela falava melhor, desenhava melhor e por ser magrinha parecia ser mais menina, mais crescida por assim dizer. Realmente não ter um termo de comparação faz-nos ver as coisas de maneira diferente. No mais novo, tudo parece tardar em acontecer, ou se calhar sou mesmo eu que o quero conservar assim, queridinho e bebé. Logo ele que chora taaaaaanto, desde sempre e se calhar ainda o levo à porta do liceu e deixo-o a lacrimejar já mais alto do que eu; chora este meu bebé crescido. Daqui a menos de seis meses faz quatro anos e estou assumidamente em negação, é isto, não quero nada disto a acontecer!!!
Embora ele tenha assim um ar de bebé, a sua maneira de ser começa realmente a ser mais complexa. É muito persistente, argumenta, não se deixa ficar, é um chato, bem mais chato do que a irmã, chora como se o mundo fosse acabar quando é contrariado, a vida dele é um carrossel dramático. Mas por outro lado é muito afectuoso, gosta de estar sentado colado a nós, de mãos dadas. Gosta de histórias deitado na cama, todos os dias nos pede para comer no nosso colo, uma melga e mais uma vez tão diferente da irmã.
A par destas características que fazem a sua personalidade não tenho lidado muito bem com o sentimento de culpa que se vai apoderando de mim. Ter uma irmã mais velha, que está a iniciar a escola e que precisa de uma atenção mais cuidada, tenho dado conta que lhe estou a dever um pouco mais de mim. Por norma vou buscá-la e vimos as duas para casa para fazer os TPCs em silêncio, caso contrário é um castigo. Se por um lado estou sentada com ela a tentar que fique concentrada, por outro, tenho o pequenito a ser enxotado, a ser entretido pela TV e depois há o jantar, os banhos, toda uma rotina que cai sobre o nosso fim de tarde como uma avalanche e que não deixa sobrar tempo para calmas e isso é muito angustiante. São raros os momentos em que me posso sentar calmamente com ele só para estarmos os dois de mãos dadas, coisa que ele adora, ou para ele me contar dos amiguinhos da escola e dos super heróis...
O filho mais novo "perde" muito em relação ao mais velho, desde o momento zero jamais terá a atenção e a dedicação dos pais que teve o filho único, o mais velho. Claro que por não ser filho único, o filho mais novo nunca conhecerá outra realidade e se calhar também irá desenvolver características próprias dessa condição... É realmente com pena que o vejo crescer tão depressa e que por vezes sinta que não estou a acompanhar o ritmo, mas a vida com filhos é mesmo assim, adaptar e aceitar sempre que possível.
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Vasco
24 de maio de 2015
25 de janeiro de 2015
4/52 de 2015
Estive com eles por casa metade da semana, primeiro um depois a outra, nada de especial, apenas noites mal dormidas por causa das tosses e dos ranhos próprios da época. Viram TV, desenharam e brincaram muito no chão, eu vi o trabalho acumular mas nada que depois não se resolvesse mais para o fim da semana.
inspirado na Jodi
inspirado na Jodi
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5 de novembro de 2014
As mães nunca deveriam ficar doentes
É para ficares comigo e o Vasco todo o dia.
Era tão bom que pudéssemos sempre trabalhar, dar o tudo por tudo sem pensar "ai se calhar isto começa a ser demais" ou "é melhor comer mais uma sandocha de presunto e queijo", mas na verdade nunca se pensa que estamos a chegar ao limite, a mim pelo menos nunca me ocorre... Depois chega o dia em que estamos tão distraídas que pimba, o nosso corpo mostra-nos um cartão vermelho e aí para tudo.
Primeiro veio a febre, assim discreta; depois veio a tosse, ficou mais forte, a febre também não passou, no entanto, a medicação aliviava e eu ficava espetacular novamente e a minha vida seguia mais um bocadinho. Aos 40º de febre caí de para-quedas com os meninos na casa da minha querida mãe, o pai estava fora e a altura não podia ter sido pior, eu já estava tão cansada de tossir e de ter febre que não pude ficar sozinha. Felizmente tive uma escapatória, mas há quem não a tenha, como conseguem?
"Pneumonia, não tenho dúvidas", disse a médica. Não foi bonito, tive vergonha e agora já aprendi, ok.
Ter pneumonia é horrível, não tive forças para nada, só estava deitada, não tinha fome, a medicação é potente mas agora já está tudo melhor. Mesmo estando em repouso em casa começo já a pensar como será o meu regresso, não posso apanhar frio, tenho medo das recaídas que todos me dizem ser terríveis, ainda assim penso naquelas mães que não têm apoio, que não têm opção. As mães nunca deveriam ficar doentes, mesmo que façam asneiras muito grandes, mesmo que queiram dar o tudo por tudo para que a sua família tenha um pouco mais.
Obrigada Mãe.
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30 de setembro de 2014
Há dias aprendi uma palavra nova...
OXIÚRO, que horror.
Após o horror/nojo, veio a bonança porque afinal isto é apenas sinal de que ela é uma miúda como qualquer outra que anda sempre no meio da terra, que convive com outros miúdos igualmente felizes e destemidos e que se abraçam, partilham brinquedos, casas de banho e que levam as mãos à boca logo após terem apanhado alguma porcaria do chão...
Enfim.
Se virem que as vossas crianças têm um sono agitado, que lhes dói o rabinho e zona circundante, não deixem de pensar que se calhar elas carregam dentro de si a prova de que são mesmo crianças felizes.
Há que ver as coisas pelo lado positivo... blargh!!!
Para mais informações técnicas vejam este link http://www.maemequer.pt/desenvolvimento-infantil/saude-infantil/dicionario-da-saude-do-bebe/oxiuros
3 de junho de 2014
Linha Saúde 24 - eu gosto!!
Já há algum tempo que deveria ter escrito sobre a linha Saúde 24, mas depois passou-me. Entretanto, e pela segunda ou terceira vez, foi a linha Saúde 24 que me ajudou a lidar com problemas dos garotos sem eu ter a necessidade de ir a correr com eles para a urgência a meio da noite. Podemos efetivamente estar a viver uma época de crise em que muita coisa funciona mal, mas ainda há serviços que continuam a satisfazer-me pela qualidade e atenção que nos dispensam. Todas as vezes que liguei para a Saúde 24 (tenho o número no telemóvel!), os enfermeiros que me atenderam foram muito cuidadosos, percorreram os protocolos que deveriam percorrer, fizeram-me imensas perguntas e depois deram-me sempre uma ou duas soluções para os meus problemas, inclusive a possibilidade de envio de fax para o hospital a avisar da nossa ida, caso fosse preciso. Felizmente após seguir as suas instruções, não tive a necessidade de tornar a ligar para pedir mais ajuda ou ter mesmo de ir ao hospital, felizmente os sustos e percalços que tivemos foram mesmo isso, sustos que depois acalmaram.
Escrevo isto apenas para não empatar a linha deles com o meu Obrigada, porque de facto era isso que me apetecia fazer. Julgo que todos devemos apoiar aquilo que funciona bem e este é sem dúvida um caso muito positivo, pelo menos daquilo que é a minha experiência, claro.
Sempre que me contam episódios de corridas às urgências, lembro sempre os meus amigos "para a próxima liga para a Saúde 24 que te ajudam" e a verdade é que ajudam mesmo.
Parabéns!!!
19 de maio de 2014
à flor da pele...
(eles no chafariz desativado dos cláustros do Museu de Aveiro)
O meu filho é uma flor de estufa, um sensível e tem uma mãe que prima em fazer asneiras, coitadinho. Há uns tempos, a propósito de uma otite fui com ele ao hospital e mostrei as pernas dele à médica que nos atendeu. Ao ver umas manchinhas avermelhadas disse que era provável que ele tivesse pele atópica e que pelo sim pelo não, deveria retirar os collants de inverno e as calças mais quentes assim que possível. As manchas deveriam ser hidratadas com creme gordo, que o Barral servia. Assim, o fiz, comprei o creme, comecei a aplicar e com o tempo a ficar melhor retirei a roupa quente e a coisa passou.
Na semana passada, com a (pequena) vaga de calor que houve, as pernocas dele ficaram outra vez atacadas mas muito pior, o rapaz parecia estar com uma alergia terrível!! Lembrei-me da médica e da possibilidade da pele atópica, e fui ler algumas coisas sobre isso. Nisto dei-me conta que fiz uma série de coisas erradas que contribuíram muito para que a pele dele ficasse com um aspecto tão assanhado. Manchas grandes e muito vermelhas, pele seca e a escamar, assim estavam as pernas por trás dos joelhos e um pouco as dobras dos cotovelos/braços; nos dias que antecederam estes resultados fizemos:
- banho de imersão (ritual de fim-de-semana dos manos) - os banhos devem ser diários e curtos
- kiwis, várias refeições seguidas - evitar frutos ácidos
- água quente no banho - deve ser morna
- pouca hidratação - beber muita água e untar as articulações com creme gordo
Passados alguns dias de "tratamento", o aspecto das pernas melhorou imenso, restam apenas algumas zonas mais rosadas e a maior parte da pele já tem a textura normal, lisinha. O gel de banho que já havíamos usado durante os primeiros anos da Leonor, regressou, é o Lutsine E45, o creme da mesma marca é o Xeramance Plus, recomendado pela Miriam. A roupa deve ser 100% algodão e macia, devem evitar-se fibras sintéticas e a lã.
Nestas alturas é que lá vem o famoso remorso, olhamos para os garotos e vemos que não estão bem e que ainda por cima fizemos coisas que ajudaram a piorar uma situação que já não era famosa :((( Felizmente foi possível tratar a pele e recuperá-la depressa sem que lhe notássemos sinais de desconforto normalmente associados a estas coisas irritantes. Não é fácil esta coisa de ter filhos...
http://www.educare.pt/opiniao/artigo/ver/?id=11657&langid=1
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22 de maio de 2013
os manos - Maio
Em Maio os manos tiveram a varicela, não que tal fenómeno os tivesse aproximado mais, mas foi apenas mais um marco na vida deles. Foram varicelas com intensidades diferentes e que deixaram marcas diferentes. A dela veio lentamente, espalhou-se pouco, deixou feridas mais doridas, que incomodaram bastante mas que ela resistiu sem se coçar nem tão pouco reclamar. Brava!!
A varicela dele chegou passadas duas semanas e pouco, num intervalo de poucas horas ficou com o corpo cheio de pequenas chagas, vermelhas, assanhadas e que se revelaram num verdadeiro desafio à manutenção daquele pequeno corpo gorducho. Mais do que na irmã, nele tivemos alguns procedimentos para atenuar a comichão e evitar infeções. Para as dores/comichão demos-lhe 10 gotas de Fenistil, sobretudo ao deitar; como a zona da fralda estava bastante afetada a limpeza foi sempre feita com óleo de amêndoas doces e algodão, o banho foi dado com Saforelle e depois punha-lhe uma fina camada de Pruriced. Passados uns dias uma ou outra borbulha tiveram pus e recorri ao batadine, nada de especial, acabaram por secar também; hoje tem ainda muitas borbulhinhas (parece uma lixa!) mas estão minúsculas e já com a casca a cair, tenho quase a certeza de que não ficarão marcas no corpo, já a irmã é quase certo que ficará pelo menos com uma marca na cara mas que lhe vai imprimir uma certa singularidade ;)
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17 de maio de 2013
Prioridades
Isto é parvo?
Com duas crianças tive prioridade no guichet do centro de saúde, pedi uma consulta ocasional/crítica por causa da varicela de um e da garganta inflamada da outra. "Sim senhora, aguarde a sua vez!"
A minha vez, que era a deles, chegou passadas duas horas!
Sinceramente dava-me mais jeito ter prioridade no atendimento da consulta do que no atendimento do guichet, mas pronto são as prioridades destes serviços. Custa-me ver um adulto seguir à nossa frente para pedir uma receita ou mostrar uma radiografia. Quase mais valia ter ido ao hospital, assim ao menos estava no meio da canalha e estavam todos em pé de igualdade...
Atenção que eu até gosto muito do meu CS, mas há dias em que temos menos pachorra para estas idiotices...
Com duas crianças tive prioridade no guichet do centro de saúde, pedi uma consulta ocasional/crítica por causa da varicela de um e da garganta inflamada da outra. "Sim senhora, aguarde a sua vez!"
A minha vez, que era a deles, chegou passadas duas horas!
Sinceramente dava-me mais jeito ter prioridade no atendimento da consulta do que no atendimento do guichet, mas pronto são as prioridades destes serviços. Custa-me ver um adulto seguir à nossa frente para pedir uma receita ou mostrar uma radiografia. Quase mais valia ter ido ao hospital, assim ao menos estava no meio da canalha e estavam todos em pé de igualdade...
Atenção que eu até gosto muito do meu CS, mas há dias em que temos menos pachorra para estas idiotices...
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27 de abril de 2013
como "gota de orvalho em pétala de rosa"
assim vem descrito, de forma quase poética, as erupções da varicela - acho que se confirma neste lar...
in wikipedia http://pt.wikipedia.org/wiki/Varicela#Sinais_e_sintomas
in wikipedia http://pt.wikipedia.org/wiki/Varicela#Sinais_e_sintomas
29 de março de 2013
Por casa...
Tem estado um tempinho que oh valha-nos deus... Andamos mergulhados em febres, tosses, ranhos, caldos quentes, chás e lenços. Ela falta à escola, eu deixo o trabalho ainda mais de lado, que stress!!!, mas tento entretê-los da melhor maneira possível em simultâneo e apesar da diferença de idades, que requerem atenções diferentes, mas que por vezes é difícil dedicar-me exclusivamente a um deixando o outro "ao abandono". Sendo assim, a mais velha faz construções geométricas e o mais novo assiste; a mais nova vê a sua música e video preferidos no computador e o mais novo vai na mesma onda.
As minhas peças geométricas que eu usava na escola primária no século passado... :)
Tentar metê-las na caixa é por si só, um desafio :D
Os dois a ouvir, mais uma vez, a música preferida dela...
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Vasco
28 de janeiro de 2013
A choradeira ao deitar
Andamos com uns problemazitos cá em casa. Não é que ele tenha insónia noctura, ele até dorme bem de noite apesar de (AINDA!!!) acordar para mamar. A chatice é que a maioria das vezes ele não quer ficar a dormir, sobretudo durante a tarde. Faz sestas curtíssimas, quando acorda (de dia) é totalmente impossível que volte a adormecer, se o pouso na cama chora até me vencer pelo cansaço. Se eu o quero adormecer à noite, tem que ser com a minha mão no peito dele e se me venho embora, enfim... berreiro!
Nada disto aconteceu com a mais velha e acho extraordinária esta diferença entre eles, a necessidade que um tem do contacto físico e a independência precoce da outra. Olhando para todo o percurso que fizemos nestes útlimos 7 meses (quase), não acredito que tenha feito muitas coisas diferentes, aliás, eu da primeira vez não sabia fazer nada e correu tudo lindamente, desta vez porque haveria de ser diferente? Mas a verdade é que eu/nós devo ter feito algo que espoletou este comportamento dele e estou convencida que isso se deve ao facto de nós querermos zelar pelo descanso da mais velha e foi aí que a coisa descambou.
Ao tentar evitar que o bebé chorasse, algo perfeitamente natural num recém-nascido, se calhar demos-lhe mais colinho e tentámos entretê-lo de modo a que não chorasse tanto. Vai daí, ficou ele um mimalhito sedento de um cafuné extra na hora de deitar. Mas agora a situação está a tomar um rumo que pode levar a um problema que pode aumentar e tivemos que intervir. Houve um dia em que eu literalmente me estava a passar, ele chorou a tarde toda, sempre que me afastava do seu campo visual havia berreiro e eu a ficar cada vez mais cansada daquilo.
No dia seguinte, o pai ficou em casa a tomar conta dele para eu poder fazer alguns trabalhos, sair de casa, ver gente normal e depois regressar mais orientada. Durante essas horas, o pai deu um tratamento de choque ao Vasco, deixou-o a chorar até ele se cansar, pegando-o ao colo e reconfortando-o sempre que ele se calava. Sempre que o pousava ele retomava o choro e isto repetiu-se até ele adormecer. Repetimos esta operação durante 3 dias e agora começamos a ver algumas melhorias, ele já fica mais sereno quando eu o deito, no entanto, faz sempre um choradinho comigo, que sou uma fraca. Com o pai ele já sabe que não tem grandes hipóteses de quebra. Algo que ajuda imenso nesta batalha é deitá-lo com um boneco com o qual ele possa ir brincando até adormecer, fica na penumbra entretido e passado um bocado já dorme. Não sabemos se isto é o ideal, o correcto, mas funciona e pelo menos evita aquela choradeira que me causa uma perturbação incrível.
Para nos orientarmos seguimos mais ou menos o princípio do Método Estivill, é difícil, mas coincidência ou não, a coisa está a compôr-se...
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2 de novembro de 2012
o report das aftas
Há vários meses atrás, quando anunciaram os concertos dos Ornatos Violeta eu fiquei logo efusiva, emocionada, em êxtase vá, para comprar um par de bilhetes, um para mim outro para o meu homem. Porém, nessa altura, creio que ainda estava grávida, fiz contas de cabeça e pensei, hummm o rapaz ainda mama e tal e é outono e não sabemos se ele está saudável e tal e coiso. Não comprámos os bilhetes. Estes últimos dias tenho acompanhado o desenrolar das novidades relativas aos concertos e fico sempre cheia de pena de não termos ido, porém, a verdade e a realidade é que o rapaz ficou mesmo adoentado esta semana!! (só não me calha o euromilhões)
Tudo começou no preciso dia em que o pai foi trabalhar para fora e eu fiquei sozinha em casa, pela primeira vez com os dois uma noite inteira, pontaria é algo que nos assiste, e desde essa manhã que ele acordou choroso e chatinho. À tarde fomos buscar a mana à escola e nada fazia prever que após o jantar o pequeno já não se calasse, chorou, chorou, dava às pernas, seriam cólicas, claro! Nos dias anteriores eu havia comido uma torta de chocolate bombástica, não fiz cerimónias e o resultado estava à vista, o miúdo todo fanado, todo torcido e eu muito firme e muito recta, sem qualquer remédiozinho para as ditas cólicas. Tivemos uma noite animadíssima, a primeira vez que fiz (quase) uma direta por causa de um bebé, chorou seguido entre as 4 e as 6, coitadinho tantas cólicas.... nem a chupeta ele quer... coitadinho....
Ao mesmo tempo que chorava, rejeitava a mama, socorro, ainda tive que me levantar e dar à bomba em plena madrugada e felizmente ele lá bebeu um bocadinho de leite.
O dia seguinte, eu zombie, ele irado, correu como o anterior, tal como a noite, mas já foi mais suave, ele já não chorou tão intensamente e depois o pai já se revesou comigo durante a madrugada.
Ontem à tarde, depois de algumas tentativas de dar o biberão e de ele chorar à força toda reparei em duas bolinhas por baixo da língua - sacanas, eram aftas!!! Ficámos de olhos esbugalhados e tudo fez sentido - o choro de dores intensas, o rejeitar da mama, o rejeitar da chupeta, o rejeitar do biberão, a fome, o sono, e mais choro - ollhámos melhor e ainda descobrimos uma terceira afta na gengiva inferior. Pobre filhotinho tão pequeno, tão rijo, cheio de bicharada na boca :((
Há algumas teorias de como ele pode ter apanhado tal vírus, o primo teve e embora o contacto entre eles fosse mais do que mínimo, o vírus pode ter vindo pela Leonor, que apesar de não ter ficado doente, pode ter servido de hospedeiro ou transmissor (não sei esses detalhes técnicos), pode ter vindo da escola, eu própria há mais de uma semana tive uma afta na boca, não sei :(
Neste momento ele já está melhor, obrigada***, já não me rejeita embora às vezes ainda chore, mas estamos certos de que o pico da doença já foi ultrapassado. Agora já sei, se o meu rico menino, tão calmo, lhe der os nervos, a primeira coisa que lhe faço é olhar para a boca!!
É caso para dizer, são coisas...
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Vasco
1 de novembro de 2012
humpf...
E eis que passadas 48 horas de muito choro, muito mesmo!, resistência a mamar, duas noites mal dormidas e outras chatices associadas, descobrimos 3 aftas gigantes e brancas e horrorosas na boca do pequeno infante.
Felizmente já posso descartar a minha suposta culpa por ter comido um bolo com mega-cobertura e recheio de chocolate... as cólicas são sempre as culpadas até prova em contrário!
Felizmente já posso descartar a minha suposta culpa por ter comido um bolo com mega-cobertura e recheio de chocolate... as cólicas são sempre as culpadas até prova em contrário!
28 de outubro de 2012
o cheiro da memória
Há dias a nossa mais velha esteve constipada, de um momento para o outro pegou-se-lhe uma tosse, um ranho, uma ligeira febre e eu caí-lhe em cima com o meu tratamento de choque herdado da mamãe e avó. Para que lhe passasse a maleita dei-lhe muita água a beber, andou de copo para todo o lado, sempre a encher, sempre a esvaziar. Depois uma rica canja, gordurosa, apetitosa, cheia de alho e febras e ovos por botar, deliciosa, todos comemos e repetimos. Ao fim do dia foi a vez de uma espécie de banho turco caseiro, fechei-me com ela na casa-de-banho, enfiei-a na banheira com gel de espuma e brinquedos e abri a torneira com água fumegante - ficámos ali no nevoeiro uma boa meia-hora e os efeitos foram imediatos - muito catarro cof cof cof!!
A melhor parte deste tratamento deixei para o fim da noite, altura em que abri o boião de Vicks, ahhhhhhh, e fui directamente para a infância, quando vivemos um ano na casa dos meus avós e quando nos constipávamos lá vinha o meu avô esfregar-nos as costas e o peito com álcool e depois levávamos com uma boa besuntadela de vicks e lá ficávamos a cozer debaixo dos cobertores naquele cheiro de eucalipto gosmento. Eu sei que hoje em dia o vicks não está muito recomendado, sobretudo a crianças pequenas, no entanto, em doses pequeninas e sem exageros garanto que faz milagres. Apliquei-lhe o unto e a rapariga dormiu tão bem na sua almofada de adulto, não tossiu nem fungou até de manhã. Ela dormiu, nós fomos dormindo, já se sabe que na doença, os pais não pregam bem o olho, no entanto, entrar no seu quarto e sentir o cheiro do eucalipto trouxe-me tanta tranquilidade como imensas saudades daquele passado, até das mãos pesadas do nosso avô! Pode ser que um dia, quando ela tiver a minha idade e abrir um frasco de vicks se lembre dos banhos, da canja e das massagens nas costas que eu adoro fazer-lhe.
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23 de agosto de 2012
tal e qual a banha da cobra
Foi preciso a nossa mais velha chegar aos 3 anos para ser bombardeada por picadas de melga, parece mentira, mas é verdade. Visto que nunca a tivemos este problema fiz uma mini-pesquisa facebookeana para saber que creme usar, o meu palpite foi para o Fenistil e algumas opiniões foram nesse sentido, sendo assim, o maridão foi à farmácia comprar o dito cujo. Quando chegou a casa trouxe-me o creme da fotografia, Pruriced Creme, da Uriage. Disse ele que a farmacêutica disse que "era muito melhor, e muito versátil, e espetacular" e tal e coiso... fiquei irada!!! Detesto que me impinjam coisas, sobretudo se forem 3 vezes mais caras do que o previsto, a minha reação foi voltar à farmácia e devolver, mas como a minha filha estava muito picada, resolvi aplicar o creme de imediato. Passadas umas horas as babas reduziram muito de tamanho e ela já não se coçava com a mesma intensidade. De acordo com a bula, este creme é bom para todo o tipo de irritações da pele, pode ser aplicado em crianças e adultos em todas as partes do corpo, sendo também muito eficaz nas assaduras da fralda e até borbulhas de varicela!!
Com tantas qualidades aproveitei para aplicar o creme no pescoço do Vasco, que é muito sensível aos restos de leite que eu não vejo que escorrem, coitadinho :(( tinha a linha do pescoço vermelha e quase em ferida, apliquei o creme e xanam ficou logo bom passadas 24 horas.
E pronto, estou convencida e agora acho que vou ter sempre este creme por perto!
A par da utilização do creme, acabámos também por comprar um difusor de ultrassons da Chicco que afugenta a bichesa noturna. Coincidência ou não, nessa noite ela não acordou com o barulho e picadas das melgas. Já ganhou!
29 de maio de 2012
e roda o palcoooo!
Andava eu a queimar os meus cartuxos num almoço no Porto com as minhas amigas, quando o meu homem me telefona...
- Estou em casa com ela, vomitou o almoço e tem febre, preciso acabar um catálogo com urgência.
- Ok, daqui a pouco regresso.
E assim foi, eu que após o almoço tinha planeado um pequeno périplo para comprar umas coisas que só encontraria no Porto, apanhei o primeiro comboio de regresso e ficou a minha lista por checar. Nada de grave, são apenas coisas.
Cheguei a casa, rapariga prostrada, ele com uma cara a condizer. Mandei-o embora e após inspecioná-la e dar-lhe água açucarada, acabei por lhe dar uma boa dose de Brufen, pumba! Passado um bocado o medicamento começou a fazer efeito, ela sentou-se e pediu pão, dei-lho. Depois ofereci um iogurte que também foi comido com alegria, mais um pouco de água "com sabor esquisito!" e ela começou a jogar à bola na sala.
Adoro Brufen. Fui logo celebrar com uma máquina de roupa branca!
- Estou em casa com ela, vomitou o almoço e tem febre, preciso acabar um catálogo com urgência.
- Ok, daqui a pouco regresso.
E assim foi, eu que após o almoço tinha planeado um pequeno périplo para comprar umas coisas que só encontraria no Porto, apanhei o primeiro comboio de regresso e ficou a minha lista por checar. Nada de grave, são apenas coisas.
Cheguei a casa, rapariga prostrada, ele com uma cara a condizer. Mandei-o embora e após inspecioná-la e dar-lhe água açucarada, acabei por lhe dar uma boa dose de Brufen, pumba! Passado um bocado o medicamento começou a fazer efeito, ela sentou-se e pediu pão, dei-lho. Depois ofereci um iogurte que também foi comido com alegria, mais um pouco de água "com sabor esquisito!" e ela começou a jogar à bola na sala.
Adoro Brufen. Fui logo celebrar com uma máquina de roupa branca!
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21 de janeiro de 2012
Canja
Num ambiente envirosado, que é a minha casa, e já sem muitas alternativas à tosse noturna e descontrolada que ela tinha, tomei duas iniciativas: ligar ao pediatra para que me sugerisse um xarope alternativo à Oxolamina e fazer uma boa canja retemperadora.
A alternativa que o pediatra nos deu foi CATABINA, um xarope ideal para tosses pouco produtivas e com tendência à compulsividade. Coincidência ou não, a rapariga dormiu muito bem e nós, consecutivamente, também. Já ganhou!
A canja, fi-la com o objetivo de hidratação/nutrição bomba extra. Meia galinha com miúdos e ovos, uma cebola grande, alho, louro, sal e água a cobrir tudo. Em uma hora de panela de pressão aquela carne transformou-se num caldo rico, gorduroso e com muito paladar. Juntei massa de letras, umas folhas de hortelã frescas e foi esse o nosso jantar em conjunto com umas fatias de pão serrano. À mesa era tudo a bufar junto à sopa fervente, ela adorou, fartou-se de comer, queria mais e foi uma satisfação. Nada mais simples, nada mais eficaz. Respeito à galinha que nos proporcionou um grande momento familiar e que aliviou as enfermidades reinantes.
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7 de junho de 2011
ossos do ofício
Doem-me as costas. Não tenho posição, sento-me o mais direita possível e depois, passado um bocado já estou toda curvada, cheia de dores... A culpa é dela, claro, está tão crescida, tão pesada, tão mexida, saudável portanto. Eu, que não vou para nova começo a ressentir-me dos fins-de-semana com ela non-stop. Ponho-a a dormir, vou buscá-la, passeamos no colo, tento caçá-la quando lhe mudo a fralda - não é fácil. De forma a melhorar o meu bem-estar terei que tomar algumas atitudes, tais como, alterar a cama dela, procurar uma actividade física qualquer que não envolva música histérica, trocar de sofá e talvez mais uma ou outra coisa. Quem diz que ser mãe é fofinho... é, é!
10 de dezembro de 2010
Sapinhos
imagem daqui
Com o rompimento de 8 dentes em simultâneo, foram frequentes as assaduras, porém, esta última vez, o aspecto da coisa era ligeiramente diferente... Começaram com uns pontos brancos pequeninos, que já tínhamos visto noutra ocasião mas que não passaram disso. Entretanto esses pontos cresceram e transformaram-se nuns discos brancos do tamanho da sêmola de trigo (aprox. 2mm de diâmetro), estranhámos.
Aproveitando a ida à vacina pedi à médica de serviço que observasse a ferida e a resposta foi imediata:
Candidíase (do fungo Candida Albicans), ou sapinhos em linguagem popular. Pelos vistos o surgimento deste fungo é algo muito comum e pode aparecer tanto na zona genital como bucal, e muitas vezes até pode ser transmitido na altura do parto no caso dos recém-nascidos.
Neste caso a transmissão do fungo, ou sua actividade mais forte, pode ter sido causada por um sistema imunitário enfraquecido devido ao rompimento de dentes, mas uma constipação ou doença tratada com antibiótico pode resultar no mesmo drama.
Para combatermos o problema foi-nos pedido para seguirmos os seguintes passos simples:
- eliminarmos toalhitas e tudo o que seja perfumado
- dar o banho com sabão azul e branco! por originar uma camada protectora e anti-fúngica mais power
- dar mais água
- trocar a fralda muito frequentemente
- usar o creme (de adultas!) Gyno-Pevaryl na ferida e depois o creme de fraldas (no primeiro dia tentei usar apenas o creme receitado)
como medida preventiva optámos por retirar o tapete anti-derrapante da banheira e lavar a banheira com sabão azul e branco.
Passados 4 dias a situação está normalizada, felizmente. E sim, a situação foi toda controlada no centro de saúde.
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