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30 de julho de 2018

O vestido azul, versão 10



Começa a ser difícil arranjar uma parede nesta casa que tenha disponibilidade de nos receber sem grandes ruídos. Uma escadinha, uma espécie de pendant cromático para assinalar a decima edição desta sequência fotográfica que começou há nove anos comigo mega grávida. NOVE ANOS!!

Espero que gostem**

20 de novembro de 2017

O natal está quase aí!




Já viram que falta quase um mês para o Natal?

Este ano vou dar o tudo por tudo e fotografar famílias no nosso escritório. Não é a primeira vez que recebo cá gente para fotografar, mas desta vez é todo um novo aparato. Ando há uns tempos a pensar no cenário, faço assim, faço assado, mais natalício, mais simples, mais luzes?! Entretanto acho que já estou a chegar a um consenso comigo e reuni algumas coisinhas que me são queridas dentro de um estilo que particularmente me agrada muito - A Feira de Antiguidades no Natal.

Adoro a beleza dos artigos de outro tempo. Qualquer objeto que seja tem uma estética cuidada mesmo no mais banal recanto. É assim que vou celebrar o natal este ano, dentro da simplicidade e da alegria que a época exige. Vou estar a receber a minha família e amigos, mas quero conhecer mais gente! Vamos lá fazer brilhar essas famílias!

Ainda posso contar convosco, ok!
escrevam-me para global@umcapitulo.pt e visitem o meu portfolio em www.umcapitulo.pt
No centro de Aveiro - Escritório da Meio Kilo, R. Clemente de Melo Sagres de Freitas nr 20 (na praceta do Alboi)


4 de setembro de 2017

Cada um no seu reino


Este fim-de-semana dedicámo-nos à tarefa, já muito adiada, de separar os miúdos, ou seja, cada um no seu quarto. Por mim continuava a ignorar o facto de a nossa mais velha já estar na altura de querer o seu espaço sem que o irmão esteja sempre a meter o bedelho, mas a verdade é que a ideia da "separação" veio animar a malta pequena cá de casa. Eles até se dão bem, conversam IMENSO quando se deitam, mas a perspetiva de cada um ser dono do seu pedaço foi deveras aliciante.

Pusemos então mãos à obra!

Desde que nos mudámos para esta casa nova deixámos um dos quartos vazios (a suite) e era lá a chamada "Terra de Ninguém" onde recebíamos os nossos amigos e familiares, onde tratamos das roupas, onde temos o computador e tralhas afins. O primeiro passo foi então reorganizar toda a tralha e mudar o nosso quarto para "a suite". Passada a primeira prova, pudemos então mudar as coisas do Vasco para o nosso antigo quarto e reorganizar todos os móveis e brinquedos de cada um e fazer as "partilhas" dos brinquedos em comum. Felizmente todo o processo foi ordeiro e sem dramas e o resultado foi do agrado de todos.
Eu ainda pensei que eles fossem ficar nostálgicos, chorosos, que acordassem de noite com saudades, mas correu tudo bem, está tudo super excitado com a novidade e agora é tempo de dar vida a estes espaços tão amplos e estas paredes tão despidas. Em breve faremos uma ou outra remodelação (ao cadeirão da Leonor por exemplo) e acrescentaremos secretárias para cada um.
Mais uma etapa virada!

30 de julho de 2017

Vestido Azul - julho de 2017

Mais um ano, mais uma prova. Este ano os miúdos estavam muito entusiasmados para fazer a fotografia e já desde o início do mês que andam a perguntar para quando é que é. A verdade é que quando finalmente nos organizámos para fotografar, o nosso mais novo quase não apareceu por causa de uma birra providencial. Ela por outro lado, já andava em pulgas para fotografar com a saia do momento, adora-a e não quer usar outra coisa :)
Por fim, tudo acabou em bem e lá conseguimos mais uma edição "vestido azul".

12 de setembro de 2016

A minha flora de interior


Creio que já devem ter reparado que sou dada às plantas, há uma espécie de David Attenborrogh da flora dentro de mim. Recentemente arrastei o meu bondoso marido a um mega horto em Miramar porque foi lá que me disseram que de certeza que conseguiria comprar uma Ficus Lyrata. Se andam mais ou menos atentos aos blogs e sites que se dedicam aos ambientes interiores, já devem ter visto esta árvore envasada mais do que uma dezena de vezes. A minha casa é bastante luminosa e a temperatura por cá, tanto de verão como de inverno, é bastante tropical, digamos assim. Achei então que seria um bom ambiente para esta planta maravilhosa, gigante e pelos vistos tão temperamental.

Antes de a comprar fui saber mais sobre ela, tanto é que nem o nome comum consegui saber em português, às tantas até nem há! Em inglês referem-se a ela comumente como Fiddle Leaf Fig (é da família das Ficus, figueiras; tal como a árvore da borracha a Ficus Elastica, estão a ver). Ora descobri que este sensível ser não gosta de sol nas folhas, ficam castanhas; também não gosta de água em excesso mas também não gosta de ficar à míngua, não, não! Encontrei textos muito giros em que os felizes donos da planta passaram o Cabo das Tormentas até conseguirem acertar com os gostos da Ficus Lyrata chegando a muda-la várias vezes de sítio :D

A nossa querida Lyrata está entre nós há cerca de um mês, coloquei-a longe suficiente do sol, mas perto suficiente da janela da sala e perto de um espelho que lhe reflete mais um pouco de claridade na zona de sombra. So far so good. Em 4 semanas cresceu 7cm e ganhou duas folhas novas, rego-a religiosamente ao fim-de-semana cerca de 1/2L. As crianças adoram-na e andam sempre de volta dela e até agora não tivemos nenhum desgosto com as tangentes provocadas pelas correrias domésticas.

Se quiserem saber mais sobre esta planta MARAVILHOSA e que fica linda em formato arbusto ou árvore não deixem de ler os seguintes links!

Como propagá-la.

Teoria da planta e aqui também.

História gira.

Dicas.

Tal como disse, li vários artigos sobre esta planta, mas infelizmente não consegui encontrar o mais engraçado. Se o voltar a encontrar adiciono à lista de links para consultarem ;)

31 de julho de 2016

e no último dia de julho...


Este ano deixei este dia arrastar, tanto arrastou que quase nem esteve para acontecer, mas pronto, com alguma sorte consegui arrastá-los para ao pé de mim enquanto brincavam aos guerreiros de capa e espada. Curiosamente do ano passado para este ano quase não lhes noto diferença, estão a ficar mesmo crescidos...
Quantos anos aguentará este desafio?...

17 de abril de 2016

Sem dúvida O MELHOR jardim de infância!!



Adoro uma boa escola, com ideias inovadoras e arrojadas que tirem partido de todas as capacidades das crianças. Deixo-vos um espetacular caso de sucesso onde um projecto de arquitectura de forma circular permite que as crianças usufruam de todo o edifício, mas todo mesmo, incluindo o tecto. Sendo circular as crianças podem fazer aquilo que mais adoram - CORRER! - e aqui podem fazê-lo infinitamente ou até que os pais os vão buscar :D

Deixo-vos também algumas fotografias do ambiente e pelas caras das crianças, isto só pode ser do melhor. Quem me dera que os meus filhos tivessem a oportunidade de experienciar este edifício!


O bebedouro como ponto de encontro e troca de informações super importantes!


Correr em círculos - loucura!!
A cobertura tem várias clarabóias que permitem que as crianças do topo espreitem para o interior e desafiem as que estão lá dentro. O objectivo é passar o maior tempo possível na rua.



600 caixas de uma madeira leve foram colocadas no interior do edifício de modo a que crianças e funcionários lhes atribuíssem a melhor função. Transformam-se em estantes, bancos, mesas, comboios, torres... O interior da escola não tem paredes e as crianças estão todas misturadas.



Barretes de proteção para sismos, ou como transformar um assunto assustador em algo completamente divertido!



Fuji Kindergarten, Japão
Takahuru Texuka, arquitecto
entrevista completa

22 de outubro de 2015

dos limões da vida, o início

Desde que temos os nossos filhos na escola, entenda-se creche ou infantário e agora ensino básico, que sentimos que nos devemos envolver um pouco mais do que deixá-los e buscá-los. Refiro-me à nossa presença nas reuniões de grupo, festas escolares, passeios e por aí fora, fazemos sempre questão de estar e participar, mesmo quando nos dificulta as rotinas diárias. Com o aproximar da entrada dela na escola primária achei que deveria perceber melhor os mecanismos necessários para o funcionamento de uma escola, o que faz falta, com quem devemos falar e fazer parte da associação de pais foi para mim um passo normal a dar, quase um dever.

Não posso negar a minha indignação com o processo de matrículas do nosso agrupamento e até hoje me custa ter de terminar o meu dia de trabalho a meio da tarde, mas já consegui superar a minha irritação e aceitei a nossa nova rotina, tal como já disse anteriormente. Quando hoje falei em limões e limonadas era sobre esta minha nova realidade, tive de pegar em algo que inicialmente rejeitei, que neguei mas que tive mesmo de aceitar e tirar o melhor partido e por isso mesmo estou ativamente ligada à associação de pais da escola dela.

Tudo é ainda muito recente, ainda estou a conhecer as pessoas mas sinto que pela primeira vez na minha vida estou a fazer algo que realmente pode fazer a diferença. Essa diferença, numa primeira análise, é na minha vida e se tudo correr bem, na vida dos que rodeiam a minha filha na escola. Ouvir os outros pais, os seus problemas e as suas boas experiências motiva-me e ajuda-me a motivar outros pais. No nosso agrupamento parece-me que apesar de haver problemas estruturais ligados a quem "manda" (câmara municipal e sede do agrupamento) vejo que os pais são interessados, pro-activos e para meu espanto são em maior número do que eu estava à espera! Os pais estão tão envolvidos na vida da escola que prestam horas de voluntariado em situações específicas cujos resultados são tão bons que contagiaram outras escolas do agrupamento e isso é verdadeiramente espetacular. Até há quem possa dizer que não damos liberdade às crianças, que elas têm de estar mais entregues a si na escola, não discordo, mas por outro lado tenho a certeza de que a presença ativa dos pais na comunidade escolar tem muitos benefícios, porque é uma atividade com regras, com um propósito e com resultados positivos demonstrados.

Importa também dizer que eu tenho a possibilidade e flexibilidade de horários e vida pessoal para me dedicar a este assunto com mais tranquilidade. Tenho a certeza absoluta que se ainda vivesse na minha "outra vida" que tal oportunidade seria altamente condicionada e isto deve certamente acontecer com muitos outros pais.

Neste momento, estou a gostar e recomendo a presença ativa na vida escolar dos nossos filhos, acho que ganham todos os envolvidos.

24 de agosto de 2015

Monstera Deliciosa

a nossa Monstera, vaso de zinco, provisório (prato VA)

Há algum tempo passei a reparar que uma e outra vez estas folhas recortadas apareciam em fotografias de interiores). Fiquei curiosa sobre que planta era e após uma breve pesquisa fiquei a saber que tem o nome científico de Monstera Deliciosa, em parte devido ao fruto (semelhante ao do antúrio) e que após alguma preparação culinária se diz ser "delicioso". Fiquei também a saber que são tropicais e que por serem trepadeiras podem atingir uns poucos metros de altura, basta dar-lhes apoios para que subam. Reza a lenda que até o pintor Matisse teve uma enoooorme(fotografia a preto e branco, em baixo).

Há pouco tempo, numa visita a um cliente vi uma destas magnífica, grande, brilhante com folhas larguíssimas e pensei que tinha mesmo de apostar nisto. Sondei os meus amigos e muitos deles se ofereceram para me dar um ramo, mas o meu maior espanto foi constatar que a minha própria mãe tinha uma destas em casa. Recordo-me de facto da planta lá estar, num vaso nas escadas do nosso prédio à porta de casa, foi dada à minha mãe por uma colega de trabalho e mesmo tendo já definhado e ressuscitado já conta com pelo menos 20 anos seguros. "Negociei" com a minha mãe e trouxe para casa, metade da planta que neste momento recupera de mais uma mudança de casa dos meus pais e que mostra sinais de ainda dar luta durante mais uns anos.
Uma amiga minha disse-me que a mãe dela tinha uma Monstera em casa que foi acompanhando o crescimento dela e da irmã chegando ao 1.80m de altura ao longo de vários anos, achei uma história bonita e que tinha de tentar o mesmo.

A minha Monstera está ainda em estágio, num balde metálico de zinco, a recuperar do corte que lhe dei, mas tem imensa raiz e as folhas não parecem ter esmorecido. Vou agora procurar um vaso grande e que lhe sirva de sustento para os próximos anos. Estamos confiantes que ela se vai sair bem, crescer, trepar e ficar com folhas largas e brilhantes.



(montagem feita com fotografias retiradas do Pinterest com a pesquisa Monstera Deliciosa)

16 de julho de 2015

cenas da horta


Todos os dias (ou quase) vimos almoçar a casa e é nesse bocadinho que me dedico às minhas plantas. Neste momento ainda só metade da nossa varanda está organizada e nesta primeira metade, a que vemos da sala, temos 3 floreiras de madeira, feitas pelo meu sogro e que finalmente estão cheias de plantas. Optámos por algumas ervas aromáticas e flores, mas também temos vasos redondos com árvores, mini-árvores claro. Olhar lá para fora e ver tudo a crescer, dar flor, dar frutos é algo realmente extraordinário, sobretudo quando eu nunca tive grande sucesso nesta área. Sem dúvida que a dedicação que pomos nas coisas mais simples, faz toda a diferença.


Comprámos dois tipos de hortelã, a comum (fotografia de baixo) e a chocolate (fotografia de cima); a primeira para a canja e sopa de cozido à portuguesa, a segunda mais a pensar nos doces e gelados; ambras para chás quentes e frios. Têm um cheiro óptimo, crescem muito rápido e diz que descontroladamente! Por acaso pu-las uma ao lado da outra, mas há quem desaconselhe visto que têm tendência para se misturar perdendo a assim a sua "autenticidade", agora já era...



Duas mudas de basílico transformaram-se em poucos dias num pequeno arbusto, com muita água isto desenvolveu-se imenso e já serviu para aromatizar uma fantástica pizza esta semana.



A sálvia comprei-a por causa da sua textura fantástica, super rugosa, é uma planta lindíssima e tem um aroma extraordinário. Presta-se muito bem a dar gosto ao azeite quando vamos fritar um bifinho ou então no chá. Ainda não a testei a fundo porque não estou familiarizada com esta planta.


O alecrim dispensa apresentações. O nosso é ainda pequenito e por isso ainda não lhe dei nenhuma tesourada, mas fica muito bem na carne assada e massa para pão. Quase todos os dias passo-lhe as mãos para ficar com este cheirinho fantástico de monte.


Nos vasos temos então o nosso aloe vera, que já tem quase 10 anos e recentemente foi podado. No nosso caso e por o sol dar com alguma força na parta da manhã, as suas folhas ressentem-se e ficam um pouco chamuscadas, mas nada grave. Como todos sabemos usa-se aloe vera em tudo e mais alguma coisa, eu nunca usei nem comi nem nada, mas se um dia alguém se queimar cá em casa vou ali cortar uma folha e aplico logo um pouco daquela gosma, diz que é tiro e queda!
Temos também uma oliveira, que já a comprámos há um ano e já cresceu imenso. Na primavera lançou imensas flores mas depois veio o vento e restaram pouquíssimas, ainda assim, já temos meia dúzia de azeitonas verdes!!


Há cerca de dois/três meses pus na terra algumas sementes de girassol, daquelas que se compram no supermercado para colocar na sopa ou saladas. Quis ver se realmente eram de girassol e o facto é que passados dois ou três dias as sementes começaram a germinar e cresceram com uma velocidade impressionante! Como germinaram todas, tive que sacrificar algumas porque não tinha espaço suficiente, guardei 4 plantinhas e neste momento apenas uma ainda não deu flor, curiosamente a mais forte!


Também temos um pequeno pinheiro manso. Um dia ía na rua e numa acção de promoção da portucel (acho eu) estavam a oferecer várias espécies mais comuns das florestas portuguesas, eu escolhi o pinheiro manso porque me faz recordar o Alentejo e porque acho a árvore muito linda e os pinhões deliciosos. Já cresceu um bocadinho jeitoso mas no início achei que não se ía aguentar. A verdade é que as plantas ressentem-se imenso quando chegam a um sítio novo mas com um pouco de paciência tenho tido sucesso com todas elas.


Uma das nossas azeitonas :)


Também temos uma roseira anã. Comprei-a para oferecer à nossa bailarina no fim do espetáculo e era cor-de-rosa, no entanto, o botão que abriu agora é mais vermelho... já não se pode confiar na natureza. Entretanto hoje comprei também um vaso com Hortênsias, não lhe resisti e espero que se dêem bem porque acho que vão ser ideais para dar sombra nos nossos mega-vidros. Espero em breve tirar-lhes uma fotografia com as cores fortes que costumam ter e com a folhagem grandalhona.

As crianças no meio desta vegetação toda adoram regar, mondar e plantar. Aos fins-de-semana é a nossa tarefa preferida e há sempre disputas terríveis para ver quem fica com o regador :)

****

À leitora Sofia, que pediu uma panorâmica da varanda :)
A nossa varanda é bastante comprida, talvez 8m e tem quase 2m de largura; temos 5 floreiras de madeira sendo que as 3 floreiras da primeira metade da varanda já estão "a funcionar"; a segunda metade da varanda ainda falta terminar e ficará para um próximo post porque vou experimentar uma maneira diferente de envasar as plantas.


Estas 3 floreiras de madeira têm no interior floreiras plásticas daquelas normais e feiosas, mas foram as que couberam e estão apoiadas em garrafões de 5l de água para ficarem à altura da borda das floreiras de madeira. A primeira floreira tem a roseira anã e a hortênsia, mas em breve a hortênsia será transferida para as floreiras do outro lado da varanda e aqui ficam apenas as aromáticas. Tanto o deck como as floreiras já estão a precisar de uma camada de tinta protectora...

12 de abril de 2015

O beliche - finalmente!

Hoje, quando fui à reciclagem ocorreu-me se realmente as camas não se conseguiriam sobrepor. Cheguei a casa e propus que fizéssemos um teste para ver se não daria para forçar a zona empenada e empilhar as camas. E assim foi, ele ajustou os encaixes às furações, forçámos as cabeceiras e não é que as camas sempre se montaram!!! As crianças quando viram ficaram OHHHHHH e já não saíram do quarto enquanto não as deixássemos subir. 


No momento em que tirei estas fotografias ainda faltavam encaixar a trave-barreira da cama de cima e a escada, mas nada disso impediu que eles subissem e descessem do beliche em menos de nada. Estavam eufóricos, meteram-se dentro dos lençóis, vestiram os pijamas e só perguntavam quando é que jantávamos para depois irem para a caminha...


Tal como já disse há uns tempos, estas camas são da Olaio, foram compradas em 1990 e foram usadas por mim e pela minha irmã até há uns três anos atrás sempre que íamos a casa dos meus pais. Sempre existiu a possibilidade das camas serem montadas em beliche, porém, o kit nunca foi comprado porque nunca foi necessário, mas feliz ou infelizmente eu fiz questão de meter essa ideia na cabeça e não descansei enquanto não vi isto feito. Calhou o marido da minha irmã e a irmã dele terem camas iguais a estas com o tal kit, mas algumas diferenças incompatibilizaram a montagem. Embora não conseguíssemos fazer o beliche, pudemos falar com o nosso carpinteiro de confiança e ele fez este milagre de construir todas as peças fazendo meia dúzia de rabiscos e apontamentos. Confesso que no dia em que o recebemos em nossa casa para lhe explicarmos o que queríamos fazer, que me pareceu que ele não percebeu nada de nada, mas passadas algumas semanas, fomos buscar todas as peças e as mesmas serviram na perfeição na cama da Leonor - quem sabe, sabe, já diz o ditado.


O quarto ganhou toda uma nova dinâmica, tem duas zonas distintas, uma de dormir e organizar mais exígua, e outra para brincar e ler mais ampla. Fica prometido que depois fotografo o conjunto que agora vai mais ao encontro daquilo que eu considero que fica bem nesta fase da infância deles.


Em termos práticos também ainda não posso avaliar se o beliche é prático ou não, refiro-me à manutenção da roupa de cama e das "urgências" noturnas, mas tudo tem o seu tempo de adaptação. Este é um beliche baixo, tem uma altura de 1.50m o que faz com que a cama de baixo tenha pouco espaço para eles se sentarem, quanto mais porem-se de pé, mas o objetivo de uma cama é ter o seu utilizador na horizontal, portanto terão/teremos de ter cuidado com a cabeça, é o que é. Eu que tenho 1.60m consigo com pouca dificuldade chegar aos extremos da cama superior, a qual tem apenas 90cm de largura.


4 de abril de 2015

Caça ao ovo!!


Este ano meti na cabeça que havia de fazer uma caça ao ovo. Nada de grandes produções, mas tinha de o fazer só para ver como seria a reação deles.
Quando nós éramos pequenos e morávamos na Áustria, a nossa mãe teve a oportunidade de se dedicar exclusivamente à família e à medida de ia percebendo os costumes daquele país, por vezes aplicava algumas coisas lá em casa. Uma das tradições mais giras, era a caça ao ovo da Páscoa! Recordo-me de um ano estarmos a passear num parque e estarem lá muitas famílias com zonas demarcadas para a caça ao ovo, uma coisa muito Pro! Vai daí a minha mãe empenhou-se, passou uma noite a pintar ovos, escondeu-nos em nossa casa e na manhã seguinte fomos os três à procura deles. É daquelas coisas que não se esquecem e é daquelas coisas que eu faço mesmo questão de passar aos meus filhos. Eu tive a sorte de ter uma infância muito boa e é isso que também lhes quero proporcionar, com muita simplicidade mas com grande efeito.


Comprei ovos de codorniz, porque não encontrei ovos brancos nem queria que eles comessem tanta quantidade de proteína. Durante o serão, cozi os ovinhos (3 minutos após ferver) e depois em taças individuais tingi água quente com algumas gostas de corante alimentar e vinagre branco. O tempo que os ovos estão na solução depende do grau de cor que pretendemos dar; quanto mais tempo estiverem, mais tingidos ficam. Há também técnicas mais elaboradas com casca de cebola e couve roxa, mas fica para o ano... contudo, basta uma ligeira pesquisa na net e encontram tudo. Fiquei bastante satisfeita com os efeitos negro-colorido dos meus ovos!


Sempre que tenho alguma comemoração cá em casa, faço questão de pôr a mesa a preceito, mesmo que seja apenas para nós. Fui buscar uma toalha bordada com motivos florais que já é de família e que ficou perfeita. Uma travessa oferecida pelos nossos melhores amigos, uma andorinha Bordalo que todos sabemos o que significa e que também nos foi oferecida por uma querida amiga, amêndoas de chocolate e açúcar, um bolo de limão, panquecas, fruta, pão fresco compuseram uma boa mesa de pequeno almoço. Assim que os miúdos chegaram à sala adoraram a mesa e pensavam que a surpresa era "só" aquilo.


Mas depois ela descobriu um ovo junto à máquina do café, logo de seguida mais um dentro da casinha de cartão e depois foram dar com os outros por toda a sala. Ainda pensei por alguns na varanda mas o sol estava forte e a coisa não ía dar certo.


Cada um teve direito a um cesto, o dela veio da escola, o dele foi improvisado dos brinquedos de casa. Digo-vos, foi MUITO BOM!!! Eles adoraram a experiência, cada ovo, mais gargalhadas, depois uns presentinhos banalíssimos que eles amaram (um bloquinho de cheiro e um carrinho, imaginem!). Durante uns minutos foi uma correria nesta casa, uma animação. Claro que ela tinha a cesta dela bem mais cheia do que ele, mas no fim, partilharam os ovinhos.



"Está ali mais um!!" - gritava ele.


A fazer a contabilidade.


Muito fofos, com todo o cuidado para não esmagar as cascas delicadas dos ovos cozidos.



Para além dos ovos de codorniz juntei também uns ovos dourados!! Foi assim UAU!



O que eu não contava é que os ovos de codorniz foram muito difíceis de descascar o que os desmotivou um bocado a comê-los. O primeiro ovo dele foi inteiro, com casca e tudo, para a boca. Mal vi aquilo lá fui eu resgatar aquele monte de cascas coloridas partidas e clara e gema, mas ele não pareceu muito incomodado.


Vale muito a pena investir algum do nosso tempo a preparar estas coisas. As crianças gostam muito e, falo por mim, acho muito bom ver as reações de felicidade pura que eles transmitem. No fim, são as memórias que eles vão colecionando e que se tudo correr bem havemos de repetir mais vezes.

A quem não está cá connosco, uma boa Páscoa!

5 de março de 2015

Jardinar!!


A nossa ida ao horto resultou num bonito terrário. Um bocadinho simplificado na execução mas perfeito no resultado, vejam tudo no meu novo post do Eu, Mãe!

4 de dezembro de 2014

vamos mudar!!!


E no meio do caos dos dias de trabalho, das crianças, compromissos variados, ainda vamos arranjar um bocadinho para mudar de casa. OMG!!!

Algo que já não estava de todo no nosso pensamento, que já estava arquivado e posto de parte durante os próximos dois ou três anos, afinal vai mesmo concretizar-se. Estão a ver quando os astros estão todos alinhados e aquilo que parece completamente fora do nosso alcance, afinal está mesmo ali? Pronto, foi isso que nos aconteceu, uma espécie de golpe de sorte, o negócio perfeito com os sócios perfeitos. Vamos mudar, vamos deixar a nossa mini-casa e mudar para outra maior, definitiva, que dará resposta a todas as nossas demandas, uma casa que certamente ficará connosco nos próximos anos, décadas e que permitirá dar largas à nossa imaginação sem esbarrarmos no emaranhado de cacos e caquinhos que temos agora.

E tudo isto, nada disto, seria possível, sem a ajuda deles e a eles o nosso maior obrigada!

Aos nossos pais.