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27 de outubro de 2017

A primeira manifestação

Há dias, e a propósito dos incríveis incêndios na nossa região, convocou-se uma manifestação pacífica de homenagem aos bombeiros e vítimas dos fogos. Num primeiro momento pensei ir sozinha mas depois achei que seria uma oportunidade excelente para levar as crianças e envolvê-las de algum modo naquilo que me pareceu sobretudo um acto de cidadania. Tal como nas eleições, onde levamos sempre os miúdos, também esta situação me pareceu muito pedagógica, por assim dizer. É verdade que os meus filhos não me pediram para os levar, nem tão pouco sabiam que isto iria acontecer e o facto é que quando chegámos ao ponto de encontro a vontade do mais novo era ir jogar à bola e não "caminhar". E foi aqui que entrou o meu objetivo máximo, que foi explicar por A+B o quão importante é passar a mensagem de que nos devemos insurgir, de que não devemos calar, que temos a obrigação de dizer BASTA quando estamos perante uma situação crítica que é efetivamente esta estupidez do fogo-posto. As crianças, na sua inocência, bem nos perguntam: mas alguém pôs fogo à floresta? Mas porquê? Pois de facto há coisas que não se compreendem mesmo.

Bom, fomos então à manifestação e estava bastante gente, muitas crianças, famílias, animais de companhia, o que foi muito bom! Em vários momentos tive de explicar aos miúdos o porquê das palmas, o porquê das roupas negras, o porquê das palavras de ordem e à medida que fomos avançando no caminho via-os mais adeptos da causa. Fomos também encontrando algumas caras conhecidas o que ajudou a cimentar a nossa presença e acho que para uma primeira vez a mensagem passou muito bem às crianças.

Foi muito bom e acho que devemos participar sempre, porque ficar no sofá a fazer likes e partilhas só não chega!

E vocês também já levaram os miúdos a uma manifestação?






 





mais fotografias do nosso momento cívico aqui

2 de julho de 2017

2 de julho e os museus são grátis ao domingo


Há alguns meses li o seguinte texto da Raquel Varela e que passo a citar na íntegra:

"Filhos, sinal exterior de riqueza

Entre o Natal e o Ano Novo estive de férias. Fiz com os meus filhos o que queria fazer. Fui a bons concertos, adequados a eles, claro; levei-os a ver bons filmes (Ken Loach, Kusturica e Chaplin), cozinhámos juntos, tocámos piano, e sai música de lá!; andámos de trotinete; fizeram surf; até um cavalete de pintura comprámos, onde, com um livro de arte na mão, treinámos as primeiras tentativas de pintura a óleo; convidámos os amigos deles para sair; brincaram e passearam com a família, as primas, que adoram; lemos, muito, e conversámos sobre a leitura, jogámos cartas. Só em três idas ao cinema gastei quase 60 euros porque pagam como adultos; como algumas das vezes convidei os amigos, subiu para 100 euros, 20% do ordenado mínimo – ir ao cinema! Ah, têm 12 anos, mas pagam tudo como adultos: subir o elevador da bica – 3,70 cada; o bilhete de comboio da linha para Lisboa – nesse dia levei 4 crianças, 17 euros ida e volta; a entrada no castelo custa 8,50 para adultos – não entrámos, há limites…Juntem pinturas, pincéis, concerto, livros…A única coisa gratuita foi o Museu do Aljube, que adoraram, e as igrejas de Lisboa. Juntem uns gelados banais, uns hambúrguers, um chá com bolo em Alfama, sem luxos, passear na nossa cidade. Se tivesse ficado em casa tinha comprado duas playstation, uma para cada um, que os «educavam» o ano inteiro…Há muito tempo que tento dizer isto quando oiço dizer «no país há pobreza mas todos têm um bom telemóvel» – não há nada tão barato para educar filhos como Televisão e jogos de computador e telemóveis. É aí, no aumento da produtividade dos pais, no catatonismo anti-social e virtual dos filhos, que reside o boom das novas tecnologias para crianças que, ainda por cima, actuam no cérebro exactamente como uma droga, promovendo mecanismos de recompensação e satisfação ao nível do cérebro cada vez que estes tocam num botão e o boneco salta, porque o objectivo foi alcançado. 
Esta nova onda de babysitter electrónica é o espelho não da potencialidade da modernização mas da sua decadência. E deixem-me colocar o dedo na ferida – os pais, cansados, desanimados, com pouco dinheiro, desmoralizados e sem vontade de educar com conflitos, nãos, e outras resistências, serão os primeiros, porque a perversidade humana é uma linha ténue, a dizer «eles querem ficar em casa a jogar». Eles querem? E onde é que eles escolhem? E como escolhem? «Os pais submetem-se e submetem os filhos», disse-me uma vez o psicanalista e pedo psiquiatra Coimbra de Matos – os salários e o tempo de trabalho no país são vergonhosos. E o modo de vida que incorporámos para aceitar isto é regressivo, decadente. Viver está a ficar insuportavelmente caro neste modo de acumulação onde as necessidades humanas são todas mercantilizadas, até aquela que levou milhares de anos a conquistar – o direito à infância. Ter filhos e conseguir educá-los com humanidade, com relações reais, com aprendizagem e não com repetição de mecanismos, no fundo educar filhos com trabalho vivo (humano) e não trabalho morto (máquinas) é hoje um sinal exterior de riqueza."

Nem sempre, mas quase sempre que fazemos programas com os miúdos recordo-me deste texto.

A partir do dia de hoje, 2 de julho, as entradas nos museus aos domingos volta a ser gratuita, coisa que ficou suspensa desde há uns anos. Compreendo perfeitamente o preço que se paga para visitar uma exposição, seja ela qual for. Há imenso trabalho envolvido numa coleção de um museu, numa instalação temporária, há seguros, despesas logísticas e uma infinidade de outras despesas que têm de ser suportadas e a receita da bilheteira irá colmatar tudo isso. Enquanto a esmagadora maioria dos visitantes de museus pode arcar com essa despesa e comprar bilhetes com facilidade, há todo um universo de público que raramente visita um museu. Não têm liquidez para dar por pessoa, 15€ para um zoo ou oceanário, ou 12€ para visitar por exemplo a nova exposição de Van Gogh e nestes casos não se ganha o hábito de frequentar museus porque acredito que se parta do princípio que "é caro" e que 45€ são mais facilmente canalizados para a caixa do supermercado do que para um balcão de museu. Atendendo a este cenário acho que era imperativo que os domingos gratuitos nos museus regressassem, porque todos têm de ter acesso à cultura e só aí farão a sua escolha baseada no interesse cultural e não no aperto económico, verdade?
Ainda que haja esta decisão de entradas gratuitas nos museus, calhou de irmos hoje a um sítio que também tinha uma secção museológica e na verdade a entrada era paga... Portanto julgo que nem todos os museus estarão abrangidos por esta medida. Ainda assim, mais vale alguns aderirem do que nenhuns.

Embora haja exposições caras, justiça seja feita que também há uma infinidade de museus  e fundações cujos  espólios são disponibilizados ao público sempre gratuitos, ou com preços reduzidos o que dá sempre oportunidade de boas visitas, há é que aproveitar para justificar a necessidade destas organizações continuarem a financiar estes espaços, pois se não houver procura então para quê mantê-las?

A par dos museus, que nós consideramos sempre um excelente programa para fazer com as crianças, o cinema é também uma opção recorrente, sobretudo no inverno por anoitecer muito cedo e chover. Ao contrário de um bilhete de museu, custa-me IMENSO dar 6€ para ir ao cinema, acho que não se justifica este preço e até agradecia que me explicassem melhor como poderá ser rentável haver tantas salas de cinemas 3D, 4D, IMAX coiso, quando muitas vezes estão lá sentadas meia dúzia de pessoas?
Quando eu era miúda ir ao cinema era uma coisa banal, íamos com muita frequência em grandes grupos, as salas estavam sempre cheias e pagávamos aí uns 200escudos, isso é o quê 1€? Certo que em 20 anos a qualidade de som melhorou, a imagem também, mas os filmes continuam a mesma coisa, uns excelentes, outros péssimos, ou seja, tudo normal. Para uma família de 4, uma nota de 20€ não chega para ver um desenho animado!! É certo que as crianças ficam fascinadas e estamos a incutir-lhes o gosto pelo cinema e isso atenua o gasto, mas enfim, não havia necessidade...

Posto isto, fica a sugestão de olharem bem para as estatísticas de frequência das salas de cinema que temos hoje em Portugal. Há tanto shopping, cada um com uma dezena de salas, e aposto que na maior parte do tempo estas mesmas salas nunca esgotam. Compensará cobrar 6€ por um bilhete de cinema?

21 de junho de 2017

Chegámos ao fim do ano letivo



Chegámos ao fim do ano letivo e eu sinto que acabámos agora mesmo de correr a maratona - exaustos.
A última semana ainda não acabou mas faz de conta que sim porque o que falta já são uns momentos de convívio, atividades lúdicas e pouco mais. Foi hoje a prova de aferição de matemática para os alunos do segundo ano e em simultâneo tivemos greve dos professores mas onde foi decretado o serviço mínimo. As provas fizeram-se e à tarde "gozemos" então da greve...
Comparar este ano com uma maratona para mim faz todo o sentido, aumentámos a fasquia da complicação introduzindo o conservatório na equação semanal e foi tudo muito intenso, mesmo! Na escola os programas curriculares à excepção de matemática são bastante razoáveis e não merecem grandes comentários, porém há uma discrepância enorme face à matemática. Não achei que o programa fosse complexo vendo matéria por matéria, porém, achei que foram demasiadas matérias, demasiados conceitos, uma correria para conseguir espremer tudo nas semanas de aulas. Ele foi tabuada, ele foi multiplicação de frações, perímetros, massas, volumes, sólidos, decomposição de números, problemas de dois e três passos, muita abstração e pouco tempo para consolidar, para conversar sobre a matéria. Abro o livro desta disciplina e dou de caras com um capítulo "Organização e Tratamento de Dados Estatísticos", oh valha-me deus há necessidade? Tabelas de frequência absoluta e relativa?! Juro que fiquei chocada. Mais uma vez repito, não é pela complexidade da matéria, que muitas vezes é exposta de forma simplista e até infantil demais, mas há necessidade de introduzir tantos conteúdos?
As crianças ainda não deram a divisão de números inteiros e já dividem segmentos de reta com frações, já multiplicam números utilizando frações. Fazem a contagem do dinheiro com números decimais e conversões de unidades métricas. ELES TÊM 7 OU 8 ANOS!!! HELLOOOOO?!?!
Cálculo combinatório!?!

Uma criança desta idade consegue evidentemente absorver toda esta informação, há alunos geniais na turma na minha filha que são autenticas barras em cálculo mental e assim haverá em centenas de escolas. Mas e os outros? Aqueles que não têm aquele empurrão em casa e não estou a falar de crianças com carências económicas, falo de todos aqueles cujos pais não podem ou não querem ou não conseguem ajudar por falta de conhecimento. Essas crianças são apanhadas neste terramoto de informação e nem sabem o que lhes acontece. A matemática carece de muita prática, muito treino, é como um jogo. O desafio de resolver um problema e o entusiasmo de o acertar fica totalmente para segundo plano porque NÃO HÁ TEMPO A PERDER. E isto é no mínimo de lamentar.

Eu vi a minha filha aprender conteúdos que eu dei no ciclo e no secundário! Pergunto: daqui a uns 3 anos vão aprender o quê? Cálculo integral? Álgebra Linear? De que lhes serve conhecer tantos conceitos se muitas vezes olham para eles e efetivamente não os percebem?

Isto ultrapassa-me e tenho mesmo de o partilhar.

Mas enfim, acabámos a maratona, deitámos os bofes para fora. Aprendemos a tocar violoncelo, passos de ballet, muitas coisas importantes na escola. Agora é tempo de relaxar, brincar, nadar, desligar um pouco a mente.
Por aqui continuaremos no nosso vagar.

Até já e parabéns a todos os alunos que concluíram mais um ano escolar, vocês são os maiores!

nota: caso tenham interesse fica o link para as provas de aferição http://provas.iave.pt/np4/home/

19 de junho de 2017

música para hoje



Ainda sem palavras.
Impossível não nos termos lembrado do que nos aconteceu há quase um ano...

19 de maio de 2017

O desporto e a arte como extras na escola portuguesa





Vitória de Samotrácia - da Grécia Helénica - Louvre

Esta semana li três artigos que me deixaram a pensar no rumo que toma o nosso ensino, até podia ser uma coisa local, mas pelos vistos é mais global do que se poderia imaginar. Grosso modo, os artigos falam na secundarização do desporto e da arte nas rotinas diárias dos alunos, em como estas áreas são escassas e muitas (a maioria) vezes são opcionais ou mesmo praticadas fora da escola (por quem pode...). Julgo que para além da desculpa (esfarrapada) que assenta nos cortes orçamentais que todos conhecemos, acho que o problema não está só aí. Corta-se nas horas de desporto, de educação visual, de história da arte até no ensino superior, porque não são consideradas essenciais (socorro!) e tenho para mim que caminhamos a passos largos do abismo cultural.
As escolas, sob as ordens superiores que as gerem,  focam-se essencialmente naquilo que é imediato, naquilo que é factual e técnico e deixam a expressão corporal, a expressão artística para segundo plano ou mesmo para fora do plano.
Um dos textos que li fala um pouco sobre a questão com a qual muitos pais e até alunos se deparam, que é a encruzilhada de optar entre o estudo (técnico) e o estudo desportivo por exemplo. "Se começas a ter más notas sais do futebol, ballet, natação, o capeta!", quem nunca ouviu esta ameaça que ponha o dedo no ar - sortudos! Mas o que o texto reflete é: e se efetivamente a atividade "paralela" for afinal a convergente? aquela que faz o aluno inspirar-se em ser uma pessoa melhor, mais completa?
Outro dos textos fala na gritante e crescente quantidade de miúdos obesos e apontam críticas à quase inexistente expressão física oferecida nas escolas*. Seria esta disciplina, a Educação Física, de umas duas horas semanais, suficiente para colmatar ou até gerar interesse nos alunos? Eu contra mim falo que mal suportava essas duas horas, mas o facto é que essas duas horas semanais resumiam-se à prática desportiva com bola que eu detestava e nunca praticávamos ginástica que era aquilo que eu mais queria mas que também não tinha oportunidade de praticar fora da escola. Não há tempo para nada, programas científicos extensíssimos e provavelmente desajustados e depois corta-se naquilo que a uns parece ser secundário, ou seja, o desporto, a arte, a pesquisa, o debate...
Nunca me hei-de esquecer que um dia um professor nos disse que Estudar é Relacionar; e acho que hoje em dia relaciona-se pouco o estudo técnico-científico com o estudo do belo e do físico. Cabe-nos se calhar mais uma vez refletir sobre estas questões e também chamar a atenção dos nossos filhos para a beleza das coisas simples, mesmo que seja uma flor ou um portão de ferro ou um salto à vara, porque na escola, está visto que não irão chamá-los a atenção para coisas diminutas...


* quando digo "escolas", refiro-me naturalmente ao ensino público, que é o universo no qual nos mexemos e que mais me interessa.


Para quem quiser ler os tais artigos:

taxas de crianças obesas - http://observador.pt/2017/05/17/portugal-e-o-quinto-pais-com-mais-criancas-obesas-na-europa

sobre a desistência das atividades paralelas - http://www.huffingtonpost.co.uk/karen-laing/dont-make-your-kids-quit-_b_15856368.html

sobre o fim da disciplina de História da Arte - http://visao.sapo.pt/actualidade/sociedade/2017-05-19-Historia-de-Arte-em-risco-nos-cursos-de-arte

24 de abril de 2017

Capacetes em casa JÁ!


No passado sábado tivemos uma tarde em cheio, andámos cerca de 10km com os miúdos de bicicleta. Fomos os quatro, cada um na sua bike e demos uma volta grande pela cidade, mais uma vez os miúdos portaram-se mesmo bem e desfrutaram imenso do passeio. Embora ela ainda não esteja 100% à vontade, o facto é que esteve sempre à altura e mesmo com alguns percalços pelo caminho, não houve nada de especial que a demovesse por completo.
Depois de tanta pedalada ela ainda conseguiu ter energia para calçar os patins (que levou numa mochila!) e dar mais umas voltas no parque :D Cada vez está melhor e ficamos mesmo contentes que os fins-de-semana possam ser assim tão bem aproveitadinhos!

Pois que chegámos a casa mesmo perto da hora de jantar e enquanto preparávamos as coisas para isso, os miúdos continuavam nas brincadeiras. De repente um estrondo!! Confesso que não dei importância ao choro dele (era mais uma choradeira pensei eu...) e quando ele veio ao meu encontro comecei a ver o sangue a escorrer pela cara abaixo.

Naquele momento parou-me o relógio, fiquei tão aflita, era tanto sangue que achei que ele podia desmaiar, porque chorava imenso de dores e de susto. Tudo era sangue na casa de banho e a minha reação foi escorrer-lhe água pela cabeça. Passado um bocadinho consegui ver um grande corte na zona do couro cabeludo (sorte!!!!) e achámos que deveríamos chamar o INEM, mas passado um bocadinho o sangramento começou a parar e só então nos organizámos. Troquei a t-shirt dele que era um trapo ensanguentado, pus um chocolate na mochila e saímos todos porta fora, eram 20:00.

No hospital fomos atendidos rapidamente e só eu entrei para a sala de observações. Passado um bocado chegou a médica da cirurgia que foi uma querida, mas não só ela, também as enfermeiras e até a voluntária, foram sempre muitíssimo atenciosas para com o nosso mestre de azar. Por incrível que possa parecer mantive-me calma, mas admito que nunca mais olhei para aquele corte enorme porque me fazia muita impressão. Para não correr o risco de me ir abaixo e de assim desmotivar o miúdo, optei por me sentar o mais baixinho possível e assim a coisa passou-se bem. O momento da anestesia foi o pior, ele chorou e mexeu-se bastante coitadinho, mas depois a médica deu os pontos rapidamente e em uma hora estávamos em casa a jantar. Parece impossível que no fim de todo este aparato ele jantou como se nada fosse, demos-lhe um analgésico e dormiu toda a noite muito bem.
No domingo foi como se nada fosse, andou sempre de um lado para o outro, com uma pilha carregadíssima!

Para nós foi sem dúvida um momento de stress enorme, a mana ficou também bastante impressionada com a cicatriz e houve uma altura em que achei que ia mesmo desmaiar coitadinha, mas lá se aguentou. O que realmente me deixou "indignada" foi o facto de termos andado 10km no meio da rua, de eu lhes ter posto um capacete que não é nada o meu género e no fim o garoto racha mas é a cabeça em casa numa corrida normalissíma no corredor! Posto isto tenho para mim que mais vale que seja obrigatório o uso do capacete dentro de portas do que lá fora :D

15 de setembro de 2016

O início do ano escolar com Moderação


Esta semana começou a escola, com muito entusiasmo e ansiedade à mistura lá fomos nós com ela à apresentação, conversar um pouco com a professora e com os outros pais sobre os objetivos deste ano. No meio de várias considerações fixei que este ano temos como norte o conceito de Moderação e isto começa logo com a lista de material escolar. A lista do ano passado não era nada por aí além, muito pelo contrário. Ao contrário do que estava à espera, achei a lista simples e que apelava ao baixo consumo, com materiais de linha branca como os cadernos de capa de cartolina preta. Este ano, tirando a substituição dos cadernos usados, apenas tivemos de comprar uma ou duas coisitas, foi expressamente pedido que se recuperasse o máximo possível do que sobrou do ano passado. No nosso caso, já o tínhamos feito, há umas semanas estive a ver com ela os marcadores que estavam bons, bem como os lápis de cera, retirámos as folhas do dossier e colocámos num arquivo de cartão e assim num virote poupámos uma série de euros. A mochila também está impecável, já a avisei que só terá esta durante a escola primária portanto é bom que a estime. Se há coisa que me ultrapassa é esta tendência de muita gente comprar mochilas todos os anos, não percebo... Serão as mochilas tratadas como se fossem bolas? Serão as mochilas tão frágeis que chegam ao fim do ano inutilizáveis? Terão as pessoas casas que parecem armazéns para acumular mochilas todos os anos e de vários filhos? A nossa mochila não foi subsituída, não está estragada, nem tão pouco desatualizada, está perfeita para continuar a servir a sua função e fora da escola também transporta as nossas coisas caso seja necessário.

Para terem sucesso escolar as crianças não precisam de muito material, precisam apenas do essencial e este deve ser estimado.

A Moderação não diz apenas respeito ao consumo desenfreado de material escolar, mas também à quantidade de TPC que vão continuar a chegar em doses pequenas. Neste aspecto acho que temos muita sorte, ao que eu tenho ouvido e lido por aí... No meio-termo é que reside a virtude e é assim que as coisas têm sido na escola, no entanto, a moderação também exige concentração, boa educação e respeito de modo a que tudo o que é passado na aula fique retido nas cabeças daquelas crianças. Temos muito trabalho pela frente, espero que consigamos coordenar tudo com muita paciência e sucesso!

29 de agosto de 2016

Manuais escolares gratuitos?

Já temos os manuais deste ano mas para além de os termos encadernado ainda não estivemos a folheá-los com atenção. Tenho andado a pensar nesta novela dos manuais gratuitos/emprestados/doados whatever...

Inicialmente achava que os manuais não são coisas nas quais se deva escrever, devem servir apenas para consulta, leitura e de apoio em geral para as coisas verdadeiramente importantes e relevantes que o professor transmite na aula (isto em bom, claro). Entretanto mudei ligeiramente de opinião no que toca aos manuais escolares para o 1º ciclo do ensino básico, sobretudo para o 1º ano. A inocente criança, que vem do pré-escolar fazendo picotados, recortes e ligações tem aqui uma boa oportunidade de criar uma espécie de relação com o seu primeiro manual escolar a sério. Não sabendo escrever, o manual escolar é o veículo mais prático para ensaiar as primeiras voltas do AEIOU e quem diz letras diz números e frases e uma série de coisas que são essenciais para manter as crianças focadas, interessadas e produtivas sobretudo no ambiente da sala de aula.

Posto isto, sou da opinião que, nos moldes que aparentemente este esquema do "empréstimo" dos livros do 1º ano está a ser feito, acho totalmente inadequado e contra producente que uma criança seja "impedida" de escrever no seu livro, quando o livro está justamente concebido para ser preenchido. Como resolverá o professor este problema? Fará fotocópias do manual adotado para as crianças fazerem o tracejado e não marcarem o manual original? Escreverá o professor 26 vezes nos cadernos dos meninos O Gato do Gustavo é Grande quando ensinar a letra G? Quem diz uma frase diz TODAS as frases que sejam necessárias para praticar as letras e ditongos e o caneco em cada caderno de cada aluno. Socorro isto não é viável. A ideia é mesmo emprestar/doar/ceder temporariamente os manuais de modo a que sejam devolvidos imaculados no fim do ano, é isto que percebo do que se comenta, mas se estiverem rasurados ou escritos a caneta (sei lá corrigidos pelo professor!) o agrupamento já não pode receber o manual e os encarregados de educação terão de pagar a factura... Não é por nada mas, acho isto uma manobra tão pindérica... mas sobretudo uma manobra que gera confusão e mais do que isso, não promove uma boa relação entre o aluno e o seu material de estudo.

Embora considere que esta seja uma medida ridícula para o 1º ano e se calhar para todo o primeiro ciclo, já não posso dizer o mesmo para os restantes ciclos. À medida que o aluno ganha maturidade, a sua relação com os manuais começa a ser mais de apoio, o manual deixa de ser um suporte de escrita e passa a ser um suporte de consulta. Aliás, os manuais físicos até devem ter os dias contados porque são pesados, poluem e cada vez mais os suportes digitais são a preferência das gerações mais novas. Seria portanto uma medida mais eficiente doar, ceder, emprestar os manuais aos alunos dos ciclos mais avançados e ensino secundário porque nestas idades os miúdos já são bem mais autónomos nos seus métodos de estudo e os professores, convenhamos, não devem estar propriamente colados aos manuais a ler ponto por ponto aos meninos...

Que vos parece?

8 de agosto de 2016

No dia mais quente do ano...

(fotografia Dato Daraselia, jornal Público)

Ontem, no dia mais quente do ano fomos de viagem para o Minho. Pouco passavam das 4 da tarde quando subimos a A25 e vimos o céu todo negro junto aos cortes para a A29, nesse instante estava uma GNR a retirar os cones que cortavam o acesso à autoestrada, mas já não fomos a tempo de cortar por ali e optámos por seguir para Norte via A1, passámos a portagem e Albergaria e nesse instante cortaram o acesso para o Porto. Em segundos tivemos de optar entre ficar no largo da portagem à espera que o fogo passasse ou se seguiríamos antes para Sul para sair na saída seguinte e só então voltar a tentar regressar ao caminho para norte.
Optámos por seguir para sul.
Quando nos aproximámos do corte nunca imaginámos que iriamos ficar ali, ao sol sob 38º, durante duas longas horas. Embora tivéssemos apanhado uma seca monumental, as crianças estavam sossegadas, sempre a ouvir música e demos graças por termos ar condicionado. Por sorte, nunca pediram nem água, nem wc, nem comida, porque nós não tínhamos nada! Não tão bom, foi avançar 2 km em duas horas; pior foi ainda ver gente a furar a fila com aquele ar de burrinho-chico-esperto de quem não "imaginava" que a fila fosse para a saída da autoestrada. Não fosse tanta gente dessa espécie e se calhar teríamos saído dalí uma meia hora mais cedo. Não fosse também a saída ter apenas 3 portagens para uma imensidão de carros que vieram de norte e sul e a maior parte dos condutores AINDA NÃO TER VIA VERDE (!!!!!!!) e a coisa teria sido mais fácil. Claro que se a brisa e a via verde tivessem optado por NÃO COBRAR aos utentes que só queriam fugir dali, que tudo também teria sido melhor, mas enfim...

Caso tivéssemos conseguido passar para norte à primeira o cenário teria sido horrível, como se pode ler nesta publicação do Facebook e que passo a citar:

"Quem será este casal?

Ontem, durante o corte da A1 na zona de Estarreja, entre as 17 e as 20h, estas 2 pessoas pensaram nos outros milhares de pessoas que estiveram, várias horas, paradas e abandonadas na auto-estrada, com 42º dentro dos carros.

Foram milhares e milhares de pessoas abandonadas à sua sorte, sem que alguém de responsabilidade, e, que certamente é pago para pensar nos outros, aplicasse um suposto plano de emergência rodoviária, tendo em conta as consequências de um corte de via durante várias horas, numa auto-estrada paga, sob um calor infernal e sem qualquer tipo de alternativa ou fuga.

Sob aquele sol escaldante com forte cheiro a queimado, aconteceu tudo aquilo que se possa imaginar e também aconteceu aquilo que nunca sequer se poderia pensar que pudesse acontecer, desde alguém que desmontou o rail central da via para fazer inversão de marcha, até ao acto do tripulante do Mercedes Coupé com matrícula...-58-QM, que saiu do carro com uma pistola em punho, contra quem não o queria deixar circular pela berma.

Depois de várias horas de momentos únicos, o trânsito começa lentamente a circular, quando, pouco mais de 1km percorrido, eis que se verifica um reacendimento na berma e no separador central, sem qualquer carro dos bombeiros no local, vendo-se no meio do fumo 2 militares da GNR, sem máscara anti-fumo ou qualquer tipo de protecção adequada, que, desesperadamente faziam circular os carros dentro do espesso fumo, com as chamas da berma a lamber os pneus da viatura e os meus companheiros de viagem a dizer - se alguém pára, morremos todos!

Não era a nossa hora nem o nosso dia, felizmente ninguém entrou em pânico, conseguimos passar pelo meio do fogo, mas, NUNCA a via deveria ter sido aberta, sem reunir condições mínimas de segurança e sem a presença de meios de socorro no local!

Foi um dia de momentos muitos intensos. Momentos, onde os seres humanos se revelam, com tudo aquilo que têm de bom e de mau. Muitos pormenores ficam por descrever... e termino com um MUITO OBRIGADO ao casal da foto, que graciosamente pensou nos outros e decidiu oferecer garrafas de água a todos, através da vedação da auto-estrada.

São pessoas destas que merecem as medalhas! São pessoas destas que com o passar das horas pensam...e pensam no sofrimento dos outros. São pessoas destas, pessoas com uma dimensão moral e solidária anónima que não têm preço, que espontaneamente se doam aos outros sem esperar receber nada mais em troca do que o sentimento de ter ajudado quem precisava. São pessoas de coração grande e de alma pura que merecem as "conde...corações" de gratidão.

Um sincero MUITO OBRIGADO, para este casal de Coração Grande!

Pedro Ladeira
"

Entretanto o casal do texto acima foi localizado e já se sabem mais pormenores do que aconteceu.
via Público.

Após quase 4 horas de viagem lá conseguimos chegar ao Minho e mais uma vez, quando chegámos, mais cenários de incêndios violentos bem perto de onde moram os avós. Foi o dia mais quente do ano, onde infelizmente vimos o pior do que muita gente é capaz de fazer, mas por outro lado, há sempre heróis que se destacam e são esses os exemplos que queremos dar aos nossos filhos e que apontamos em tempo real.

4 de novembro de 2015

a cultura à portguesa



Eu SEI que estou a falar de entidades diferentes, tuteladas por entidades diferentes, mas não deixa de ser uma vergonha o estado a que as coisas chegam, a prioridade que a cultura ocupa na nossa sociedade. Em Portugal, a chamada "cultura popular" sairá sempre a ganhar, nada contra este tipo de folclore, mas era tão bom que o ensino artístico especializado fosse mais tido em conta...

sobre o conservatório, ler aqui

sobre a feira popular, ler aqui

22 de outubro de 2015

dos limões da vida, o início

Desde que temos os nossos filhos na escola, entenda-se creche ou infantário e agora ensino básico, que sentimos que nos devemos envolver um pouco mais do que deixá-los e buscá-los. Refiro-me à nossa presença nas reuniões de grupo, festas escolares, passeios e por aí fora, fazemos sempre questão de estar e participar, mesmo quando nos dificulta as rotinas diárias. Com o aproximar da entrada dela na escola primária achei que deveria perceber melhor os mecanismos necessários para o funcionamento de uma escola, o que faz falta, com quem devemos falar e fazer parte da associação de pais foi para mim um passo normal a dar, quase um dever.

Não posso negar a minha indignação com o processo de matrículas do nosso agrupamento e até hoje me custa ter de terminar o meu dia de trabalho a meio da tarde, mas já consegui superar a minha irritação e aceitei a nossa nova rotina, tal como já disse anteriormente. Quando hoje falei em limões e limonadas era sobre esta minha nova realidade, tive de pegar em algo que inicialmente rejeitei, que neguei mas que tive mesmo de aceitar e tirar o melhor partido e por isso mesmo estou ativamente ligada à associação de pais da escola dela.

Tudo é ainda muito recente, ainda estou a conhecer as pessoas mas sinto que pela primeira vez na minha vida estou a fazer algo que realmente pode fazer a diferença. Essa diferença, numa primeira análise, é na minha vida e se tudo correr bem, na vida dos que rodeiam a minha filha na escola. Ouvir os outros pais, os seus problemas e as suas boas experiências motiva-me e ajuda-me a motivar outros pais. No nosso agrupamento parece-me que apesar de haver problemas estruturais ligados a quem "manda" (câmara municipal e sede do agrupamento) vejo que os pais são interessados, pro-activos e para meu espanto são em maior número do que eu estava à espera! Os pais estão tão envolvidos na vida da escola que prestam horas de voluntariado em situações específicas cujos resultados são tão bons que contagiaram outras escolas do agrupamento e isso é verdadeiramente espetacular. Até há quem possa dizer que não damos liberdade às crianças, que elas têm de estar mais entregues a si na escola, não discordo, mas por outro lado tenho a certeza de que a presença ativa dos pais na comunidade escolar tem muitos benefícios, porque é uma atividade com regras, com um propósito e com resultados positivos demonstrados.

Importa também dizer que eu tenho a possibilidade e flexibilidade de horários e vida pessoal para me dedicar a este assunto com mais tranquilidade. Tenho a certeza absoluta que se ainda vivesse na minha "outra vida" que tal oportunidade seria altamente condicionada e isto deve certamente acontecer com muitos outros pais.

Neste momento, estou a gostar e recomendo a presença ativa na vida escolar dos nossos filhos, acho que ganham todos os envolvidos.

3 de setembro de 2015

Para, escuta, olha

e age.

Não vou aqui dissertar sobre o horror que tem vindo a público sobre a questão da migração, nem tão pouco sobre as consequências que isto irá ter em milhares de crianças. Pouco telejornal vejo, mas uma vez ou outra vou espreitando o que corre nas redes sociais, o que se diz em blogues e venho hoje sugerir-vos três imagens, que olhem para elas e que façam o que melhor souberem com a informação que contém.

Obrigada.








Estas caixas solidárias são levantadas nos CTT, basta encher com o seu donativo, assinalar a instituição para a qual se destina e devolver na estação dos correios. Iniciativa gratuita.

20 de agosto de 2015

Quando os pais se enervam


Desde que me lembro de ser estudante que oiço estas histórias, toda a gente conhece alguém, que algures no percurso escolar, recorreu a portas travessas para conseguir ficar numa escola em vez de outra, ou até mesmo mudar para a turma dos amigos do peito. No meu caso, enquanto estudante, nunca fizemos qualquer manobra e por isso falo com isenção.
Já aqui havia dito que fomos confrontados com a indicação de que as escolas públicas que mais nos interessavam não calharam à nossa mais velha. Ficou noutra porque não teve vaga nas primeiras. Em vez de fazermos as nossas rotinas a pé, teremos de as fazer de carro. Não teremos de andar dezenas de quilómetros, que a nossa cidade é do tamanho de um ovo, mas ainda assim, com estacionamentos condicionados e o diabo a quatro, a coisa fluía melhor se andássemos a pé, convenhamos...
Tudo isto até seria pacífico não fôssemos nós e outros pais terem ficado com a impressão de que o processo de seleção das crianças não foi claro. Tal como disse, isto aqui é um ovo e conversa para aqui, conversa para ali, informações preto no branco e há que confrontar quem de direito sobre estas suspeitas. Não nos respondem, reclama-se ao patamar seguinte e até se aproveita a ocasião para contar a novidade à TV. Felizmente e devido a um trabalho de investigação fantástico dos pais, foi possível iniciar um processo de verificação das matrículas existentes. Isto é cidadania, porque se não agirmos pelo que é nosso fica sempre tudo na mesma.

Para ver a reportagem sigam este link.

http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2015-08-19-Matriculas-escolares-sob-suspeita-em-Aveiro

À Margarida e ao Artur, o nosso maior obrigado pelo esforço.
Ao Paulo Ravara, obrigado pelo interesse.

A cidade de Aveiro, só beneficia.

Caso suspeitem de anomalias nos vossos agrupamentos, não se deixem ficar, as listas não estão gravadas na pedra.

12 de agosto de 2015

32/52 de 2015

Há cerca de um mês que sabemos que ela não irá para a escola primária que gostaríamos, tal como acontece a imensas crianças (e pais), idealizámos um cenário perfeito, feito a pé e saiu-nos o tiro pela culatra. Confesso que não reagi da melhor maneira a esta imposição, sobretudo quando não tive sequer o direito a que fossem respondidas as minhas questões relacionadas com a distribuição das crianças no agrupamento a que pertencemos, mas passado um mês dessa novidade, já estou (mais ou menos) conformada.
O facto dela ter sido colocada numa escola que não é a que a idealizávamos veio complicar o nosso ritmo matinal de distribuição das crianças, ela na primária ele no jardim, e assim, tomámos a decisão de mudar também o mais novo de jardim de infância. Parece impossível como já se passaram 3 anos desde que de repente tivemos que procurar um jardim para a mais velha porque a creche onde ela estava encerrou. Recordo-me que na altura fiquei completamente à toa em pleno mês de agosto sem ter grandes escolhas, nem tão pouco para o mais pequeno, que na altura ainda era recém-nascido. Agora, 3 anos volvidos, tudo se compôs melhor e felizmente o novo jardim dele tinha uma vaga que parecia que lhe estava destinada. Menos mal que ficam os dois em escolas diferentes mas próximas uma da outra, vá...

Na semana passada não houve fotografia, foi tudo muito corrido, ando mesmo sem paciência para pegar na máquina e andar atrás deles. Ainda não lhes mostrámos as escolas novas, haverá tempo para isso; para já, ando eu a passar por elas para ir interiorizando a coisa o melhor possível.

29 de julho de 2015

Nós criteriamos

"Artigo 10.o


Prioridades na matrícula ou renovação de matrícula no ensino básico

1 — No ensino básico, as vagas existentes em cada estabelecimento de ensino para matrícula ou renovação de matrícula são preenchidas dando-se prioridade, sucessivamente, aos alunos:
1ª — Com necessidades educativas especiais de caráter permanente que exijam condições de acessibilidade específicas ou respostas diferen- ciadas no âmbito das modalidades específicas de educação, conforme o previsto nos n.os 4, 5, 6 e 7 do artigo 19.o do Decreto-Lei n.o 3/2008, de 7 de janeiro, na sua redação atual;
2ª — Com necessidades educativas especiais de caráter permanente não abrangidos pelas condições referidas na prioridade anterior e com currículo específico individual, conforme definido no artigo 21.o do Decreto-Lei n.o 3/2008, de 7 de janeiro, na sua redação atual;

3ª —Que no ano letivo anterior tenham frequentado a educação pré-escolar ou o ensino básico no mesmo estabelecimento de educação e ou de ensino;
4ª —Com irmãos já matriculados no estabelecimento de educação e de ensino;
5ª —Cujos encarregados de educação residam, comprovadamente, na área de influência do estabelecimento de ensino;
6ª —Que no ano letivo anterior tenham frequentado a educação pré-escolar em instituições particulares de solidariedade social na área de influência do estabelecimento de ensino ou num estabelecimento de ensino do mesmo agrupamento de escolas, dando preferência aos que residam comprovadamente mais próximo do estabelecimento de ensino escolhido;
7ª — Cujos encarregados de educação desenvolvam a sua atividade profissional, comprovadamente, na área de influência do estabelecimento de ensino;
8ª — Mais velhos, no caso de matrícula, e mais novos, quando se trate de renovação de matrícula, à exceção de alunos em situação de retenção que já iniciaram o ciclo de estudos no estabelecimento de ensino.


2 — Com respeito pelas prioridades estabelecidas no número anterior, podem ser definidas no regulamento interno do estabelecimento de educação e de ensino outras prioridades e ou critérios de desempate."



ok, então não há nada a dizer, é isso?

19 de novembro de 2014

dia do pijama - inspiremos

Eu sou aquela ranhosa que acha o dia do pijama uma palermice total. Acho que o objetivo é nobre, naturalmente, mas os meios para atingir esse fim eram escusados. Olho para a minha filha e fico quase comovida com a excitação com que ela fala de ir para a escola de pijama, um novo halloween na minha vida (revirar de olhos). No ano passado tive de lhe comprar um pijama adequado, que fosse quente o suficiente para ela ficar confortável na escola sem que tivesse de estar enrolada num edredão, sim porque as pessoas que se lembraram desta iniciativa acharam que era uma boa ideia fazer isto em NOVEMBROOOO Hello McFly!!

Enfim, amanhã o mais novo não vai obviamente entrar nesta jogada porque não percebe nada de nada e era o que mais faltava. A mais velha vai com o pijama do ano passado e já sei que todos lhe vão mostrar os pijamas a estrear para o evento, enfim. Levará a sua casinha com o donativo e mais as noções básicas de solidariedade ao próximo sabidas. Cá em casa não precisamos de Dias De para nos lembrarmos do que quer que seja, seja o dia dos namorados, da mãe, do pai, dos avós ou dos meninos desfavorecidos. Telefonamos, interessamo-nos, damos aquilo que achamos que os outros necessitam e passamos todas essas informações aos pequenos. Quanto ao dia de vaguear de pijama, se fosse aí em julho era mais fácil, até para quem não pode comprar um pijama quente...

25 de abril de 2014

17/52 de 2014


Hoje fui às compras e não resisti em trazer comigo um molho de cravos vermelhos. Nunca o fiz, nem cravos nem flores de corte de um modo geral. Nunca compro flores para a casa que não estejam envasadas, mas hoje, realmente, não resisti. Eu adoro o 25 de Abril, não porque tenha grandes histórias familiares associadas ao dia, os meus pais viveram-no em Lisboa e acho que tiveram um grande privilégio. Para mim, o 25 de Abril é sinónimo de Mudança, Esperança e Futuro e são esses os conceitos que tento passar aos meus filhos, que sejam positivos, que façam acontecer e que não se fixem em nos reveses do dia-a-dia.

Não sei quando é que vamos sair deste buraco chamado Crise, mas o que eu gostava mesmo era que não se falasse tanto do negativismo que lhe está associado. Estou cansada dos "movimentos entroikados", daqueles que preferem dar ênfase à miséria que já todos estamos a par, obrigadinha..., o que eu gostava era que dessem tempo de antena a quem consegue sair do buraco, era mais estimulante para todos. O copo meio cheio, sim! 



Peguei nos cravos e pu-los no centro da nossa casa e eles lancharam todos contentes a apreciar esta novidade. E é este o nosso momento 17/52 desta semana, foi muito simples e acho que não precisa de mais legenda :)



Espero que tenham tido um excelente dia!

28 de outubro de 2013

Conheçam - Brincar é coisa séria


Há dias recebi um press release da Raquel e da Sofia, onde me explicaram o que andam a fazer. Após um revés profissional nas vidas de ambas, decidiram não baixar os braços e puseram-se a mexer. Ou melhor, puseram a mexer os miúdos da região de Aveiro.
A Raquel e a Sofia criaram o Brincar é Coisa Séria, dedicam-se então a dar aulas de psicomotricidade às crianças de 1 a 6 anos, têm equipamentos muito curiosos e apropriados à atividade em questão. Nas suas aulas desenvolvem a coordenação motora, o equilíbrio entre outras capacidades dos miúdos.

Convido-vos a visitar a página delas, onde explicam melhor a sua atividade e projetos futuros.
Boa sorte a elas!!




imagens Brincar é Coisa Séria

17 de agosto de 2013

oh judite...



felizmente ela já não é empregada do Estado

a criada malcriada, o meu diário informativo.

2 de agosto de 2013

Os meninos das bidonvilles


Um projeto bonito, de pesquisa, de procura, de paciência e de recuperação da memória de um Portugal que se construiu em França. Haverá famílias em Portugal que não tiveram parentes em situações semelhantes, creio que poucas...

Se conhece alguém que residiu em Champigny, Aubervilles, St. Dennis, Nanterre ou outro, queira consultar este blog http://osmeninosdosbidonvilles.tumblr.com e dar o seu testemunho para a realização deste documentário.

Maria da Conceição

Depoimento de Maria da Conceição from Red Desert on Vimeo.