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24 de fevereiro de 2018

A festa do Pai foi mesmo boa**

O pai fez anos e eu empenhei-me em organizar um fim-de-semana em família em pleno Parque Natural da Serra da Estrela. Chamei os cunhados e primas e em modo segredo encontrámo-nos à hora de almoço. Foi muito bom, os miúdo loucos de alegria, brincaram até cair para o lado. Embora não houvesse muita neve, o tempo esteve maravilhoso e permitiu-nos gozar a nossa serra em todo o seu esplendor. Na zona da Torre, único sítio com neve, conseguimos brincar com o trenó e os escorregas, embora estivesse muuuuita gente, tal não nos impediu de aproveitar um par de horas em cada dia.







A par da neve, também aproveitámos para mostrar às crianças o Covão da Ametade que é sempre um local bonito seja em que altura do ano for. Inicialmente os miúdos ficaram tristes por não irmos para a neve, mas rapidamente mudaram de ideias, porque no Covão há muito que fazer! Entre apreciar a beleza do sítio, pudemos também atravessar o Zêzere saltitando nas pedras entre as margens, claro que os miúdos adoraram! A escalada também foi um ponto alto e todos subimos e descemos aquelas enormes pedras vezes sem conta. É sem dúvida um local a não perder quando forem à Serra; eu já lá tinha ido no outono, mas no inverno a beleza não fica nada atrás, creio que com neve será mesmo lindo!









Cá em casa todos fazemos anos no tempo quente, com praia, calor, gelados, piscina e por isso estou sempre a meter-me com o "meu mais velho" que o inverno é uma valente seca, no entanto, tenho de dar o braço a torcer pois este cenário também é o máximo.

Parabéns****




6 de outubro de 2016

Aldeia da Mata Pequena - o regresso!



Por esta altura, há precisamente seis anos, fomos os três a Mafra passar os primeiros dias de Outubro. Naquela época (parece que foi há um século) éramos só três e fomos à Aldeia da Mata Pequena. Gostámos tanto que tivemos logo a certeza de que regressaríamos e fomos agora cumprir a nossa promessa. Chegámos era já hora de jantar, as crianças não sabiam ao que íam, trouxemos connosco as primas, tios e avós do Minho - éramos dez à espera de um fim-de-semana diferente.

Apesar de ser já noite, as crianças ficaram imediatamente num estado de loucura total (parece que andam sempre assim, mas é mesmo verdade). Mal entrámos na nossa casinha nunca mais tivemos mãos neles, a Tatiana que nos recebeu, explicava-nos onde estavam as coisas e eles só subiam e desciam as escadas e gritavam "olha isto, olha aquilo, tem escadas, tem janelas, tem portão, está aqui um gatinho" parecia que timos aterrado em Marte. Só os conseguimos deitar pelas onze da noite, dormiram todos juntos no mesmo quarto, nós ao lado, os tios em baixo e os avós sossegadamente numa casa ao lado.


Na manhã seguinte largámos as crianças à vontade, ali não havia trânsito que nos preocupasse e já estava combinado que as crianças iriam ajudar a dar de comer aos animais da aldeia. Há uma mini quinta, com um burro, patos, galinhas, cabras, um porco, um pavão e vários gatos que andam sempre à nossa volta. Os porquinhos da Índia foram mega-sucesso entre os miúdos e não havia nada que não nos pedissem para fazer vezes sem conta. 



A aldeia há seis anos já era gira, mas agora está ainda mais depois de mais alguns melhoramentos. Conseguiram retirar os postes de iluminação de cimento e colocar uns antigos de ferro pintado, substituíram o alcatrão da rua por calçada e lajes centrais e adquiriram mais casas para alojamentos. Tudo sempre decorado com artigos de época originais e que tornam o conjunto espetacular. As crianças pareciam que estavam numa história da carochinha, entravam em todos os pátios, cumprimentavam toda a gente, só corriam e estiveram verdadeiramente livres. Houve momentos em que não sabíamos mesmo onde andavam tal era a nossa descontração.








Na primeira noite jantámos em casa e na segunda reservámos mesa na Tasquinha do Gil, na aldeia. As crianças gostaram imenso, jogaram a roda da sorte e deliciamo-nos todos com as várias tapas que nos serviram. Durante o dia andámos por Sintra, mas isso ficará para outro post ;)
Já aguardamos com expectativa a próxima visita à Mata Pequena! Se não conhecem este cantinho maravilhoso, não deixem de passar aqui um fim-de-semana é perfeito para grupos que gostam de aproveitar a natureza e a simplicidade do campo e que em menos de meia hora se pode visitar Lisboa, Sintra, Ericeira, Mafra com tudo de espetacular que estas opções têm a oferecer.



6 de setembro de 2016

Um domingo sobre rodas


Este domingo fartámo-nos de pedalar e circular por aí.
Durante a manhã foi "soft" ainda viemos de carro para o parque com as tralhas na bagageira mas à tarde arriscámos pela primeira vez, sair de casa cada um com o seu veículo. O mais pequeno já anda muito bem de bicicleta, tão bem e tão rápido que agora anda sempre de capacete não vá acontecer um trambolhão mais forte. Ela também já voa na sua trotineta e como o pai também aderiu à moda eu ficava sempre apeada a olhar, não podia ser!
O problema é que para sairmos os quatro para mais longe, a minha bicicleta não cabe na bagageira porque é enorme e temo-nos limitado a que apenas as crianças tragam os seus veículos. Mas este domingo a coisa foi diferente. Por ser domingo, a nossa rua/bairro estão muito desertos e tentámos atravessar o bairro para chegar ao parque só para ver o comportamento deles em estrada. Antes de sair explicámos que para este passeio eles não podiam fugir (o Vasco adora andar fora da nossa vista e é um stress) e que o pai ía na frente e eu no fim e que eles tinham obrigatoriamente que ir entre nós sempre em fila e parar quando pedíssemos.
Saímos então um pouco receosos mas chegámos ao parque num instante e depois do parque eles não quiseram mais parar, seguimos viagem e assim de uma virada fizemos 6km com os miúdos no centro urbano de Aveiro e eles sempre a pedir "mais e mais". Foi um sucesso, as pessoas na rua também facilitaram as nossas passagens sobretudo nas passadeiras e muitos ficaram admirados por o Vasco, sendo tão pequenito, já andar nestas aventuras connosco. Felizmente a nossa cidade tem uma geografia muito favorável e passeios rebaixados em vários locais, para além de ciclovias claro, mas uma boa parte do nosso circuito foi feita na calçada pedindo sempre "com licença, com licença" o que é não é agradável para os peões mas com tantos carros na rua (domingo à tarde em cidade turística é dose) teve mesmo que ser...
Fomos e viemos, as crianças loucas com tanta liberdade, tanto vento na cara, conseguiram superar um desafio enorme e que nem nós estávamos à espera de tanto sucesso. Regressámos ao parque do costume e eles continuaram a pedalar, encontrámos os primos e amigos e foi vê-los a fazer corridas super felizes.
Isto agora não pode parar e teremos de arranjar sempre um tempinho para as nossas voltas familiares para que as crianças se habituem desde cedo às manhas do trânsito para que num futuro mais ou menos distante possam ser independentes quando forem para a escola ou outras atividades ;)

25 de abril de 2016

SOL SOL SOL

A Sunday on La Grande Jatte, 1884 Georges Seurat

Finalmente um dia magnífico, perfeito do início até ao fim, muito sol, pouco ou nenhum vento e uma cidade cheia de gente sedenta de vir para a rua aproveitar todos os momentos. De manhã fomos a um parque a pedido deles e até lá chegarmos passámos por imensa gente de roupa leve, muitos cães que se notava que riam! imensos sapos no lago tudo cá fora a aquecer. Chegamos ao parque infantil e foi um tal de tirar roupa que as crianças tinham de correr até cair.

Almoçamos em modo familiar com cravos e tudo à mesa. Após o almoço "simbora" para o parque novamente que não há tempo a perder. Eu confesso que mal vejo sol que deixo de pensar e arrasto todos comigo, fico possuída e odeio perder minutos dentro de casa (santos dos que me aturam). Os miúdos preferiam ter ido à Feira da Março, que era o último dia, que queriam dizer Adeus aos carrinhos de choque, mas fomos mesmo para o parque correr durante duas horitas. Eu por mais que conheça os meus filhos fico sempre impressionada com a capacidade que eles têm de correr tanto. Foi desde casa até ao parque, correram no parque o tempo todo e ainda regressaram a casa a correr!!

Ao contrário do que é costume, hoje reparei em algo diferente no parque. Pela primeira vez vi imensa gente de toalha/manta estendida nos relvados, junto ao canal simplesmente a curtir o sol. Parecia que estávamos em Londres, Paris, Berlin ou outra qualquer cidade super evoluída onde as pessoas efetivamente aproveitam os parques a 100%, que se deitam na relva, praticam meditação, comem gelados, leem livros sem peneiras, sem "medo" de estragar a relva ou coisa que o valha. Acho que se calhar os portugueses, por terem imensas praias, não são muito adeptos de aproveitar os parques do mesmo modo que o fazem na praia. Será só impressão minha? A verdade é que hoje havia imensa gente a fazer um usufruto perfeito de pelo menos dois parques da cidade e eu achei fantástico!

Foi um dia perfeito, muito sol, muita rua, muita conversa e até um pescoço queimado ;)

28 de março de 2016

a nossa páscoa


A nossa páscoa foi muito boa obrigada, sempre em família, muita brincadeira, muita gritaria, muita comezaina e convívios óptimos. As crianças abriram a festa com a caça ao ovo. Este ano foi na casa dos meus pais e juntámos a família toda para caçar ovos de codorniz, de chocolate, pintarolas e bonecadas. Já no ano passado foi muito giro, mas este ano foi mesmo reviver esta brincadeira de quando eu e os meus irmãos éramos crianças porque estávamos todos! Foram uns 15 minutos de muita gritaria e até hoje ficou por saber onde escondemos uma das caixinhas de mini pintarolas :D


As fotografias ficaram todas terríveis tal era a agitação, acho que se nota :D mas o ar de felicidade desfocada vale a pena!



Só pintei ovos de codorniz. Tal como no ano passado foram cozidos em 5 minutos, depois submersos uma meia hora em água quente, vinagre branco e corantes alimentares. O resultado é muito eficaz e as crianças comeram-nos num virote antes do almoço!



Quem ainda não experimentou esta brincadeira, não sabe o que está a perder, isto é melhor que o natal :D



Todos os tesourinhos foram postos na mesma cesta e depois divididos irmamente entre os primos.


Os restantes dias de Páscoa foram sempre dentro deste ritmo e com muita chuva à mistura. Para o ano há mais!!

25 de dezembro de 2015

O nosso Natal foi muito booom!


E puff!! passou o Natal!
Este ano, e pela primeira vez, convenci os meus pais de que poderia ser uma boa ideia fazermos o natal cá em casa. Após algumas negociações e debates, a minha proposta saiu vencedora, viemos todos para cá e a mana, cunhado e sobrinhos também cá dormiram e foi uma algazarra. Foi tão grande e boa a festa que as fotografias são poucas e de qualidade duvidosa, estive mais concentrada no jantar e na brincadeira deles do que propriamente a tirar fotografias e perder tudo o resto...

Fizemos algumas modificações na sala, trouxemos a mesa de reuniões do escritório e fizemos uma mega mesa quadrada onde sentámos 13 pessoas. Decorei apenas com frutas e velas, adoro tangerinas e foi com elas que fiz dois mini-centros de mesa muito simples mas eficazes. Comemos o bacalhau com couves da praxe, as crianças vibraram, os adultos aprovaram e toda a gente conviveu alegremente que foi o que se quis.


Pela primeira vez também, já em muitos anos, abrimos os presentes das crianças à noite. Estavam os pequenos a jogar ao clássico Jogo da Glória quando de repente as luzes da varanda acenderam misteriosamente. Fomos espreitar e estavam dois presentes à vista, foi o que bastou para que os miúdos enlouquecessem e saíssem disparados aos gritos para a varanda onde o Pai Natal deixou uma pequena montanha de embrulhos. E o Natal vale mesmo por isto, por estes breves minutos de loucura, de inocência e de excitação por desembrulharem aquele brinquedo que queriam tanto.


Depois de brincarem e verem tudo, foram despachados para a cama. Dormiram os 4 no mesmo quarto numa loucura que já esperavam há semanas, passado um grande bocado, fui lá espreitar e dormiam ferrados, esgotados. Tão bom**


Na manhã seguinte e após uma lentidão imensa ao pequeno almoço, conseguimos largá-los no parque para correrem, correrem, gritar e libertar toda a energia que estava acumulada. Depois as festas prosseguiram na casa dos avós para o almoço de natal que cá em casa é com perú e outras lambarices que tais. Foi sem dúvida um natal memorável, venham os próximos!