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11 de agosto de 2017

Ai as arribas



A sério, mas as pessoas ainda se deitam ao lado das arribas!?!
Reparem nas toalhas estendidas nas PEDRAS QUE CAIRAM!!!
Reparem nas FENDAS e NO SINAL VERMELHO!!! HELLOO!!

Na semana em que estivemos de férias não pude deixar de reparar na quantidade de gente que se deita mesmo ao lado das arribas. Para além de estarem na chamada red zone, há imensos sinais de proibição e avisos de queda iminente mas mesmo assim, é ver grupos de adolescentes, famílias inteiras e até pequenas tendas super artilhadas, ali mesmo juntinho às fendas da falésia. Eu compreendo que numa zona ventosa como na costa alentejana ou com um sol de esturricar como no Algarve, a tentação de ter uma mega-sombra é grande, mas quer dizer, será que vale a pena o risco de levar com um calhau de uma tonelada na tola? Estas pessoas não vêm notícias, não sabem que as arribas estão super frágeis?
Eu juro que fiquei chocada, não só por as pessoas estarem deitadas nestes cenários, mas porque também havia pessoal a tirar selfies mesmo na beirinha da falésia, lá em cima!!

Please, pessoal, "deslarguem" lá a red zone pá!!



24 de abril de 2017

Capacetes em casa JÁ!


No passado sábado tivemos uma tarde em cheio, andámos cerca de 10km com os miúdos de bicicleta. Fomos os quatro, cada um na sua bike e demos uma volta grande pela cidade, mais uma vez os miúdos portaram-se mesmo bem e desfrutaram imenso do passeio. Embora ela ainda não esteja 100% à vontade, o facto é que esteve sempre à altura e mesmo com alguns percalços pelo caminho, não houve nada de especial que a demovesse por completo.
Depois de tanta pedalada ela ainda conseguiu ter energia para calçar os patins (que levou numa mochila!) e dar mais umas voltas no parque :D Cada vez está melhor e ficamos mesmo contentes que os fins-de-semana possam ser assim tão bem aproveitadinhos!

Pois que chegámos a casa mesmo perto da hora de jantar e enquanto preparávamos as coisas para isso, os miúdos continuavam nas brincadeiras. De repente um estrondo!! Confesso que não dei importância ao choro dele (era mais uma choradeira pensei eu...) e quando ele veio ao meu encontro comecei a ver o sangue a escorrer pela cara abaixo.

Naquele momento parou-me o relógio, fiquei tão aflita, era tanto sangue que achei que ele podia desmaiar, porque chorava imenso de dores e de susto. Tudo era sangue na casa de banho e a minha reação foi escorrer-lhe água pela cabeça. Passado um bocadinho consegui ver um grande corte na zona do couro cabeludo (sorte!!!!) e achámos que deveríamos chamar o INEM, mas passado um bocadinho o sangramento começou a parar e só então nos organizámos. Troquei a t-shirt dele que era um trapo ensanguentado, pus um chocolate na mochila e saímos todos porta fora, eram 20:00.

No hospital fomos atendidos rapidamente e só eu entrei para a sala de observações. Passado um bocado chegou a médica da cirurgia que foi uma querida, mas não só ela, também as enfermeiras e até a voluntária, foram sempre muitíssimo atenciosas para com o nosso mestre de azar. Por incrível que possa parecer mantive-me calma, mas admito que nunca mais olhei para aquele corte enorme porque me fazia muita impressão. Para não correr o risco de me ir abaixo e de assim desmotivar o miúdo, optei por me sentar o mais baixinho possível e assim a coisa passou-se bem. O momento da anestesia foi o pior, ele chorou e mexeu-se bastante coitadinho, mas depois a médica deu os pontos rapidamente e em uma hora estávamos em casa a jantar. Parece impossível que no fim de todo este aparato ele jantou como se nada fosse, demos-lhe um analgésico e dormiu toda a noite muito bem.
No domingo foi como se nada fosse, andou sempre de um lado para o outro, com uma pilha carregadíssima!

Para nós foi sem dúvida um momento de stress enorme, a mana ficou também bastante impressionada com a cicatriz e houve uma altura em que achei que ia mesmo desmaiar coitadinha, mas lá se aguentou. O que realmente me deixou "indignada" foi o facto de termos andado 10km no meio da rua, de eu lhes ter posto um capacete que não é nada o meu género e no fim o garoto racha mas é a cabeça em casa numa corrida normalissíma no corredor! Posto isto tenho para mim que mais vale que seja obrigatório o uso do capacete dentro de portas do que lá fora :D

7 de janeiro de 2017

A festa mais rija é aqui!


Quase tão emocionante como o Natal, a festa de São Gonçalinho é O evento do ano para os meus filhos. Mal chega a passagem de ano começam logo a contar os dias para o lançamento das cavacas e que vão apanhar muitas e que estará um mar de gente e o frio e tudo e tudo. Desta vez as primas e os avós também nos acompanharam e foi uma risota total. Os avós do Minho e o avô Zé ainda não tinham visto nada semelhante e a festa não desiludiu, fartamo-nos de apanhar cavacas, corremos algum perigo mas nada nos demoveu a não ser o pôr do sol e aquela humidade fria que se começa a instalar. As primas acharam esta festa demasiado radical mas para o ano que vem de certeza que vão olhar para isto com outros olhos :D
Nós adorámos e vamos lá ver se ainda voltamos que a festa dura até terça-feira!









** este vosso blog no Facebook **

9 de novembro de 2016

SEM PALAVRAS


De facto...

Era um cenário que não queriamos acreditar.
Agora é uma realidade.
Que futuro nos aguarda?? M-E-D-O!!

8 de agosto de 2016

No dia mais quente do ano...

(fotografia Dato Daraselia, jornal Público)

Ontem, no dia mais quente do ano fomos de viagem para o Minho. Pouco passavam das 4 da tarde quando subimos a A25 e vimos o céu todo negro junto aos cortes para a A29, nesse instante estava uma GNR a retirar os cones que cortavam o acesso à autoestrada, mas já não fomos a tempo de cortar por ali e optámos por seguir para Norte via A1, passámos a portagem e Albergaria e nesse instante cortaram o acesso para o Porto. Em segundos tivemos de optar entre ficar no largo da portagem à espera que o fogo passasse ou se seguiríamos antes para Sul para sair na saída seguinte e só então voltar a tentar regressar ao caminho para norte.
Optámos por seguir para sul.
Quando nos aproximámos do corte nunca imaginámos que iriamos ficar ali, ao sol sob 38º, durante duas longas horas. Embora tivéssemos apanhado uma seca monumental, as crianças estavam sossegadas, sempre a ouvir música e demos graças por termos ar condicionado. Por sorte, nunca pediram nem água, nem wc, nem comida, porque nós não tínhamos nada! Não tão bom, foi avançar 2 km em duas horas; pior foi ainda ver gente a furar a fila com aquele ar de burrinho-chico-esperto de quem não "imaginava" que a fila fosse para a saída da autoestrada. Não fosse tanta gente dessa espécie e se calhar teríamos saído dalí uma meia hora mais cedo. Não fosse também a saída ter apenas 3 portagens para uma imensidão de carros que vieram de norte e sul e a maior parte dos condutores AINDA NÃO TER VIA VERDE (!!!!!!!) e a coisa teria sido mais fácil. Claro que se a brisa e a via verde tivessem optado por NÃO COBRAR aos utentes que só queriam fugir dali, que tudo também teria sido melhor, mas enfim...

Caso tivéssemos conseguido passar para norte à primeira o cenário teria sido horrível, como se pode ler nesta publicação do Facebook e que passo a citar:

"Quem será este casal?

Ontem, durante o corte da A1 na zona de Estarreja, entre as 17 e as 20h, estas 2 pessoas pensaram nos outros milhares de pessoas que estiveram, várias horas, paradas e abandonadas na auto-estrada, com 42º dentro dos carros.

Foram milhares e milhares de pessoas abandonadas à sua sorte, sem que alguém de responsabilidade, e, que certamente é pago para pensar nos outros, aplicasse um suposto plano de emergência rodoviária, tendo em conta as consequências de um corte de via durante várias horas, numa auto-estrada paga, sob um calor infernal e sem qualquer tipo de alternativa ou fuga.

Sob aquele sol escaldante com forte cheiro a queimado, aconteceu tudo aquilo que se possa imaginar e também aconteceu aquilo que nunca sequer se poderia pensar que pudesse acontecer, desde alguém que desmontou o rail central da via para fazer inversão de marcha, até ao acto do tripulante do Mercedes Coupé com matrícula...-58-QM, que saiu do carro com uma pistola em punho, contra quem não o queria deixar circular pela berma.

Depois de várias horas de momentos únicos, o trânsito começa lentamente a circular, quando, pouco mais de 1km percorrido, eis que se verifica um reacendimento na berma e no separador central, sem qualquer carro dos bombeiros no local, vendo-se no meio do fumo 2 militares da GNR, sem máscara anti-fumo ou qualquer tipo de protecção adequada, que, desesperadamente faziam circular os carros dentro do espesso fumo, com as chamas da berma a lamber os pneus da viatura e os meus companheiros de viagem a dizer - se alguém pára, morremos todos!

Não era a nossa hora nem o nosso dia, felizmente ninguém entrou em pânico, conseguimos passar pelo meio do fogo, mas, NUNCA a via deveria ter sido aberta, sem reunir condições mínimas de segurança e sem a presença de meios de socorro no local!

Foi um dia de momentos muitos intensos. Momentos, onde os seres humanos se revelam, com tudo aquilo que têm de bom e de mau. Muitos pormenores ficam por descrever... e termino com um MUITO OBRIGADO ao casal da foto, que graciosamente pensou nos outros e decidiu oferecer garrafas de água a todos, através da vedação da auto-estrada.

São pessoas destas que merecem as medalhas! São pessoas destas que com o passar das horas pensam...e pensam no sofrimento dos outros. São pessoas destas, pessoas com uma dimensão moral e solidária anónima que não têm preço, que espontaneamente se doam aos outros sem esperar receber nada mais em troca do que o sentimento de ter ajudado quem precisava. São pessoas de coração grande e de alma pura que merecem as "conde...corações" de gratidão.

Um sincero MUITO OBRIGADO, para este casal de Coração Grande!

Pedro Ladeira
"

Entretanto o casal do texto acima foi localizado e já se sabem mais pormenores do que aconteceu.
via Público.

Após quase 4 horas de viagem lá conseguimos chegar ao Minho e mais uma vez, quando chegámos, mais cenários de incêndios violentos bem perto de onde moram os avós. Foi o dia mais quente do ano, onde infelizmente vimos o pior do que muita gente é capaz de fazer, mas por outro lado, há sempre heróis que se destacam e são esses os exemplos que queremos dar aos nossos filhos e que apontamos em tempo real.

8 de agosto de 2014

eu, a inocente

Detesto fazer figura de parva, e há dias caí numa conversa que me irritou profundamente, não pelo tema em si, mas porque eu já devia ter juízo e não dar conversa a estranhos. Apenas partilho isto porque ainda estou irritada e porque existe a possibilidade de alguém passar pela mesma situação que eu e assim, ficam avisados.

Ligaram-me de Lisboa, uma Dr.a Fulana de Tal a dizer que era do Instituto Nacional de Bem-Estar ou algo parecido. Estavam a fazer um estudo nos 18 distritos de Portugal para averiguar se uma notícia da TVI ou Correio da Manhã (devia ter desligado aqui) teria um fundo de verdade. A notícia era sobre a existência de fármacos na rede pública de água. Mandariam um técnico a minha casa, a custo zero, faria alguns testes à água, meia dúzia de perguntas e em troca, como agradecimento, deixariam ficar um redutor de água. Autorizei a vinda do técnico, porque afinal, era um tema que me pareceu credível e acho importante ajudar quem anda a fazer estudos.

Veio o Técnico, em plena hora de ponta cá em casa e com uma visita para jantar. Pediu copos para amostras de água (da torneira, da torneira fervida, do garrafão) e lá começou a fazer os testes... Entre dar banho às crianças e pôr o peixe a grelhar, ia respondendo às perguntas e vendo resultados assustadores sobre a qualidade da água da minha torneira. Ele era metais pesados, ele era matérias orgânicas e coitadinhas das crianças, e que na freguesia vizinha era o terror,... enfim, eu já estava a ficar um pouco assustada com tanta informação, mas depois perguntei-lhe pelos critérios que se referiam à pesquisa dos tais fármacos. O Técnico não sabia do que eu estava a falar, tentou disfarçar e lá disse que seria possível evitar aquelas matérias terríveis com o uso de alguma tecnologia disponível, comecei a ficar irritada. Neste momento, o meu marido e o Técnico sentaram-se à mesa a analisar tabelas e eu entre os miúdos, a minha amiga e preparar uma salada, percebi que a Dra. Fulana de Tal estava ao telefone com o Técnico a sugerir (impingir) a compra de um filtro porque coitadinhas das crianças, éramos um agregado prioritário perante tamanha podridão que saída da torneira da cozinha!!!
Virei-me secamente para o Técnico e disse-lhe que "Nós não vamos comprar nada." e continuei a pôr a mesa, pratos, talheres... A conversa ao telefone terminou e após o meu marido também ter informado que não iríamos adquirir nada, eu perguntei ao Sr. Técnico se já tinha feito todas as análises que queria, ao que me disse "Sim, já!" "então pode arrumar a sua mala e adeus que vamos jantar."

O homem arrumou as trouxas com a velocidade que pôde, adeusinho e passe bem e nunca mais me apareçam à frente a falar de estudos, nem dados estatísticos. Acho isto uma tristeza, como fui eu cair nesta conversa?? Há uns anos entrei na mesma cilada, a das viagens, mas também nunca comprei nada, saí no momento em que me falavam de compras e outras ofertas. É que nem lhes digo mais qualquer palavra, viro costas e desapareço.

Fui investigar o tal Insituto, não existe.
Soubemos também que a DECO está cheia destas reclamações - ler esta notícia.
Enfim, fui uma tontinha, achei que sinceramente estavam a fazer algo com pés e cabeça e agora nunca mais me peçam ajuda para nada, cambada de mercenários.

É nunca dar conversa a estranhos, mesmo!

16 de agosto de 2013

aviso IKEA - berço sniglar


se tem um berço sniglar e uma cama kritter, que eu acho que é o nosso caso, então veja este link e mais este.

16 de fevereiro de 2013

a logística do nosso mini-passeio


Uma das minhas maiores preocupações quando saímos com eles para o exterior, seja praia, seja campo ou neste caso a neve, é o conforto do vestuário e como organizá-lo para qualquer eventualidade. Passo dias a pensar em vários cenários, quantas mochilas devo levar, o número de refeições em modo "selvagem", se haverá wc ou não, entre outras coisas que me possam vir à cabeça.

Como íamos para a neve, era importante que ela não se molhasse, sobretudo se calhasse de ficarmos presos no carro devido ao trânsito ou outra coisa qualquer. Para evitar esta situação de desconforto não tive grandes alternativas senão comprar o mínimo de roupa adequada. Não comprei equipamento muito específico, tipo fato inteiro de snowboard, mas comprei umas calças/leggings interiores para usar na prática de ski mas que neste caso seriam para ela usar como calças normais por cima de collants. As "leggings" eram muito quentinhas e fiquei muito satisfeita com esta aquisição, servirão certamente em outras ocasiões que não em contexto "neve". No carro ela ía com elas vestidas e assim que saímos para a neve vesti-lhe estas calças exteriores impermeáveis, muito leves, confortáveis, com joelheiras reforçadas e que estão concebidas para caminhada exterior, mas eu achei que eram perfeitas para brincar uns minutos na neve. Mais uma vez apostei e ganhei :) ela foi para o monte, caiu (tadinha) e as calças interiores estavam quentes e secas! Depois o resto da roupa foi tudo o que havia por casa, camisolita interior, uma gola alta, um polar, collants, casaco de penas, gorro e meias suplentes para aconchegar as galochas. Sim, galochas... eu não comprei botas de neve para usar desta vez, achei que não fazia falta e que umas galochas faziam o mesmo efeito, embora menos seguras e nada quentes. Mas não passámos largas horas na neve, seriam sempre breves momentos, não fez mossa.

calças interiores e calças exteriores, muito jeitosas!


Connosco à frente no carro e no exterior andou sempre uma mochila com as seguintes coisas:
- creme hidratante para a cara por causa do vento e batom de cieiro
- mega-pacote de bolachas recheadas de chocolate
- água
- boiões de fruta
- toalhitas
- fraldas descartáveis e fralda de pano
- meias e calças de fato de treino suplente
- rolo de papel higiénico
- pacotes pequenos de leite simples e maçãs lavadas

No banco de trás havia duas mantinhas para o que desse e viesse.

Não levámos luvas de propósito, o contacto com a neve só faz bem e enrijece!

Resumindo e concluíndo, eu estava um pouco céptica quanto ao passeio, muito devido ao facto de em Portugal não haver grandes condições para usufruir da neve e porque esta normalmente vem acompanhada de chuva o que transforma tudo numa paparoca molhada com o risco acrescido do gelo. No entanto, foi bom sair, experimentar o terreno, ver as reações dela (nem sempre positivas) e no fim ficar com vontade de repetir em breve, sobretudo com muitas crianças que foi o caso deste passeio.


25 de janeiro de 2013

AVISO


Pessoas que me lêem, atentem neste aviso! 
Quando eu faço uma publicação sobre alhos e me comentam com bugalhos, ou seja, colocam um comentário sobre uma atividade comercial que estão a lançar e que nada está relacionado com o post que eu escrevi, esse comentário será apagado.


Não foi uma, nem duas vezes que isto aconteceu neste blog, eu deparar-me com comentários a fazer publicidade descarada sobre bandas de música, farturas, caricaturas e por aí fora. Eu compreendo que estamos numa altura em que todos temos que fazer pela vida, mas sejamos mais espertos, enviem-me um e-mail a explicar a vossa ideia ou façam de conta que até acharam o post engraçado ou pertinente e depois ponham o link da vossa mais recente atividade profissional. Sempre fica mais discreto...

Tal como a publicidade descarada será apagada, também serão apagados comentários parvos de anónimas desocupadas, para isso podem continuar a chamar-me "pindérica" na avaliação deste ou outros posts.

A gerência agradece.

2 de novembro de 2012

o report das aftas


Há vários meses atrás, quando anunciaram os concertos dos Ornatos Violeta eu fiquei logo efusiva, emocionada, em êxtase vá, para comprar um par de bilhetes, um para mim outro para o meu homem. Porém, nessa altura, creio que ainda estava grávida, fiz contas de cabeça e pensei, hummm o rapaz ainda mama e tal e é outono e não sabemos se ele está saudável e tal e coiso. Não comprámos os bilhetes. Estes últimos dias tenho acompanhado o desenrolar das novidades relativas aos concertos e fico sempre cheia de pena de não termos ido, porém, a verdade e a realidade é que o rapaz ficou mesmo adoentado esta semana!! (só não me calha o euromilhões)

Tudo começou no preciso dia em que o pai foi trabalhar para fora e eu fiquei sozinha em casa, pela primeira vez com os dois uma noite inteira, pontaria é algo que nos assiste, e desde essa manhã que ele acordou choroso e chatinho. À tarde fomos buscar a mana à escola e nada fazia prever que após o jantar o pequeno já não se calasse, chorou, chorou, dava às pernas, seriam cólicas, claro! Nos dias anteriores eu havia comido uma torta de chocolate bombástica, não fiz cerimónias e o resultado estava à vista, o miúdo todo fanado, todo torcido e eu muito firme e muito recta, sem qualquer remédiozinho para as ditas cólicas. Tivemos uma noite animadíssima, a primeira vez que fiz (quase) uma direta por causa de um bebé, chorou seguido entre as 4 e as 6, coitadinho tantas cólicas.... nem a chupeta ele quer... coitadinho....
Ao mesmo tempo que chorava, rejeitava a mama, socorro, ainda tive que me levantar e dar à bomba em plena madrugada e felizmente ele lá bebeu um bocadinho de leite.
O dia seguinte, eu zombie, ele irado, correu como o anterior, tal como a noite, mas já foi mais suave, ele já não chorou tão intensamente e depois o pai já se revesou comigo durante a madrugada.
Ontem à tarde, depois de algumas tentativas de dar o biberão e de ele chorar à força toda reparei em duas bolinhas por baixo da língua - sacanas, eram aftas!!! Ficámos de olhos esbugalhados e tudo fez sentido - o choro de dores intensas, o rejeitar da mama, o rejeitar da chupeta, o rejeitar do biberão, a fome, o sono, e mais choro - ollhámos melhor e ainda descobrimos uma terceira afta na gengiva inferior. Pobre filhotinho tão pequeno, tão rijo, cheio de bicharada na boca :((
Há algumas teorias de como ele pode ter apanhado tal vírus, o primo teve e embora o contacto entre eles fosse mais do que mínimo, o vírus pode ter vindo pela Leonor, que apesar de não ter ficado doente, pode ter servido de hospedeiro ou transmissor (não sei esses detalhes técnicos), pode ter vindo da escola, eu própria há mais de uma semana tive uma afta na boca, não sei :(
Neste momento ele já está melhor, obrigada***, já não me rejeita embora às vezes ainda chore, mas estamos certos de que o pico da doença já foi ultrapassado. Agora já sei, se o meu rico menino, tão calmo, lhe der os nervos, a primeira coisa que lhe faço é olhar para a boca!!

É caso para dizer, são coisas...

15 de março de 2012

da adolescencia - futurologia

ontem passaram por nós dois adolescentes rapazes de bicicleta, numa descida. vinham os dois na mesma bicicleta, sendo que um deles estava sentado no guiador, uma cena radical, portanto!

ficámos em silêncio e ele pôs as mãos à cabeça, como quem diz "eu fiz aquilo" e como quem pensa "ela vai fazer aquilo". eu ri-me porque também vi ali o passado dele e o futuro dela.

a minha filha é o pai escrito.

2 de fevereiro de 2012

da publicidade

eu sou aquela que faz bonecos... 


genial

porque nem sempre a publicidade nos dá vontade de revirar os olhos...

25 de julho de 2011

Medo

Sem querer generalizar, cada vez tenho mais medo de:

- pessoas amigas do seu amigo
- pessoas tranquilas
- pessoas muito devotas
- pessoas com ar de "boa pessoa"

Se isto tivesse acontecido em Portugal a pena seria apenas 25 anos (corrijam-me se eu estiver enganada). Estou para ver o desfecho na Noruega.
E criam uns pais um filho para isto... 

18 de julho de 2011

O poder da exclusão

Há umas semanas atrás fomos informados que os miúdos da creche íam à praia, só uma manhã, para contextualizarem de modo mais realista as histórias e trabalhos que estavam a desenvolver durante aquela semana (creio que até foi na semana em que começou o verão).
Ao olhar para o bilhete/aviso a minha resposta foi logo "Não". Eu não consegui ver grande vantagem em autorizar que uma criança tão pequena fosse para a confusão de entra na carrinha - sai da carrinha - creme - ai a areia - ai o vento - olha a t-shirt toda molhada - entra na carrinha - e volta para casa.
Se já para nós, pais, é uma estafa ir à praia com só ela, eu nem quero imaginar o pesadelo que é levar uns seis exemplares do género!! As educadoras ficaram tristes, oh coitadinha, fica na creche, mas também não fica mal, etc, etc...
Nesse dia eu senti que tinha um grande poder sobre a minha filha, eu tive o poder de a excluir de uma pequena maioria. Ela ficou com os bebés em terra firme, enquanto os colegas da sala foram para a praia. Confesso que senti um aperto no peito, é difícil dizer que "não", mesmo que ela não tivesse noção disso, mas tenho a certeza de que foi a decisão mais acertada, embora a viagem dos miúdos tivesse corrido muito bem. Ainda bem para eles!

Passado quase um mês desse dia, resolvi escrever sobre isto, nada mais, nada menos por causa desta notícia do Público, que transcrevo na íntegra:

"Por volta das 8h30 de ontem, os dois filhos de Sónia e Nuno Cabrita, Maria de 4 anos e Miguel de 5, tinham saído para uma actividade do programa “praia-campo” promovida pelo colégio nos meses de Verão, acompanhados por professores educadores e por auxiliares. 

Quando Sónia Cabrita chegou ao colégio por volta das 18h40, o autocarro que transportava as crianças já tinha chegado, mas a sua filha não se encontrava no estabelecimento de ensino. Depois de a terem procurado por todo o colégio, veio a constatar-se que Maria tinha ficado esquecida no autocarro alugado pelo externato e estacionado em parte incerta.

Segundo Sónia Cabrita, o director do externato foi buscar a criança, que teria adormecido durante a viagem e trouxe-a para junto da mãe, que se encontrava bastante transtornada. A criança estava assustada e a chorar, mas, segundo a mãe acabou por encarar o episódio como uma aventura.

Esta manhã, Sónia e Nuno Cabrita dirigiram-se ao externato para apresentar uma reclamação por escrito e para cancelar as matrículas dos filhos para o próximo ano lectivo. Os pais de Maria estão também a tratar de todos os procedimentos para apresentarem uma reclamação sobre este caso, que consideram ser de uma “negligência atroz”, junto da Direcção Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo.

Num comunicado à imprensa, a direcção do Externato João XXIII confirmou o incidente e referiu que a busca pelo paradeiro da criança durou cerca de meia hora e que Maria foi encontrada junto do motorista em total segurança. "Um elemento da direcção acompanhado pelo psicólogo do externato seguiu o autocarro que tinha acabado de abandonar as instalações acabando por o intersectar ao chegar ao parqueamento (cerca das 18 horas), também ele na Expo, onde o motorista ainda não se tinha apercebido da aluna a dormitar, uma vez que ainda não tinha tido tempo para revistar o veiculo", explicam os responsáveis do colégio.
Um membro da direcção e a directora pedagógica do pré-escolar dirigiram-se ainda na noite de ontem a casa da família Cabrita para lamentar o sucedido e entregar pessoalmente duas cartas com um pedido de desculpa, informando que procederam ao despedimento do corpo docente e dos auxiliares envolvidos no caso e que o motorista da empresa que transportou as crianças não deverá voltar conduzir nenhum autocarro que transporte os alunos deste externato."

Se eu passasse por esta experiência ficava histérica durante uma semana. Eu confio nas educadoras da minha filha, mas basta uma distração, uma palermice e pronto, está tudo lixado...

5 de julho de 2011

O que é isto?

É suposto isto ser um triciclo?
Realmente tem 3 rodas, mas a ideia que tenho de um triciclo é um pouco mais simplezinha...

Quando eu tinha aí uns dois, três anos também tive um triciclo de plástico exactamente com estas cores, mas eu tinha que fazer pela vidinha e dar ao pedal, caso contrário, ficava para trás.

Hoje em qualquer folheto de Hiper-mercado-mega-loja-de-coisas-de-criança aparece um "coiso" destes, que permite a fantástica experiência de uma criança de 10 meses!! poder usá-lo. Ora bem, o bebé não o usa, são os pais que o prendem com os arreios e barras laterais e depois desfilam no passeio domingueiro de chinela no pé (sim, que eu já os topei!). Mas para quê começar com isto aos 10 meses, senhores? Ai já sei "A Criancinha gosta", fico mais descansada, portantos pá...


Feio de uma ponta à outra, deve ocupar imenso espaço e pior que tudo é de um facilitismo que me agonia.
Não obrigadinha....

12 de março de 2011

CUIDADO!

Quando se pensa nas brincadeiras de bebés, pensa-se em algo fofinho, querido até. Os blocos, os peluches, coisas que apitam, gestos de descoberta e rostos de espanto.
Aqui em casa estamos em alerta, brincar é uma coisa perigosa que pode causar graves desgostos físicos!

Quando tiverem uma criancinha fofa no colo pensem que ela pode bater no vosso maxilar com toda a força da sua cabecita e nesse momento verão um céu estrelado ou quicá uma aurora boreal de cores místicas, tal é a dor que sentirão.

Hoje eu vi uma aurora boreal. Felizmente jantámos uma espécie de empadão de carne.

10 de dezembro de 2010

Sapinhos

imagem daqui

Com o rompimento de 8 dentes em simultâneo, foram frequentes as assaduras, porém, esta última vez, o aspecto da coisa era ligeiramente diferente... Começaram com uns pontos brancos pequeninos, que já tínhamos visto noutra ocasião mas que não passaram disso. Entretanto esses pontos cresceram e transformaram-se nuns discos brancos do tamanho da sêmola de trigo (aprox. 2mm de diâmetro), estranhámos.
Aproveitando a ida à vacina pedi à médica de serviço que observasse a ferida e a resposta foi imediata:
Candidíase (do fungo Candida Albicans), ou sapinhos em linguagem popular. Pelos vistos o surgimento deste fungo é algo muito comum e pode aparecer tanto na zona genital como bucal, e muitas vezes até pode ser transmitido na altura do parto no caso dos recém-nascidos.
Neste caso a transmissão do fungo, ou sua actividade mais forte, pode ter sido causada por um sistema imunitário enfraquecido devido ao rompimento de dentes, mas uma constipação ou doença tratada com antibiótico pode resultar no mesmo drama.
Para combatermos o problema foi-nos pedido para seguirmos os seguintes passos simples:

- eliminarmos toalhitas e tudo o que seja perfumado
- dar o banho com sabão azul e branco! por originar uma camada protectora e anti-fúngica mais power
- dar mais água
- trocar a fralda muito frequentemente
- usar o creme (de adultas!) Gyno-Pevaryl na ferida e depois o creme de fraldas (no primeiro dia tentei usar apenas o creme receitado)

como medida preventiva optámos por retirar o tapete anti-derrapante da banheira e lavar a banheira com sabão azul e branco.

Passados 4 dias a situação está normalizada, felizmente. E sim, a situação foi toda controlada no centro de saúde.

4 de novembro de 2010

A explicação da infância, by sic



Acho que posso dizer que apreciei a reportagem, ou melhor, gostei dos miúdos, ou melhor ainda, gostei de 3 deles: a miúda espevitada, a miúda do tanque e o miúdo da dança.
Não gostei nada daquele miúdo que diz com ar de parvinho que quando for grande não quer ter um trabalho, mas que quer ter um emprego como o Cristiano Ronaldo. Os nossos filhos são os nossos retratos, portanto, filho parvinho, igual a pais parvinhos, ou tugas, como lhes queiram chamar...
Keep on the good work jerks!

29 de setembro de 2010

The girl effect



Muito bom!
tanx miriam ;)

20 de setembro de 2010

Começo a ficar seriamente preocupada...

Há já um tempo que tenho ouvido relatos de infantários (só do Estado?) que subtraem a hora da sesta após o almoço das crianças. Dizem eles, e a lei pelos vistos, que os meninos têm que se fazer à vida e que na escola primária não há destes facilitismos (há outros, como passar de ano sem saber ler...). Portanto, a partir dos 3!!! anos é começar a habituar os cachopos a não dormir. OH POR FAVOR mas tá tudo estúpido ou quê? São crianças, e as crianças só têm a obrigação de comer, dormir e brincar, as crianças não devem crescer à força, não devem ser privadas de algo que lhes é fundamental - o descanso. Quem me dera a mim, e a tantos que eu conheço, que pudessemos nós também fechar a pestana antes de nos colarmos a uma secretária.
Eu bem vejo cá por casa quando a Leonor descansa melhor ou pior na creche, no nosso caso, sabemos que os meninos dormem sempre após o almoço, mas como em todo o lado, há crianças que dormem melhor e outras pior. As que dormem pior dão cabo do descanso dos outros pelo espaço físico ser diminuto. É a vida, ok, mas mais vale descansar pouco do que nada. O que resulta, muitas vezes de um deficiente descanso semanal é um fim-de-semana repleto de sestas matinais e vespertinas que às vezes duram mais de duas horas!
Leiam este artigo do Público Online, senhores, e vejam lá se isto não é de bradar aos céus. Ganhasse eu o Euromilhões e fazia uma escola como deve ser.
Bolas!