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15 de junho de 2014

A nossa mini-viagem - I


Já estava prevista há algum tempo, esta viagem, ir a Lisboa. Seríamos só as duas, não poderia ser  no tempo frio para não carregar demasiado a mochila, nem deveria ser no pico do verão por causa do imenso calor. Após alguns imprevistos decidimos apontar a semana do Santo António, apanhamos imenso calor à mesma, mas deu para cumprir o objetivo da viagem: tomar o pulso da cidade.

Fomos de comboio e andámos sempre em transportes públicos, no entanto, foi a pé que percorremos as maiores distâncias. Por momentos tive receio pela saúde dela não só pelas grandes distâncias percorridas como pelo calor que sentimos, mas ela mostrou-se sempre muito empenhada, curiosa, animada e nunca contrariou os meus planos. Bebemos imensa água, vimos muita coisa, coisas banais, montras, restaurantes, lojas, falámos com quem nos cruzámos, comemos na rua, não fomos a museus e experimentámos quase todos os transportes públicos.


A nossa viagem começa logo num spot muito bom para um almoço descontraído. Fomos ao Delidelux, que eu já conhecia desde que lá fui há uns 3 anos com umas boas amigas**. Comemos uma refeição ligeira, descansámos a vista e depois seguimos de autocarro para o Terreiro do Paço. Ali entrámos esporadicamente num ponto de informações e depois seguimos pelas arcadas até ao cais das colunas.




Estava de facto bastante calor e não foi preciso muito esforço para ela se meter dentro de água e ali ficar tempos infinitos aos saltos, a fugir das ondas, a falar com estrangeiros, a dançar ao som de uma guitarra que se ouvia por ali. Ela adorou e só dizia que queria ali voltar muitas vezes.





Depois demos um saltinho ao Arco da Rua Augusta, onde lhe expliquei onde tínhamos estado e onde estaríamos no dia seguinte, o Castelo. Mais do que a vista, o que mais a impressionou foi o relógio, o mecanismo que estava dentro de uma caixa de vidro. Todas aquelas engrenagens e ruídos conquistaram-na!!




Sempre a dançar e a saltar, muito solta na cidade grande, ela e a coroa de princesa que nunca largou.


Seguimos a pé para o lanche, um delicioso Santini de chocolate, ali mesmo de frente aos Armazéns do Chiado, NHAAAAM! 


Depois chegou a hora de rumar a casa, apanhámos o elétrico e foi a loucura total. Tive que a puxar para dentro umas poucas vezes tal era a excitação de andar num veículo com as janelas totalmente abertas.





Saímos no Jardim da Estrela, o jardim onde eu e os meus irmãos brincámos tantas e tantas vezes, onde o nosso pai e o nosso avô também brincaram e onde os nossos filhos continuam a fazer as mesmas coisas. Tão bom!



Já em casa da paciente bisavó, quase sem dar beijinhos nem boa tarde, correu para o quarto e só descansou quando puxámos a cama-armário. A juntar a tantas outras coisas, esta cama é mais um elemento mítico das nossas memórias de infância, a cama onde o meu pai dormiu em criança; onde eu e a minha irmã dormimos juntas durante meses, uma virada para cima a outra virada para baixo... bons tempos...


E chegou ao fim o primeiro dia. Um dia um pouco longo, mas que compensou imenso pelas coisas que ela viu e que foram muito enriquecedoras.


29 de abril de 2014

música para hoje!!



adoro!!!

14 de abril de 2013

ainda vou cair na tentação Matchy-matchy

Da esquerda para a direita, de cima para baixo: nós a lanchar; nós antes de sair; a nossa mãe com o nosso mano (3º filhoooo, olha a figura!!!); as manas num natal tropical; as manas prontas para a escola.

Quando nós eramos pequenos, a minha mãe vestia-nos de igual (ou muito parecidos) muitas vezes. À conta disso ouvi muitas vezes "Ooohhh são gémeas? Não? Ooohhhh, tão parecidas!!!". Creio que para além de achar piada ao resultado de grupo, a minha mãe usava esta estratégia para nos despachar o mais depressa possível sem ter que perder muito tempo a destinar roupas diferentes e evitar potenciais conflitos do género "eu quero o vestido da mana!!". A partir do momento em que pudemos ter opinião sobre o que vestir, estes episódios cessaram, mas durante toda a infância foi uma constante :D e desde o momento em que meti na minha cabeça que havia de ter filhos, que JUREI nunca os vestir de igual.
Mas... como todos sabemos, quem mais engole sapos na vida é a Mãe, porque JURA e depois vai-se a ver e coiso. Também eu estou a ficar com uma espécie de formigueiro para vestir os cachopos de igual, nem que seja só uma vezita :))))

Nestas andanças de Mercaditos e Vendinhas e RTPs, tenho andado mais atenta a certas e determinadas marcas de roupa e de todas, a que mais me aqueceu o coração neste (eventual) devaneio foi, sem dúvida, a Piupiuchick, que tem roupas super fofas, perfeitas para um aniversário por exemplo.
Ando tentada a vestir as crianças de igual no primeiro aniversário do Vasco, mas ainda ando na dúvidia, confesso. E depois o que faço no aniversário da mais velha (um mês e meio depois?) fico a pensar se este dia não merece igual preceito, mas depois ficam os miúdos iguais nas fotografias... enfim, um dilema do pior, nota-se!

O que acham? Vestem os vossos filhos de igual? Sim, Não, "Jamé"!!
(Até aos dias de hoje, a minha mãe compra-nos, às manas, um par de camisolas idênticas no Natal!)

Entretanto deixo aqui alguns dos modelitos que mais me encantaram.




fotografias retiradas do facebook da Piupiuchick

fofíssimas!

10 de abril de 2013

Dia dos manos!

 Pelos vistos hoje é dia dos irmãos, nós somos três, próximos de idades como podem ver :D

tiram semelhanças?


as "manas Carrossel" a inspecionar um xilofone
(vestidinhos super atuais feitos pela nossa avó - renda e algodão riscado)

28 de março de 2013

ovos da páscoa



Quando nós eramos pequenos a minha mãe tinha a paciência de cozer ovos, pintá-los e por fim escondê-los para nós os procurarmos pela nossa casa. Era algo que adorávamos e que desde que sou mãe me tenho lembrado todos os anos de fazer. O meu objetivo até seria fazê-lo num parque, combinar com uns amigos e fazer um piquenique pascal, mas infelizmente ainda não será este ano que me mexo...

ai a inércia...

9 de fevereiro de 2013

à neve


Áustria 1984

Vamos em busca da neve (perdida?), levamos roupas suplentes, bolachas e mantas, caso nos apanhe um nevão e fiquemos bloqueados em estradas no meio de nenhures.

24 de janeiro de 2013

para a franja perfeita



hahahahah....

15 de janeiro de 2013

a cabeleireira que há em mim - o regresso


Eu havia prometido à minha família que isto não voltaria a acontecer, mas, foi mais forte o desejo de pegar na tesoura e desatar a cortar cabelos infantis. Tudo começou pela manhã, quando após o banho, apanhei o mais novo a jeito e tau, uma tesourada nos cabelos de trás. Já estavam muito compridos, faziam rastas e estavam fraquinhos de tanto enrolarem na almofada. Após dias de hesitação, saquei da mini-tesoura-das-unhas e toca a desbastar a cabeça (mas só a parte de trás!!!). Ficou razoável, daqui a uns dias estará mais ajeitadinho, tenho a certeza.
Entretanto ao fim da tarde comecei a ficar com uma urticária e decidi que já não podia esperar por levá-la novamente ao cabeleireiro (a última vez foi em agosto...). O cabelo já estava demasiado comprido para o meu standard, à noite era sempre um tormento porque ela não o queria secar com o secador, eu acho que ela fica com frio por andar de cabelo molhado e a verdade é que eu continuo a achar o cabelo curto mais prático.
Comecei por sentá-la na sanita para cortar a franja (uns mm, ainda não desisti de a deixar crescer), ela sempre muito irrequieta a querer ver tudo e a tirar a franja dos olhos - mega-pesadelo. Depois achei por bem ir buscar a cadeira para ela ver-se ao espelho, molhei o cabelo e toca a cortar!!! Ela muito imexida e eu sempre a tesourar. No final ficou como eu queria, um corte assim meio à anos 70, que vem redondo da franja até à parte de trás. Acho que podem respirar de alívio :)))




8 de janeiro de 2013

obsolescência - essa coisa do demo!

Obsolescência Programada "Faz parte de uma estratégia de mercado que visa garantir um consumo constante através da insatisfação, de forma que os produtos que satisfazem as necessidades daqueles que os compram parem de funcionar ou tornem-se obsoletos em um curto espaço de tempo, tendo que ser obrigatoriamente substituídos de tempos em tempos por mais modernos." in wikipedia

Olhando ao universo infantil, divido-o em dois mundos: o vestuário e os brinquedos. Ambos são essenciais à vida e desenvolvimento da criança, ambos têm uma vida curta porque perante um dos mundos a criança cresce e no outro o seu desenvolvimento cognitivo evolui. O resultado disto é uma quantidade enorme de objectos obsoletos que temos em nossas casas e a verdade é que pouco podemos fazer para fugir a isso; fugir à compra para substituir. Podemos é certo comprar roupas baratas, quase descartáveis, roupas enormes, roupas versáteis (vestidos que "viram" blusas) ou roupas extraordinárias (normalmente caras!) que servem as nossas crianças e os seus irmãos e outros primos e quiçá amigos! (cá em casa optamos por todos estes estratagemas anteriormente citados, sendo que invisto em "roupas extraordinárias" apenas em época de saldos)
Quanto aos brinquedos é um mundo que me fascina, há uma infinidade monstruosa de brinquedos e publicidade associada. Em criança havia muitos brinquedos lá por casa, éramos 3 crianças de idades muito próximas, sendo assim, era inevitável que eles abundassem, no entanto, os presentes só vinham nos aniversários e Natal, só. Cá em casa seguimos a mesma máxima, só abrimos exceções aos livros porque estes são essenciais, ocupam pouco espaço e têm múltiplas interpretações à medida que a criança cresce. Brinquedos de plástico que apitam, tenham vozes ou luzes e que irritem eu não compro, mas eles existem cá em casa e não tecerei mais comentários sobre eles. Os brinquedos que nós gostamos de comprar são aqueles que todos nós já tivemos, Legos e Playmobil, puzzles de cartão, animais fieis aos reais, alguns peluches (quase sempre IKEA) e brinquedos de madeira. Os meus filhos, até ao momento, já têm uns poucos brinquedos deste tipo, desde rocas, cubos, blocos, comboios e claro o cavalinho de pau.

no natal em que ela recebeu o cavalinho, com quase um ano e meio;
o comboio de madeira (2010)

o cavalinho em "sofrimento" :)))  (Fevereiro 2012)

Eu até posso estar enganada mas quase posso apostar que este cavalinho, de todos os brinquedos que há cá em casa, será um dos poucos a sobreviver até à idade adulta dos meus filhos, a não ser que o estraguem irremediavelmente ou que o ofereçamos a outra criança da família. É um objeto que não se tornará obsoleto, pois tem sempre lugar cativo em muitas brincadeiras que se passam cá. Se no início, em 2010, era para baloiçar de manhã à noite, hoje em dia o cavalinho transforma-se em casa/tenda da bicharada que para aí anda. Já o vimos também muito bem tapadinho a dormir a sesta e a tomar um café, enfim, a imaginação da minha mais velha está ao rubro aos 3 anos e meio...

É por estas e outras experiências que eu acredito piamente neste nosso projeto, Carrossel, eu acredito que os brinquedos devem perdurar, que não os devemos comprar por comprar, que devemos imaginá-los em plena acção mas também serenos a integrar a decoração da nossa casa. O cavalinho fica tão bem no quarto das crianças como no meio da sala ou na varanda ou no corredor, faz parte da mobília por assim dizer :) Eu nunca tive um cavalinho de pau, nunca calhou, tive outras coisas, bastante comerciais até, mas hoje, devo dizer, que o projeto Carrossel nos permite fazer um exercício diário sobre aquilo que verdadeiramente queremos para os nossos filhos e de certa forma, também para nós, porque ainda outro dia fomos crianças e hoje ainda brincamos e queremos brincar bem.

7 de novembro de 2012

o pai invisível

efeitos da guerra... sem dúvida que antigamente as pessoas tinham hábitos muito "fora".


24 de junho de 2012

a mala dela


Após ter feito a minha mala e a mala dele, achei que era melhor fazer também uma mala para ela para o que desse e viesse. Esta mala já tem muitos anos, no mínimo 32, e estava guardada em casa dos meus pais com o fecho estragado já há muito tempo. Fui repescá-la, mandei arranjar o fecho e em breve mandarei trocar o forro que já está manchado do tempo e das viagens de outrora. É uma mala de fim-de-semana muito jeitosa, toda em cabedal já com aquele ar gasto próprio dos anos que tem, e a partir de agora será a mala dela!
Como não sabemos o filme que nos espera achei por bem prevenir uma dormida dela fora de casa e sendo assim reuni aqui t-shirts, calças, roupa interior, um vestido, uma camisola, um pijama, fraldas para a noite e produtos de higiene. Coube tudo e ainda sobrou espaço para um boneco ou livro, acho que foi uma óptima escolha e já vos digo que vou surripiar esta mala para mim de vez em quando ;)))
Lot's of vintage style!

4 de junho de 2012

Procura-se!

Oh gente, estão a ver estas sabrinas/sapatilhas/não sei como definir? Não é bem isto, mas aqui há uns bons 20 anos havia uns sapatinhos parecidos com estes em tudo que era barraca de feira e barraca de praia por este país fora. Eram em tecido fino preto, tinham uma flor vermelha com folhagem verde bordada, uma fivela e uma sola em cabedal(?) fininha. Havia também a versão totalmente preta! Estão lembradas?

Pois é, a questão é a seguinte, este ano lembrei-me disto a propósito da febre das alpargatas ou alpercatas ou lá como se chama, e a verdade é que eu sempre quis ter umas xanatas deste género, assim meias cigano-hippy.

Haverá por aí alguém que saiba onde isto se arranja? Eu gostava de ter umas :))) Anyone?

Agradecida!

23 de abril de 2012

o quarto deles


Assim ficou o quarto single, que agora é duplo. Duas zonas de dormir, uma zona de lazer, várias zonas de arrumação (embora pequenas). De um modo geral estamos satisfeitos, no entanto será sempre um desafio manter a ordem no caos iminente, visto que não foi possível acomodar todos os (poucos) brinquedos existentes. É bastante provável que ainda surjam uma ou outra prateleira ou mesmo mais um módulo aéreo, mas para já vamos ver como é o desenrolar dos acontecimentos. Passo então a dar uma breve explicação do que se passa :)

o lado dela, a minha cama de solteira, Olaio,  com dois gavetões que ocupam todo o comprimento e largura da cama. guardam colchas, edredons, roupas que ainda não servem às crianças. colcha feita pela minha avó para a cama de solteiro do meu pai durante a década de 1960. cómoda feita à medida de encomenda à largura da cama serve de mesa de cabeceira.

o lado dele, a única coisa nova são os módulos Expedit 2x4 sobre o qual acabámos por colocar um 2x2 com mais objetos que lhes devem ser inacessíveis (produtos de higiéne, termómetros, tesouras, soro,...) a parte destinada às crianças guarda livros e brinquedos, deixámos uma porta à altura deles porque achamos importante que as crianças possam "esconder" coisas. a cómoda e o berço já foram usados pela Leonor e em breve haverá um troca-fraldas sobre a cómoda.





E é isto :)

7 de abril de 2012

ainda o aquacoiso


Não resisti ir aos arquivos procurar a única fotografia em que EU estou com o tal brinquedo na mãos!