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22 de outubro de 2019

Lápis de Cera - Reciclagem


Quando é fim-de-semana, chove e não sabes muito bem o que fazer, vai procurar sobras de lápis de cera e verás que encontrarás imensos bocadinhos que ninguém usa!
Pois que me fartei de ver esses bocados de lápis de cera, sentei os miúdos para separar tudo por cores e depois picar. O passo seguinte foi distribuir por forminhas de silicone, infelizmente só tenho 6 e o resto tivemos de colocar em formas metálicas o que para desenformar fez toda a diferença!

No forno bastaram uns 7 minutos a 200ºC e a cera fundiu sem problema criando cores matizadas muito mais bonitas do que os originais lápis de cera. Os meus filhos nunca foram de utilizar este tipo de material, primeiro porque a qualidade é muito fraca e depois não lhes dava muito prazer para dizer a verdade. Com esta reciclagem, os lápis de cera ganharam um formato e coloração muito mais apelativa! Fica a dica ;)













9 de outubro de 2018

Massa com Atum Hipster



imagens daqui

Quando eu era jovem e os meus dotes de culinária eram muito básicos, aquilo que me safava sempre era aquela especialidade universitária mais conhecida por Massa com Atum. Fosse eu uma pessoa prendada para a cozinha naquela época, assim como várias companheiras de casa que tive, e cozinhava belas bolonhesas, mas a minha cena era a massa com atum onde o tomate era daquele tubo concentrado e para aumentar a espetacularidade da coisa eu ainda acrescentava uma lata de cogumelos - tasty!!

Ora passados uns 20 anos destas aventuras posso afirmar com orgulho que a minha habilidade em pilotar um fogão aumentou exponencialmente. Eu agora sinto-me capaz de fazer tudo, embora peça sempre ao meu esposo* que leve a cabo tarefas como desmembrar coelhos ou frangos, que é coisa que não consigo de todo até porque me falta a força física para manusear o cutelo em segurança.

Quando comecei a cuidar dos meus filhos nunca me passou pela cabeça que depois de tantos anos a melhorar o nosso cardápio, que ainda havia de chegar o dia em que nada houvesse na dispensa e que eu teria de abrir uma lata de atum e cozer uma massa para salvar a minha reputação de mãe organizada. Mas a verdade é que há dias em que tudo falha. Na verdade não é bem uma falha, é mais um conjunto de falhas: não apetece cozinhar, não apetece ir ao supermercado, não apetece pensar, não apetece comer fora. Quando todos estes factores acontecem, eu abro o armário e saco da lata do atum e o assunto está tratado - Massa Com Atum para todos e ninguém reclama!

Claro que hoje já não há pasta de tomate concentrado na minha porta do frigorífico, nem latas de cogumelos, mas sim tomates de vários formatos e quase sempre cogumelos frescos, um bom refogado por vezes até com um toque de cerveja e ervas aromáticas que se juntam alegremente no tacho. É uma espécie de Massa com Atum hipster, digamos assim :D  uma refeição ranhosa mas com um certo tuning, estão a ver.

Quem nunca?...


* ele cozinha quase sempre, mas quando é a minha vez, também o chamo :D


24 de setembro de 2018

Ainda hoje é só segunda-feira!


Começou hoje a segunda semana de aulas e as coisas têm corrido dentro do esperado.
Ela segue os dias sempre animada como se não tivesse havido férias, não há nostalgias, não há desculpas, recomeçou a escola como se o fim do ano fosse outro dia.
Ele, por outro lado, já teve uma abordagem um pouco diferente mas também não posso dizer que não estava à espera de outra coisa: resistência a ficar na escola, choro e muita angústia perante esta nova realidade. Chega à escola e observa o pátio enorme, os miúdos todos soltos de idades misturadas. Não vê os colegas, conhece pouca gente e não fica à vontade, tive mesmo de o levar à porta da sala numa ocasião. Mas como tudo há tempo de espanto e tempo de hábito e vejo que lentamente a rotina começa a instalar-se.

A minha segunda semana começou menos bem, atabalhoada até. Agora a correria matinal obriga-me a despachar dois filhos, dois lanches, duas escolas e um breve instante de distração fez com que eu tivesse cortado os pães deles e depois os embrulhasse sem os ter recheado com a manteiga ou o amendoim do costume! Comeram pão seco ao lanche e quando os fui buscar reclamaram e com justiça que acharam o pão muito estranho :D

Ainda hoje é segunda-feira e eu já ando desta maneira, o que me reservará todo este ano!

16 de agosto de 2018

9 anos!



O dia do nono aniversário dela amanheceu tal e qual há nove anos, nevoeiro, tristonho e com poucas promessas, no entanto, ao correr das horas tudo mudou, o sol apareceu, o vento parou, o calor ficou e nós aproveitámos o dia até ao limite.
A festa foi orientada em dois ou três dias, quase esteve para não acontecer, ora porque temos tido muito para tratar, ora porque não há convidados ou porque o tempo está mesmo ranhoso.
Se o bom de fazer aniversário em pleno verão é ter muitas alternativas no exterior (piquenique, praia, floresta, rio) por outro lado as baixas de amigos e familiares é um ponto negativo. No final tudo se alinhou, juntámos um pequeno grupo muito animado e conseguimos mais um dia memorável gravado nestas crianças!
Ela animadíssima.
Nós de coração cheio.



O bolo, feito por mim, é apenas um pão de ló com cobertura maravilhosa de chocolate negro e maisena. Por cima estão decorações escolhidas pela senhora aniversariante. Para combinar os tons de rosa tingi o côco com corante alimentar vermelho e ficou muito giro.
Num frasco com tampa coloquei o côco necessário para cobrir todo o bolo. Diluí uma gota de corante vermelho num bocado de água (fundo de um copo); verti essa solução para o frasco, tapei-o e agitei até a água tingir uniformemente o côco ralado. Na fotografia não se nota muito bem, mas estava rosa clarinho e ficou com um efeito muito simples e bonito. Fica a dica ;)

9 de maio de 2018

Últimas vezes

A aproximação da escola primária está cada vez mais evidente. Os colegas fazem seis anos, um após outro, estão já todos tão crescidos e desembaraçados. Já nem parecem os mesmos bebés quando tinham acabado de fazer três anos (sim porque olhando agora, aos três anos ainda têm muito de bebés... :) )

Reunem-se os documentos para efetuar matrícula na escola dos grandes, pagam-se as últimas mensalidades do jardim de infância. Faltam 9 mensalidades, faltam 6 e agora faltam só duas e já nem o calendário de férias fomos obrigados a preencher... Julho será o  fim desta era, já não há bebés nesta casa, não haverá lanche dado pela escola, nem liberdade para brincar até cair para o lado. Teremos de pensar nos horários novos, na organização desta gestão diária de escola-atividades-lazer-deveres.

A minha cabeça parece um permanente jogo de xadrez, sempre a antecipar jogadas, sempre a antecipar os compromissos com semanas de antecedência. Ver quem está disponível, combinar boleias, trazer um, trazer outro, encaixar mais um e é uma comédia, porque mais vale rir.

A partir de setembro somos todos crescidos nesta casa e eu cada vez mais nostálgica.

8 de abril de 2018

E começa o 3º período



De repente estamos mesmo a começar o 3º período de aulas, mais um esticão e as férias grandes estão mesmo aí.
Estas últimas duas semanas foram óptimas em vários aspectos, os miúdos descansaram bastante das obrigações do dia-a-dia. Fomos à noite à Feira de Março com um grupo de amigos que já não víamos há muito tempo, foi tão bom que ficámos na feira até começarem a desligar as máquinas. Os miúdos eufóricos e nós entrámos na onda que até de carrinhos de choque andámos com os miúdos à nossa boleia.
Terminado o campo de férias os miúdos passaram uns dias com os avós do Minho, divertiram-se imenso mesmo com a quantidade de chuva que caiu (e ainda cai, que já não se aguenta!). Com os miúdos fora demos por nós a revirar a nossa vida. Sem que nada o fizesse prever vamos entrar agora numa nova fase profissional. Passados 7 anos e meio como colegas de trabalho, vamos agora separar-nos e abraçar novos projetos profissionais o que nos vai obrigar a reestruturar toda a nossa dinâmica familiar. Todos estes anos foram vividos 24x24h sempre a partilhar cada momento, cada arrelia, cada refeição e a partir de agora vamos passar a ter uma "vida normal" onde eu estarei mais por aqui e ele estará mais fora onde o reencontro será apenas ao fim da tarde. Embora já tivéssemos as nossas rotinas muito bem oleadas e só pontualmente precisássemos de ajuda, a verdade é que se calhar a partir de agora os miúdos terão de ser mais expeditos em determinadas alturas do dia e o facto de já estarem tão crescidos acreditamos que serão mais cooperantes perante os desafios que aí vêm e que eles já estão a par.
Trabalhar por conta própria é muito bom mas por vezes (se calhar quase sempre) nos traz momentos extremamente desgastantes e viver este estilo de vida em Portugal não é propriamente um mar de rosas... Estar agora, aos 40, a criar algo novo para um parceiro comercial já de anos é um desafio que temos a certeza que vai dar muito gozo e que aliado às responsabilidades continuaremos a ter nos traga também outras tranquilidades das quais se calhar já nem nos lembrávamos que existiam.

Este último período de aulas será uma pequena roda-vida de acontecimentos, o mais novo vai terminar o jardim de infância. Basicamente faltam apenas 3 meses para largar aquela rotina certinha, o aconchego das educadoras, a comida feita na escola, o lanche e todas as brincadeiras  dos últimos 5 anos. Como passou tão rápido o tempo... Neste último período de escola teremos ainda muitos testes, provas, audições. Vamos ter casamentos, festas de aniversário, compromissos profissionais diversos, amigos que regressam de longe, muitos convívios, jantaradas, concertos e programas familiares. Tenho sempre milhões de planos, percursos de bicicleta para fazermos com os miúdos, caminhadas, exposições. Por mim já tinha os próximos 12 fins-de-semana completamente preenchidos mas vamos lá ver se sobra um ou outro para algum momento espontâneo :D

Daqui a nada estamos em julho e depois agosto e esta família sempre com o acelerador a fundo, portanto se não nos virmos muito por aqui já sabem, estamos noutro qualquer lugar em rotação máxima!

26 de fevereiro de 2018

Há dias assim


Há dias que de tão normais, tão iguais a todos os outros, que damos por nós a questionar se a escolha da nossa rotina diária valeu o esforço de a decisão difícil de há alguns anos. Por vezes, quando atravessamos semanas de angústia esta questão torna-se ainda mais presente: terá valido a pena a troca do certo pelo incerto?

Contudo, e tal como numa relação amorosa, há certos momentos que chegam para nos demonstrar que afinal vale mesmo a pena o risco que se alinhou fazer. 
Entrar num mesmo comboio, à mesma hora de antes e cruzar-me com (algumas d)as mesmas caras com que me cruzava há anos é um exercício poderoso. O mesmo posso dizer que é difícil sair de casa a correr e ouvir os avisos de atrasos de meia-hora ou chegar à estação e ver o “meu” comboio partir do cais fazendo-me esperar 50 minutos pela próxima oportunidade de embarcar.

Sair de casa com todos a dormir, chegar a casa e metê-los na cama, passar o dia a pensar na estratégia de apanhar “aquele comboio” é algo que já estava tão distante na minha mente que só mesmo um período mais complicado me faria equacionar passar por tudo isto novamente.  E esse período aconteceu, eu equacionei, mas mantive-me firme; mantivemo-nos. Felizmente há dias assim, que fogem tanto à rotina que escolhemos que nos colocam a cabeça outra vez no eixo correcto.

24 de fevereiro de 2018

A festa do Pai foi mesmo boa**

O pai fez anos e eu empenhei-me em organizar um fim-de-semana em família em pleno Parque Natural da Serra da Estrela. Chamei os cunhados e primas e em modo segredo encontrámo-nos à hora de almoço. Foi muito bom, os miúdo loucos de alegria, brincaram até cair para o lado. Embora não houvesse muita neve, o tempo esteve maravilhoso e permitiu-nos gozar a nossa serra em todo o seu esplendor. Na zona da Torre, único sítio com neve, conseguimos brincar com o trenó e os escorregas, embora estivesse muuuuita gente, tal não nos impediu de aproveitar um par de horas em cada dia.







A par da neve, também aproveitámos para mostrar às crianças o Covão da Ametade que é sempre um local bonito seja em que altura do ano for. Inicialmente os miúdos ficaram tristes por não irmos para a neve, mas rapidamente mudaram de ideias, porque no Covão há muito que fazer! Entre apreciar a beleza do sítio, pudemos também atravessar o Zêzere saltitando nas pedras entre as margens, claro que os miúdos adoraram! A escalada também foi um ponto alto e todos subimos e descemos aquelas enormes pedras vezes sem conta. É sem dúvida um local a não perder quando forem à Serra; eu já lá tinha ido no outono, mas no inverno a beleza não fica nada atrás, creio que com neve será mesmo lindo!









Cá em casa todos fazemos anos no tempo quente, com praia, calor, gelados, piscina e por isso estou sempre a meter-me com o "meu mais velho" que o inverno é uma valente seca, no entanto, tenho de dar o braço a torcer pois este cenário também é o máximo.

Parabéns****




14 de fevereiro de 2018

Dias de folia


Este carnaval foi épico. Nada de grandes produções como de costume, mas os miúdos adoraram todos os dias. Ele foi festas nas escolas, teatro para um, ballet para as miúdas, almoço de família, almoço de amigos, tardes de brincadeira em casa dos melhores amigos, gelados, lanches, uma sequência de acontecimentos tão simples e que na verdade são sempre muito eficazes.

Num breve momento em que não choveu, calhou de finalmente fazermos a nossa expedição a uma fábrica abandonada que há imenso tempo já tínhamos vontade de ir. Eu e a minha "comadre" adoramos estas ruínas, podem ser industriais ou domésticas, mas o receio de irmos sozinhas ou mesmo as duas, nos impede a maioria das vezes. Ora sucede que depois do nosso almoço maravilhoso, não é tarde, nem é cedo que arrastámos os miúdos e os pais connosco e foi bem fixe.
As crianças vibraram imenso - os pais em choque - e nós sempre a incentivar à invasão da propriedade, a tirar fotos, a percorrer as divisões cheias de entulho, grafitadas, vidros partidos, restos de material de escritório e os miúdos sempre a correr divertidíssimos. No fim a minha mais velha só dizia que tinha adorado cada momento, que queria voltar e explorar tudo novamente e que foi "mesmo espetacular". E pronto é assim que se criam pequenos monstros curiosos, atiçando aquelas mentes porque de vez em quando podemos mesmo fazer tudo! É carnaval e ninguém leva a mal!

5 de janeiro de 2018

TPCs em tempo de férias, esse flagelo

Acho que é preciso falar disto porque, a mim admito, aborrece-me imenso esta história dos TPCs "só para eles não se desligarem totalmente da escola".

Ora bem, eu não sou contra os TPCs, toda a minha santa vida escolar fiz imensos e não me choca ver os miúdos fazê-los. Mas uma coisa é uma fichita de português e outra de matemática, uma coisa singela, uma tabuadazita, não dói, não fatiga e não esquecemos a escola, verdade? Outra coisa são 10 páginas cheias de perguntas, tabelas, textos para redigir e no fim "Boas Férias!".

Boas Férias?
Boas Férias? Fala sério!!

Cá em casa, nem eu, nem o meu esposo fomos daqueles alunos que chegavam a casa e iam logo fazer os deveres a correr para depois ir brincar. Sempre tivemos de ser mandados, lembrados, chocalhados e julgo que essa tendência é genética porque embora obriguemos (e acompanhamos) a nossa mais velha nos deveres, a verdade é que ela nem que fosse subornada fazia os trabalhos por iniciativa própria. Às vezes lá calha de se lembrar que tem de fazer uma ficha ou estudar uma partitura, mas é coisa rara. Posto isto, as nossas férias de Natal foram um pequeno inferno, obrigadinha!

Eu deixei a coisa andar, na esperança de ver a iniciativa da parte dela, mas a verdade é que esse dia não chegou. Lá andei eu de volta "faz os deveres" em loop, que massacre, até ao último dia de férias.
Professores deste meu país, bem sei que querem o bem supremo dos vossos alunos mas digo-vos em boa verdade:

Eles não vão saber mais por terem 500 fichas por fazer.
Eles não vão saber mais depois de um dia de aulas até às 17:00 e ainda terem de fazer um texto criativo, ou uma lista de contas de subtrair com empréstimo.
Eles também não vão saber mais se tiverem um fim-de-semana inteiro a converter numeração romana-árabe-romana.

Embora nas férias haja aquela ideia de que há muuuuito tempo para fazer os deveres, a verdade é que não é bem assim... Os pais não tiram duas semanas de férias, hellooo!, os miúdos têm de ser despejados num campo de férias qualquer onde não vão levar os deveres. Depois há toda uma agenda familiar que é PRIORITÁRIA a qualquer subtração ou multiplicação ou resumo. E tudo isto somado chega-se ao último dia de férias e aquela nuvem negra que é a obrigação de fazer as fichinhas não sai do nosso horizonte.

Quem me dera que a minha filha fosse como aquelas crianças que chegam logo a casa e despacham tudo e se calhar ainda queriam mais, mas infelizmente ela é daquelas mais normais...

Professores deste meu país, pensem bem nestes cenários OK! Tenho a certeza que não somos uma excepção...

3 de janeiro de 2018

UNO

Nós já jogamos UNO há milhões de anos e só recentemente introduzimos os miúdos a esta arte de jogar. Na verdade não foi agora que lhes mostrámos como se joga, já o fizemos há uns tempos mas só agora é que eles tomaram o gosto e temos feito partidas várias vezes por semana antes de deitar, curiosamente.

Entre o Natal e a Passagem de Ano demos conta dos miúdos estarem a jogar entre eles, sem qualquer adulto ou por sugestão nossa. Aquilo entranhou-se e foi divertido observá-los sobretudo por terem idades diferentes e conhecimentos tão díspares. Entre todos os primos há miúdos entre os 9 e os 5 anos (não conto obviamente o bebé G.) e até o nosso analfabeto Vasco já dá cartas como gente grande e foi mesmo divertido observá-lo. O jogo é muito básico mas como todos sabemos é muito eficaz e viciante e a parte mais entusiasmante é que toda a família pode jogar e divertir-se imenso sem grandes aparatos! Este foi sem dúvida um dos grandes hits das nossas férias de natal e só vem reforçar que não é preciso nada de muito tecnológico para entreter a malta pequena ;)

Um diálogo que deixo aqui só para não me esquecer:
- Vasco, o que é que se diz?
- Obrigado!
- Não pá! É UNO!! :DDD



24 de dezembro de 2017

Por aqui...

De repente chegámos ao Natal.

O primeiro período correu bastante bem, muita correria como o costume, mas com muito proveito.
Pela primeira vez, desde os 4 anos dela, este ano letivo não tivemos ballet. Deixámos cair esta atividade por alguns motivos, mas o mais importante foi ela ter-se apaixonado pela natação e não querer de maneira nenhuma regressar ao estúdio e aos ensaios. Com muita pena minha acatei o pedido, mas confesso que não foi uma decisão difícil de tomar.

O violoncelo também anda de saúde. Ela cresceu tanto no verão que o instrumento já está mais à medida, falta ainda uma força extra no braço e acertar o posicionamento dos dedos que as afinações começam a sair mais perfeitas.

Na escola tudo a correr bem. Pela primeira vez vejo que ela anda mais entusiasmada com a escola, com as matérias, vê a tabuada em todo o lado, quer explicar coisas ao irmão, vai lendo à noite (de forma intermitente, mas vai lendo) e as rotinas vão fluindo com aquela naturalidade própria de quem tem horários semi-rígidos a cumprir.

O mais novo lentamente vai-se despedindo do jardim de infância. A última fotografia de grupo, a última festa de natal e tantas coisas que fará pela última vez até julho quando se despedir de vez. A escola primária é um assunto cada vez mais presente nesta casa, ele quer fazer somas, ele escreve o nome, joga UNO, ouve a irmã com atenção e será toda uma nova fase por aqui.


Nós por cá andamos a equilibrar estas vidas. Este ano não foi particularmente fácil mas tudo parece estar encaminhado para que o ano que aí vem seja melhor.
Este foi o ano que escrevi menos e talvez isto se mantenha no futuro, não sei... Há certas alturas em que tudo me parece demasiado banal, que não vale a pena ser partilhado, que me sinto condicionada. Por menos que eu queira saber do que se passa por aí, a realidade entra-nos pelo cérebro dentro, satura-me tanta sacanice, tanta ganância e este ano foi fértil em casos chocantes de negligência, de abuso de poder, violência, tragédias. Tudo em conjunto é por vezes demasiado para processar e isso afasta-me do computador e reduz a zero todas as opiniões que eu possa formar.

A melhor parte de todas estas minhas insónias foi eu ter dado uma espécie de "segunda oportunidade" à fotografia. Reativei o meu portfolio, redesenhei o layout, publiquei muita coisa que estava guardada e coisas boas começaram a acontecer: mais fotografias, pessoas novas, trabalhos diferentes e a reavaliação das minhas capacidades.

Agora resta-nos saborear as festas, estar em família, desfrutar deste momento de acalmia e ansiar pelas novidades de 2018! Vamos fazer deste próximo ano, um Grande Ano, e não sou só eu que o peço, é a minha família, é o meu trabalho e sobretudo as pessoas de quem eu gosto imenso, as minhas amigas do coração.

Que 2018 seja no mínimo Extraordinário!!!