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1 de fevereiro de 2018

Leituras de Janeiro - correu bem!



Entre muitos afazeres e poucas oportunidades para escrever aqui no blog, tive alguns momentos de leitura durante o mês de janeiro.

Finalmente terminei o livro Levantado do Chão de José Saramago, já escrevi sobre este tema umas duas vezes mas agora que o finalizei posso realmente dizer que é mais um título a estar entre os melhores do nosso Nobel. Embora a trama ande ali um pouco às voltas do mesmo, o que me desinteressou durante um tempo, a verdade é que a escrita é sempre muito, muito boa. A descrição da morte, dos casamentos, da pobreza, das desigualdades sociais está perfeita e volto a dizer que não há escritor com esta sensibilidade de escolha de palavras. É um livro sobre uma família, a Mau-Tempo, que desde o início do séc XX até ao 25 de abril vai  lutando num dia-a-dia de pobreza e esforço físico em que o Alentejo é o cenário. Gostei bastante e recomendo!

A seguir li o livro A Gorda, da Isabela Figueiredo. O que dizer? Eu estava com muitas expectativas porque tinha lido algumas críticas muito positivas e entusiasmadas sobre esta história, mas a verdade é que me deixou assim um pouco querer mais. Achei a personagem sempre muito arrogante e achei que o facto de ser gorda nem sempre terá sido bem explorada, nem a operação que entretanto realiza para combater o apetite. Mas o livro não está mal escrito, pelo contrário, há passagens bastante boas e que prendem, sobretudo à medida que o livro se aproxima do fim. Gostei mas não me convenceu.

Por fim li o Fim, da Fernanda Torres. Vi a referência a este livro na Pipoca Mais Doce e fiquei logo com vontade de o comprar porque sou muito fã da Fernanda Torres desde Os Normais, que eu adorava! O livro é muito bom, conta a história de 5 amigos (homens) desde a juventude nas décadas de 60-70-80 e que chegados aos anos 2000 já na velhice, começam a fazer uma retrospectiva de tudo o que fizeram. O livro está em português do Brasil, creio que não há adaptação do texto na edição que eu comprei o que para algumas pessoas poderá ser um problema, a mim não me aborrece. Quem não está muito por dentro da cultura brasileira e carioca pode por vezes ficar perdido em algumas expressões e até lugares, mas quem viu muita novela da Globo já tem meio caminho andado para se contextualizar. Muito bem escrito, linguagem masculina muito bem recriada, as festas, o mulherio, bacanais, calor, praia, cerveja, tem tudo aqui neste livro. Gostei muito!!



Agora vamos ver o que consigo ler em fevereiro :D

30 de dezembro de 2017

Dilemas do meu serão - o resultado!


Recordam-se deste post? Pois é, no início deste ano desafiei-me a ler 12 livros, ou seja, um livro em média por mês. Se bem que tivesse iniciado com energia, a verdade é que à medida que o ano foi avançando, o meu ritmo abrandou. Tive a infelicidade de ter escolhido um ou outro título que não me convenceram tanto quanto eu estava à espera, mas a verdade verdadeira é que me deixei vencer pela preguiça; literalmente.

Dos 12 livros que eu achei que ia ler, consegui terminar 7 (coluna da direita, embora tivesse desistido do Bordain a meio) e continuo com o Levantado do Chão do Saramago já "estacionado" há uns dois meses. Ainda pensei que no último mês conseguisse dar a volta à situação, mas não tive mesmo hipótese. Embora não tivesse sido um falhanço monumental, foi um objetivo não conseguido, o que é sempre chato, no entanto, comparando com o meu ritmo de leitura dos últimos anos, isto até nem foi mau de todo. Ver o copo meio cheio acaba por ser uma boa opção :)

Ainda que tivesse ficado aquém do resultado previsto, a verdade é que os livros que ficaram por ler (coluna da esquerda), seguem diretamente para 2018 e vou tentar novamente chegar aos 12 livros para este próximo ano!
E por aí, alguém conseguiu ler mais do que no ano anterior?

Boas leituras e até breve com um resumo!!


24 de dezembro de 2017

Por aqui...

De repente chegámos ao Natal.

O primeiro período correu bastante bem, muita correria como o costume, mas com muito proveito.
Pela primeira vez, desde os 4 anos dela, este ano letivo não tivemos ballet. Deixámos cair esta atividade por alguns motivos, mas o mais importante foi ela ter-se apaixonado pela natação e não querer de maneira nenhuma regressar ao estúdio e aos ensaios. Com muita pena minha acatei o pedido, mas confesso que não foi uma decisão difícil de tomar.

O violoncelo também anda de saúde. Ela cresceu tanto no verão que o instrumento já está mais à medida, falta ainda uma força extra no braço e acertar o posicionamento dos dedos que as afinações começam a sair mais perfeitas.

Na escola tudo a correr bem. Pela primeira vez vejo que ela anda mais entusiasmada com a escola, com as matérias, vê a tabuada em todo o lado, quer explicar coisas ao irmão, vai lendo à noite (de forma intermitente, mas vai lendo) e as rotinas vão fluindo com aquela naturalidade própria de quem tem horários semi-rígidos a cumprir.

O mais novo lentamente vai-se despedindo do jardim de infância. A última fotografia de grupo, a última festa de natal e tantas coisas que fará pela última vez até julho quando se despedir de vez. A escola primária é um assunto cada vez mais presente nesta casa, ele quer fazer somas, ele escreve o nome, joga UNO, ouve a irmã com atenção e será toda uma nova fase por aqui.


Nós por cá andamos a equilibrar estas vidas. Este ano não foi particularmente fácil mas tudo parece estar encaminhado para que o ano que aí vem seja melhor.
Este foi o ano que escrevi menos e talvez isto se mantenha no futuro, não sei... Há certas alturas em que tudo me parece demasiado banal, que não vale a pena ser partilhado, que me sinto condicionada. Por menos que eu queira saber do que se passa por aí, a realidade entra-nos pelo cérebro dentro, satura-me tanta sacanice, tanta ganância e este ano foi fértil em casos chocantes de negligência, de abuso de poder, violência, tragédias. Tudo em conjunto é por vezes demasiado para processar e isso afasta-me do computador e reduz a zero todas as opiniões que eu possa formar.

A melhor parte de todas estas minhas insónias foi eu ter dado uma espécie de "segunda oportunidade" à fotografia. Reativei o meu portfolio, redesenhei o layout, publiquei muita coisa que estava guardada e coisas boas começaram a acontecer: mais fotografias, pessoas novas, trabalhos diferentes e a reavaliação das minhas capacidades.

Agora resta-nos saborear as festas, estar em família, desfrutar deste momento de acalmia e ansiar pelas novidades de 2018! Vamos fazer deste próximo ano, um Grande Ano, e não sou só eu que o peço, é a minha família, é o meu trabalho e sobretudo as pessoas de quem eu gosto imenso, as minhas amigas do coração.

Que 2018 seja no mínimo Extraordinário!!!










20 de novembro de 2017

O natal está quase aí!




Já viram que falta quase um mês para o Natal?

Este ano vou dar o tudo por tudo e fotografar famílias no nosso escritório. Não é a primeira vez que recebo cá gente para fotografar, mas desta vez é todo um novo aparato. Ando há uns tempos a pensar no cenário, faço assim, faço assado, mais natalício, mais simples, mais luzes?! Entretanto acho que já estou a chegar a um consenso comigo e reuni algumas coisinhas que me são queridas dentro de um estilo que particularmente me agrada muito - A Feira de Antiguidades no Natal.

Adoro a beleza dos artigos de outro tempo. Qualquer objeto que seja tem uma estética cuidada mesmo no mais banal recanto. É assim que vou celebrar o natal este ano, dentro da simplicidade e da alegria que a época exige. Vou estar a receber a minha família e amigos, mas quero conhecer mais gente! Vamos lá fazer brilhar essas famílias!

Ainda posso contar convosco, ok!
escrevam-me para global@umcapitulo.pt e visitem o meu portfolio em www.umcapitulo.pt
No centro de Aveiro - Escritório da Meio Kilo, R. Clemente de Melo Sagres de Freitas nr 20 (na praceta do Alboi)


13 de novembro de 2017

Encomendas com a Pisamonas*



Há dias recebi o gentil convite para experimentar a loja online da Pisamonas e desta forma conhecer a nova coleção Outono Inverno 2017. Eu já conhecia tanto a marca como o site, no entanto ainda não tinha calhado fazer uma encomenda. A verdade é que eu sou uma daquelas mães que NUNCA sabe o número que os filhos calçam e isso acaba por me afastar das compras online de calçado. Mas então aqui estava eu perante uma oportunidade que não pude deixar passar e não foi tarde nem cedo que pus os miúdos em frente ao computador e juntos escolhemos os nossos novos modelitos para a próxima estação. 

Fui uma mãe moderna e arejada e deixei-os escolher à vontade, mas não à vontadinha, claroooo! Antes deles explorarem o site já eu tinha feito o trabalho de casa e fui orientando os miúdos para os modelos mais adequados ao nosso dia-a-dia mas também às suas necessidades do momento. Botas Safari, um clássico com um twist colorido para os dois, isso foi logo ponto assente, mas as cores foram totalmente à responsabilidade deles: roxa para ela, vermelhas para ele. Admito que foi um pouco demorada a escolha, porque os modelos de botins são todos muito giros, simples e coloridos o que só dá vontade de mandar vir um de cada, mas bem, calma! Também escolheram um par de ténis e umas sabrinas "para os concertos, mãe", da minha parte foi só conferir os números.

Para além de modelos infantis, também é possível comprar números grandes, ideais para adolescentes e mães então também eu aproveitei a boleia e mandei vir umas sabrinas de mulher vermelhinhas para mim que já há muuuuito tempo que andava com esta ideia. Também podia ter optado por umas sandálias porque também há calçado de outras estações, mas admito que já tenho o chip em modo inverno.


Depois de confirmada a encomenda e desta ter chegado num abrir e fechar de olhos (verdade!!) tivemos uma espécie de evento pré-Natal pois os miúdos amaram abrir as caixas de sapatos, experimentar e comparar as "suas compras". A qualidade dos sapatos correspondia ao que estava à espera pois a visualização no site é bastante fiel o que muitas vezes é um ponto negativo quando se trata de compras online. Como eu não estava muito certa dos números dos miúdos acabei mesmo por ter de trocar os sapatinhos deles, mas também foi rápido, na mesma semana chegaram, pedi a troca e regressaram, o que foi muuuuito fixe!


E vocês, já experimentaram a Pisamonas? Desconfio que para a próxima estação já cá estou batida ;)





As botas safari são mesmo muito giras! Estive vai-não-vai para encomendar umas para mim, mas depois acabei mesmo por me render às sabrinas encarnadas!

*Este post foi escrito em parceria comercial com a Pisamonas Portugal com total liberdade de escrita e opinião.

21 de setembro de 2017

Cenas para a casa, essa desgraça


Há dias fui surpreendida com o gentil envio do catálogo IKEA o qual comecei de imediato a inspecionar, obviamente! Numa altura em que estamos (novamente) com mudanças cá em casa por causa do quarto dos miúdos e também o nosso quarto, aproveitei logo para tirar umas notas para uma possível excursão à loja azul e amarela.

Eu sei que ninguém me perguntou nada mas eu deixo-vos à mesma algumas das coisinhas que captaram a minha atenção!

Embora tenhamos uma estrutura de madeira que, em princípio, iremos converter em duas secretárias, pode dar-se o caso de a nossa aventura de bricolage não dar certo e aí já estou prevenida com um ou dois modelos simples e funcionais. Aquele candeeiro articulado também está quase certo de que vem cá para casa, adorei a cor verde pálido!

Para o nosso quarto temos aqui um pequeno problema, eu não gosto NADA de ter uma secretária com computador/monitor/fios e discos vários, mas tem mesmo de ser não há volta a dar. Neste momento temos um tampo de uma mesa um pouco sobredimensionado para o espaço disponível e então aquela opção vertical de fixar à parede parece-me OK. Pessoalmente, e dado o nosso estilo itinerante de mobiliário cá em casa, não posso dizer que "adoro" esta opção, mas no sítio em questão ainda será de facto o melhor. Sendo uma estrutura em madeira simples e com prateleiras reguláveis acho que vou apostar nesta solução.
Depois o WC esse eterno desafio espacial, tudo indica que teremos em breve de fazer uma pequena obra para troca o lavatório (que é daqueles ridiculamente pequenos) e nessa altura vamos equacionar uma ou outra opção de arrumação, ou fechada ou aberta... logo veremos.

Enfim, tirando as loiças e pequenas coisas que eu NUNCA resisto, estas seriam assim aquelas que fariam uma diferença maior cá em casa. Agora é arranjar um tempinho para a excursão :D

4 de setembro de 2017

Cada um no seu reino


Este fim-de-semana dedicámo-nos à tarefa, já muito adiada, de separar os miúdos, ou seja, cada um no seu quarto. Por mim continuava a ignorar o facto de a nossa mais velha já estar na altura de querer o seu espaço sem que o irmão esteja sempre a meter o bedelho, mas a verdade é que a ideia da "separação" veio animar a malta pequena cá de casa. Eles até se dão bem, conversam IMENSO quando se deitam, mas a perspetiva de cada um ser dono do seu pedaço foi deveras aliciante.

Pusemos então mãos à obra!

Desde que nos mudámos para esta casa nova deixámos um dos quartos vazios (a suite) e era lá a chamada "Terra de Ninguém" onde recebíamos os nossos amigos e familiares, onde tratamos das roupas, onde temos o computador e tralhas afins. O primeiro passo foi então reorganizar toda a tralha e mudar o nosso quarto para "a suite". Passada a primeira prova, pudemos então mudar as coisas do Vasco para o nosso antigo quarto e reorganizar todos os móveis e brinquedos de cada um e fazer as "partilhas" dos brinquedos em comum. Felizmente todo o processo foi ordeiro e sem dramas e o resultado foi do agrado de todos.
Eu ainda pensei que eles fossem ficar nostálgicos, chorosos, que acordassem de noite com saudades, mas correu tudo bem, está tudo super excitado com a novidade e agora é tempo de dar vida a estes espaços tão amplos e estas paredes tão despidas. Em breve faremos uma ou outra remodelação (ao cadeirão da Leonor por exemplo) e acrescentaremos secretárias para cada um.
Mais uma etapa virada!

8 de agosto de 2017

Costa Vicentina - diário fotográfico

Na semana passada estivemos pela Costa Vicentina, éramos 8 - nós e as primas do minho e foi uma loucura. Ficámos em Monte Clérigo e foi a minha primeira vez nesta zona do país e confesso que tinha mesmo muita curiosidade em conhecer. Passámos os dias de um lado para o outro e sempre que perguntávamos aos miúdos Qual a praia favorita? eles respondiam invariavelmente que tinha sido a que escolhemos naquele dia.
Levei a minha máquina fotográfica principal e embora tivesse fotografado ocasionalmente da parte da manhã, a maioria das fotografias acabaram por ser ao fim do dia, quando já estava mais fresco e com aquela luminosidade especial.

Monte Clérigo
Ficámos alojados em Monte Clérigo, a escassos metros da praia e embora neste sítio o mar fosse mais descontrolado e o vento mais constante, é sem dúvida uma praia muito boa de se estar, basta procurar uma zona mais próxima da falésia (próxima não é de todo "em cima" não se preocupem). Por ter mais ondulação havia bastantes surfistas e escolas, mas isso não era só nesta praia. Os miúdos gostaram imenso, o mar bravo não os intimida, já estão habituados a estas maluquices da praia.



As meninas mais velhas entraram bem no espírito surf.






Arrifana
Para fugirmos ao vento refugiámo-nos na praia de Arrifana e tudo é lindo aqui. O mar é bem mais calmo, mas também há muito surfista. O ambiente é óptimo, muitas famílias super desportivas, muita criança a fazer surf e body board deu gosto ver. Reparei também que embora seja época de restrições de cães na praia lá havia um ou outro com os donos, mas é daquelas coisas que nunca incomodou.


Durante a semana em que lá estivemos a maré baixa era ao fim da tarde e não podíamos ter tido mais sorte. Praias compridas, paisagens muito agressivas e que impressionaram as crianças. Foi sem dúvida aquilo que mais gostei na Costa Vicentina foi sem dúvida o recorte das falésias, as pedras aguçadas, os reflexos, tudo lindo e vale muito a pena a visita.



Os miúdos sentiram-se sempre muito livres e selvagens, tudo era uma aventura, sempre dentro e fora de água.


Odeceixe
No dia dos meus anos pude escolher a praia para passarmos o dia, a eleita foi Odeceixe porque li que era a "mais linda" de toda a costa. Quando chegámos era de facto uma paisagem muito, muito bonita, estava maré cheia (tive pena de não fotografar mas tinha a máquina no fundo da mochila...) mas quando chegámos ao areal o vento era insuportável. Há uma grande praia redonda com o rio Seixe a fazer o recorte junto ao mar, é mesmo fixe. Embora estivesse bastante desagradável isso não foi impedimento para as crianças que adoraram este SPOT. De todas as praias esta foi a preferida porque o rio, na maré baixa, ficou quase vazio e mais quentinho :)





Amoreira
Quando chegámos à Amoreira estava nevoeiro, mas passado um bocado dissipou-se e acabámos por ficar na praia mesmo até ao fim do dia, estava perfeito. Mais uma vez a paisagem era maravilhosa com muitas falésias e pequenas piscinas da maré vaza.







Lagos
Num dos dias fomos mais para sul, bastou uma meia hora de viagem para que a temperatura subisse mais de 10º, julgo que apanhámos um dos dias mais quentes de que nos lembrávamos de alguma vez de ter estado na praia. A areia estava tão quente que ficámos literalmente com os pés queimados, uma coisa impressionante como num país tão pequeno podemos ter estas diferenças tão acentuadas.
Eu nunca tinha estado na praia Dona Ana e mesmo correndo o risco de estar imensa gente lá fomos e passámos um bom dia, mesmo sob sol abrasador. A paisagem é aquele postal típico do Algarve, pedras que surgem do mar, falésias douradas, mar turquesa, o pacote completo. Os miúdos adoraram mais uma vez o passeio, a água estava fresca e difícil foi arrancá-los para vir embora.



Foram sem dúvida umas férias que vão ficar gravadas na memória de todos. Divertimo-nos imenso, vimos coisas lindas, novas e fica aquela sensação de que só podemos estar no melhor país da Europa para viver. Com todos os problemas que temos, é tão fácil ser feliz com tão pouco...