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21 de junho de 2018

O Bicho Papão existe mesmo

Capa da revista Time, julho 2018

Ontem estava uma trovoada dos diabos; a certa altura caiu um raio aqui muito perto, o que provocou um trovão muito intenso, daqueles que até parecem fazer estremecer o prédio. Os meus filhos, que estavam à janela a apreciar a trovoada, assustaram-se com o estrondo e o meu mais novo por pouco não desatou a chorar com o susto que apanhou, procurou logo o meu colo.

Estes são os medos dos meus filhos.
As suas preocupações resumem-se a chegar à hora marcada nas festas de aniversário, ter os trabalhos de casa feitos, saber identificar notas nas pautas. Reclamam se as bolachas acabaram e pedem mais, disputam o tablet e o comando da TV e têm liberdade para vir para a cama dos pais.

O que se passa atualmente nos EUA e também em vários pontos do mundo, incluindo a civilizada Europa é algo que ultrapassa qualquer adjetivo. Crianças utilizadas como escudos polítcos!! Crianças detidas em cenários aterradores onde os adultos que as guardam têm ordens para não demonstrar afeto. Adultos, chefes de governo, representantes de países civilizados estão deliberadamente a destruir uma geração inteira de futuros adultos. Nenhuma criança, jamais deveria passar por algo sequer semelhante! Se me disserem que há crianças que passam ainda pior do que estas na fronteira dos EUA, infelizmente não poderei duvidar que isso seja possível. Neste momento, acredito que o ser humano é mesmo capaz de se superar em crueldade e frieza para com o seu semelhante. A troco do quê??

Ando em total agonia, não é de agora, mas cada vez o sentimento é mais horrível, insuportável! Quando vou espreitar os meus filhos, que inocentemente dormem tranquilos, só penso que se de hoje para amanhã também nos tornarmos refugiados, o que faremos? Caminhamos a passos largos para uma ruptura geral de falta de respeito, de humanismo, de cultura, de empatia...

O que pensar?! E pior! o que fazer???

Para quem quiser ler mais sobre este assunto deixo aqui alguns links que podem ajudar a documentar-nos mais um pouco:

- aqui

- aqui

- aqui

- aqui

- aqui

22 de setembro de 2017

Fomos passear a Óbidos!

No primeiro fim-de-semana de setembro fomos com a família do Minho dar um passeio para os lados de Lisboa. No ano passado a experiência tinha sido tão boa no eixo Mafra-Sintra que este ano quisemos repetir a dose, também ficando na Mata Pequena como sede familiar ;)
Começámos o nosso passeio em Peniche com uma breve paragem para almoçar, no entanto não deixámos de fazer uma rápida visita ao forte.



Durante a tarde passamos umas horas em Óbidos que curiosamente acolheu um festival de circo de rua com vários artistas a animar em diversos pontos da vila. Os miúdos adoraram, claro está! Fora o festival, é sempre um prazer regressar a Óbidos, no entanto, e à semelhança de várias cidades/vilas/aldeias/praias também aqui há MILHÕES de pessoas em todo o lado e é quase sufocante passear. Não dá!


As crianças são um pouco imunes a estas invasões, cá para mim começam a achar que isto é normal e se calhar o melhor é começarmo-nos a habituar também... Ainda que estivesse uma enchente bíblica nas ruas, tivemos a sorte de entrar na livraria Ler Devagar e estar por breves momentos num ambiente sossegado e muito giro. Os miúdos adoraram todo o ambiente, a disposição dos livros, a pequena mercearia e eu aproveitei e comprei As Aventuras de Tom Sawyer por uns singelos 3€.



Entretanto não posso deixar de fazer o triste reparo da mais recente moda/parvoíce que uma alma se lembrou. Mesmo à entrada de Óbidos há um cartaz a comparar uma casa branquinha com a mesma toda rabiscada de azul, pede-se no cartaz que não se marquem as parede. Ora sucede então que alguém achou GIRO passar o dedo nos frisos azuis e vai de escrever o nome na parede caiada de modo a que fique mesmo registado que lá passou. Se fosse só uma parede, se fosse num bar, OK, mas meus amigos, são várias as casas na rua principal que já sofrem com este vandalismo. Enfim, o que dizer? Vão sujar as paredes da vossa casa masé!

No ano passado fomos a Óbidos e garanto que isto ainda não tinha começado...







Os miúdos adoraram este número de fado! Muito fixe!





Tirando a rua principal que é realmente o caos de lojas, pessoas, barulho e agora também as TAGs, todo o resto da vila permanece parada no tempo e é tão bom contemplar esta paisagem.


31 de agosto de 2017

IKEA não podes ver nada!!



Hahaha :D
infelizmente ainda não tenho a minha cópia do catálogo IKEA mas lá chegaremos :D
imagem daqui

11 de agosto de 2017

Ai as arribas



A sério, mas as pessoas ainda se deitam ao lado das arribas!?!
Reparem nas toalhas estendidas nas PEDRAS QUE CAIRAM!!!
Reparem nas FENDAS e NO SINAL VERMELHO!!! HELLOO!!

Na semana em que estivemos de férias não pude deixar de reparar na quantidade de gente que se deita mesmo ao lado das arribas. Para além de estarem na chamada red zone, há imensos sinais de proibição e avisos de queda iminente mas mesmo assim, é ver grupos de adolescentes, famílias inteiras e até pequenas tendas super artilhadas, ali mesmo juntinho às fendas da falésia. Eu compreendo que numa zona ventosa como na costa alentejana ou com um sol de esturricar como no Algarve, a tentação de ter uma mega-sombra é grande, mas quer dizer, será que vale a pena o risco de levar com um calhau de uma tonelada na tola? Estas pessoas não vêm notícias, não sabem que as arribas estão super frágeis?
Eu juro que fiquei chocada, não só por as pessoas estarem deitadas nestes cenários, mas porque também havia pessoal a tirar selfies mesmo na beirinha da falésia, lá em cima!!

Please, pessoal, "deslarguem" lá a red zone pá!!



14 de maio de 2017

um 13 de maio epicamente popular



Portugal esteve ao rubro neste 13 de maio.
Eu que não sou crente, nem praticante, nem adepta, nem festivaleira dei por mim a vibrar com estes três acontecimentos. Vi missas, vi relatos, vi todas as canções e as votações do festival da canção.
Nunca antes visto!

Nunca-Antes-Visto!


21 de abril de 2017

Música para o fim-de-semana



Esta semana foi cheia de pontos altos de estupidez humana. Terrorismo, dúvidas fatais sobre a ciência, guerras, enfim, o costume...

Há pouco tempo tive a oportunidade de assistir ao concerto de primavera dos  alunos do Conservatório de Aveiro onde foi tocada a 7ª Sinfonia de Beethoven. Embora eu já tivesse ouvido esta obra durante anos a fio no carro e em casa dos meus pais, que são grandes entusiastas de Beethoven, a verdade é que para mim nunca passou de "mais uma obra" de música clássica. Tal como qualquer espetáculo musical ao vivo a emoção com que sentimos a música é totalmente diferente e neste caso posso dizer-vos que foi quase avassalador assistir a 7ª Sinfonia tocada com tanta paixão por aqueles jovens. Depois no fim juntou-se o Coro de alunos e pais e quase que o teatro veio abaixo, foi verdadeiramente maravilhoso e emocionante.

É nestes pequenos momentos que a minha esperança no mundo se renova. O ser humano é tão complexo... é capaz de fazer coisas incrivelmente belas e esta música, sobretudo a introdução é realmente um exemplo perfeito disso mesmo.

9 de novembro de 2016

SEM PALAVRAS


De facto...

Era um cenário que não queriamos acreditar.
Agora é uma realidade.
Que futuro nos aguarda?? M-E-D-O!!

8 de agosto de 2016

No dia mais quente do ano...

(fotografia Dato Daraselia, jornal Público)

Ontem, no dia mais quente do ano fomos de viagem para o Minho. Pouco passavam das 4 da tarde quando subimos a A25 e vimos o céu todo negro junto aos cortes para a A29, nesse instante estava uma GNR a retirar os cones que cortavam o acesso à autoestrada, mas já não fomos a tempo de cortar por ali e optámos por seguir para Norte via A1, passámos a portagem e Albergaria e nesse instante cortaram o acesso para o Porto. Em segundos tivemos de optar entre ficar no largo da portagem à espera que o fogo passasse ou se seguiríamos antes para Sul para sair na saída seguinte e só então voltar a tentar regressar ao caminho para norte.
Optámos por seguir para sul.
Quando nos aproximámos do corte nunca imaginámos que iriamos ficar ali, ao sol sob 38º, durante duas longas horas. Embora tivéssemos apanhado uma seca monumental, as crianças estavam sossegadas, sempre a ouvir música e demos graças por termos ar condicionado. Por sorte, nunca pediram nem água, nem wc, nem comida, porque nós não tínhamos nada! Não tão bom, foi avançar 2 km em duas horas; pior foi ainda ver gente a furar a fila com aquele ar de burrinho-chico-esperto de quem não "imaginava" que a fila fosse para a saída da autoestrada. Não fosse tanta gente dessa espécie e se calhar teríamos saído dalí uma meia hora mais cedo. Não fosse também a saída ter apenas 3 portagens para uma imensidão de carros que vieram de norte e sul e a maior parte dos condutores AINDA NÃO TER VIA VERDE (!!!!!!!) e a coisa teria sido mais fácil. Claro que se a brisa e a via verde tivessem optado por NÃO COBRAR aos utentes que só queriam fugir dali, que tudo também teria sido melhor, mas enfim...

Caso tivéssemos conseguido passar para norte à primeira o cenário teria sido horrível, como se pode ler nesta publicação do Facebook e que passo a citar:

"Quem será este casal?

Ontem, durante o corte da A1 na zona de Estarreja, entre as 17 e as 20h, estas 2 pessoas pensaram nos outros milhares de pessoas que estiveram, várias horas, paradas e abandonadas na auto-estrada, com 42º dentro dos carros.

Foram milhares e milhares de pessoas abandonadas à sua sorte, sem que alguém de responsabilidade, e, que certamente é pago para pensar nos outros, aplicasse um suposto plano de emergência rodoviária, tendo em conta as consequências de um corte de via durante várias horas, numa auto-estrada paga, sob um calor infernal e sem qualquer tipo de alternativa ou fuga.

Sob aquele sol escaldante com forte cheiro a queimado, aconteceu tudo aquilo que se possa imaginar e também aconteceu aquilo que nunca sequer se poderia pensar que pudesse acontecer, desde alguém que desmontou o rail central da via para fazer inversão de marcha, até ao acto do tripulante do Mercedes Coupé com matrícula...-58-QM, que saiu do carro com uma pistola em punho, contra quem não o queria deixar circular pela berma.

Depois de várias horas de momentos únicos, o trânsito começa lentamente a circular, quando, pouco mais de 1km percorrido, eis que se verifica um reacendimento na berma e no separador central, sem qualquer carro dos bombeiros no local, vendo-se no meio do fumo 2 militares da GNR, sem máscara anti-fumo ou qualquer tipo de protecção adequada, que, desesperadamente faziam circular os carros dentro do espesso fumo, com as chamas da berma a lamber os pneus da viatura e os meus companheiros de viagem a dizer - se alguém pára, morremos todos!

Não era a nossa hora nem o nosso dia, felizmente ninguém entrou em pânico, conseguimos passar pelo meio do fogo, mas, NUNCA a via deveria ter sido aberta, sem reunir condições mínimas de segurança e sem a presença de meios de socorro no local!

Foi um dia de momentos muitos intensos. Momentos, onde os seres humanos se revelam, com tudo aquilo que têm de bom e de mau. Muitos pormenores ficam por descrever... e termino com um MUITO OBRIGADO ao casal da foto, que graciosamente pensou nos outros e decidiu oferecer garrafas de água a todos, através da vedação da auto-estrada.

São pessoas destas que merecem as medalhas! São pessoas destas que com o passar das horas pensam...e pensam no sofrimento dos outros. São pessoas destas, pessoas com uma dimensão moral e solidária anónima que não têm preço, que espontaneamente se doam aos outros sem esperar receber nada mais em troca do que o sentimento de ter ajudado quem precisava. São pessoas de coração grande e de alma pura que merecem as "conde...corações" de gratidão.

Um sincero MUITO OBRIGADO, para este casal de Coração Grande!

Pedro Ladeira
"

Entretanto o casal do texto acima foi localizado e já se sabem mais pormenores do que aconteceu.
via Público.

Após quase 4 horas de viagem lá conseguimos chegar ao Minho e mais uma vez, quando chegámos, mais cenários de incêndios violentos bem perto de onde moram os avós. Foi o dia mais quente do ano, onde infelizmente vimos o pior do que muita gente é capaz de fazer, mas por outro lado, há sempre heróis que se destacam e são esses os exemplos que queremos dar aos nossos filhos e que apontamos em tempo real.

30 de abril de 2016

Antes que matem os elefantes - fomos ver!


Quando há umas semanas vi na newsletter do Centro Cultural de Ílhavo, que a Companhia Olga Roriz vinha cá apresentar um novo espetáculo no dia Mundial da Dança, nem hesitei em decidir-me a ir. Desde a altura do espetáculo de Pedro e Inês, que tenho vontade e ir ver uma coreografia desta companhia e embora eu não seja expert em matéria de dança contemporânea, não posso deixar de dizer que me sinto sempre muito cativada pela emoção que este tipo de dança passa para quem vê um espetáculo.
Desafiei a Miriam, que já tão bem descreveu o que sentiu ontem aqui, e lá fomos desfrutar um par de horas, só as duas, que bem merecemos.
Para ser sincera, nem me lembrava do que dizia a sinopse do espetáculo Antes que Matem os Elefantes, lembro-me de ter comprado os bilhetes só mesmo porque se tratava da Companhia Olga Roriz e isso chegava-me. Tal como no cinema ou na literatura, costumo optar pela autoria (ou realização) do que pelo conteúdo, gosto de ser apanhada desprevenida, só vejo trailers no fim dos filmes e só depois do espetáculo fui ler o resumo da coreografia e assimilei melhor alguns detalhes que ambas debatemos já no carro no regresso a casa.
Caso possam, não deixem de ver este espetáculo. Começa logo com um aperto no coração, tem momentos muito crus, com ausência de música prolongada e uma cenografia que capta metaforicamente muito bem o contexto sobre o qual desenrola a narrativa.

"Em frente… sempre em frente não olhar para trás. Olhos fechados sem querer pensar, o frio, o medo do frio, a fome."



Muito bom!
A ver se em breve repetimos nova soirée  ;)

Fotografias - Paulo Pimenta

17 de abril de 2016

Sem dúvida O MELHOR jardim de infância!!



Adoro uma boa escola, com ideias inovadoras e arrojadas que tirem partido de todas as capacidades das crianças. Deixo-vos um espetacular caso de sucesso onde um projecto de arquitectura de forma circular permite que as crianças usufruam de todo o edifício, mas todo mesmo, incluindo o tecto. Sendo circular as crianças podem fazer aquilo que mais adoram - CORRER! - e aqui podem fazê-lo infinitamente ou até que os pais os vão buscar :D

Deixo-vos também algumas fotografias do ambiente e pelas caras das crianças, isto só pode ser do melhor. Quem me dera que os meus filhos tivessem a oportunidade de experienciar este edifício!


O bebedouro como ponto de encontro e troca de informações super importantes!


Correr em círculos - loucura!!
A cobertura tem várias clarabóias que permitem que as crianças do topo espreitem para o interior e desafiem as que estão lá dentro. O objectivo é passar o maior tempo possível na rua.



600 caixas de uma madeira leve foram colocadas no interior do edifício de modo a que crianças e funcionários lhes atribuíssem a melhor função. Transformam-se em estantes, bancos, mesas, comboios, torres... O interior da escola não tem paredes e as crianças estão todas misturadas.



Barretes de proteção para sismos, ou como transformar um assunto assustador em algo completamente divertido!



Fuji Kindergarten, Japão
Takahuru Texuka, arquitecto
entrevista completa

5 de abril de 2016

Iniciativa "E se fosse eu? Fazer a mochila e partir"


Já vi esta iniciativa ser divulgada em alguns sítios e acho que é um excelente exercício que todos deveríamos fazer. 
Em nossa casa, embora não vejamos muitos noticiários, ocasionalmente vemos na presença dos miúdos algumas notícias sobre a crise dos refugiados e explicamos de forma sucinta e sem ser demasiado gráfica a situação vivida por adultos e crianças. Os miúdos retém as coisas à maneira deles, fazem perguntas mas nunca sabemos bem o quanto isto na verdade os afecta, ou se afecta de todo... Pergunto a uma criança de 6 anos o que mais lhe importa colocar numa mochila e diz-me que são os lápis, o caderno, uma tesoura, a Elsa, o cão grande (com o qual dorme sempre) e uma tenda onde coubéssemos todos - é este o kit essencial da minha filha.

E o nosso? Assim de repente se caísse aqui um míssil, que raio punha eu dentro da mochila???

Dinheiro, limpava o que podia do banco.
Dois polares
um kispo fino
(colocava as fotografias e documentos pessoais na dropbox... acho eu)
kit higiene e mini farmácia e canivete suíço
telemóvel (será que valia a pena?)
boletins de vacinas

vestia o máximo de roupa possível
sei lá!!

Mas nem quero imaginar o sofrimento que é arrastar duas crianças em pânico nem tão pouco imaginar não ter destino ou ser rejeitada num suposto destino. É mau demais :(

Fica o desafio e mais uma reflexão...


13 de março de 2016

O ponto alto do nosso fim-de-semana


Esta é uma daquelas imagens que vale mil palavras, ainda assim, o acontecimento merece uma nota de esclarecimento para memória futura :)

Aos 3 anos e 8 meses a nossa riqueza mais nova começou a andar de bicicleta como os meninos crescidos, como ele diz. Após quase dois anos a andar na bicicleta de equilíbrio, achámos que seria tempo de passar ao nível seguinte. Fomos buscar a bicicleta antiga da mana, ajustámos o selim e o guiador, retirámos as rodinhas e após umas poucas voltinhas eis que o rapaz conseguiu pedalar sozinho para trás e para a frente perante os nossos olhares incrédulos. Durante a semana que passou, em casa, ele subiu para a bicicleta; nesta altura ainda não tinha os pedais nem as rodinhas de apoio, os quais tirámos para ele não se desabituar do equilíbrio. Nesses dois ou três dias ele foi medindo a força e as distâncias para a "nova" bicicleta e quando chegou a hora da verdade, foi mesmo instantâneo e a adaptação foi impressionante.


Isto vem reforçar a ideia de que vale a pena retirar os pedais e rodinhas das bicicletas convencionais antes de ensinar seja o que for a uma criança. Ao contrário do irmão, a L já tem mais dificuldades em se adaptar à bicicleta sem apoios. Embora ela tivesse dado ao pedal sem apoio sem ter dado conta, a verdade é que se sente ainda muito insegura, mas está a um passo de conseguir equilibrar-se bem.
A bicicleta dela é em segunda-mão, comprámo-la online e foi a melhor coisa que podíamos ter feito!
(para ela - roda 20'')
(para ele - roda 14'')

11 de março de 2016

Mega Inspiração para o fim-de-semana - Maddie Ziegler



Maddie Ziegler, apenas 13 anos. Um nome a reter! UAU!

4 de março de 2016

Para o fim-de-semana - quando um fotógrafo se impressiona


Caso não sigam, convido-vos a seguir a conta de instagram do fotógrafo de arquitetura Fernando Guerra, vão ficar impressionados e maravilhados com as suas perspectivas extraordinárias.
Este trabalho em particular parece ser tocado o Fernando de uma forma especial...









Zaha Hadid I Galaxy Soho I Beijing China



extraordinária abordagem. Todas as fotografias captadas com print-screen via instagram.

15 de fevereiro de 2016

Sobre o post d'O Sistema

Creio que não houve outro post que tivesse estado tanto tempo para ser publicado como o post d'O Sistema. Escrevia, apagava, escrevi a versão final, depois a finalíssima e na hora de publicar fechava o blogger e ia pensar se devia ou não publicar. Por vezes há assuntos que nos inibem, que nos preocupam tanto que receamos falar sobre eles, umas vezes porque temos medo que nos julguem outras porque simplesmente não passam de macaquinhos no sótão e as coisas até são mais simples do que julgávamos. Serve este blog, e sempre serviu, para eu dissertar sobre o desafio que é a maternidade, tal como diz no subtítulo, aliás. Gosto de blogs sem peneiras e é isso que eu também gosto de ser. Ao ter publicado o post do sistema provavelmente terei dado uma parte fraca daquilo que eu sou, mas ter recebido um feedback tão positivo, tantas partilhas sobre as mesmas preocupações deu-me a oportunidade de refletir sobre esta questão e saber que há sempre gente desse lado que passa pelas mesmas questões que nós passamos (sim, porque isto não é um problema que me bate só a mim...) e isso dá-nos alento e confiança quando vemos alguns progressos nas questões que nos atormentam.

Posto isto, era só para agradecer quem ainda lê e comenta blogues, porque efetivamente isso faz toda a diferença!!

***

27 de janeiro de 2015

27.01 - 70 anos



O mais extraordinário é saber que alguém pensou nisto ao pormenor e que esse alguém, um dia, foi uma criança que brincou e foi inocente.

70 anos da libertação de Auschwitz.

26 de setembro de 2014

reflexões para o fim-de-semana

Uma pequena reportagem sobre a vergonha alheia.



Porque às vezes não paramos para fazer o essencial, parece que as nossas vivências só ficam validadas quando as ("com")partilhamos centenas de vezes.
ASPIRATIONAL from Matthew Frost on Vimeo.


Acho que esta entrevista foca aqui vários pontos muito importantes, sobretudo a polémica dos TPC, da desvalorização da educação artística e desportiva e na mania que muitos têm de que os garotos são hiperativos. Gostei muito e deixo aqui a entrevista do Observador na íntegra, para mais tarde recordar.

“Hoje não vou à escola!”, quantas vezes já ouviu o seu filho dizer isto, logo pela manhã, acabado de sair da cama? No início de mais um ano letivo, o psicólogo clínico e psicanalista Eduardo Sá lança um livro cujo título toma emprestado o protesto infantil. A ideia é explicar que as crianças saudáveis são afoitas, curiosas e que, às vezes, não têm vontade de ir às aulas. “Hoje não vou à escola!“, da editora Lua de Papel, chega esta quinta-feira às livrarias.
Porque “a família é mais importante do que a escola e brincar é, pelo menos, tão importante como aprender”, Eduardo Sá fala dos excessos cometidos no ato de educar uma criança e aponta o dedo tanto a pais como a professores. Defende que, depois de um longo dia de trabalho, é obrigatório que a criança brinque (em vez de se lançar aos trabalhos de casa ditos “XXL”). E, antes de um pai exigir boas notas, deve ensinar ao filho valores como honestidade e humildade.
A crítica às escolas é clara, ao Ministério da Educação também: “Os diversos governos, desde há vários anos — e com todo o respeito — têm gozado com os pais. Fala-se de uma educação para todos e os jardins-de-infância conseguem ser mais caros do que as universidades privadas”. Mas também destaca os longos períodos de aulas e a pouca importância que é dada a disciplinas como educação física e musical. A solução passa, pois, por criar, em conjunto, um sistema educativo onde as crianças fujam para a escola em vez de fugir dela.
Mas o também professor da Universidade de Coimbra e do ISPA, além de autor de livros virados para a saúde familiar e educação parental, deixa ficar ainda o aviso: os pais não devem viver em função da agenda social dos filhos. A consequência pode resvalar para um divórcio a prestações, até porque o mais importante na vida, diz, são as relações pessoais. “Pais mal-amados, por melhores pessoas que sejam, são sempre piores pais”.
A escola é, como diz no livro, “o mundo secreto onde os nossos filhos habitam”. O que quer dizer com isso?Eu tenho medo que estejamos a fazer das crianças uma super produção dos pais, mais do que propriamente dar espaço para elas possam crescer. Preocupa-me, em primeiro lugar, que não tenhamos uma ideia precisa da mais-valia que representa o jardim de infância. Que os pais imaginem que se trata de uma espécie de atelier de tempos livres, das 9 às 17h, e não o vejam como instrumento indispensável a todo o crescimento: tem mais-valias a nível do corpo, da sensibilidade, da expressão… Um bom jardim-de-infância é meio caminho andado para uma escolaridade tranquila. Depois, as crianças não precisam de estar tanto tempo na escola para aprenderem. Mais tempo de escola não é, obrigatoriamente, melhor tempo. Pelo contrário, as crianças precisam de muito mais tempo de recreio. Crianças mais empanturradas em conhecimento são crianças que pensam menos. Temos de perceber o que queremos, efetivamente, da escola. Se queremos, ou não, uma linha de jovens tecnocratas de sucesso. Acho ótimo que possamos ir por aí, mas jovens assim não são pessoas singulares, são produtos normalizados. E era muito bom que as pessoas percebessem que aquilo que se fala aí pomposamente como mercado vai escolher as pessoas singulares, criativas.
Trata-se de conhecimento em detrimento do pensamento?
Continuamos a favorecer um sistema educativo que premeia fundamentalmente os miúdos que repetem aos que recriam. É um bocado esquizofrénico, quase, porque nós castigamos os que copiam e premiamos os que repetem como se as duas coisas não fossem faces de uma mesma moeda. Temos de pensar muito bem que tipo de estratégia queremos para que as crianças, ao mesmo tempo que aprendem, sejam capazes de ser afirmativas e sensíveis. Depois, é fundamental que se perceba que a família é mais importante do que a escola e que brincar é, pelo menos, tão importante como aprender.
Que equilíbrio sugere entre brincar e trabalhar?
A partir do momento em que as crianças chegam a casa, estão obrigadas a brincar. Brincar faz bem à saúde e é obrigatório brincar todos os dias. É natural que, se as crianças chegam tarde a casa, os pais queiram despachar os trabalhos e utilizem a fórmula “primeiro fazes os trabalhos de casa, depois brincas”. Devia ser ao contrário, porque assim descontraem.
Qual o papel do pai na aprendizagem de um filho?
Os pais deviam ser a verdadeira entidade reguladora das escolas. Há pais que se anulam perante algumas atitudes muito pouco sensatas de professores, seja em relação aos trabalhos de casa, a comentários ou até estratégias pedagógicas. Não gosto de pais que se intrometem de forma abusiva na vida da escola, mas também parece grave que haja aqueles que se anulem. É importante que nós assumamos que a escola tem um tempo que deve ser gerido, no essencial, pelos professores e deve ter nos pais uma entidade reguladora fantástica. Depois, é preciso fazer o resto: porque à parte de todos aqueles tempos, para além do razoável, muitas vezes as crianças chegam a casa e ainda têm não sei quantas atividades extracurriculares; muitas têm trabalhos de casa em formato XXL.
É uma crítica tanto ao professor como ao pai?
Também. Trabalhos de casa em formato XXL, que se fazem entre o banho e o jantar, já com as crianças muito cansadas…pergunto-me qual será a mais-valia ou o objetivo deles. A maior parte dos trabalhos de casa são uma forma rápida para que as crianças passem a ter um ódio de estimação pela escola. Não sou radicalmente contra os trabalhos de casa, mas era bom que o trabalho fosse ir ao supermercado com a mãe, ou com o pai, e fazer os trocos (e outras coisas do género). Ou seja, trazermos a escola da vida para dentro da escola. Acha que as crianças vão aprender com os trabalhos de casa aquilo que não aprenderam na escola?
Nestas circunstâncias, o que pode um pai exigir de um filho?
O pai deve começar por exigir que o filho seja honesto e humilde, algo que, muitas vezes, não o faz. A humildade é uma coisa que faz muito bem à saúde, porque ajuda-nos a aprender com os erros. Tenho medo que estejamos a criar um mundo francamente batoteiro, que torna as crianças debilitadas em relação à frustração. Nós, às vezes, somos poucos tolerantes para com os erros das crianças e esquecemo-nos que errar é aprender. Depois de as crianças serem honestas e humildes, acho importante que elas sejam afoitas, mas que, ainda assim, estejam autorizadas a errar. Uma criança que não erra não é um bom aluno, é uma criança que se vai fragilizando à conta de boas notas.
O que seria, então, uma escola ideal?Não é preciso ser uma escola ideal. Uma escola onde as crianças tivessem, sobretudo, aulas de manhã, seria uma boa escola (somos animais com ritmos biológicos muito precisos e aprendemos em função deles; somos mais inteligentes de manhã do que a seguir à hora de almoço). Uma escola que tivesse, inevitavelmente, recreios maiores e onde a parte da tarde fosse preenchida com atividades que ajudem as crianças a serem expressivas, como educação física ou expressão dramática. Se as crianças não forem expressivas, não sabem pensar. É muito bom que as pessoas tenham noção disso, que vivemos num mundo estranho onde o número é mais credível do que a palavra; a nossa saúde mental depende do bom uso que fazemos da palavra.
Eu adoraria que nós fossemos capazes de, em conjunto, organizar um sistema educativo onde as crianças fugissem para a escola. Os diversos governos, desde há vários anos — e com todo o respeito — têm gozado com os pais. Fala-se de uma educação para todos e os jardins-de-infância conseguem ser mais caros do que as universidades privadas. E os livros, os livros, custarem aquilo que custam… Só governos que andam absolutamente distraídos face à realidade e que não têm noção do que é ter filhos entre os zero e os dez anos.
Por que razão escreve que os bons filhos não são os que tiram melhores notas?As crianças saudáveis não têm 5 a tudo. Ao contrário do que os pais pensam, as crianças saudáveis são acutilantes, curiosas, têm a vista na ponta dos dedos e perguntam “porquê”. É tão estranho que as crianças, até entrarem nas escolas, estejam constantemente na idade dos “porquê” e, assim que entram, parecem sair precipitadamente dela — a escola devia ser quem mais incentiva o “porquê”. Os pais devem, no fundo, ter a noção de que as crianças saudáveis podem não perceber de uma matéria, gostar dela ou até não gostar de um professor. Eles não podem aceitar a ideia de que crianças saudáveis são as que têm sempre um comportamento irrepreensível. Isso não é razoável, nada na vida é assim. Os bons filhos são aqueles que nos trazem problemas, porque nós aprendemos à medida que os resolvemos. Às vezes, os pais parecem criar os filhos na expetativa que estes não lhes deem problemas — crianças que não o fazem são, invariavelmente, adultos infelizes. Não tenho nada contra os alunos que tiram boas notas, mas gostava que os pais fossem igualmente exigentes. Isto é, que quisessem muito que os filhos tivessem boas notas na escola, como filhos, como colegas, irmãos, netos…
Costumo dizer, tentando ser provocatório, que tornamo-nos pais com o segundo filho. Com o primeiro mistura-se tudo: a infância que tivemos e a que queríamos ter tido. Os filhos mais velhos passam sempre muito, porque, às vezes, os pais colocam expetativas exorbitantes sobre eles — mais parecem viver confinados a um guião. Se calhar não é por acaso que os filhos mais velhos são os “certinhos oficiais” de uma família e os mais novos são os rebeldes. Preocupa-me que não se dê espaço para ser-se filho e ser-se criança. É inquietante e estúpido. Crescer é uma receita razoavelmente simples: dar o mais possível de colo, um q.b de autoridade e o mais possível de autonomia.
As crianças estão cada vez menos autónomas?
Sim, estão. E as crianças autónomas são expeditas, afoitas, sentem, pensam e fazem. Passividade e paixão não casam.
Os pais sofrem por antecipação pelo facto de os filhos irem para a escola?
Sofrem, porque eles dão mais importância à escola do que esta merece. A escola é fantástica, mas os pais têm de perceber que é fantástica por vários motivos: pelo que se aprende nas aulas, no recreio e no caminho para a escola. Há pais que, cada vez mais, preferem que os filhos entrem na escolaridade obrigatória aos sete anos para que os meninos tenham mais um ano para serem crianças; acham que a infância acaba quando os filhos entram na escola, o que diz tudo. Portanto, as crianças saudáveis são aquelas que, às vezes, se levantam e dizem “hoje não vou à escola”.
Qual a importância da vida social para uma criança?
Acho uma delícia quando os pais recomendam aos filhos (mais velhos) para ter cuidado com os namoros. Primeiro está o namoro e, depois, a escola. A vida ocupa espaço. Namorar é das coisas que ocupa mais tempo, bem como as relações de amizade; aquilo que é importante na vida são as relações pessoais. É ótimo que os pais deem importância à vida social dos filhos, mas que não se intrometam nela. É grave quando os pais, à custa da vida social dos filhos, não tenham fins de semana. Mais importante são as relações amorosas dos pais. A agenda social dos filhos ajuda a que, muitas vezes, estes se divorciem. E pais mal-amados, por melhores pessoas que sejam, são sempre piores pais.
Há pais que se anulam neste processo?Há. Claro que a fatura vem logo a seguir. Isto é como na política, nunca há almoços grátis. Há pais que prescindem de uma vida para serem unicamente pais. É um divórcio a prestações.
Voltando à sala de aula, o que é uma criança hiperativa?
Acho que a Direção-Geral de Saúde devia fazer uma campanha pública porque parece existir uma epidemia atípica. Acho importante que constatemos as dificuldades das crianças, mas que não nos ponhamos a medicar com mão leve como se elas tivessem de ser irrepreensíveis.  Uma criança com várias horas de aulas, poucas de recreio e pouca atividade física é seguramente mais distraída. Isso significa que ela tenha algum defeito ou que, na sua ingenuidade, os pais e os professores, pela má gestão que fazem, vão contribuindo para essa dificuldade? Preocupa-me muito que, em Portugal, as crianças tenham cada vez menos atividade física e preocupa-me ainda mais que haja ministros da Educação e ministérios que achem que a educação física seja uma disciplina de classe B, quando comparada com a matemática ou o português — não me choca nada que se possa reprovar o ano com negativa a educação musical e a educação física. Acho que estas pessoas não deviam ser ministros da Educação. O Ministério da Educação, nestas circunstâncias, devia fechar para balanço. As crianças que têm mais atividade física pensam melhor e são mais atentas. Há turmas em colégios de Lisboa em que se contam pelos dedos das mãos as crianças que não estão medicadas, como se isto não tivesse efeitos secundários.
Que tipo de consequências estamos a falar?
Aquilo que parece uma mais-valia, a longo prazo é uma limitação.

8 de setembro de 2014

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8 de agosto de 2014

eu, a inocente

Detesto fazer figura de parva, e há dias caí numa conversa que me irritou profundamente, não pelo tema em si, mas porque eu já devia ter juízo e não dar conversa a estranhos. Apenas partilho isto porque ainda estou irritada e porque existe a possibilidade de alguém passar pela mesma situação que eu e assim, ficam avisados.

Ligaram-me de Lisboa, uma Dr.a Fulana de Tal a dizer que era do Instituto Nacional de Bem-Estar ou algo parecido. Estavam a fazer um estudo nos 18 distritos de Portugal para averiguar se uma notícia da TVI ou Correio da Manhã (devia ter desligado aqui) teria um fundo de verdade. A notícia era sobre a existência de fármacos na rede pública de água. Mandariam um técnico a minha casa, a custo zero, faria alguns testes à água, meia dúzia de perguntas e em troca, como agradecimento, deixariam ficar um redutor de água. Autorizei a vinda do técnico, porque afinal, era um tema que me pareceu credível e acho importante ajudar quem anda a fazer estudos.

Veio o Técnico, em plena hora de ponta cá em casa e com uma visita para jantar. Pediu copos para amostras de água (da torneira, da torneira fervida, do garrafão) e lá começou a fazer os testes... Entre dar banho às crianças e pôr o peixe a grelhar, ia respondendo às perguntas e vendo resultados assustadores sobre a qualidade da água da minha torneira. Ele era metais pesados, ele era matérias orgânicas e coitadinhas das crianças, e que na freguesia vizinha era o terror,... enfim, eu já estava a ficar um pouco assustada com tanta informação, mas depois perguntei-lhe pelos critérios que se referiam à pesquisa dos tais fármacos. O Técnico não sabia do que eu estava a falar, tentou disfarçar e lá disse que seria possível evitar aquelas matérias terríveis com o uso de alguma tecnologia disponível, comecei a ficar irritada. Neste momento, o meu marido e o Técnico sentaram-se à mesa a analisar tabelas e eu entre os miúdos, a minha amiga e preparar uma salada, percebi que a Dra. Fulana de Tal estava ao telefone com o Técnico a sugerir (impingir) a compra de um filtro porque coitadinhas das crianças, éramos um agregado prioritário perante tamanha podridão que saída da torneira da cozinha!!!
Virei-me secamente para o Técnico e disse-lhe que "Nós não vamos comprar nada." e continuei a pôr a mesa, pratos, talheres... A conversa ao telefone terminou e após o meu marido também ter informado que não iríamos adquirir nada, eu perguntei ao Sr. Técnico se já tinha feito todas as análises que queria, ao que me disse "Sim, já!" "então pode arrumar a sua mala e adeus que vamos jantar."

O homem arrumou as trouxas com a velocidade que pôde, adeusinho e passe bem e nunca mais me apareçam à frente a falar de estudos, nem dados estatísticos. Acho isto uma tristeza, como fui eu cair nesta conversa?? Há uns anos entrei na mesma cilada, a das viagens, mas também nunca comprei nada, saí no momento em que me falavam de compras e outras ofertas. É que nem lhes digo mais qualquer palavra, viro costas e desapareço.

Fui investigar o tal Insituto, não existe.
Soubemos também que a DECO está cheia destas reclamações - ler esta notícia.
Enfim, fui uma tontinha, achei que sinceramente estavam a fazer algo com pés e cabeça e agora nunca mais me peçam ajuda para nada, cambada de mercenários.

É nunca dar conversa a estranhos, mesmo!

26 de janeiro de 2013

sobre a festa - notas breves

as botas dela nunca mais serão as mesmas

A festa correu muito bem, havia lá muita gente da minha idade, foi ao ar livre e havia bicharada, havia rissóis, frango de churrasco, batatas fritas e coca-cola, havia também um campo de futebol com uma poça gigante de lama que eu não via lá do salão de festas onde estava a degustar uma bela fatia de bolo.
Fomos só nós as duas, oferecemos um livro, brincámos imenso, vimos coisas novas, perdemo-nos para ir e para regressar (no início achei que não fazia falta o GPS, ao regressar o telemóvel estava sem bateria).
Tirando o pormenor de a ter trazido no carro com lama até aos joelhos, gostei mesmo muito da festa, super agradável :))


Nem quero imaginar se a tivesse deixado MESMO sozinha... :DDDD