
Naturalmente que ainda não sei o que é "ser mãe", mas interrogo-me se algum dia saberei! Será que alguma mãe o sabe? Acredito que hajam vários factores comuns tal como a alegria, os ensinamentos contantes e um sofrimento que acompanha o resto da vida quer esteja tudo bem ou mal. Desde sempre que me vi à imagem da minha mãe, ou seja, uma dia vou ser mãe também. Agora estou prestes a sê-lo e olho para essa realidade como uma grande incógnita, uma escuridão. Que tipo de pessoa vou eu colocar neste mundo, que tipo de pessoa serei eu quando a conhecer? Tenho a certeza de que me irei preocupar demasiado, é da minha natureza, quem me conhece sabe disso... Faço votos para que a minha orientação seja sempre firme e que haja respeito mútuo. Olho para os miúdos de hoje e vejo coisas preocupantes, olho para a minha barriga e fico preocupada. Deste momento até ao parto certamente que já não faltará muito, 3 semanitas no máximo... Sinto os seus movimentos energicos, vira daqui, chuta dali, olho as roupas, imagino os banhos e rotinas que tal. É como dizem uns e outros "Tenha medo, tenha muito medo", eu tenho pois tenho, nunca me meti num projecto tão grande!!!
Acho que ser mãe depois dos 30 tem a desvantagem de nos por a pensar demasiado nas coisas; se eu tivesse sido mãe aos 24 (dizem que é a melhor idade) certamente que não estaria aqui com dissertações filosóficas e "ai, ai, ai...", era mais do género "olha logo se vê", mas também ser mãe pela primeira vez depois dos 30 já nos permitiu viver e lutar pela nossa vida pessoal sem ter outras preocupações. Olhando à minha volta, e salvo algumas excepções, a tendência é mesmo essa, a maternidade começa a ser severamente adiada para uma faixa etária mais elevada. Estamos mais velhas, mais cuidadosas, já temos mais noção das nossas actividades profissionais e se calhar podemos entender melhor os desafios da nova juventude que aí vem.
Digo eu...
a ilustrar este post está uma montagem das seguintes obras de
Gustav Klimt (1862-1918)
- The Kiss
- Hope
- Mother and Child