10 de maio de 2012

Mistérios fashion

imagem zara

Eu gostava de lhe comprar um casaco de malha normal, mas só me aparecem estes coisos boleros que não há maneira de os perceber... para além de achar que não fazem muito sentido (excepto se for sobre um vestidito de festa) acho que ficam péssimos com a maioria das roupas casuais :S

Mas quem sou eu... :D

9 de maio de 2012

é agora!


E pronto, fui à consulta e o resultado de tanto devaneio da gula está à vista: 4 kgs em 4 semanitas!
Claro que eu ainda tenho muito por onde encher, claro que eu já tinha notado que estava mais redonda, claro que toda a gente notou, mas ver o ponteiro da balança da médica disparar e depois acertar foi quase uma revelação. Curiosamente andei a fotografar alguns dos meus petiscos dos últimos tempos, naturalmente que o resultado não poderia ter sido outro...


é realmente muito fofa esta música



(sempre em repeat 8ou80)  ;)

8 de maio de 2012

e o incrível aconteceu!!!

Caros amigos leitores,

e o incrível aconteceu e com a vossa ajuda foi possível eu ganhar o iPad que estava a concurso no site comemorativo da Tripp Trapp 40 anos. Confesso a minha surpresa pois não imaginei que realmente pudesse ganhar, visto que a fotografia não era nada por aí além (foi escolhida à pressa no arquivo do ano passado) e o sistema de voto do próprio site parecia que não funcionava bem sendo que eu nunca tive noção se estariam a ser contabilizados os votos. Pelos vistos os votos foram contabilizados e o primeiro iPad que será oferecido vem para Portugal, no fim do ano ainda me posso habilitar a ganhar um computador iMac, nesse caso com o voto do júri.
Muito obrigada a quem fez o esforço de votar na minha proposta, tal como havia referido anteriormente, o prémio será oferecido, não ficará comigo.

:D


A todos os amigos que ajudaram, tomem lá música***


Quem tiver cadeirinhas destas não se acanhe, tentem a vossa sorte aqui, contem com o nosso voto!

6 de maio de 2012

diz que hoje é dia das mães

está bem então.

4 de maio de 2012

31 semanas


Ando numa de rusgas a gavetas e armários em busca de tralha para deitar fora e deparei-me com esta necessaire de pendurar. "Deve ser da mana!" pensei eu, apoderei-me dela assim que visualizei o duche da secção da maternidade do hospital na minha cabeça. Não me lembro muito bem de cada detalhe, mas acho que na altura tinha uma pochete normal, tipo bolsa, e andar a remexer naquilo debaixo do chuveiro e não encontrar o que precisava numa questão de segundos é algo que não me apetece reviver. Ao ver esta pochete de cosméticos desdobrável a minha estadia no hospital vai ser bem mais espetacular, é só abrir e já está, vejo as minhas tralhas e as do bebé, boa aquisição!

Já lavei as roupinhas do pequeno, já ando a pensar nas aulas pré-parto, tenho dores de costas terríveis, tenho muito trabalho, ando fartinha deste inverno que se instalou e o meu casaco está a dar as últimas.

Instagram Poster


Eu sou uma maria-vai-com-as-outras e lá me rendi recentemente ao Instagram... é divertido, descomprometido, tens os teus amigos do coração na tua lista e agora isto também dá em telemóveis Android, que eles lá tiveram que se render ao nosso bonequito verde é o que é.

Vai daí e descobri, via Fat Mom Slim, um site, PRINTSGRAM onde podemos contectar-nos via Instagram e fazer uns posters em pdf em alguns formatos normalizados (A4, A3, autocolantes e cubinhos). O porreiro é podermos imprimir no centro de cópias da esquina, à nossa responsabilidade e sem pagar portes de envio - jeitoso. Quando já tiver uma série satisfatória de fotografias faço um poster para o quarto da criançada!

3 de maio de 2012

Leonor no Oceanário


Magia, pura magia. Foi o êxtase ter aqueles peixes sobre a cabeça, sob os pés, dos lados, por todo o lado, ui! Visitámos primeiro a exposição temporária das tartarugas marinhas, era mais pequena e foi muito bem aproveitada, foi uma espécie de aquecimento para o que se seguiu. A exposição permanente foi um sucesso, ela corria, ela dava gritinhos, ela chamava por eles, quis saber os nomes de todos e ficou maravilhada quando eu lhe disse "este é o tubarão", que na cabeça dela devia ser algo diferente, não faço ideia :D
No total andámos por ali duas horas e no fim ela já estava visivelmente esgotada e desconcentrada, o almoço segui-se com muito caos à mistura, no meio da confusão domingueira de um shopping apinhado. No final metemo-nos no carro e quando nem 5 minutos de caminho haviam passado, olhei para trás e ela já dormia ferrada agarrada a uma tartaruga de peluche que fizemos questão de lhe comprar.



"O Bacalhau está a dormir!" 






Sem dúvida umas das melhores exposições de Portugal. Daqui a dois anos voltaremos.

2 de maio de 2012

Leonor e a arte moderna

Fomos passear a Lisboa, pode-se dizer que "fomos à Terra" numa visita relâmpago onde fomos brindados com chuva nada comum e até algum frio à mistura. Não querendo admitir que estou a deitar os últimos cartuchos de liberdade de circulação, mas se calhar entrando por aí, aproveitámos esta visita para ir ao CCB ver a coleção Berardo. Há muito tempo que já o queria ter feito porque acho o máximo apreciar a reação da minha filha perante objectos descontextualizados e neste caso convertidos em intervenções artísticas. As suas reações não ficaram aquém das minhas espectativas, ela adorou cada momento, vibrou imenso com os objectos, as impressões, fotografias gigantes, filmes, sons e sobretudo a enormidade do espaço envolvente.

"quem fez isto!?!" 

"é um barco muuuuuuito gandee!" 

"é um escorrega, papá?" 

"tá de noite!" 

"no quarto escuro tem uma máquina e um filme!" 

com a bisavó a fazer uma mini-pausa

"Muuuuuitas letras!!!" 

este é o rosto do deslumbramento

rica filha*

1 de maio de 2012

Estou p'ra minha vida


Enfim, copiei a notícia do Público para um dia mais tarde poder recordar a personificação do livro "Ensaio sobre a Cegueira" do Saramago.
Isto que aconteceu hoje é para lá de inaceitável e incompreensível.


"Em dia feriado gerou-se o pandemónio nos supermercados de maior dimensão da cadeia Pingo Doce, que foram varridos por multidões de compradores. Conflitos entre clientes a tentar passar à frente de outros nas filas para pagar obrigaram em Almada e na Quinta do Mocho, em Loures, mas também na Rua Carlos Mardel, em Lisboa, à intervenção da polícia.
Famílias inteiras enfiaram-se dentro dos estabelecimentos a encher os carrinhos. Quando foi anunciado o encerramento do supermercado de Telheiras, em Lisboa, ao final do dia, um funcionário temia o pior, perante algumas dezenas de pessoas que ainda tentavam entrar: “Em Odivelas, Benfica e na Belavista (Chelas) houve pancada e até facadas. Foi preciso chamar a polícia de choque”, contava. As autoridades não confirmaram a informação, mas foram vários os casos de vandalismo com laivos de saque e pilhagem, como no Monte Abraão. Em Sintra, o IC19 teve de ser temporariamente fechado, porque as pessoas que se deslocavam para o centro comercial Forum Sintra eram tantas que o trânsito não escoava. Em Queluz houve pessoas que foram para a porta do Pingo Doce logo às 4h da madrugada, para apanhar vez.

“Isto é desumano. Isto é fazer pouco das pessoas”, queixava-se uma porteira de 70 anos, Alzira Gama, os tornozelos num trambolho depois de sete horas em pé na fila do supermercado de Telheiras para pagar. Acabou por se sentar numa das muitas cadeiras espalhadas pelo recinto, que parecia ter sido saqueado em tempo de guerra, muitas das prateleiras já vazias e mantimentos espalhados pelo chão.

“F... agora só a gamar!”, dizia um rapaz de muletas perante a escassez de produtos nas prateleiras à medida que as horas avançavam. Uma assistente operacional da Câmara de Lisboa explicava que quando chegou a Telheiras, ainda de manhã, já se havia esgotado o açúcar. “Primeiro tentei ir ao Pingo Doce de Chelas, onde moro, mas a confusão era tal que não consegui lá entrar. Depois vim para aqui, estou há cinco horas na fila com o meu marido. Fomos tirando uns iogurtes da prateleira e comendo. Pagá-los? O que custam não paga as horas de espera”.

Comer e não pagar

Muitos foram perdendo a vergonha e agarrando o que encontraram nas prateleiras para entreter o estômago, apesar de o estabelecimento ter zona de refeições, contribuindo para o acumular de detritos nos corredores. Entre os boiões pagos e os comidos no momento, a devastação na zona dos iogurtes foi total. Na zona dos champôs a acumulação de nabos, presuntos e leite tornava impossível uma orientação lógica dentro da loja. “Parece o fim do mundo!”, comentava um desempregado, perante as dezenas de pessoas a vasculhar em caixotes de mercadorias como se fossem sem-abrigo. As zonas de bebidas foram das mais afectadas pelo tumulto, por causa das garrafas partidas, que iam sendo paulatinamente levadas pelos funcionários da limpeza.

Supermercados houve que encerraram temporariamente a meio do dia, numa tentativa de retomar a normalidade e repor os produtos levados em barda. Uma cliente da loja da Penha, em Faro, Otávia Brito, contou à Lusa que estava à espera que as portas reabrissem para ir fazer mais compras, depois de já ter gasto perto de 700 euros, valor que, sem o desconto, se cifraria em 1400.“A mim não me apanham cá noutra. Por amor de Deus!”, dizia uma desempregada em Telheiras, os congelados há muito derretidos dentro do carrinho de compras roubado no vizinho Continente. Quem não conseguiu carrinho improvisou. Alguns arrastaram pelo chão enormes pedaços de cartão com os produtos em cima.

O caos foi tal forma que a Jerónimo Martins se viu obrigada a antecipar a hora de fecho dos estabelecimentos, das 20h para as 18h, de forma a poder escoar “em segurança” os clientes.“ Para, até à hora de fecho da loja, as pessoas poderem fazer os seus pagamento e poderem sair”, referiu à agência Lusa fonte do grupo de distribuição."

link da notícia

No dia do trabalhador

Hoje tive que fazer algo que me aborreceu profundamente: ir a um hipermercado.
Já não ía lá há muito tempo, isto porque felizmente não tenho essa necessidade e tal mudança na minha vida é o máximo. Mas porque fui eu ao hipermercado justamente hoje? Hoje, que é dia do trabalhador, faço sempre questão de não sair para dar trabalho aos outros, aqueles que tal como os funcionários dos hipermercados estão ali contrariados e certamente a contar os minutos para acabar o turno. Hoje eu fui ao hipermercado porque no meu bairro, os patrões do mini-mercado e do supermercado mais próximo , acharam, e bem, que o feriado é de todos e prescindiram de um dia de ganho. Mas eu fui hoje ao hipermercado porque me distraí com o stock de legumes e precisava MESMO de fazer sopa visto que esta já se tinha acabado. Não tinha sequer uma cenoura para fazer um triste puré e lá fui eu feita marreca ao hipermercado. Demorei horrores a percorrer os corredores que me pareciam infindáveis, macei-me na fila das balanças, trouxe coisas que normalmente dispenso e depois tive que percorrer mais uma vez toda a extensão do dito porque só havia uma caixa prioritária e que felizmente não tinha muita gente.

No fim ainda tive que ouvir com mágoa a rapariga da caixa desejar-me "Tenha um bom feriado", senti-me uma nódoa e apenas agradeci e retribuí o que me disse.

Ao chegar a casa apercebo-me do apocalipse consumista que aconteceu no Pingo Doce e não posso deixar de me sentir completamente envergonhada pela cambada de cromos que somos todos que entramos nestas jogadas só porque beiramos a miséria financeira. Mas na verdade, pior do que a miséria financeira, é mesmo a miséria moral, dos administradores e de quem pactua com estas manobras não parando para refletir nem por dois mintos.

Cambada!

a roda (quase) gigante


Infelizmente sabotei a ida de minha filha à feira anual daqui da terra porque achei que não estavam reunidas as condições meteorológicas para o evento. Foi-se a ver e fui a única a pensar assim e o resultado foi a minha linda filha ter ficado na creche, enquanto os colegas foram desbundar para a feira...

Para me redimir dos meus pecados de mãe extremosa, aproveitámos uma aberta de sol e no dia seguinte fomos com a rapariga à dita feira. Ela não delirou, não gostou particularmente da música alta das diversões, nem quis imaginar-se num cavalito de carrossel e estar na fila das farturas foi quase um desafio não superado.

Durante o breve passeio tirei uma fotografia à roda, assim naquela, "olha deixa cá registar isto" e a coisa ficou por ali, porém agora passados vários dias tenho sempre à perna a miúda a querer ver "a roda xigante, mamã!". E é isto, muito medo, muita resistência, mas depois o que interessa são os bonecos.