13 de julho de 2015

28/52 de 2015


Na sexta-feira pensámos almoçar ao Porto no dia seguinte. No sábado, após um mau acordar da criança mais nova, desistimos do plano. Passada uma hora decidimos de repente que afinal sempre íamos e fomos. Chegámos à estação dos comboios e um maaaaaar de gente a tentar comprar bilhetes para Lisboa, faltavam 10 minutos para o nosso comboio. Quando finalmente consegui que a máquina me desse os bilhetes, fomos a correr validá-los e entrámos na nossa carruagem praticamente lotada, sentámo-nos e nem acreditámos que tínhamos conseguido!


Os miúdos em êxtase com o comboio a andar, os túneis, as praias, as casas, as vacas, as cegonhas, tudo era motivo de espanto. Uma hora de pára-arranca e lá chegámos ao Porto, não estava calor, mas estava um sol bonito e a cidade estava completamente apinhada de gente que mais parecia um dia de semana.


Não tínhamos um plano de visita, saímos apenas com o objetivo de andar de comboio e almoçar no Porto e assim foi. Mal saímos da estação fomos apreciar a fachada da autoria do Miguel Januário  recentemente inaugurada no âmbito do projeto Locomotiva (junto à estação de S. Bento) e que contou com a colaboração de gente anónima. (saber mais sobre ±MAISMENOS±)


Vale a pena apreciar.



Depois subimos aos Clérigos, passámos pela Lello mas nem nos atrevemos a entrar tal era a quantidade de gente à porta que mais parecia um motim. Acabámos por almoçar no Clérigos, na zona mais descontraída deste restaurante que tem 3 zonas distintas - restaurante, sushi bar e cafetaria. Esteve-se bem, muitos turistas mas descontraído e com nativos que chegue para nos sentirmos integrados :) Da última vez que vi esta zona, estava tudo em modo estaleiro de obras após alguns anos de abandono e decadência. Agora está sem dúvida melhor, super animado, com lojas giras e cheio de vida, que no fim de contas é o que mais interessa.




Depois do almoço, tivemos que entrar na igreja da torre dos Clérigos, isto porque a Leonor disse que "foi ali que viu pela primeira vez o Jesus morto" - o que pensar disto! Entrámos mas ficámos praticamente à porta porque estava a decorrer um casamento, ainda assim, sentámo-nos e os miúdos ficaram um pouco a observar e a fazer perguntas.


Descemos aos Lóios pela Rua de Trás (dos clérigos), estava tudo ainda com o decor sanjoanino tão característico dos dias que passaram. Em cada buraco, mais um bar de tapas ou cena gourmet, há lugar para receber todo o mar de gente que se via nas ruas principais. Há muito tempo, se calhar demasiado tempo, que não vou passear ao Porto e confesso que no par de horas que lá estivemos desta vez, notei uma diferença enorme na quantidade de gente pela rua! Tudo cheio, tudo caro (café 1,20€!!!), muita coisa bem arranjada e outras tantas por arranjar, mas é normal, tudo a seu tempo.


As crianças sempre animadas a vibrar com todos os pormenores. Quando passámos pela torneira gigante, foi a Leonor a chamar o irmão para a ver. Da última vez que ali fomos, a Leonor achou-a muito estranha e não lhe percebeu o sentido, passado um ano já a achou muito mais divertida.



A nossa visita-relâmpago ficou completa com um geladinho da Santini, que já conhecíamos e que de facto o sorvete de morango é de morrer.



Regressámos novamente por onde viemos, os miúdos super contentes com este passeio inesperado. Chegámos a casa e ainda viemos a tempo de dormir a sesta por incrível que possa parecer. Para a próxima vamos tentar fazer a coisa mais bem feita, para esticar o passeio para um dia inteiro.

10 de julho de 2015

7 de julho de 2015

27/52 de 2015


A semana passada foi infernal.
Tivemos que gerir a azáfama da praia escolar, ou seja, despertar praticamente de madrugada para o autocarro das 8:30!! Às manhãs sempre apressadas juntámos ensaios todos os dias para o espetáculo anual do ballet, ou seja, o caos estava montado. Muito cansaço, muitas birras, trabalho a acumular e para rematar, a festa de aniversário do mais novo no fim-de-semana - bru-tal!


Felizmente, e como sempre, tudo correu pelo melhor. O espetáculo foi um grande momento, aliás, dois porque foram duas noites de festa, dança, música, muito trabalho e dedicação. Não me canso de ver estas raparigas, empenham-se tanto, gerem os estudos e a dança clássica e interpretam o ballet com ar de quem não faz esforço nenhum.


Ela esteve muito bem, notou-se alguma maturidade relativamente ao ano passado, um pouco mais comportada mas ainda com muita agitação que quase transbordava a cada passo. Este ano achámos boa ideia levar o mais novo a assistir o espetáculo. Todas as semanas ele vai buscar a irmã às aulas, espreita, vê as meninas saírem da sala e arranjarem-se, achámos que faria sentido que ele visse o resultado da nossa rotina. Sinceramente nunca pensei que ele aguentasse o espetáculo todo, saímos do teatro perto da meia noite e ele sempre desperto e atento. No fim da primeira parte ficou um pouco agitado e começou a fazer muitas perguntas e a falar cada vez mais alto, quase saímos com ele, mas o intervalo ajudou a que serenasse e para este momento saquei da minha arma secreta - a chupeta.

Como disse anteriormente, já tínhamos resolvido esta questão da chupeta, e no teatro, quando ele a viu ficou super admirado e meteu-a na boca no mesmo momento, contudo, quase instantaneamente a tirou e ficou a olhar para ela como se já não se identificasse com ela. Parecia que estava a estranhá-la, no entanto, usou-a durante a segunda parte do espetáculo e nem isso o adormeceu.
Quando fomos buscar a nossa bailarina o encontro dos manos foi muito giro, ele estava excitadíssimo e só saltava à volta da irmã, percebeu muito bem que foi uma noite especial com a família reunida; para o ano já sabemos, trazemo-lo novamente!

5 de julho de 2015

3 anos!



O nosso rico filho fez 3 anos, oficialmente já não é bebé, mas... ainda tem os pés gordos, as mãos sapudas, as bochechas fofas, tudo fofo.
Há mais de um mês que não se calava com os anos, com a festa, com o bolo e hoje fizemos tudo o que ele tinha direito. Adorou cada presente que recebeu, neste momento dorme agarrado a uma bola de futebol e a um rato Mikey. Nós estamos muito cansados, tivemos uma semana infernal, um ritmo frenético e esta festa foi o culminar de várias emoções que vivemos entre família e amigos. Um dia em cheio para recordar durante muito tempo!





1 de julho de 2015

Deschupetização


Andamos fartos da mania do mais novo estar sempre tão dependente da chupeta. Feito o desfralde de dia e de noite e estando essa etapa plenamente consolidada, achámos que era hora de dar um sumiço à chupeta. Há um ou dois meses que andamos nisto, houve ameaças de "olha que é a última chupeta da loja!!" ou duas chupetas atiradas ao lixo pelo próprio Vasco, chupetas partidas, mas a coisa dava sempre para trás...
Há uma ou duas semanas, aproveitando o facto de termos um gato vizinho muito abusado, que vem cá à nossa varanda aliviar-se, dissemos que "o gatinho tinha roubado a chupeta". Na verdade a chupeta perdeu-se numa noite à hora de dormir, e após muito procurarmos desistimos e encarámos o problema de frente: choradeira de meia-noite - literalmente!! Andou algumas noites desconsolado, birrento durante o dia, mas à medida que os dias foram passando ele acabou por habituar-se à ausência da chupeta e mesmo perguntando por ela, deixou de chorar.
Ontem estava eu a cozinhar quando de repente, vêm eles a correr da sala aos gritos que afinal não tinha sido o gato a roubar a chupeta, que estava dentro da casinha de brincar, que estava lá esquecida. O garoto quase chorou de emoção, mesmo!

No calor do momento nem fui capaz de dizer nada, confesso, fiquei pasmada com a reação de felicidade extrema daqueles dois e deixei-o curtir a chucha. Mas na hora de deitar a coisa já foi um pouco diferente, tirámos-lhe a chupeta e pusemo-la na estante, com o conhecimento dele e não é que ele aceitou e adormeceu sem queixume! Hoje igual.

Acreditamos que isto está feito. Yey!

28 de junho de 2015

26/52 de 2015


Cá em casa há vestidos de princesa, capas, coroas, asas, mantas e tudo o que possa servir para brincar ao faz-de-conta é aproveitado. Neste dia ela quis vestir ao irmão o fato de tigre, a coisa não correu muito bem porque vestiu-lhe as mangas nas pernas, mas depois da minha intervenção, já puderam brincar :)





26 de junho de 2015

cenas de gatos

Hoje, a caminho do carro, no estacionamento, encontrei um gatinho no passeio. Era minúsculo e estava do lado de fora do muro a olhar para o irmão, a mãe estava ali numa moita à coca. Ao aproximar-me dele achei que fugia quando me sentisse, mas não, o totó ficou ali impávido e sereno a olhar para o outro gatinho. O meu primeiro pensamento foi "vou trazê-lo comigo que não aguento esta fofisse", o meu segundo pensamento foi "vou pousá-lo no quintal antes que seja atropelado ou apanhado por um cão". Peguei naquela figurinha e pousei-o junto ao outro pequeno gato e fiquei a observá-los, eram tão sossegados que se calhar ainda nem estavam desmamados, seria um erro trazê-lo.

Eu adoraria ter um gatinho, sou uma "cat-person", gosto do jeito de ser dos gatos, limpos, independentes, um pouco arrogantes é certo mas todos são divertidos. Lá em casa tivemos um gato durante quase 20 anos, o Félix, e sempre foi muito saudável, tirando um ou outro percalço, deu pouca despesa veterinária, no entanto, ralava-nos os nervos quando fugia de casa. Morando num apartamento, ter um gato fujão é coisa para nos dar alguns ataques de ansiedade... Ainda que um gato, ou cão, nos dê despesa, trabalho, preocupações e outras ralações, acho que é uma enorme felicidade ter um animal de companhia. Há uns anos tivemos uma gatinha tigrada linda, a Maria, era tão linda quanto brava. Desde o dia em que entrou em nossa casa soubemos que era reles, bufava a toda a gente, mordia e atirava-se a quem lhe cruzasse o caminho. Quando pensámos em ter filhos achámos que o mais prudente seria dá-la a quem gostasse dela e que não tivesse crianças em casa. Um gato no qual não se confia, quanto a mim, não se deve ter perto de crianças pequenas. Ao darmos a gata senti-me muito mal, confesso, senti-me uma falhada, quase como aquelas pessoas que despacham os bichos quando se fartam deles. Mas não foi esse o contexto, posso assegurar.

Agora que já não há bebés cá em casa, uma e outra vez pensamos na possibilidade de voltar a ter um gato, é a nossa cena. Os miúdos são muito medricas em relação a animais, adoram-nos mas a uma distância higiénica, vá... Ter um gatinho seria uma experiência óptima, seriam certamente uns 20 anos  muito preenchidos em que seriamos uma família ainda mais completa, mas infelizmente ainda não será agora que daremos esse passo. Ainda não estamos preparados para ver um gato andar na banca da cozinha ou enfiado no tabuleiro da roupa passada, ter pêlos por todo o lado entre outros pormenores técnico-domésticos... Para já, chega-me o gato da vizinha, que ao fim da tarde nos vem visitar à varanda, mas que ainda não interage connosco. Sabemos que ele vem, que alivia a tripa nos nossos vasos (NERVOS!!!), que relaxa no nosso pouf e que depois vai dormir à casa dele.

Enfim, divagações. Quem sabe um dia...

23 de junho de 2015

25/52 de 2015


O avô comprou uma máquina de fazer café um pouco diferente do habitual. Para ver se funcionava, sentámo-nos todos à volta da mesa a conferir o processo. Os miúdos ficaram altamente intrigados e isso notou-se bem nas caras deles e na maneira como se torceram sobre a máquina para ver cada pormenor :)





18 de junho de 2015

bocados das férias


Fomos uns dias para sul, para o Algarve. Mudámos de ares e de contexto; estivemos com os tios do Algarve e depois apanhámos o ferry em Olhão e passámos dois dias na Ilha do Farol. No regresso, passámos por Lisboa, ficámos em casa da bisavó e visitámos o Oceanário.


A primeira viagem de barco deles. Poderia ter sido algo normal, ordeiro, mas não; quase perdemos o ferry, estacionámos o carro e fomos a correr com crianças pela mão, malas, computador, toalhas e brinquedos de praia. Não perdemos o ferry por sorte, mas eles ficaram um pouco em estado de choque com aquele cenário e só quase no fim da viagem é que descontraíram e começaram a portar-se normalmente, ou seja, a correr sem parar.



Só estive no Farol uma vez, há dez anos. Não tínhamos filhos, não tínhamos horários, nada. Desta vez também não ficámos presos a nada, nunca fiz sopa, a sesta ficou reduzida a escassos minutos, fomos ao restaurante do sítio e comemos conservas em casa. O tempo esteve fresco, mas ainda assim, o sol do Algarve é único, tosta-nos à mínima exposição e foi mesmo isso que fomos buscar.



A Ilha anda envolta em polémica por causa das construções ilegais, ainda assim, foi algo que nos passou um pouco ao lado, os dias foram calmos e pudemos absorver aquele ambiente tão simples e exposto ao horizonte.




O regresso a Olhão foi também um pouco atabalhoado. Lemos mal o horário da carreira e depois de fechar a casa tivemos de regressar porque afinal só havia barco daí a 3 horas...



Chegámos a Lisboa, a loucura continuou. A minha avó viu uma espécie de tornado entrar-lhe pela casa dentro e sair com a mesma velocidade com que entrou.


Acordámos e fomos ao oceanário. A exposição temporária Florestas Submersas é pequena, mas vale a pena ver por estar muito bonita, perfeita. A Leonor ficou completamente envolvida pela música do Rodrigo Leão e foi difícil sair.


O resto já se sabe, é sempre espetacular, as crianças deliram, fazem milhares de perguntas, vibram com os peixes e outros animais ali tão perto deles.




Eu já fui ao Oceanário umas poucas vezes e esta foi a primeira vez que o polvo saiu da toca e abriu os tentáculos. Ficamos todos Ohhhhhh!!!! (reparem nas caras das pessoas do outro lado do vidro :D )


O Vasco e o Vasco.


Vale sempre muito a pena sair e viajar com as crianças, é tão, mas tão enriquecedor para todos!!


+++



já agora fica o filme do making of da exposição!

16 de junho de 2015

24/52 de 2015


Na semana passada estivemos fora e houve vários momentos de felicidade pura, este foi um deles.

14 de junho de 2015

O primeiro dente já era!

Hoje caiu-lhe o primeiro dente.
Não caiu, ela arrancou. Ela arrancou!!

Já há vários dias que o dente ameaçava e eu pressionava para ver se aquilo não lhe ía parar ao prato da sopa ou pior. Hoje tentei tirá-lo com um pedaço de algodão, senti que ficou muito frouxo mas não saiu. Depois de almoçar, lanchar e jantar a coisa estava por pontas e ao escovar os dentes vi logo que dali não passava. Forcei mais um bocadinho com a escova e depois ela meteu-lhe os dedos e pimba, arrancou-o de uma vez.

Ficou num mix de choque, admiração e sentimentalismo, fartou-se de chorar não de dor, não pelo sangue, mas porque queria o dente de volta no sítio. Que não queria um buraco na boca, que não podia ir assim para a escola e chorou e chorou. O facto de estar cansadíssima, por estarmos de mini-férias também não ajudou, deitou-se a choramingar mas já conformada que foi corajosa, que a mãe teve de ir ao dentista e que muitas das meninas da sala dela já têm dentes novos e que agora foi a vez dela. Apagou-se a luz e dali a um bocado, já me disse que o Leo também já tem 3 dentes novos e até consegue assobiar. Pronto, está tudo dito, se o Leo consegue tal feito, tu também vais conseguir.

Venho-me embora do quarto e só oiço o mais novo a dizer: mamã, a mana arrancou o dente!!


Rica filha mais velha***

7 de junho de 2015

23/52 de 2015


O fim-de-semana trouxe algum calor e em vez de irmos até à praia, e porque tínhamos milhões de rouparias para arrumar, surpreendemo-los com a piscina. Claro que ficaram loucos e foi a manhã toda nisto, com alguidares e um sem fim de tralha a boiar na água...


Durante a semana houve um dia em que ela quis ir para a janela ver o trânsito enquanto comia cerejas.  Gosto de apreciá-la quando ela está contemplativa e sossegada.