20 de maio de 2017
Oeste Lusitano nas Caldas da Rainha este fim-de-semana!
Este fim-de-semana está a decorrer o encontro anual do Oeste Lusitano com uma mostra muito gira e super completa daquilo que melhor o nosso oeste tem para oferecer! Mostras equestres, pecuária, o mercado da fruta e tudo o que de bom a cidade das Caldas tem. Também aproveitamos para percorrer um pouco do percurso bordaliano, que nós adoramos e que os miúdos acharam imensa piada.
Da nossa parte fica o agradecimento à organização do Oeste Lusitano pelo gentil convite e em especial à Mariana que nos guiou durante o dia, os miúdos AMARAM todos os instantes e isso para nós foi tudo!
Depois mostro-vos mais com fotografias mais jeitosas ;)
19 de maio de 2017
O desporto e a arte como extras na escola portuguesa
Vitória de Samotrácia - da Grécia Helénica - Louvre
Esta semana li três artigos que me deixaram a pensar no rumo que toma o nosso ensino, até podia ser uma coisa local, mas pelos vistos é mais global do que se poderia imaginar. Grosso modo, os artigos falam na secundarização do desporto e da arte nas rotinas diárias dos alunos, em como estas áreas são escassas e muitas (a maioria) vezes são opcionais ou mesmo praticadas fora da escola (por quem pode...). Julgo que para além da desculpa (esfarrapada) que assenta nos cortes orçamentais que todos conhecemos, acho que o problema não está só aí. Corta-se nas horas de desporto, de educação visual, de história da arte até no ensino superior, porque não são consideradas essenciais (socorro!) e tenho para mim que caminhamos a passos largos do abismo cultural.
As escolas, sob as ordens superiores que as gerem, focam-se essencialmente naquilo que é imediato, naquilo que é factual e técnico e deixam a expressão corporal, a expressão artística para segundo plano ou mesmo para fora do plano.
Um dos textos que li fala um pouco sobre a questão com a qual muitos pais e até alunos se deparam, que é a encruzilhada de optar entre o estudo (técnico) e o estudo desportivo por exemplo. "Se começas a ter más notas sais do futebol, ballet, natação, o capeta!", quem nunca ouviu esta ameaça que ponha o dedo no ar - sortudos! Mas o que o texto reflete é: e se efetivamente a atividade "paralela" for afinal a convergente? aquela que faz o aluno inspirar-se em ser uma pessoa melhor, mais completa?
Outro dos textos fala na gritante e crescente quantidade de miúdos obesos e apontam críticas à quase inexistente expressão física oferecida nas escolas*. Seria esta disciplina, a Educação Física, de umas duas horas semanais, suficiente para colmatar ou até gerar interesse nos alunos? Eu contra mim falo que mal suportava essas duas horas, mas o facto é que essas duas horas semanais resumiam-se à prática desportiva com bola que eu detestava e nunca praticávamos ginástica que era aquilo que eu mais queria mas que também não tinha oportunidade de praticar fora da escola. Não há tempo para nada, programas científicos extensíssimos e provavelmente desajustados e depois corta-se naquilo que a uns parece ser secundário, ou seja, o desporto, a arte, a pesquisa, o debate...
Nunca me hei-de esquecer que um dia um professor nos disse que Estudar é Relacionar; e acho que hoje em dia relaciona-se pouco o estudo técnico-científico com o estudo do belo e do físico. Cabe-nos se calhar mais uma vez refletir sobre estas questões e também chamar a atenção dos nossos filhos para a beleza das coisas simples, mesmo que seja uma flor ou um portão de ferro ou um salto à vara, porque na escola, está visto que não irão chamá-los a atenção para coisas diminutas...
* quando digo "escolas", refiro-me naturalmente ao ensino público, que é o universo no qual nos mexemos e que mais me interessa.
Para quem quiser ler os tais artigos:
taxas de crianças obesas - http://observador.pt/2017/05/
sobre a desistência das atividades paralelas - http://www.huffingtonpost.co.
sobre o fim da disciplina de História da Arte - http://visao.sapo.pt/actualidade/sociedade/2017-05-19-Historia-de-Arte-em-risco-nos-cursos-de-arte
18 de maio de 2017
Programa Paraíso
Recentemente comecei a ver o programa Paraíso que passa na RTP2 às quintas-feiras (dá hoje!). O primeiro episódio que vi foi do "Jardim das Marias" e até agora foi sem dúvida aquele de que mais gostei por ser muito inspirador. Até foi a minha cunhada que me chamou a atenção para este programa e basicamente neste episódio conta-se a história do surgimento deste jardim comunitário que de forma "espontânea" substituiu uma espécie de lixeira entre dois prédios em Benfica (Lisboa). Achei o máximo a organização das vizinhas (Marias), em como dividiram o terreno e ao longo de 15 anos fizeram verdadeiro milagre com algo que ninguém queria.
Os restantes episódios que já tinham passado fui vendo na aplicação da RTP Play, o que dá sempre imenso jeito, e todos são inspiradores dentro da sua especificidade. Quanto a mim, que ando sempre de volta da minha horta da varanda fico sempre inspirada em comprar mais uma ou outra espécie e misturar flores com hortícolas e posso dizer-vos que a minha varanda nunca foi tão bonita e prazerosa de compor e usufruir.
Fica a sugestão para esta noite! Deixo-vos o programa do Jardim das Marias para se inspirarem e quem sabe até agir localmente!
Paraíso - Episódio 9 - RTP Play - RTP
e aqui todos os episódios desta série
https://www.rtp.pt/play/p3311/paraiso
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15 de maio de 2017
só porque hoje é dia da família
Das fotografias que tirámos neste momento, esta não é a "versão final", não é a mais perfeitinha, mas é sem dúvida uma das que melhor ilustra a nossa pequena família.
beijo
beijo
Sabes que estás no bom caminho...
Quando espias o teu filho a surripiar um bombom (também ele às escondidas) e no fim ele põe a prata no caixote amarelo.
Ladrãozeco mas ecológico acima de tudo!
:)
Ladrãozeco mas ecológico acima de tudo!
:)
14 de maio de 2017
um 13 de maio epicamente popular
Portugal esteve ao rubro neste 13 de maio.
Eu que não sou crente, nem praticante, nem adepta, nem festivaleira dei por mim a vibrar com estes três acontecimentos. Vi missas, vi relatos, vi todas as canções e as votações do festival da canção.
Nunca antes visto!
Nunca-Antes-Visto!
13 de maio de 2017
Sair e fotografar
Tenho andado muito cansada e sem vontade de escrever mas a verdade é que o ritmo dos nossos dias não para e quando não estamos a trabalhar ou a tratar de outras atividades, estamos de volta dos miúdos nos fins-de-semana. Mal acaba um fim-de-semana começam eles logo a perguntar o que fazemos no próximo. Não sendo dias de programas espetaculares, a verdade é que para as crianças, pouco basta para as contentar. Parque, bicicletas, caminhadas, praia, patins, cinema, brincar em casa dos amigos ou os amigos cá em casa, assim se passam os nossos dias de "pausa". Com crianças não há grandes pausas, pelo menos não aqui onde fazemos questão de andar na rua o máximo possível.
Durante março e abril tirei fotografias com a minha máquina antiga. Casualmente encontrei um rolo de 2004 ou 2006 (já não me recordo) que estava esquecido nas minhas coisas em casa dos meus pais.
Eu que sou fã de rolos fora do prazo de validade meti-o logo na máquina e aproveitei as saídas que demos nesses dois ou três fins-de-semana. Como o rolo já era muito antigo não tinha grandes esperanças, para ajudar à festa deixei a máquina na bagageira do carro uma tarde inteira e ao sol, pensei "é agora que não vai sair nada". Imaginei que as fotografias saíssem todas manchadas e com cores alteradas, mas quando fui buscar as fotografias foi com um espanto imenso que saíram todas as exposições perfeitas, como se o rolo fosse novo!
Para fazer este post fotografei as fotografias com o meu telemóvel e a qualidade ficou um pouco aquém da realidade, mas perdoem-me :)
Estas fotografias foram feitas no Parque Biológico de Gaia, na praia do Cabedelo de Viana do Castelo e no parque do costume. Por norma já é difícil fotografar as crianças com a vantagem quase infinita das máquinas digitais, mas sendo o processo analógico o grau de dificuldade aumenta consideravelmente e apesar dos meus esforços, as crianças conseguem muitas vezes sair da zona de foco o que me causa imensa tristeza para não dizer pior :D
24 de abril de 2017
Capacetes em casa JÁ!
No passado sábado tivemos uma tarde em cheio, andámos cerca de 10km com os miúdos de bicicleta. Fomos os quatro, cada um na sua bike e demos uma volta grande pela cidade, mais uma vez os miúdos portaram-se mesmo bem e desfrutaram imenso do passeio. Embora ela ainda não esteja 100% à vontade, o facto é que esteve sempre à altura e mesmo com alguns percalços pelo caminho, não houve nada de especial que a demovesse por completo.
Depois de tanta pedalada ela ainda conseguiu ter energia para calçar os patins (que levou numa mochila!) e dar mais umas voltas no parque :D Cada vez está melhor e ficamos mesmo contentes que os fins-de-semana possam ser assim tão bem aproveitadinhos!
Pois que chegámos a casa mesmo perto da hora de jantar e enquanto preparávamos as coisas para isso, os miúdos continuavam nas brincadeiras. De repente um estrondo!! Confesso que não dei importância ao choro dele (era mais uma choradeira pensei eu...) e quando ele veio ao meu encontro comecei a ver o sangue a escorrer pela cara abaixo.
Naquele momento parou-me o relógio, fiquei tão aflita, era tanto sangue que achei que ele podia desmaiar, porque chorava imenso de dores e de susto. Tudo era sangue na casa de banho e a minha reação foi escorrer-lhe água pela cabeça. Passado um bocadinho consegui ver um grande corte na zona do couro cabeludo (sorte!!!!) e achámos que deveríamos chamar o INEM, mas passado um bocadinho o sangramento começou a parar e só então nos organizámos. Troquei a t-shirt dele que era um trapo ensanguentado, pus um chocolate na mochila e saímos todos porta fora, eram 20:00.
No hospital fomos atendidos rapidamente e só eu entrei para a sala de observações. Passado um bocado chegou a médica da cirurgia que foi uma querida, mas não só ela, também as enfermeiras e até a voluntária, foram sempre muitíssimo atenciosas para com o nosso mestre de azar. Por incrível que possa parecer mantive-me calma, mas admito que nunca mais olhei para aquele corte enorme porque me fazia muita impressão. Para não correr o risco de me ir abaixo e de assim desmotivar o miúdo, optei por me sentar o mais baixinho possível e assim a coisa passou-se bem. O momento da anestesia foi o pior, ele chorou e mexeu-se bastante coitadinho, mas depois a médica deu os pontos rapidamente e em uma hora estávamos em casa a jantar. Parece impossível que no fim de todo este aparato ele jantou como se nada fosse, demos-lhe um analgésico e dormiu toda a noite muito bem.
No domingo foi como se nada fosse, andou sempre de um lado para o outro, com uma pilha carregadíssima!
Para nós foi sem dúvida um momento de stress enorme, a mana ficou também bastante impressionada com a cicatriz e houve uma altura em que achei que ia mesmo desmaiar coitadinha, mas lá se aguentou. O que realmente me deixou "indignada" foi o facto de termos andado 10km no meio da rua, de eu lhes ter posto um capacete que não é nada o meu género e no fim o garoto racha mas é a cabeça em casa numa corrida normalissíma no corredor! Posto isto tenho para mim que mais vale que seja obrigatório o uso do capacete dentro de portas do que lá fora :D
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21 de abril de 2017
Música para o fim-de-semana
Esta semana foi cheia de pontos altos de estupidez humana. Terrorismo, dúvidas fatais sobre a ciência, guerras, enfim, o costume...
Há pouco tempo tive a oportunidade de assistir ao concerto de primavera dos alunos do Conservatório de Aveiro onde foi tocada a 7ª Sinfonia de Beethoven. Embora eu já tivesse ouvido esta obra durante anos a fio no carro e em casa dos meus pais, que são grandes entusiastas de Beethoven, a verdade é que para mim nunca passou de "mais uma obra" de música clássica. Tal como qualquer espetáculo musical ao vivo a emoção com que sentimos a música é totalmente diferente e neste caso posso dizer-vos que foi quase avassalador assistir a 7ª Sinfonia tocada com tanta paixão por aqueles jovens. Depois no fim juntou-se o Coro de alunos e pais e quase que o teatro veio abaixo, foi verdadeiramente maravilhoso e emocionante.
É nestes pequenos momentos que a minha esperança no mundo se renova. O ser humano é tão complexo... é capaz de fazer coisas incrivelmente belas e esta música, sobretudo a introdução é realmente um exemplo perfeito disso mesmo.
18 de abril de 2017
Férias da Páscoa
Estas Férias da Páscoa foram cheias de atividade física, CHEIAS!
Para além da colónia de férias da mais velha, que foi animada o bastante, os nossos fins-de-semana não ficaram nada aquém. Estivemos no Minho porque a avó fez anos e aproveitámos a ocasião para tomar o primeiro banho de mar, quem diria! Claro que eu só molhei o pezinho porque ainda não estava mentalmente preparada para isto, mas as crianças foram com tudo, como se estivéssemos em pleno mês de julho. Depois da praia também tivemos muito parque infantil, uma parede de escalada, almoços em família, Feira de Março, Farturas, brincadeiras em casa dos melhores amigos e muito desporto.
Os meus filhos, como qualquer criança saudável, têm uma energia quase inesgotável, são secos de tanto correr, têm cá uma fibra que nos cansa só de olhar, mas o facto é que nós damos a nossa grande contribuição neste andamento energético. Neste fim-de-semana de Páscoa calhou ficarmos sozinhos por cá e resolvemos que a nossa mais velha TINHA de desempancar o burro e aprender finalmente a andar de bicicleta. Como o bairro estava vazio tínhamos as ruas todas por nossa conta e mesmo assim foi uma trabalheira. Eu nunca pensei que ela resistisse TANTO a aprender a andar de bicicleta, parecia bloqueada, nós transpirámos, bufámos e até ameaçámos deixar a bicicleta no contentor para quem a quisesse levar. A certo ponto confesso que me apeteceu desistir mas a verdade é que ela já estava a andar mas não queria acreditar, simplesmente não tinha confiança de que era capaz, uma birra, uma enorme birra foi o que foi. Entretanto após várias tentativas lá foi ela e aos poucos deixou de chorar, arrancava e parava, descia a rua sem pedalar, punha os pés no chão, tornava a arrancar e viu que realmente estava a conseguir e a partir dali foi uma festa! Após tanto tempo com a bicicleta parada, cerca de um ano!, finalmente ela fez as pazes com o ciclismo e recuperou toda a alegria que tinha quando andava na bicicleta de rodinhas e isso para nós foi uma grande satisfação e mais um momento que não iremos esquecer no percurso dela.
A par da bicicleta, surgiu na vida dela um par de patins em linha. Há muito tempo que os pedia e nós já tínhamos decidido que seriam presente de aniversário. Entretanto optámos por antecipar esse presente por vários motivos, mas também porque assim aproveita toda a primavera e verão para praticar!
É muito bom ver os miúdos soltos, ele na sua inseparável bicicleta, ela a treinar nos patins, sempre a chamarem-nos para ver as curvas, as travagens, descidas e subidas. Todas as semanas nos perguntam o que vamos fazer no fim-de-semana, onde vamos, se podemos fazer isto ou aquilo e embora por vezes nos apetecesse ficar no sofá em silêncio, a verdade é que estes anos de total convivência não vão durar para sempre, portanto aproveitemos!
:)
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11 de abril de 2017
Parque Biológico de Gaia - Check!
Um fim-de-semana destes fomos fazer um pequeno recado em Gaia e como os miúdos estavam por casa optámos por trazê-los e de seguida fomos passear! Como estávamos perto do Parque Biológico de Gaia e nunca lá tínhamos ido achámos que era a oportunidade que faltava e siga!
Mal chegámos o nosso mais novo ficou logo super excitado porque para nos receber estava um grande dinossauro que pelo tamanho quase podia jurar que era à escala 1:1, o passeio começou imediatamente bem. Como chegámos muito perto da hora de almoço demos apenas uma pequena volta e mesmo assim conseguimos ver uma série de animais que os miúdos adoraram, a lontra, o santuário das cegonhas acidentadas, cágados e aves tropicais confiscadas pelo contrabando (enfim...)
Como dizia, a hora do almoço estava perto então voltamos à recepção onde há um restaurante com esplanada e almoçámos logo por ali, mas caso quiséssemos também podíamos ter feito um piquenique porque há um parque de merendas logo ao lado.
Depois do almoço fomos então conhecer toda a extensão do parque, são 2.8km de mata, floresta e recintos com variados animais uns mais tímidos, outros muito dados às festinhas. Durante o passeio também visitámos algumas casas de lavradores totalmente recuperadas e que explicavam o processo da lavoura, da moagem de cereais (com moinho de rio!) bem como alguns dados sobre ecologia local.
Dentro do parque há também pavilhões com exposições sobre dinossauros (loucura novamente) e uma exposição permanente junto à entrada sobre a formação do nosso planeta que os miúdos adoraram! A exposição é muito simples, mas por algum motivo os meus filhos ficaram mesmo muito colados aos painéis explicativos e maquetes dos mares e secções de árvores :)
No fim do passeio os miúdos já estavam bastante cansados, não porque 2.8km seja uma extensão muito grande mas porque andámos sempre muito devagar, parando a toda a hora nos imensos observatórios. Para além dos animais que estão cercados tivemos a sorte incrível de avistar um esquilo vermelho e foi a nossa mais velha que o viu o que para ela foi uma conquista imensa. No início do percurso vimos um painel que informava que para além dos animais que estavam cativos, também poderíamos encontrar esquilos, chapins, ouriços, toupeiras mas infelizmente todos eles são muito tímidos e só mesmo estando em espaços mais restritos é que se conseguiriam ver. Ainda assim, os animais que estão "presos" têm boas áreas de circulação, algumas delas são mesmo extensas e cheias de esconderijos e houve algumas espécies muito tímidas que não conseguimos mesmo ver o que também é de salientar como positivo!
Já há muito tempo que pensávamos ir a este parque e de facto é uma excelente opção para passar um dia inteiro em família ou com as escolas. Há muito para ver, para aprender e até há atividades organizadas que devem ser muito giras de participar, é uma questão de estar atento...
Já agora:
crianças até aos 7 - Grátis
dos 7 aos 12 anos - 1€
adultos - 3€
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tou aqui tou ali...
3 de abril de 2017
Na semana da Leitura fui ler à escola
Durante a semana que passou, os miúdos tiveram na escola, iniciativas ligadas à literatura e para finalizar, os pais foram também convidados a ler um conto aos miúdos. Aceitei o desafio, assim como outra mãe, e lá fomos nós ler aos nossos miúdos.
Andei a semana toda a pensar no que poderia ler, escolhi alguns livros mas depois acabei por optar pelo mais simples e tradicional: um conto de Grimm.
Quando eu era da idade da minha filha, um certo dia, o meu pai foi só comigo às compras. Fomos a uma livraria e eu pude escolher alguns livros (com poucas ilustrações) para ler. Escolhi três, os quais ainda tenho. Um desses livros foi uma compilação de contos de Grimm que me recordo que escolhi pela capa (um eterno clássico - A book by it's cover), o interior era de texto denso e algumas ilustrações a carvão que na altura me causavam um certo medo. Recordo-me de ler várias histórias, bem como da minha mãe as ler e que na maior parte das vezes ficávamos mesmo com medo porque na sua maioria eram contos bastante sombrios (o mais assustador para mim era Hansel und Gretel).
Escolhi então um desses contos, não muito vulgar, para ler aos miúdos: O Pescador e a sua Mulher. Como o livro está em alemão, obviamente não o levei comigo, mas imprimi uma versão e adaptei-a para soar melhor. Ainda pensei em seleccionar um conjunto de imagens para passar no datashow mas por fim, apostei em ler apenas o grande texto.
A escolha deste conto foi baseada no facto de não ser um dos contos mais populares como o Capuchinho Vermelho ou o Gato das Botas, quis que fosse uma história clássica, dramática, "inédita" e que lhes passasse uma mensagem forte.
Comecei a ler e os miúdos ficaram pa-ra-li-sa-dos.
No fim via-se que estavam já revoltados com a mulher do pescador, refilavam e quando acabei a história fartaram-se de bater palmas e adoraram aquele momento. Eu fiquei maravilhada!! Claro que li tudo com muito ênfase, muita expressão e eles colados! Depois debatemos um pouco a história e passámos à mãe seguinte.
Confesso que apesar de imaginar que eles fossem gostar da história também tinha receio de a meio perder a atenção deles, mas julgo que o facto de não ter imagens associadas os focou imenso em mim e em todo o drama que é aquela história, um conto sobre a ganância e que eles interpretaram muitíssimo bem.
Recordo-me de quando eu era pequena ficar sempre muito impressionada com a ilustração do meu livro (ver acima), os olhos esbugalhados do peixe, a pequenez do pescador tudo isso estimulava muito a minha imaginação e foi sempre uma história que me ficou na memória. A par do conto do meu livro, coincidia que a minha melhor amiga da altura, tinha um disco de vinil com esse conto e que muitas tardes ouvíamos essa história no gira-discos (parece que estou a falar da pré-história!). A sonoplastia estava perfeita, com o som do mar cada vez mais alto e a chuva intensa; não me lembro de mais pormenores do que esse mas isto apenas para frisar que é impressionante os momentos que nos ficam marcados da nossa infância só à conta daquilo que lemos ou ouvimos...
Andei a semana toda a pensar no que poderia ler, escolhi alguns livros mas depois acabei por optar pelo mais simples e tradicional: um conto de Grimm.
Quando eu era da idade da minha filha, um certo dia, o meu pai foi só comigo às compras. Fomos a uma livraria e eu pude escolher alguns livros (com poucas ilustrações) para ler. Escolhi três, os quais ainda tenho. Um desses livros foi uma compilação de contos de Grimm que me recordo que escolhi pela capa (um eterno clássico - A book by it's cover), o interior era de texto denso e algumas ilustrações a carvão que na altura me causavam um certo medo. Recordo-me de ler várias histórias, bem como da minha mãe as ler e que na maior parte das vezes ficávamos mesmo com medo porque na sua maioria eram contos bastante sombrios (o mais assustador para mim era Hansel und Gretel).
(ilustrações de A Bela Adormecida e Hansel und Gretel)
A escolha deste conto foi baseada no facto de não ser um dos contos mais populares como o Capuchinho Vermelho ou o Gato das Botas, quis que fosse uma história clássica, dramática, "inédita" e que lhes passasse uma mensagem forte.
Comecei a ler e os miúdos ficaram pa-ra-li-sa-dos.
No fim via-se que estavam já revoltados com a mulher do pescador, refilavam e quando acabei a história fartaram-se de bater palmas e adoraram aquele momento. Eu fiquei maravilhada!! Claro que li tudo com muito ênfase, muita expressão e eles colados! Depois debatemos um pouco a história e passámos à mãe seguinte.
Confesso que apesar de imaginar que eles fossem gostar da história também tinha receio de a meio perder a atenção deles, mas julgo que o facto de não ter imagens associadas os focou imenso em mim e em todo o drama que é aquela história, um conto sobre a ganância e que eles interpretaram muitíssimo bem.
Recordo-me de quando eu era pequena ficar sempre muito impressionada com a ilustração do meu livro (ver acima), os olhos esbugalhados do peixe, a pequenez do pescador tudo isso estimulava muito a minha imaginação e foi sempre uma história que me ficou na memória. A par do conto do meu livro, coincidia que a minha melhor amiga da altura, tinha um disco de vinil com esse conto e que muitas tardes ouvíamos essa história no gira-discos (parece que estou a falar da pré-história!). A sonoplastia estava perfeita, com o som do mar cada vez mais alto e a chuva intensa; não me lembro de mais pormenores do que esse mas isto apenas para frisar que é impressionante os momentos que nos ficam marcados da nossa infância só à conta daquilo que lemos ou ouvimos...
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