31 de julho de 2016

e no último dia de julho...


Este ano deixei este dia arrastar, tanto arrastou que quase nem esteve para acontecer, mas pronto, com alguma sorte consegui arrastá-los para ao pé de mim enquanto brincavam aos guerreiros de capa e espada. Curiosamente do ano passado para este ano quase não lhes noto diferença, estão a ficar mesmo crescidos...
Quantos anos aguentará este desafio?...

27 de julho de 2016

Até quando?

(praia da Manta Rota, julho 2016)

Até quando vamos poder andar na praia assim despreocupados, sem olhar para os lados, desconfiados? As notícias internacionais assustam imenso, teorias sobre o aproximar inevitável de uma guerra (mundial?) deixam-me num estado de nervos que nem sei explicar. Temos imensa sorte de vivermos num país que até agora tem sido ignorado pelo terrorismo, vivemos sossegados na nossa rotina, mas até quando? Se a guerra estalar, ir para onde? Salvar o quê? Ver os miúdos aterrorizados como os que passam diariamente na TV ou nas redes sociais agonia-me e gela-me.

Daremos por garantida esta vida simples até quando?

26 de julho de 2016

As nossas férias nómadas


Durante 6 dias  fomos só nós os quarto, à excepção do dia em que chegámos em terras algarvias e estivemos com os tios e primos que lá moram. Podíamos ter passado os dias todos no mesmo sítio com uma rotina mais ou menos programada, mas não, andámos na nossa costumeira agitação sempre de um lado para o outro. Estafámos os garotos, mas eles, coitados, já nem se queixam, já sabem os pais que têm, hiperativos...

Pois que estivemos então no Algarve e apostámos as nossas fichas na Manta Rota, não conhecíamos e já fartos da água gelada da Costa Nova, achámos por bem comprovar a lenda dos 25º da água do mar dessa zona. Comprovámos!! Água morna, crianças em loucura permanente. Levámos baldes e pás e nunca os tirámos do carro, às crianças bastou o mar, a areia e as conchas. Andaram sempre soltas, de lábios roxos e dedos enrugados, subiam à toalha mas logo regressavam ao mar.


No dia em que saímos da Manta Rota ainda demos um salto à Cacela Velha onde almoçámos e fizemos praia na Fábrica. Se já tínhamos gostado da Manta Rota, ficámos então rendidos a esta praia, esta sim, quase deserta, sem bar, sem nadador salvador, sem bandeira e com o homem da bolinha de vez em quando - um lugar altamente recomendável para quem quer estar sossegado e isolado mas cuidado com o sol escaldante da hora do almoço!


Saímos da Cacela e fomos dormir a Tróia, não parámos um segundo :D
Num ambiente já totalmente diferente, mais organizado, mais projectado os garotos continuaram na sua loucura habitual embora a água fosse bem mais fresca do que a algarvia. Fresca mas na maré baixa encontrámos imensas piscinas e covas que os miúdos adoraram e se fartaram de brincar. A paisagem é também linda e desafogada com a serra da Arrábida ali mesmo ao lado a servir de barreira ao vento que também se fez sentir.


Depois de Tróia viemos embora não sem antes passar na Ericeira para almoçar, que também não conhecíamos e depois lanchámos em Óbidos. Foi em Óbidos que apanhámos uma feira medieval que nos vestimos a rigor e não fosse o vento tão forte e frio teria sido bem mais giro.

Nestas férias não levei a máquina fotográfica oficial, não me apeteceu carregar o peso e andar preocupada com o calor. Levei apenas o telemóvel e a minha Canon antiga de 1976 que era do meu pai e que ainda trabalha tão bem. Todas as fotografias deste post são dessa máquina, rolo Lomo 400ASA.

12 de julho de 2016

os miúdos estão impossíveis


Desde que terminaram as aulas, mais coisa menos coisa, que andamos num virote de afazeres. Temos tido todos os fins-de-semana ocupados com aniversários, passeios e borgas das mais diversas formas e os miúdos andam impossíveis de tão cansados, pobrezinhos....

Ele foi mini-golf, ele foi zoológico.



Ele foi conhecer o primo mais novo que nasceu apressado e de surpresa.


Depois fomos passear para o Porto com os nossos amigos do peito e fizemos perto de 7km a pé de baixo de um sol fenomenal com as crianças sempre bem dispostas.



Também tivemos direito a uma folga pelo meio, mas aproveitámos para ir à praia, claro :D



Como já vem sendo hábito, tivemos também o espetáculo de fim de ano do ballet, que foi um pouco atribulado mas que todos gostámos muito como também é hábito dos pais vaidosos.



O querido filho teve direito a nada mais, nada menos do que três festas de aniversário, um acontecimento inédito cá entre nós.







E a rambóia vai continuar, ele vai ser mais praia, mais piscina, mais aniversários e ajuntamentos familiares que isto a procissão ainda vai no adro!!


Da febre da bola


O meu filho de 4 anos, recém feitos, agora só quer jogar à bola, vai-se lá saber porquê...

- Mãe, joga comigo, vai para a parede!
(a mãe, caridosa, vai)

- Agora eu vou marcar golo e tu vais para casa a chorar, está bem?
(...)

11 de julho de 2016

PORTUGAL


Eu não sou de futebol, não me acende assim uma chama por qualquer clube, mas quando joga a seleção gosto de ver, faço por não perder um jogo e até dou palpites e faço comentários que o meu marido aprecia (goza) bastante :)

Ontem fomos ver a final a casa da minha irmã, os miúdos íam super animados, têm vivido dias divertidíssimos não só à custa da bola mas porque tem calhado fazermos programas que não são muito habituais. Eu ía com uma réstia de esperança que pudéssemos ganhar aos franceses, já se sabe como é jogar na casa do inimigo, mas em 2004 também fomos à final em casa e quem ganhou foram os gregos... Ver o jogo ontem deu-me nervos, senti-me diminuída, basicamente senti-me "emigrante". Hoje em dia há aqueles emigrantes de primeira, os ex-pats e os emigrantes "normais" ou de segunda, e é sempre assim que os portugueses são vistos lá fora, pelo menos no continente europeu. Não vale a pena tapar o sol com a peneira, já estive nessa situação com a minha família e sei como foi e como é. Perante os franceses, que já tinham uma carrinha toda artilhada para a a festa, que tiveram um árbitro inglês do seu lado enquanto pôde, Portugal foi um sapo muito difícil para aquela gente engolir. Portanto, acho que foi muito mas muito merecida esta vitória, puxa a vida, tivemos que malhar o ferro com muita força para dobrar aquela gente. Custou mais foi caraças!



Para além da vitória no europeu de futebol, que tem uma projeção incrível, fomos também medalhados em várias modalidades de atletismo, tudo no mesmo fim-de-semana inspirador. Portugal está de parabéns, mostrou que também se pratica bom desporto por cá, com respeito (q.b. que também não somos totós) pelo adversário e que sabe gozar o momento. Foi uma festa espantosa e acho que ao menos isto para nos arrancar um sorriso em tempos tão adversos.



Parabéns Portugal!!!!!

8 de julho de 2016

Da agricultora urbana que há em mim


Desde este post, já muita coisa cresceu na nossa varanda. Estamos muito espantados com estes resultados, digo-vos já! Quanto plantei os tomateiros e as beterrabas não tinha grandes esperanças naquelas plantas raquíticas, no entanto, os resultados têm sido muito bons. Das 4 beterrabas que plantámos comemos 3 e oferecemos uma, eram todas deliciosas e foram comidas cruas em saladas e picles caseiros (cerca de 30 minutos em balsâmico e sal marinho). Também comemos morangos e houve uma ou duas semanas em que nasceram vários em simultâneo, agora está mais paradito. Eram pequenitos mas com um sabor pronunciado.

De todas as plantas, a que mais me espanta é o tomateiro. Comprámos dois pés de tomate cereja, pensei eu que eram inofensivos, pequeninos e fofos, mas a realidade é que a planta faz lembrar a história do João e o Pé de Feijão. Isto cresceu que foi uma loucura, tenho estacas por todo o lado, já podei várias vezes e isto continua a crescer como se não houvesse amanhã. Até ao momento já tirámos três tomatinhos mas as ramadas estão carregadinhas e em breve começa tudo a amadurecer. Para obter estes resultados não fizemos nada para além de regar regulamente, nem sequer ainda tivemos pragas a assinalar, está tudo na paz!


As crianças continuam a adorar toda a actividade que envolve o crescimento dos legumes. Há sempre guerras para regar, guerras para colher e no fim comem tudo com imenso prazer. Da nossa parte, vamos prosseguir com as alfaces que também foram muito bem sucedidas e que cresceram muito depressa, diz que se dão o ano todo portanto vamos experimentar ;)



5 de julho de 2016

4 anos de filho


Há semanas que ele andava a pensar no dia do aniversário! Finalmente chegou o dia em que ele deixou de ser "bebé", até porque para setembro "já vai para a mesa do meio", o que traduzido por miúdos significa que já não pertence ao grupo dos mais pequenos da sala do jardim de infância.
Para o aniversário, este meu filho, que é muito específico, pediu-me um bolo com cobertura de chocolate, com pintarolas e (todos!) os super heróis.  Arranjei apenas o batman e o super-homem e o efeito foi igualmente estrondoso, era mesmo isto que ele queria e sentiu-me o rei do jardim de infância com os colegas todos de volta dele. Isto de fazer anos na escola tem todo um ritual que nem vos digo nem vos conto, eu que nunca festejei os anos neste contexto imagino que deve ser mesmo uma grande coisa... :D
Aos quatro anos, todos gostam dele, que se porta muito bem, que adora brincar, que os coleguinhas da sala adoram-no e que mesmo os mais velhos gostam imenso da companhia do "Vasquinho". Nós cá em casa já temos um miúdo diferente, bem mais birrento, teimoso, que faz ouvidos moucos e que contesta muitas das nossas decisões. Gosta imenso de brincar, sobretudo jogar à bola e correr desenfreadamente; adora a irmã e faz grandes parelhas com ela, tão grandes que nos deixa com os nervos em franja de tanta galhofa sobretudo às refeições... Não gosta nada de se sentar e fazer trabalhos, não é dado a desenhos nem recortes, nem em casa nem na escola, o que ele quer é brincar até cair para o lado e ver bonecos!! É sem dúvida uma criança feliz, despreocupada, com boa altura e peso, come de tudo e é muito desembaraçado. O nosso bebé já é um menino crescido e isso tem tanto de bom como de nostálgico.
Parabéns riqueza pequena***


29 de junho de 2016

Novas considerações sobre a diferença de idades deles


Em dezembro de 2011 escrevi sobre o que poderia acontecer relativamente à diferença de idades que eles íam ter após o nascimento do irmão, quase 3 anos (2 anos e 10 meses); andava eu grávida, bons tempos! Quando planeámos um segundo filho achámos que 3 anos de diferença seria um bom compromisso, dava para aproveitar bem o primeiro filho enquanto bebé e quando este fosse já minimamente independente teríamos outro para não perder totalmente o ritmo. Confesso que até ao ano passado a nossa teoria ficou bem fundamentada, enquanto andam no jardim de infância os filhos têm basicamente as mesmas necessidades e rotinas, porém a entrada dela na escola primária veio revolucionar os nossos dias...

Creio que nunca me senti tão culpada ou negligente em relação ao meu filho mais novo do que este ano. Embora esteja a usar termos um pouco fortes, a verdade é que é assim que eu me sentia quando os tinha aos dois em casa e tentava que ela fizesse os trabalhos de casa concentrada. Foi horrível.

Pela primeira vez eles estiveram em escolas diferentes e por isso só se viam de manhã e ao fim do dia e nessas alturas eles queriam brincar juntos, gritar juntos, correr juntos, basicamente esta casa parecia um manicómio sobretudo às horas das refeições com eles muito malucos sempre a rir e a dizer piadas, desafiando-se mutuamente. Ora, nos momentos em que eu tentava que ela ficasse sentada a fazer os deveres, ele queria estar junto dela, não necessariamente a fazer uma tarefa semelhante, mas acabava sempre por distraí-la e o resultado era sempre eu ligar a televisão e pô-lo a ver bonecos de enfiada porque só assim eles ficavam em silêncio. Infelizmente não fui bem sucedida na minha missão de conseguir que ela ficasse sozinha a fazer os deveres, mesmo comigo em cima dela, ela distraía-se sempre e mesmo que eu quisesse era de todo impossível estar a ver TV com o miúdo. Isto de zelar pela educação das crianças é um verdadeiro bico d'obra é preciso equilibrar muita coisa e se houve vários dias em que o deixei frente à TV (por ser mesmo o mais eficaz), também optei por vir para casa sozinha com ela e deixá-lo na escola mais um ou duas horas. Venha o diabo e escolha :(

Perante este cenário, hoje arrependo-me de não ter tido os meus filhos com uma diferença de idades MÍNIMA porque efetivamente dá muito trabalho ter dois filhos de fraldas, ok, mas essa fase é muito curta e descontraída comparada com a fase escolar e é aí que elas mordem, ah pois é...

24 de junho de 2016

e os manuais escolares?

Pegando na ideia dos manuais escolares que finalmente vieram para casa, achei que seria uma boa oportunidade para dissertar sobre eles...
Os manuais escolares foram comprados, dei-lhes uma vista de olhos e desde que foram para a escola no início das aulas, nunca mais regressaram a casa. Em bom rigor, comprei uma mochila à minha filha que transportou todos os dias nada mais nada menos do que o lanche e uma pasta de cartolina com meia dúzia de folhas e a caderneta. Tanto ouvi dizer que as crianças carregam toneladas às costas e felizmente nada disso se verificou na nossa escola, assim como em todo o agrupamento pelo que oiço dizer - o que é excelente!

Embora os livros de Língua Portuguesa e Matemática viessem (raramente) para casa para TPC de fim-de-semana, só agora, com o fim das aulas é que me tenho debruçado mais em "estudá-los". A nossa professora usou vários manuais com os garotos e creio que terá sido também por esse motivo que os nossos manuais ficaram com muitos exercícios por fazer e que vamos aproveitar as férias para os completar. Relembrando todos os trabalhos de casa que fizemos, tanto dos manuais adoptados como de outros anteriores creio que de um modo geral há demasiadas falhas. Falhas nos enunciados, falhas na lógica dos exercícios, muitas ambiguidades e até exercícios que estão descontextualizados relativamente aos conhecimentos dos alunos.

Creio que no início do ano, em que (em teoria) nenhuma criança sabe ler e escrever, apareceram muitos enunciados com "escreve isto ou aquilo" quando na realidade a criança não sabe nada de nada. Como pode a criança escrever "três" quando não sabe o que é o "t" ou o "^", quando não sabe ligar as letras. Fará sentido ter enunciados escritos logo no início do programa? Fará sentido aparecer um quadrado desenhado num enunciado quando é pedido à criança o "valor de uma área"? (mas afinal o que é a área, mãe?)
Estes são pequenos exemplos de coisas que vi e que são transversais a todos os manuais actuais e um pouco mais "antigos" (5 anos...talvez), de várias editoras.

Da maneira que os exercícios são expostos, é quase impossível que uma criança, em fase de alfabetização, consiga (sozinha) resolver seja o que for. Não podiam os livros ser mais sintéticos, ou seja, focarem-se mais em icons em vez de redigirem enunciados que os garotos não têm ainda capacidade de ler e até interpretar? Sei lá, podiam estar mais interligados, ou seja, ao mesmo tempo que em Língua Portuguesa fossem dadas determinadas informações às crianças, os livros de Matemática e Estudo do Meio também evoluíam no vocabulário e deixavam caír os símbolos, podia ser um caminho... Eu não gosto muito de evocar outros tempos, sobretudo o tempo em que os nossos pais andaram na escola, no entanto, acho que para uma criança do 1º ano, faria todo o sentido haver apenas um manual escolar* onde em simultâneo fossem abordados todos os temas de acordo com o progresso da alfabetização. Fica a ideia e a reflexão...


* não me refiro a um "livro único nacional", mas sim, a possibilidade de uma editora qualquer ter apenas um manual em vez de 3 manuais + 3 livros de fichas


8 de junho de 2016

Fim do ano

Hoje ela trouxe a mochila pesada, trouxe pela primeira vez todos os manuais escolares, os cadernos e as notas do último período que a professora ditou informalmente (ainda iremos ao "juízo final"). Teve boas notas, diria que foram quase surpreendentes face ao calvário que foi este ano lectivo. Sentimos que corremos todos uma maratona (falo de cor, nunca me meti em tal prova), foi muito cansativo este ano, tivemos imensas dúvidas, muito drama à mistura, alguns pontos altos e outros baixos. Mas chegámos ao fim com o saldo positivo, ela sabe ler, cada vez mais depressa, escreve o que precisa escrever, conta o que tem de contar e veio toda feliz por saber que vêm aí as férias e que para o ano regressa à escola que inicialmente tantas dores de cabeça nos deu. Ela gosta da escola, sente-se livre, corre, fantasia à vontade dela sem que ninguém a chateie, a professora foi uma santa, sempre dando relatórios terríveis mas sempre insistindo para que ela se mantivesse focada (o mais possível :D).

Agora falta só o arraial e depois até setembro!

(até lá vamos praticando e preenchendo os exercícios que ficaram por fazer nos manuais...)

3 de junho de 2016

Motivação para o futuro!



A uma semana do fim da escola, vi este video partilhado por uma amiga.
Achei que seria apropriado, assim em jeito de balanço nesta reta final de ano lectivo que teve alguns altos e baixos para os quais não estávamos assim muito preparados para eles mas que no fim, até nos parece que correu bem... Ela já sabe ler, já sabe fazer operações matemáticas, não é um ás mas também não é isso que esperamos dela. Foi feliz este ano? Foi sim senhora! É isso que mais nos importa.

Entretanto ainda voltarei "atrás" para dissertar sobre um ou outro tópico ;)