16 de outubro de 2016
Violoncelo - uma nova etapa
Estas fotografias foram tiradas exactamente com 7 anos de diferença. No dia em que ela completou dois meses tirei a fotografia da esquerda e se me dissessem que passados exatamente 7 anos ela iria estar em êxtase por receber o seu primeiro violoncelo eu jamais acreditaria. É realmente espantoso o quão evolui um ser humano num espaço tão curto de tempo. Aprende a comunicar, a comer, andar, correr, juntar objectos, interagir com os seus pares, ler, escrever, pensar e apreciar as artes. É muito bom poder proporcionar e vivenciar todos estes pormenores. Cá estaremos para mais uma fase que parece ser muito desafiante e que vamos fazer os possíveis para estar à altura.
A todos os que nos ajudaram a encontrar um violoncelo, o nosso muito obrigado! É um instrumento espantoso.
13 de outubro de 2016
Passeámos por Sintra
Quando estivemos por Mafra, fomos passear a Sintra e escolhemos a Quinta da Regaleira como o nosso primeiro destino. Nenhum de nós conhecia a quinta e eu até tinha a ideia de que seria mais pequena e que se veria depressa e que por isso será ideal visitá-la antes do almoço. Na verdade, a Quinta da Regaleira é enorme e cheia de pormenores maravilhosos, vimos quase quase tudo e o que vimos gostámos imenso. A minha maior curiosidade eram os jardins e o Poço Iniciático e realmente não desiludiram. Por todo o lado eram plantas maravilhosas, uma floresta verde, cheia de cascatas, lagos, pontes, caminhos secretos e túneis que nos confundiam mesmo com os mapas. Nós adultos gostámos mesmo muito e as crianças adoraram, correram imenso por todo o lado e raramente mostraram receio de enveredar por um ou outro caminho.
Seguramente que levar as crianças a esta quinta é uma aposta ganha, todos eles eram caras de espanto, olha isto, olha aquilo, somos princesas, somos exploradores. A escuridão pode parecer um pouco assustadora mas ver as crianças vencer os seus receios é muito bom e só por isso vale a pena a vista.
No meio da escuridão surgiam novas entradas no túnel principal, e depois foi a subida do poço. Foi a parte de que mais gostei. Fazer aquela subida em direção ao céu, ter a sensação de sermos sugados para o fundo é muito forte porque a perspetiva é acentuada porque efetivamente a base do poço é mais estreita do que o topo, como se fosse realmente um búzio invertido (dizia num painel explicativo no palácio).
Infelizmente à medida que vou ficando mais velha, intensifica-se a minha sensação de pânico das alturas. Há uns anos não era nada assim e isso faz com que desfrute menos destas experiências, no entanto e apesar de não conseguir fotografar com calma, vale muito a pena subir estruturas destas.
Por toda a quinta há vestígios maçónicos mas também católicos e provavelmente até de outras crenças mas que certamente me terão passado ao lado porque não sou dada a esses conhecimentos. Os que reconheci valem a pena apreciar.
Para terminar a Quinta fomos ao palácio onde pudemos ler mais informações sobre todos os espaços onde pude fotografar os mais pequenos a explorar o esquema do poço iniciático compreendendo perfeitamente onde andámos! Só por este pequeno momento achei que o nosso passeio valeu a pena.
***
Depois do almoço fomos ao Palácio da Pena, nós já conhecíamos mas os avós, cunhados e miúdos ainda não. Mesmo já lá tendo ido, vemos sempre as coisas com outros olhos e desta vez até me pareceu que o palácio estava ainda mais bonito, com as cores ainda mais vibrantes e é sempre bom ver que há investimento no restauro das salas (havia uma ou outra em trabalhos) e por isso mesmo há zonas onde passámos que me pareceram que ainda não as tinha visto.
Logo no início ficámos a observar o Tritão e todos os pormenores marítimos deste portão, as miúdas mais velhas ficaram fascinadas e fizeram imensas perguntas, aproximavam-se, afastavam-se para ver melhor - muito giro.
A paisagem é o que é, juntar as cores do palácio fica o máximo.
Adoro ver as crianças analisar, contemplar. Foram várias as ocasiões que os apanhei a todos parados, a observar e conversar entre eles, estavam efetivamente a estudar e a aprender imenso!
(e aqueles garrafões? ;)))) )
Este foi sem dúvida um dos passeios em família que mais gostei de fazer. Passadas duas semanas os miúdos continuam a perguntar quando voltamos à Aldeia da Mata Pequena, à Pena e ao Poço. Viajar é sem dúvida o melhor investimento que se pode fazer, jamais é um gasto.
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12 de outubro de 2016
Violoncelo 1/2 procura-se
Caras pessoas que me lêem, se tiverem por casa um violoncelo 1/2 que esteja encostado ou que esteja para deixar de servir, falem comigo. Procuramos um violoncelo em segunda mão para iniciação.
Se esse violoncelo estiver por aí entre Viana do Castelo, Porto, Braga, Aveiro, Viseu ou Coimbra, digam-me alguma coisa, sim!
Aquisição imediata.
Obrigada ;)
6 de outubro de 2016
Aldeia da Mata Pequena - o regresso!
Por esta altura, há precisamente seis anos, fomos os três a Mafra passar os primeiros dias de Outubro. Naquela época (parece que foi há um século) éramos só três e fomos à Aldeia da Mata Pequena. Gostámos tanto que tivemos logo a certeza de que regressaríamos e fomos agora cumprir a nossa promessa. Chegámos era já hora de jantar, as crianças não sabiam ao que íam, trouxemos connosco as primas, tios e avós do Minho - éramos dez à espera de um fim-de-semana diferente.
Apesar de ser já noite, as crianças ficaram imediatamente num estado de loucura total (parece que andam sempre assim, mas é mesmo verdade). Mal entrámos na nossa casinha nunca mais tivemos mãos neles, a Tatiana que nos recebeu, explicava-nos onde estavam as coisas e eles só subiam e desciam as escadas e gritavam "olha isto, olha aquilo, tem escadas, tem janelas, tem portão, está aqui um gatinho" parecia que timos aterrado em Marte. Só os conseguimos deitar pelas onze da noite, dormiram todos juntos no mesmo quarto, nós ao lado, os tios em baixo e os avós sossegadamente numa casa ao lado.

Na manhã seguinte largámos as crianças à vontade, ali não havia trânsito que nos preocupasse e já estava combinado que as crianças iriam ajudar a dar de comer aos animais da aldeia. Há uma mini quinta, com um burro, patos, galinhas, cabras, um porco, um pavão e vários gatos que andam sempre à nossa volta. Os porquinhos da Índia foram mega-sucesso entre os miúdos e não havia nada que não nos pedissem para fazer vezes sem conta.

A aldeia há seis anos já era gira, mas agora está ainda mais depois de mais alguns melhoramentos. Conseguiram retirar os postes de iluminação de cimento e colocar uns antigos de ferro pintado, substituíram o alcatrão da rua por calçada e lajes centrais e adquiriram mais casas para alojamentos. Tudo sempre decorado com artigos de época originais e que tornam o conjunto espetacular. As crianças pareciam que estavam numa história da carochinha, entravam em todos os pátios, cumprimentavam toda a gente, só corriam e estiveram verdadeiramente livres. Houve momentos em que não sabíamos mesmo onde andavam tal era a nossa descontração.
Na primeira noite jantámos em casa e na segunda reservámos mesa na Tasquinha do Gil, na aldeia. As crianças gostaram imenso, jogaram a roda da sorte e deliciamo-nos todos com as várias tapas que nos serviram. Durante o dia andámos por Sintra, mas isso ficará para outro post ;)
Já aguardamos com expectativa a próxima visita à Mata Pequena! Se não conhecem este cantinho maravilhoso, não deixem de passar aqui um fim-de-semana é perfeito para grupos que gostam de aproveitar a natureza e a simplicidade do campo e que em menos de meia hora se pode visitar Lisboa, Sintra, Ericeira, Mafra com tudo de espetacular que estas opções têm a oferecer.
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4 de outubro de 2016
E deixa-los sozinhos em casa?
Ainda a propósito do post anterior, sobre a autonomia das crianças, a Susana comentou que lhe custa deixar a filhas em casa sozinhas. Ora depois de ler o seu comentário, dei-me conta da grande lacuna que o meu post anterior deixou. Sem dúvida que uma das maiores provas de responsabilidade que uma criança pode dar é a de conseguir ficar sozinha em casa por breves momentos. Confesso que antes de destrancar a porta do carro (que ainda não o fizemos) ou deixar a criança brincar sozinha no parque, já deixei a minha filha mais velha sozinha em casa.
Recordo-me do dia em que fizemos o teste piloto, o primeiro, a nossa estreia. Ela teria uns 5 anos e disse-lhe que ia por o lixo e que ela iria ficar um bocadinho sozinha mas que me podia ver através da janela da cozinha (que ela não conseguia abrir). Para meu espanto e após algum receio inicial dela, ela concordou em ficar um bocadinho sozinha. Disse-lhe que seria uma jogo sobre coragem e que ela veria que ia superá-lo e assim foi. Quando cheguei a casa ela viu que realmente foi muito rápido e que nem teve tempo para ter medo! Ficou muito contente e eu aliviada por não ter caído na rua ou algo do género.
Depois deste episódio deixei-a mais uma ou outra vez para ir buscar o irmão mais novo à escola. É um tempo mais prolongado, mas correu sempre tudo bem e normalmente ou fica a ver TV ou faz os trabalhos de casa. Embora eu ocasionalmente deixe a minha filha sozinha em casa, isso já não acontece com o irmão mais novo, nem tão pouco quando estão os dois juntos. Julgo que não há ainda condições para que este passo seja dado porque uma criança de 4 anos é muito imprevisível e pode assustar-se e consequentemente assustar a mais velha e daí às coisas correrem muito mal é um passo minúsculo. Não há necessidade.
Aqui vem mais uma vez a questão da necessidade em oposição à independência da criança. Não tendo eu necessidade de deixar os meus filhos sozinhos, porque efetivamente os posso levar comigo, na verdade acho que em algumas situações em que eu veja que estão reunidas algumas condições especiais, posso com alguma margem de confiança, deixar a minha filha mais velha à sua responsabilidade. Custa e enerva bastante a primeira ou segunda vez, mas depois, o elo de confiança compensa o risco, risco esse bem assumido e controlado dentro do possível.
30 de setembro de 2016
Sobre os parques infantis meditar
Hoje estou no Eu, Mãe com um artigo que me diz muito. Se já me acompanham há algum tempo, sabem que por vezes partilho parques infantis ou escolas que apelam verdadeiramente ao espírito aventureiro e criativo das crianças. Hoje o meu artigo não foge disso e se calhar vai até um pouco mais além ;)
Bom fim-de-semana!
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29 de setembro de 2016
Dar autonomia
A minha mais velha tem sete anos e com essa idade eu ia obrigatoriamente sozinha para a escola e isto acontecia numa grande cidade. Hoje, moramos numa cidade de média dimensão e por força das circunstâncias a escola fica um pouco fora de mão para que a minha filha tenha a mesma autonomia que eu em tempos tive. São realidades e contextos diferentes e embora eu tenha pena que ela não vá sozinha para a escola, também não fazemos nenhum drama em torno da questão, muito pelo contrário, é para nós um prazer poder levar os nossos filhos e ver como ela fica alegre ao entrar na escola.
Embora tenhamos alguns receios em dar autonomia aos nossos filhos nos dias de hoje, a verdade é que essa autonomia pode ser dada também por outras vias. No carro, ambos sentam-se em cadeirinhas de retenção, mas enquanto o mais novo ainda não tem força para apertar os seus cintos, a mais velha já faz toda essa manobra de segurança sozinha. Ultimamente temos falado com ela sobre a necessidade que temos de desbloquear a porta do lado dela. Não é que seja uma necessidade, mas é muito mais prático se eu não tiver que sair do carro, qual Ambrósio Apetece-me Algo, para abrir a porta à menina Leonor. Chegamos à escola, eu saio pela senhora. Chegamos ao ballet, eu saio pela senhora. Chegamos à garagem, lá vou eu novamente abrir a porta... Já chega!
Ela diz-nos que não se sente crescida o suficiente para esta etapa, nós dizemos que confiamos totalmente nela e que se achássemos que ela não fosse capaz, não lhe propúnhamos esta mudança.
À semelhança destas argumentações da porta, ela também resiste muito em ir sozinha para o parque infantil que é junto ao nosso escritório. Diz-nos que tem de ter "um adulto responsável", eu aguento?
Eu não digo que fico 100% descontraída a trabalhar sabendo que a criança está sozinha no trepa-trepa, mas quer dizer, temos de começar por algum lado; só que ainda não começámos*... :D
*mas está mesmo para estes dias!!
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26 de setembro de 2016
Fomos à Serra
Este fim-de-semana fomos dar uma voltinha pela Serra da Estrela, fomos de mota com os meus cunhados. O plano era passar em alguns sítios específicos mas sem grandes horários, fomos ao sabor do vento e na maior parte da viagem, o "vento" levou-nos para sítios difentes porque simplesmente nos enganámos no caminho ou porque vários restaurantes estavam encerrados para férias. Não nos ralámos, queríamos andar sem horários e foi mesmo isso que aconteceu, almoçámos a meio da tarde, parámos aqui e ali para esticar as pernas, tirar umas fotografias, mas a maior parte do caminho foi mesmo para apreciar cada curva do percurso; foram mesmo muitas curvas.
Após dois ou três restaurantes fechados, conseguimos almoçar no Hotel da Serra da estrela. Embora o maior chamariz fosse o facto de ser um "Restaurante Medieval", a verdade é que era um buffet maravilhoso de comida rústica onde o staff estava vestido normalmente. Não havia funcionários mascarados de cavaleiros nem nada dessas coisas. Depois do almoço seguimos para a Torre onde estivemos a gelar um bocadinho e depois seguimos para a aldeia de Janeiro de Cima onde pernoitámos na Casa de Janeiro, que é de um casal amigo nosso e que recomendamos vivamente sobretudo se forem com crianças.
Janeiro de Cima é uma aldeia que faz parte das chamadas Aldeias de Xisto e têm essa designação porque as casas são essencialmente construídas com essa pedra muito abundante na região. É uma aldeia pequenina em que várias casas já foram reabilitadas bem como os arruamentos e muros. Desta vez fomos sem as crianças, mas já ficou certo que em breve regressaremos com os miúdos, muito provavelmente na época da neve! A Casa de Janeiro, à semelhança de várias casas da aldeia, foi reabilitada de um estado de (quase) ruína e após uma grande intervenção ficou muito gira no interior e perfeitamente recuperada à traça original no exterior, vale a pena insistir num processo destes que deve dar imensas dores de cabeça, mas o resultado, na nossa opinião, compensou largamente! No interior a casa tem muitos pormenores que juntam o tradicional ao moderno, uma combinação que eu adoro, já sabem.
Em Janeiro de Cima há muito que fazer, não pensem que é uma aldeia totalmente em silêncio! Fomos ao restaurante Fiado que é maravilhoso e depois fomos a rebolar até ao bar Passadiço, ambos estavam com bastante gente!
Durante a manhã do dia seguinte fomos até ao rio, pelo caminho fomos apreciando as casas e quando chegámos fomos surpreendidos por uma paisagem muito bonita, calma, bem cuidada e que é óptima para grupos mas que também convida à introspeção :) Fizemos uma pequena caminhada pelo monte e lá de cima deu para ver melhor o tamanho da aldeia e o açude do rio Zêzere que é óptimo para nadar, andar de barco e pescar. Ao longo de todo o percurso do rio há um caminho pedestre chamado Grande Rota do Zêzere o qual pode ser percorrido a pé, de bicicleta ou de barco, é também muito aliciante!
Deixo-vos agora com algumas fotografias da aldeia e do rio, aposto que se lá forem, não se vão arrepender!
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