2 de janeiro de 2012

Pelo mínimo


Conheci este blog há pouco tempo, e ao lê-lo consegui idenficar alguns pontos em comum comigo, nomeadamente a minha/nossa tentativa diária de conciliar o consumismo à realidade de uma casa pequena. Em breve seremos 4 a habitar um T2 pequeno e se há momentos em que eu me passo por achar que tenho muita coisa amontoada, há também o reverso da moeda, ou seja, quando eu me questiono se realmente vale a pena comprar determinado artigo. Neste momento em que Portugal atravessa um período de crise, quiçá aguda, penso que muitos de nós poderemos aproveitar para repensar a nossa estratégia de vida, questionando se valerá a pena comprar uma casa grande, se realmente precisamos de dois carros, será que os casacos e botas ainda aguentam mais um inverno?
Para nós adultos pouco ou nada temos comprado, se compramos roupa é para substituir peças irremediavelmente danificadas. Para ela optamos por comprar livros do que brinquedos, compramos roupa resistente e reutilizamos peças emprestadas. Para a casa fazemos tentativas de adquirir móveis versáteis e se na cozinha por vezes achamos que determinado aparelho nos fazia jeito, tentamos visualizar que antigamente essa tarefa também se fazia... Também nas idas ao supermercado vejo muitas modificações no nosso estilo de vida, se antes íamos ao hipermercado de carro menos vezes por mês mas trazíamos muitíssimos mais artigos secundários e em maior quantidade, hoje em dia, recorremos com maior frequência ao mini-mercado de bairro, onde compramos de acordo com uma variedade muito mais limitada, ligeiramente mais cara, mas no fim do mês a factura é inferior à do hipermercado, isto porque não há tantos superfluos. Não olhando à menor liquidez financeira, creio que a "crise" será bastante positiva para os portugueses. Iremos reaprender a olhar para aquilo que nos faz feliz, levar um estilo de vida mais simples, dar passeios mais saudáveis, optar por andar mais a pé, conviver mais em casa com os amigos. Eu de um modo geral acho-me mais feliz agora, poupando, reutilizando e ensinando a viver com muito menos.


6 comentários:

Maria de Lurdes disse...

Concordo em absoluto!

Nós somos frugais, apesar de eu dar-lhe sempre forte nos saldos para dar uma renovada no guarda-roupa, isso nunca é demais! Ainda assim é só nos saldos...

Marta disse...

Há que ver os aspectos positivos de tudo, até da crise. Isto chama-se optimismo!
Eu também me vejo a repensar muita coisa, a considerar supérfluo que muitas vezes achei necessário.

chadebergamota disse...

Este tema interessa-me!! Partilha mais!

Bjo.

chadebergamota disse...

Este tema interessa-me!! Partilha mais!

Bjo.

Tica disse...

Menos é mais... Na alimentação se te cingires ao básico (fruta, legumes, pão, carne, ovos, peixe, leite e iogurtes) até comes de uma forma mais saudável... vegetariano ainda mais barato e saudável...
Na roupa e afins, apesar de gaja, o comprar por comprar já não me faz feliz há muito tempo, só mais pobre e com mais tralha.
Viver com menos é mais felicidade.
Basicamente eu faço o mesmo raciocínio que tu. Ainda ando a tentar vender 2 carros Renault 19, alguém interessado?

Su disse...

Aqui está um tema muito interessante... concordo em absoluto. Acho que a crise tem sempre o lado positivo, se o soubermos encarar de forma correcta.